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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Músicas perfeitas que eu descobri em trilhas sonoras



Oi, como vai?
Hoje eu vim fazer uma lista (o que não faço há muito tempo, saudades) de músicas perfeitas que eu descobri em trilhas sonoras. Muitas porque foram feitas para o filme e muitas que foram selecionadas para aquela trilha sonora e que são tão perfeitas que não pude deixar de baixar e continuar ouvindo mesmo depois de o filme já ter passado há muito tempo.
Não vou fazer um top 7, como na maioria das vezes, porque não consigo escolher só sete músicas. E não vou numerá-las, apenas lista-las, pois não consigo me decidir sobre qual é a melhor entre elas. Por isso, mesmo que a música venha no final da lista, isso não significa que eu gosto menos dela do que de algumas que vieram no início.
Vamos lá:

It's Time - Imagine Dragons



Essa música eu descobri no trailer de The Perks of being a Wallflower. Nem chega a fazer parte da trilha sonora do filme, mas desde que ouvi no trailer adorei e não parei de ouvir. Além do mais, foi aí que descobri a incrível banda Imagine Dragons, da qual baixei praticamente toda a discografia.

Atlas - Coldplay



A música da banda Coldplay, que adoro, para a trilha sonora de Catching Fire é perfeita! A primeira vez que ouvi não gostei tanto, mas depois que ouvi mais vezes viciei. Essa música, aliás, está concorrendo ao Grammy por melhor música escrita para mídia visual.

All About Us - He is We


All About Us, de He is We (até agora não sei se é uma banda ou uma cantora, mas baixei muitas músicas, que são realmente fofinhas), estava na lista de músicas da trilha sonora de City of Bones (embora eu não tenha ouvido em nenhum momento no filme) e desde a primeira vez que ouvi foi uma espécie de amor à primeira... ouvida. E esse clipe é muito chorável lindo, vale à pena assistir.

Heroes - David Bowie


Eu sempre ouvi falar de Bowie, mas nunca tinha ouvido uma música de fato. E quanto ouvi a música em The Perks of Being a Wallflower (a música do túnel!) gostei tanto que... ah, vocês já sabem, né?

Come on Eileen - Dexys Midnight Runners


Mais uma música da trilha sonora de The Perks. A trilha sonora desse filme é uma das minhas favoritas, e o filme também é um dos meus filmes favoritos, e Emma Watson é uma das minhas atrizes favoritas, enfim...

When the Darkess Comes - Colbie Caillat


Mais uma de City of Bones, essa é a minha favorita da trilha sonora. Eu já gostava de Colbie Caillat antes. Não era fã, nem nada, mas sempre achei as músicas muito legais. Esta não pude deixar de baixar pra ouvir mais e mais vezes.

House of the Rising Sun - Lauren O'Connel


Desta vez não de um filme, mas de uma série, House of the Rising Sun é uma das músicas que mais ando ouvindo ultimamente. A versão original é muito boa, mas a versão de Lauren O'Connel, que tocou em algumas promos de American Horror Story Coven, é definitivamente a minha favorita!

Midnight City - M83


Essa música, da trilha sonora de Meu Namorado é um Zumbi, é sensacional! Eu já havia ouvido em algum lugar, mas não me lembrava bem de onde. Quando a ouvi no filme, pesquisei logo depois a lista de músicas e adorei. Aliás, toda a trilha sonora desse filme é muito boa, mas Midnight City é a minha favorita. 

Somewhere Only We Know - Keane


Voltando às séries, esta eu ouvi em Glee (quando eu assistia, há uns dois anos, mais ou menos) e logo procurei a versão original, que é simplesmente perfeita!

Total Eclipse of the Heart - Bonnie Tyler


Já que estou falando de músicas das trilhas sonoras de filmes e séries, por que não falar de... livros? Total Eclipse of the Heart é a música da dança de Pat e Tiffany em O Lado Bom da Vida, e durante a narrativa Pat coloca trechos da música, então optei por ler ouvindo. Foi o melhor jeito de se ler aquela cena! E a música é muito boa.

Winter Song - Sara Bareilles e Ingrid Michaelson



A primeira vez que ouvi essa música foi nos poucos segundos de uma promo de American Horror Story (como sempre doentias, mas que eu adoro) na qual uma cobra entra na boca de uma mulher. Mesmo sendo usada nesse contexto, a música tem uma melodia doce e uma letra bonitinha, toda romântica. Gosto muito de Winter Song, e Sara Bareilles é uma revelação da música, que despontou recentemente e está fazendo cada vez mais sucesso.

Young and Beautiful - Lana del Rey



Eu adoro Lana del Rey (sim, mesmo com todos aqueles que criticam e falam mal tendo ouvido metade de uma das músicas, ela é uma cantora sensacional) e quando ouvi sua música para a trilha sonora de O Grande Gatsby (que no fim acabou lançando também como single) não pude parar de ouvir. É uma letra maravilhosa, e um som que... bem, não há como explicar, mas a música é sensacional, vale a pena ser ouvida mais e mais vezes.

Over the Love - Florence Welch 



Como muitos dos que acompanham meu blog há mais tempo podem testemunhar, eu sou um grande fã da banda Florence and the Machine, e quando descobri que Florence Welch, a vocalista, faria uma música para a trilha sonora de O Grande Gatsby, fiquei muito ansioso. E eis que a música saiu e não me decepcionei nem um pouco: é perfeita!

Bem, essas são as minhas músicas favoritas que descobri em trilhas sonoras. Como eu falei antes, elas não estão em ordem de preferência. Se você gostou da ideia e quiser transformar em uma tag para falar sobre as suas músicas favoritas que descobriu em trilhas sonoras, sinta-se à vontade, mas não se esqueça de dar os créditos, ein?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 27 de outubro de 2013

Vamos falar sobre: A Menina que Roubava Livros


Oi, como vai?
Antes de mais nada quero dizer que chorei com esse livro. Chorei. Muito. 
De todos os livros que já li e adorei até hoje, nenhum deles mexeu comigo tanto quanto este. 
O livro conta a história de Liesel Meminger, uma garota que vive na Alemanha na época do nazismo e da Segunda Guerra Mundial. Ela estava em um trem com a mãe e o irmão, sendo levada para a casa de Hans e Rosa Hubberman, seus novos pais de criação, já que a mãe não conseguia mais cuidar deles sozinho. Neste trem, no meio do nada, o irmão de Liesel morre, e é onde a Morte e a garota se encontram pela primeira vez. A Morte se encontra mais algumas vezes com Liesel, o que faz nossa narradora (sim, o livro é narrado pela Morte, e ela é uma personagem muito legal) desenvolver um certo interesse pela garota. 
Liesel chega ao número 33 da Rua Himmel, onde sua nova família está, e de início não quer entrar, mas depois que entra começa a conhecer seus novos pais e a criar laços de verdade com eles. Rosa Hubberman é uma das personagens mais engraçadas, por mais que seja muito rigorosa e um tanto mal encarada. Hans Hubberman... ah, ele é meu personagem favorito. Desde o início ele desenvolve uma relação com Liesel que faz parecer com que são pai e filha de verdade há muito tempo, e não um pai de criação e uma garota que chegou há pouco tempo em sua casa, deixada pela mãe. 
O título do livro entra justamente na sua mania por roubar livros. O primeiro que rouba é O Manual do Coveiro, que caiu do bolso do coveiro enquanto enterrava seu irmão. E foi com este livro que ela aprendeu a ler e a escrever, ensinada por Hans em seu porão. Desde então, ler se torna seu maior prazer, competindo acirradamente com roubar livros. O livro é dividido em dez partes, cada uma com o nome do livro que roubou na época, e cuja história ajudou a guiar sua vida. 
Além de tudo isso, temos também a história de Max Vandenburg, um judeu que se esconde no porão da casa dos Hubberman e sobre o qual Liesel nunca pode falar para ninguém, nem mesmo para seu melhor amigo Rudy Steiner. 
Não vou dar mais detalhes para não estragar sua leitura, porque uma das melhores coisas do livro é virar cada página sem saber o que acontecerá na seguinte. A Morte nos dá alguns spoilers de vez em quando, antecipando o final e depois voltando para seguir linearmente e chegar até a parte que resumiu antes, desta vez com muito mais detalhes. E o impressionante é que mesmo isso não atrapalha a leitura. Pelo contrário, te estimula a continuar. 
A sinopse em si não é de atrair muito, mas quando você começa a ler não há como se desapegar da história. É tudo tão... perfeito. A narrativa é cheia de metáforas. Enquanto outros livros falam "fulano morreu" com "fulano morreu", a Morte usa de várias metáforas, que no fim vão dar em "fulano morreu", o que eu gostei bastante. Não é daqueles livros que conseguimos ler rapidamente, e o que é está expresso em palavras de um jeito cru, sem precisarmos pensar muito. Neste temos que pensar, e no início, enquanto estava me acostumando, tive que voltar alguns trechos para ver se estava entendendo direito. Conheço pessoas que abandonaram o livro porque não estavam entendendo nada, mas esse é um problema facilmente solucionado com um pouco de atenção. Afinal, os bons livros não são aqueles em que apenas uma passada de olhos pelas palavras já dizem tudo, e sim aqueles que contém significados a mais, que para entender você precisa realmente mergulhar nas páginas. 
Além da guerra e do nazismo batendo à porta, Hitler também se faz muito presente. Claro, se não fosse ele não haveria guerra nem nazismo, mas ele acaba fazendo umas "aparições". Markus Zusak retrata o poder das palavras do Führer bem maior que seu poder com as armas de fogo. Uma das melhores citações é de um momento em que Max, no porão da casa, começa a imaginar uma luta de boxe entre ele e Hitler. Ele apanha, apanha e apanha mais um pouco, mas quando consegue realmente reverter o jogo e bater em Hitler, este vai até a beira do ringue e começa um discurso:
"Meus compatriotas - chamou -, vocês estão vendo algo aqui esta noite, não é?
De peito à mostra e vitória no olhar, apontou para Max. 
- Estão vendo que enfrentamos algo muito mais sinistro e poderoso do que jamais imaginamos. Vocês enxergam isso?
- Sim, Führer - veio a resposta.
- Percebem que esse inimigo encontrou maneiras, suas maneiras desprezíveis de penetrar em nossa couraça, e que obviamente não posso ficar aqui e combatê-lo sozinho?
As palavras eram visíveis. Caíam de sua boca feito pedras preciosas.
- Olhem para ele! Deem uma boa olhada! - E todos olharam. Para o ensanguentado Max Vandenburg. - Enquanto falamos, ele arquiteta planos para entrar em seu bairro. Muda-se para a casa ao lado. Infesta vocês com a família dele e está prestes a dominá-los. Ele - e Hitler o fitou por um instante, enojado -, ele logo será dono de vocês, até ser ele a ficar não no balcão de sua mercearia, mas sentado nos fundos, fumando seu cachimbo. Quando menos esperarem, vocês estarão trabalhando para ele pelo salário mínimo, enquanto ele mal conseguirá andar, por causa do peso nos bolsos. Vocês vão ficar parados aí, simplesmente, e deixar que ele faça isso? Ficarão olhando, como fizeram seus líderes no passado, quando deram as terras de vocês a todo o mundo, quando venderam seu país por um punhado de assinaturas? Vocês vão ficar aí, impotentes? Ou - e nesse momento subiu uma corda mais alta - entrarão aqui neste ringue comigo?
Max estremeceu. O horror gaguejou em seu estômago. 
Adolf acabou com ele.
- Vão subir aqui, para podermos derrotar juntos esse inimigo?
No porão do número 33, da rua Himmel, Max Vandenburg sentiu os punhos de uma nação inteira. Um por um, eles subiram no ringue e o espancaram."
Se eu ainda não achava o livro brilhante, não tive como pensar outra coisa quando li esse trecho. E se eu já achava o livro brilhante, no final eu não consegui considerar menos do que um dos melhores livros que eu já li. Não vou dar nenhum detalhe sobre o que acontece, mas posso garantir que é... lindo! Valeu cada hora que eu passei lendo. Qualquer oportunidade, a menor que seja, que eu tiver de elogiar este livro eu vou fazê-lo, e ainda assim não vou conseguir expressar tudo. 
Sim, me empolguei, mas como disse no início do post, de todos os livros que eu já li até hoje e adorei, nenhum deles mexeu tanto comigo quanto este. Eternamente recomendado. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D