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domingo, 30 de novembro de 2014

Vamos falar sobre: Princesa Mecânica



                                - Contém spoilers de Anjo Mecânico e Príncipe Mecânico - 

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Princesa Mecânica, o volume que encerra a trilogia As Peças Infernais, de Cassandra Clare. 
Nele, continuamos acompanhando a vida dos Caçadores de Sombas do Instituto de Londres, que lutam contra Mortmain e seu exército de autômatos, que estão cada vez mais desenvolvidos.
No final do livro anterior, Príncipe Mecânico, Jem pede Tessa em casamento, justo quando Will descobre que sua maldição na verdade não existia, e que ele está livre para finalmente declarar seu amor à garota. Se a saia já era justa entre esses três, agora ficou ainda pior. E se o triângulo amoroso já incomodava, agora então... mas mais tarde falarei sobre isso.
No fim do volume anterior conhecemos também Cecily Herondale, irmã de Will, que foi até o Instituto para traze-lo de volta, "salva-lo dos Caçadores de Sombras maus" e leva-lo de volta para família. A questão é que a garota passa a ser treinada como uma Caçadora, e acaba se revelando uma boa lutadora, de grande utilidade nas missões, além de uma personagem muito legal.
Charlotte, que no último volume descobre estar grávida, sempre governou muito bem o Instituto, mas agora encontra um grande desafio: o Cônsul Wayland quer tira-la de sua posição e, para isso, usará de meios um tanto sujos.
Nesse livro conhecemos mais os irmãos Lighwood, Gabriel e Gideon, que se mudam para o Instituto depois de certos problemas com seu corrupto pai, que se envolveu nos planos de Mortmain.
O Príncipe Mecânico, obstinado em conseguir capturar Tessa para concluir seus planos (que ainda são um mistério), compra e confisca todos os estoques existentes de yin fen, a droga da qual Jem necessita para sobreviver, além de realizar ataques diretos e usar de artimanhas sobre as quais não darei mais detalhes para estragar a sua leitura.



No geral, é uma boa conclusão para a trilogia. Cassandra Clare conseguiu concluir aquilo que começou, não deixando pontos soltos. Tudo, no final, teve uma explicação, e os personagens ganharam um bom rumo. A escrita de Clare evoluiu muito desde Os Instrumentos Mortais, o que falo em todas as resenhas dos livros dessa trilogia.
Se tem uma coisa que já vinha percebendo em seus livros, mas neste ficou muito claro, é a divisão que ela faz em sua narrativa, o que dá à obra um ar de série de TV. É claramente perceptível a divisão por "plots" que a autora faz. Nós temos uma cena com determinados personagens acontecendo, e essa cena é concluída ou terminada com um leve cliffhanger para que se pule para outra, e é como se cada capítulo fosse um episódio, ou pelo menos parte de um, e, no geral, é como se o livro tivesse sido uma temporada. Isso já deixa claro que não haveria como esse livro ser adaptado para um filme, e é como se Cassie pedisse para que se tornasse uma série de televisão. Ou talvez uma novela.
Se fosse apenas como uma série de televisão não haveria reclamação alguma, mas a questão é que o livro tem ares de novela. E não uma novela qualquer, mas uma novela mexicana, dessas bem dramáticas. Os plots sobre os quais falei raramente são de cenas de ação. Tratam-se, em sua maioria, de casais em algum canto do Instituto, em diálogos que transbordam mel. Os personagens não são humanos, algo que sempre elogio quando percebo em um livro, mas sim adolescentes um tanto idealizados, típico cavalheiros de romances ingleses (se bem que até em Jane Austen esses cavalheiros são mais... reais).
Se antes a minha única reclamação sobre os livros da série era o triângulo amoroso Will-Jem-Tessa, agora temos romance por todo canto. Mesmo que ganhem uma história própria, é como se muitos dos personagens novos fossem acrescentados com o intuito de formar novos casais, e as cenas de ação, que eram muito mais presentes nos outros livros, ficam em segundo plano para dar espaço ao tão chato mimimi.



















Enquanto lia, me senti assistindo a um episódio de Malhação. A única diferença é que se trata dessas novas e imbecis temporadas, e se passa em outra época, em outro país. 
Cassandra Clare parece mais preocupada com os shippers (casais) do que com qualquer outra coisa, e para isso passa tempo demais focando nesses casais e desenvolvendo situações e diálogos forçados para que as leitoras passem a torcer por eles. Parece ser a única explicação plausível para as muitas e muitas páginas de mimimi e poucas páginas de ação de fato. 
Nos momentos em que resolve criar a ação, Cassandra o faz muito bem, e são momentos de tirar o fôlego. O único problema é que são poucos, e a animação é logo arrebatada por cenas melosas e anticlímax. 
Se o primeiro livro de uma série fosse assim eu sequer o terminaria, e se fosse o segundo eu dificilmente prosseguiria com a série, mas como é o último volume não poderia simplesmente abandona-lo. Essa foi a única coisa que me motivou a termina-lo, e, mesmo considerando um desfecho muito bom, não conseguiu tirar o gosto de novela mexicana. 
O que começou como uma série de aventura terminou como um meloso romance, no qual toda a aventura caiu para segundo plano, ou foi usada apenas como um instrumento para mais romance. 
Mesmo que eu não tenha demorado tanto para termina-lo, foi um grande desafio, e dificilmente voltarei a ler alguma novela obra de Cassandra Clare novamente.
Se você já começou a ler a trilogia, não há como fugir sem ficar com uma grande história incompleta, mas não recomendaria como um livro avulso de jeito nenhum (a não ser que você esteja procurando por um romance açucarado. Neste caso o livro não irá te desapontar). 

Até a próxima ;D

domingo, 24 de agosto de 2014

Diário de bordo: Bienal do Livro 2014 (23/08)


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, cansado e todo dolorido porém incrivelmente feliz para falar que EU FUI NA BIENAL! 
O evento começou dia 22, sexta, e vai até o dia 31 de agosto, domingo que vem. Escolhi o dia 23 porque, além de autores muito legais, conheceria meus amigos virtuais. Como meu aniversário foi na semana passada, todos os presentes que pedi foram relacionados à Bienal, e lá fui eu para também comprar o máximo de livros que pudesse carregar. Foi simplesmente o melhor dia do ano e um dos melhores da vida!
Falarei mais sobre a minha experiência com o evento, meus elogios e minhas críticas, e ainda darei dicas para quem irá nos próximos dias. Vamos lá?
Pois bem, depois de pouco mais de uma hora de viagem, lá cheguei, já me deparando com uma quantidade estrondosa de pessoas (metade delas usando a camiseta do Acampamento Meio-Sangue) e de carros para o estacionamento. E no meio da fila já recebi a notícia de que, antes mesmo de conseguir entrar, as filas para pegar senhas e conhecer Cassandra Clare e Kiera Cass já estavam gigantescas, e não teria chance de conseguir também. Ainda não consigo acreditar que foram só 500 senhas para toda aquela quantidade de gente. Cada um poderia levar dois livros, e bem penso que, mesmo que demorasse mais, poderiam distribuir 1.000 senhas e autorizar um livro só. Mas sobre isso falarei mais depois...
Já na hora da chegada tive um exemplo da desorganização. Fiquei muito feliz por conseguir o credenciamento de blogueiro, e lá andei para todos os cantos ostentando orgulhosamente minha credencial, mas para consegui-la tive que correr ao redor do Anhembi (pois fui informado no email da organização que deveria retira-la no Portão 13) só para saber que deveria retira-lo no 26. Ou seja, corremos de volta todo o Anhembi para chegar ao 26. E lá me falaram o que? Que era no 27! Depois de me embrenhar num mar de pessoas consegui chegar ao portão certo, foi só informar ao homem que eu ia fazer o credenciamento de blogueiro que ele me deixou entrar. Pensei que seria necessário para entrar ou coisa do tipo, mas ele só me indicou um corredor e quando entrei TCHANAN estava dentro da bienal. E minha mãe, que tinha me levado, conseguiu entrar sem nem apresentar os ingressos. Ela só entregou para o homem depois de entrar porque já tínhamos pago, mas se não tivesse comprado provavelmente teríamos entrado de graça. Mesmo assim segui para o credenciamento, e depois de faze-lo pude passear e realmente explorar o lugar. É incrível e é imenso!  
O mais legal é que as palestras eram realizadas em um local aberto, e podíamos vê-las mesmo sem conseguir a senha. Imagine um show em que você tem a pista premium e a pista normal. Quem conseguiu senha ficou na "pista premium" e tinha até o direito de fazer perguntas, mas nada nos impedia de ficar na pista normal! Sendo assim, consegui ver os três autores principais que estavam presentes, Harlan Coben, Cassandra Clare e Kiera Cass. Mas não cheguei realmente perto de nenhum. Isso porque, como já falei há pouco, a fila das senhas estava gigantesca, e antes de entrar já fui avisado de que não teria chances. Como não era meu objetivo principal, nem sofri com isso. As fotos não ficaram tão boas porque tive que usar o zoom ou estava tremendo um pouco na hora, mas conseguir dar uma boa olhada em cada um deles já fez valer a pena ter escolhido o dia 23.


Harlan Coben dando sua palestra na Arena Cultural.



A culpa é do zoom do iphone, mas e daí? Eu estava respirando o mesmo ar que Cassandra Clare hahaha


Mesmo que de longe (selecione a qualidade de vídeo 480p para poder enxerga-la melhor!), esse vídeo foi o que gravei da entrada de Kiera Cass, e mesmo não tendo lido nenhum de seus livros a admiro muito e adorei sua empolgação. Ela entrou quase saltitante e acenando para todo mundo, não tem como não amar.
Confesso que, no início do dia, depois de andar um pouco por lá, já estava ficando louco com tamanha movimentação e comecei a ficar um tanto irritado, mas depois de encontrar meus amigos virtuais tudo ficou mais divertido e ficamos juntos o dia todo. Outro motivo pela melhora é que, como muita gente queria acompanhar as palestras dos autores, tivemos uma considerável diminuição no fluxo de pessoas nos corredores e nos estandes. Traduzindo: conseguimos andar direito. 
Mesmo estando satisfeitíssimo com tudo o que consegui comprar (12 livros!!!), acabei deixando de comprar muita coisa por causa do movimento. Queria muito ter ido nos estandes da Intrínseca e da Rocco, mas simplesmente não havia condições. Tinha uma fila imensa só pra entrar. Aliás, por falar em fila, é o que você mais encontrará na bienal (depois de livros, é claro). Prepare-se para encarar imensas filas nos caixas, para entrar em alguns estandes, para comer, até para ir ao banheiro! Fui avisado por pessoas experientes (como vlogueiros, etc) de que o primeiro final de semana era o mais movimentado e caótico e que não era fácil de comprar tranquilamente nem se locomover. Não me arrependo nem um pouco de ter escolhido ir justamente nesse dia, mas esses vlogueiros agora podem virar e me falar "eu te avisei".
Sobre os preços há divergências. Há estandes em que os preços são muito mais baixos, estandes em que os preços são os mesmos e estandes que são até mais caros. O estande da Intrínseca, famoso por ter livros muito mais baratos, não pude visitar, mas fui em alguns que valeram muito a pena. Os melhores estandes são os que não são famosos. Não me lembro sequer de seus nomes hoje, mas foram os melhores e os que mais compensaram. 
O estande que mais compensa é aquele em que todos os livros disponíveis custam apenas 10 reais. Sim, apenas 10 reais!!! Ele fica logo atrás do estande da Saraiva, e comprei dois livros que quero muito ler: O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde, e O Mágico de Oz, de L. Frank Baum (detalhe, O Fantasma de Canterville é em capa dura). 




Foi o primeiro estande que visitei e cheguei a encontrar mais livros, mas fiquei com medo de me esbaldar e depois faltar dinheiro para algum outro hahah
Outro estande onde que achei preços muito bons foi desses desconhecidos, e que infelizmente não me lembro o nome para falar (que bela informação). Mas ele fica perto da arena cultural e estava fazendo ótimas promoções, especialmente com os livros da LeYa. Lá, comprei O Aprendiz de Assassino por R$ 9,90. Para falar a verdade, não me lembrava bem do que se tratava, mas já tinha ouvido elogios e não podia resistir a esse preço incrível. 

O estande da editora Galera Record era o com os preços mais salgados, e me senti tomando uma facada no caixa. Eles oferecem descontos progressivos: se você compra um livro, tem 20% de desconto; se compra 2, 25%; e se compra 3, 30% de desconto. Pois bem, comprei três livros pocket (que não imaginei custarem mais de 15 reais, levando em conta o fato de eu estar na Bienal e serem livros de bolso) e quando cheguei no caixa levei um tapa na cara ao descobrir que tinha dado R$ 40,00. Perguntei sobre meu desconto progressivo, e o caixa me disse que esse valor já era com o desconto, e que todos os livros tinham dado R$ 58,00! 
O estande da Record estava tão cheio que tinha uma fita de segurança barrando a entrada e funcionários nos falando para ficar do lado de fora esperando o pessoal que estava lá dentro sair. A maior pachorrice foi que, quando eles saíam, somente a outra entrada era liberada, e a que eu e mais muitas pessoas estávamos continuava fechada. Num súbito momento de ousadia, passamos por baixo da fita de segurança e entramos. Para resumir, o estande estava tão entupido que se você visse um livro e não o pegasse na hora em que estava passando por ele, você nunca mais o veria na frente. E a única máquina de ver preços que encontrei estava quebrada. Foi doloroso só descobrir o que eu gastei já no caixa, portanto lhes aviso: procurem bem as máquinas de preço, e não se iludam com o desconto progressivo, os preços são bem salgados. 

Um estande de que gostei bastante foi o da Saraiva, onde consegui completar minha coleção de As Peças Infernais com um leve desconto (nada muito considerável, mas pelo menos melhor do que nas outras livrarias). Ele era um dos mais movimentados, e um daqueles em que, se você viu um livro que quer, pegue-o na hora, porque a multidão não vai te deixar voltar.


























Foi no estande da Nova Fronteira que fiz minha melhor compra. Não sei se já cheguei a comentar, mas adoro Agatha Christie e ainda quero ler, senão todas, grande parte de sua obra (que conta com cerca de 80 livros publicados). Eis que estava passeando pelo corredor tranquilamente quando de repente me deparo com essa visão divina:



Qualquer um dos livros, lindas edições em capa dura, por apenas R$ 22,90, e boxes especiais por apenas R$52,00! Não dá para resistir, e agora tenho essa belezura em minha estante e estou ansiosíssimo para ler:



























Nos estandes fiquei abismado com a falta de "segurança", digamos assim. No estande em que comprei Um Dia (se não me engano, o da livraria Loyola) o caixa ficava do outro lado, e por isso o vendedor me disse para contornar o estande. Isso significa sair completamente dele com o livro em mãos, e fico imaginando quantos calotes não devem ter tomado só nesse dia. Nunca faria isso na vida, mas eu imagino pessoas que não têm o mesmo pensamento... elas poderiam roubar o livro com uma facilidade muito grande. Não dizendo que vocês podem roubar porque é muito errado, mas é uma forma até mesmo de alertar os funcionários do evento.


























O último livro que comprei foi Mansfield Park, de Jane Austen, e mesmo sem perceber ou planejar acabei por quase completar minha coleção da autora! Agora me faltam apenas A Abadia de Northanger e Razão e Sensibilidade. Foi em um dos estandes perto dos banheiros, que tem grandes posteres de edições de Sherlock Holmes, e consegui por um preço ainda menor do que o que estava marcado ("É 35, mas posso fazer por 30", melhor coisa que você pode ouvir de um vendedor).



Moral da história: fui com R$ 250,00, comprei 12 livros e ainda voltei com 45 para casa (que não estariam mais na minha carteira se eu pudesse ter entrado no estande da Intrínseca, mas ok).



Vale muito a pena esperar para comprar livros lá, mas recomendo que vocês façam uma listinha com os livros que vocês pensam em comprar e seus preços na internet, porque pode ser que compense esperar e comprar em sites mesmo. Cheguei a fazer uma lista assim, mas não comprei nenhum dos que estavam lá. Mesmo assim, recomendo que vocês façam hahahah
Outra dica valiosa é: leve tudo em dinheiro. As filas são separadas para quem pagará em cartão e quem pagará em dinheiro, e o sinal de internet lá é péssimo. Logo, as máquinas de cartão demoram para passar e as filas de pagamento com dinheiro andam bem mais rápido.
Andei com tudo isso em sacolas, mas para tirar fotos sempre atrapalhava, sem contar que é um grande peso. Por isso recomendo que você leve mochila, recomendação esta que mesmo parecendo desnecessária não deve ser ignorada. Não precisa também colocar todos os livros lá, porque aí o peso ficará todo em suas costas e atrapalhará do mesmo jeito. Divida o peso, coloque um pouco em suas costas, um pouco em uma sacola e um pouco em outra. Assim, nada pesa e você consegue andar bem mais facilmente (o tanto que a multidão deixar).
Também recomendo que vocês levem água e lanchinhos (bolacha, salgadinho (mas não de queijo, por favor), qualquer coisa que imaginar e que não faça muita sujeira), porque a praça de alimentação de lá é cara e terá muita fila também.
Não tenha vergonha de perguntar. Os profissionais do evento estão lá para dar informações, alguns deles distribuem um mapinha com todos os estandes, e os profissionais de cada estande estão lá para informar os preços. Não se esqueça dessa última informação, porque é muito melhor você saber se algum livro é uma facada ou não quando está apenas vendo do que quando você já está comprando.
Depois de dar algumas dicas valiosas, confira mais algumas fotos que tirei do evento:

Encontrei essa estante no meio do corredor e achei legal demais para não ser fotografada.


Aqui um pôster/totem/seja lá qual for o nome desse tipo de imagem em tamanho real de Kaya Scodelario, que interpreta Teresa na saga The Maze Runner, que estreará nos cinemas em setembro. Ela, assim como a imagem abaixo, do personagem da série Diário de um Banana, estão presentes no estande da V&R. 




Esta mesa de quebra-cabeça digital faz parte do estande da Submarino, que anunciava muitas promoções no site, mas não tinha livro algum.

Estas são as réplicas de Darth Vader e Stormtroopers, da saga Star Wars. Sinceramente, não me lembro de que estande fazem parte e o porque de estarem lá, mas me chamaram muito a atenção e são perfeitas demais para passar sem fotografar.
Este é Ziraldo (o homem mais velho que eu já vi na minha vida) em sua sessão de autógrafos. Logo depois, quando estava andando pelos corredores, eis que o encontrei em uma salinha de vidro aparentemente tomando água e em uma conversa séria com alguém. Mais uma vez, comecei a tirar fotos hahaha

E quando eu estava indo embora encontrei ninguém menos que Maurício de Souza dando autógrafos. Ao contrário de Ziraldo, ele estava em uma sala fechada autografando, e mesmo sorrindo nas fotos com as crianças, me soou um tanto antipático. 





Aqui um espaço infantil da Turma da Mônica com os bonecos e uma TV, onde as crianças podem brincar e se sentar para assistir ao desenho (perdoem as fotos bastante um pouco tremidas).


Essa foto tirei quando estava indo embora, e mostra algo que achei bem interessante no evento: não importa onde você esteja, se você quiser pode se sentar no chão mesmo ou em qualquer lugar. Para todos os lados víamos pessoas com mochilas sentadas, encostadas nos estandes, algumas até mesmo deitadas, depende do espaço. Há ainda lugares específicos para que você se sente, descanse e comece a ler algum livro que você já comprou. Esses lugares são valiosos, especialmente quando você está carregando várias sacolas pra tudo quanto é canto. 
Por causa da enorme quantidade de gente, não consegui tirar tantas fotos quanto gostaria desse evento que tem muito a oferecer. Temos muitos espaços lindos, como um livro gigante onde as pessoas podiam entrar para tirar fotos e o estande da Novo Conceito, decorado com "exemplares" gigantes de seus livros. Como moro longe, esse foi o único dia que eu pude ir, mas conheço pessoas que irão mais vezes, quem sabe eu traga ainda algumas fotos para vocês...
Nem preciso dizer que, se você gosta mesmo de leitura, a Bienal do Livro é a viagem perfeita e, no final das contas, cada fila e cada empurra empurra que enfrentei valeu a pena. Na do Rio de Janeiro não poderei ir, mas em 2016, que será em São Paulo novamente, lá estarei eu (e, espero, com esse blog ainda maior!).

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 12 de julho de 2014

Vamos falar sobre: Príncipe Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre O Príncipe Mecânico, segundo volume da trilogia As Peças Infernais, de Cassandra Clare.
O livro dá continuidade à história de Tessa Gray (que neste livro chegou a me irritar em alguns momentos como Clary Fray me irritava em Os Instrumentos Mortais) e dos Shadowhunters do Instituto de Londres. 
Mortmain, o príncipe mecânico, ameaça cada vez mais os Caçadores de Sombras com seu exército de autômatos, grandes robôs que funcionam a base de energia demoníaca e não podem ser derrotados tão facilmente como os membros do Submundo (vampiros, lobisomens e afins). Além disso, Mortmain deseja Tessa para algum fim cabuloso. Com a promessa de um ataque de seu exército mecânico cada vez mais iminente, torna-se urgente que Charlotte, Henry, Jem e Tessa (Jessamine é um caso a parte) descubram sua história, sua localização e como para-lo. Benedict Lightwood, um dos personagens mais odiáveis do livro (o sobrenome causa estranheza, já que no "futuro", em Os Instrumentos Mortais, os Lightwood são alguns dos personagens mais legais), se aproveitando disso, resolve solicitar o comando do Instituto, o que lhe será concedido caso os Shadowhunters que lá vivem não consigam informações valiosas sobre o vilão. 
Assim, uma verdadeira corrida contra o tempo acontece, os personagens enfrentando cada vez mais perigos pelo caminho.



Terminada a introdução da parte legal, devo prosseguir dizendo que, como Cassandra Clare é Cassandra Clare, ela não poderia deixar de fora o tão clichê e tão oh-meu-Deus-vou-ali-vomitar triângulo amoroso. 
Will Herondale, o bad boy da história, é apaixonado por Tessa, mas não pode se entregar a este louco amor por causa de uma maldição que sofreu quando era mais jovem. Jem Carstairs, o bom moço, deixa de esconder o amor que sente por Tessa e luta para sair da friendzone e viver one sick love story (emprestando descaradamente aquela frase do pôster de A Culpa é das Estrelas) pelo tempo que lhe resta, já que está morrendo por causa da droga (tóxica, mas que, se parar de usar, acabará morrendo de abstinência). No meio disso tudo temos a adorável Tessa, que foi tão mais legal no primeiro livro, Anjo Mecânico, mas que resolveu se entregar à dúvida: qual dos dois escolher?
Will é um personagem realmente legal, e o drama de Jem com a questão da droga é ótimo. Além disso, o drama existencial de Tessa (que pode adquirir a aparência que quiser e teme perder a própria aparência, deixar de existir como realmente é), a busca por suas origens, sua verdadeira identidade e a de seus pais, e sua relação com o egoísta e inescrupuloso irmão Nathaniel Gray são ótimos. Cassandra Clare tem o dom de criar bons personagens, com profundidade e que se identificam com o leitor de alguma forma. Mas ela também tem o dom de enfiar triângulos amorosos no meio e emperrar o andamento da história. É anti-clímax (para mim, mas tenho certeza de que muitas da leitoras que só leem pelo romance discordam) estar esperando algo incrível acontecer, mas ter que passar páginas ou até mesmo um capítulo inteiro com rolinhos amorosos. 
Fora esses personagens já citados, temos Magnus Bane (presente nas duas séries, e que consegue se destacar nas duas) e Sophie, a copeira do Instituto que faz suas horinhas de psicóloga e amiga de Tessa e ganha cada vez mais destaque ao longo do livro (o que gostei bastante, pois passou de uma simples personagens para uma das minhas favoritas da trilogia).
Muito é revelado, muito do que já havia sido revelado é contestado com revelações ainda mais surpreendentes que te deixam sem fôlego e ao mesmo tempo que te fazem se sentir iludido por Cassandra acabam por te prender ainda mais à história.



Já comentei sobre a evolução de Clare desde Os Instrumentos Mortais, e volto a afirma-la aqui. Seus diálogos estão cada vez mais bem construídos, suas descrições mais detalhadas, suas reviravoltas mais chocantes. Não é difícil afirmar que As Peças Infernais é, sim, superior a Os Instrumentos Mortais em todos os aspectos. Já posso imaginar como The Dark Artificies (nova série da autora que se passará alguns anos após a conclusão de Cidade do Fogo Celestial) será boa, mas (posso vir a mudar de ideia, mas duvido bastante) me abstenho, assim como me abstive dos últimos volumes de Os Instrumentos Mortais (que, para mim, acaba mesmo em Cidade de Vidro). Isso porque, mesmo que a melhora da autora tanto no conteúdo do livro como no modo como o apresenta seja incontestável, me recuso a continuar comprando esses livros que temo serem escritos somente por dinheiro, o que tanto critiquei em Rick Riordan. Já são 10 livros sobre Shadowhunters publicados, e a autora ainda promete mais uma série com sabe-se lá quantos volumes SOBRE SHADOWHUNTERS! E o pior: para amarrar o leitor, ela já insere os protagonistas da nova geração no final de Os Instrumentos Mortais, como que para fazer o leitor se sentir com uma história incompleta caso não compre os próximos volumes. 
Realmente admiro Cassandra pelos livros que já li e o que ainda lerei (Princesa Mecânica, meu adeus a autora), e realmente quero conhece-la na bienal do livro (sim, ela virá!), mas cansei de suas séries com a fórmula basicamente pronta (opa, sou uma Caçadora de Sombras! Uau, duas pessoas me amam, quem será que vou escolher?).
Enfim, passado esse momento de crítica à autora, volto a afirmar que Príncipe Mecânico é, sim, muito bom, e consegue funcionar como um bom "filho do meio" (e com momentos de tirar o fôlego) na trilogia que certamente terá uma conclusão épica no próximo volume. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 18 de março de 2014

Vamos falar sobre: Anjo Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Anjo Mecânico, o primeiro volume da trilogia As Peças Infernais, escrita por Cassandra Clare. Assim como Os Instrumentos Mortais, da mesma autora, As Peças Infernais se passa no mundo dos Caçadores de Sombras, mas dessa vez no ano de 1835, na Inglaterra. 
Tessa Gray é uma garota órfã de 17 anos que morava com a tia em Nova York. Quando sua tia morre, Tessa recebe uma passagem de navio para Londres, onde mora seu irmão Nathaniel Gray. E é aí que começam os problemas.
Ao chegar ao porto, Tessa é recebida por duas senhoras muito suspeitas, que se revelam as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e sra. Black. Elas treinam a garota para se casar com o Magistrado, um poderoso homem cuja identidade é desconhecida, e fazem aflorar um poder que Tessa não sabia ter: ela pode se transformar em qualquer pessoa apenas tocando em um objeto que a pertence. Mas não é só isso. Ao contrário de outros feiticeiros, Tessa consegue realmente ser a pessoa em que se transformou, com seus pensamentos e tudo o mais. 
Tudo isso despertou o interesse do Magistrado, mas também dos Caçadores de Sombras. Tessa é resgatada do bordel onde estava com as Irmãs Sombrias e é levada ao Instituto, onde conhece mais sobre os Nephilim e ainda se enturma com seus moradores: Will Herondale, um garoto irritante e presunçoso porém habilidoso e um bom guerreiro (talvez um Jace 2, só que mais legal); Jem Carstairs, um garoto sereno de cabelos e olhos muito claros que ajuda Tessa a entender muitos assuntos e ainda a salva de muitos apuros; Charlotte e Henry, o casal que lidera Instituto; Jessamine, uma garota que odeia a vida de Caçadora de Sombras e mal pode esperar para se casar e se tornar uma clássica dona de casa.
Para derrotar os Nephilim, o Magistrado começa a criar um exército com autômatos, poderosos robôs humanoides que funcionam à base de energia demoníaca, e não medirá esforços para ter em suas mãos Tessa e suas habilidades únicas.
Isso foi uma coisa de que gostei bastante. A história não foca apenas nos membros do Submundo (embora eles sejam muito legais). Temos muitos embates incríveis entre os Caçadores e esses humanoides, que dão um novo ar para a história e tornam esse prequel realmente útil (afinal, qual seria a graça de uma nova série contando os mesmos tipos de conflitos de Os Instrumentos Mortais?).




É perceptível a melhora de Clare como escritora. Embora a saga de Clary e Jace seja muito boa, a autora conseguiu fazer desta uma saga bem melhor! Não posso, claro, dar uma opinião concreta sobre a série toda tendo lido apenas o primeiro livro mas, em comparação com Cidade dos Ossos, é superior tanto na qualidade da escrita quanto no enredo em si.
E a maneira como Cassandra inseriu os ideais da época foi muito inteligente. Todo o preconceito com Charlotte no comando do Instituto, e ainda esse sentimento de inferioridade nas próprias mulheres, como é o caso de Jessamine, que não se sente bem como uma mulher poderosa e sonha em se casar e cuidar pelo resto da vida de seu marido, da casa e dos filhos.
Tudo isso torna o livro bastante interessante, e fica mais fácil ignorar o triângulo amoroso clichê que acaba se formando entre Tessa, Will e Jem (algum probleminha tinha que dar, não é mesmo?).
As ligações com Os Instrumentos Mortais são muito legais. Temos, por exemplo, Magnus Bane, presente em ambas as histórias (afinal, ele é imortal), a história de como os Caçadores de Sombra encontraram Church, o gato do Instituto de Nova York, e ainda algumas relações familiares entre os personagens das duas séries. No terceiro livro desta série (Princesa Mecânica), inclusive, há uma árvore genealógica com as ligações entre os personagens, e descobrimos coisas que acho melhor não citar agora porque poderia ser spoiler para muitos. Mesmo assim, Os Instrumentos Mortais não é extremamente necessário para a leitura de As Peças Infernais. Tudo o que o leitor precisa saber é explicado novamente, até um pouco melhor (como com trechos do Códex dos Caçadores de Sombras), e o leitor não se perde na história por causa de detalhes.
Um livro e uma série altamente recomendáveis, mesmo para aqueles que não se interessaram tanto pelos outros trabalhos de Cassandra Clare!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Vamos falar sobre: Zumbis X Unicórnios


Oi, como vai?
 
Primeiramente quero falar sobre uma novidade aqui no blog. Sempre que falo sobre livros, acabo fazendo uma edição com a imagem da capa, mas agora resolvi fazer diferente. Deste post em diante, todas as resenhas serão ilustradas com fotos que eu mesmo tirarei dos livros. Como as fotos serão tiradas e editadas por mim, se for reproduzi-las dê os devidos créditos, ein?

Dado o recado, vamos ao que realmente interessa... quem são os melhores: zumbis ou unicórnios?
Esse tema "polêmico" acabou gerando uma discussão entre as autoras Holly Black e Justine Lerbalestier, que resolveram chamar um grupo de escritores, cada um escrevendo um conto em defesa de um dos lados. Assim surgem os dois times: o Time Zumbi, liderado por Justine Lerbalestier, conta com Libba Bray, Alaya Dawn Johnson, Cassandra Clare, Maureen Johnson, Scott Westerfeld e Carrie Ryan. O Time Unicórnio, liderado por Holly Black, conta com Kathleen Duey, Meg Cabot, Garth Nix, Margo Lanagan, Naomi Novik e Diana Peterfreund.
Entre os doze escritores, temos alguns menos conhecidos (mas que mereciam mais destaque pelo ótimo trabalho que fizeram) e uns muito conhecidos, mas que acabam decepcionando.
Uma das coisas mais legais do livro é a introdução de cada conto, no qual a líder do time dá uma breve explicação e defende o seu lado e a líder do time rival faz críticas. As discussões são muito engraçadas, e os argumentos de Justine, líder do Time Zumbi, são bem mais legais.
Alternadamente, temos um conto sobre unicórnios e um conto sobre zumbis, cada um sinalizado com o ícone do time para que não haja confusões. De todos os escritores presentes no livro, os únicos que eu já havia lido eram Cassandra Clare e Scott Westerfeld. O conto de Scott, embora não seja o melhor do livro, é muito bom, e eu adorei. Mas o de Cassandra...
Se há uma coisa que me irrita em Clare é o fato de que ela só anda escrevendo sobre Shadowhunters (nas séries Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais). Sim, é uma temática muito legal, e sempre há alguma história para contar, mas o assunto já foi muito explorado e ela continua escrevendo sobre eles. Ainda não li (mas quero muito) As Peças Infernais, mas todos que leram concordam que há uma evolução da escrita da autora desde Os Instrumentos Mortais, então o prequel foi algo bom em sua carreira. Mas foi anunciada uma nova série de Cassandra, e adivinhem só o tema: Shadowhunters, todos por volta de 17 anos, acontecendo no passado, e novidade!! mais um triângulo amoroso. No início estava indo muito bem, obrigado, mas agora é como se Clare só soubesse escrever sobre isso e explorasse o assunto ao máximo pelo simples fato de estar dando dinheiro, algo que critico muito em Rick Riordan e falei sobre no post Rick Riordan e autores que escrevem por dinheiro. Não me surpreenderá se, após o fim dessa nova série, ela anuncie mais uma série inovadora com caçadores de sombras adolescentes e triângulos amorosos. Mas por que eu disse tudo isso em um post sobre zumbis ou unicórnios? Para falar sobre seu conto. Nele, Cassandra narra a história de uma cidade em que um feiticeiro certo dia ressuscitou os mortos para determinado uso, e depois que sua utilidade acabou os deixou vagando pela cidade, deixando uma maldição que impede que os mortos morram de verdade. A premissa é legal, e a crítica contida também é boa. Mas é mal desenvolvido, mal escrito, com personagens que não atraem, reforçando a minha ideia de que é bom Cassandra continuar escrevendo sobre Shadowhunters mesmo ou acabará falida.
Críticas de lado, vamos falar sobre meus contos favoritos. De doze, dois são os que mais gostei. Isso não significa que os outros sejam ruins, mas alguns acabam passando em branco e outros sendo cansativos (e outros acabam sendo ruins mesmo).

Em todas as resenhas que li, as pessoas não conseguiam se decidir entre zumbis ou unicórnios, e pensei que seria uma escolha realmente difícil. Mas consegui me decidir facilmente... zumbis são os melhores!
Os meus contos favoritos são Buganvílias, de Carrie Ryan, e As Crianças da Revolução, de Maureen Johnson. Ambos de escritoras que eu não conhecia, mas que adorei e quero conhecer melhor o trabalho. E ambos de zumbis. O primeiro narra um verdadeiro apocalipse zumbi. Pessoas se concentram em uma ilha, em meio a várias cercas de proteção, que certo dia são rompidas. A história segue a filha do governador desta ilha, e conseguiu envolver o leitor tão rapidamente que fica difícil não se sentir angustiado e não pensar que não há para onde correr, que tudo está perdido. É realmente de tirar o fôlego.
E em segundo, mas não menos importante, o conto de Maureen Johnson narra a história de uma garota que foi com o namorado para uma fazenda distante pensando ser o lugar perfeito para se viver, mas que descobre ser um lugar horrível e é abandonada lá pelo garoto. Com o tempo, conhece um homem que a leva para trabalhar como babá na casa de uma atriz famosa que tem muitos filhos adotivos (embora não tenha nenhuma referência maior, não consegui não pensar em Angelina Jolie). A garota percebe que as crianças são estranhas, e tratadas de maneira mais estranha ainda, e o desenrolar dessa história é imperdível!
O conto de Carrie, mais tenso, e o de Maureen, mais bem humorado, por si só fazem o livro valer a pena, e são os únicos que penso em voltar a ler mais para frente.
Os contos de unicórnios não são ruins, mas até os piores de zumbis acabam sendo mais legais.
E sobre a edição do livro... ela é muito linda! Tanto pela capa, quanto por alguns desenhos dentro, é definitivamente o livro mais lindo que tenho em minha estante. A edição americana é em capa dura e conta com uma jacket preta com as silhuetas de um unicórnio e um zumbi, mas a Galera Record fez realmente um bom trabalho e o livro, além de ter um conteúdo muito bom, é maravilhoso visualmente.

Pode não ser o livro mais útil que você lerá na sua vida, mas é muito divertido e você sem dúvida encontrará ótimas histórias e descobrirá escritores maravilhosos. Recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Divulgada a capa de City of Heavenly Fire!


Oi, como vai?
Ontem, dia 14 de janeiro, foi divulgada a capa do livro City of Heavenly Fire, sexto e último livro (the saddest happy endind) da série Os Instrumentos Mortais!
Veja só a linda capa:


Trazendo Clary e Sebastian, ela tem um ótimo contraste entre o fato de Clary ser celestial (porém irritante) e Sebastian ser o "irmão maligno". 
A verdade é que não lerei o livro em seu lançamento como gostaria, porque ainda nem li os dois volumes anteriores, Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas (me disseram que não seria muito recomendável ler estes dois sem ler pelo menos o primeiro volume da série As Peças Infernais. Não que fariam muita falta, mas algumas piadas, alguns comentários e alguns personagens que aparecem só são captados melhor por quem já leu o prequel. Isso não é nenhum sacrifício, afinal adoro Cassandra Clare e acabaria lendo a serie mais cedo ou mais tarde, mas Anjo Mecânico praticamente desapareceu das livrarias) mas estou adorando acompanhar todo o hype pelo volume e mal posso esperar para te-lo em mãos, e mais ainda para lê-lo!
Por mais que tenha achado um plano de divulgação um tanto torturante divulgarem o fato de seis personagens conhecidos (e adorados, talvez) pelos leitores morrerem, isso só faz aumentar a ansiedade, e a pergunta que uma das primeiras prévias da capa sugeria fica no ar: who will survive?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Recomeça a produção de City of Ashes!



Isso mesmo, você não leu errado, City of Ashes, que teve sua produção quase adiada pela Constantin por não ter ido muito bem nas bilheterias, foi confirmado para o ano que vem! 
City of Bones, estrelado por Lily Collins e Jamie Campbell Bower, teve em sua primeira semana R$ 14 milhões nas bilheterias, e chegou a alcançar R$ 31 milhões. E o problema não foi apenas a fraca bilheteria, o filme foi, bem... destruído pela crítica. 
"The Mortal Instruments: City of Bones é como uma paródia de um 'filme de terror'" - Peter Keough 
"Todos que forem assistir ao filme perceberão o momento em que The Mortal Instruments: City of Bones ultrapassa o mundo dos mundanos e entra no ridículo" - Peter Hartlaub
"Uma tentativa horrível, cara, demorada e maçante de iniciar uma nova franquia como Crepúsculo" - Jim Schembri
Essas são apenas algumas das críticas que podem ser encontradas na página do filme no site Rotten Tomatoes.
Segundo Martin Moszkowicz, diretor da Constantin, a grande base de fãs de Cassandra Clare foi a principal responsável pela decisão de continuar a franquia.
"A resposta dos fãs, por meio de blogs e dos milhares de emails que recebemos, nos encorajou a seguir em frente," disse Moszkowicz ao jornal The Hollywood Reporter. 
Moszkovicz disse que os resultados de outros países estão chegando agora a R$ 100 milhões, mas admite que a bilheteria não foi nada boa e que cometeu erros com o primeiro filme que serão consertados no segundo, como com o marketing e a data de estreia. Segundo ele, o pior erro foi ter criado a divulgação em cima apenas dos interesses dos adolescentes e não ter feito uma divulgação para pessoas de todas as idades. Por mais que os livros da série Os Instrumentos Mortais sejam classificados como Young Adults, são lidos por pessoas de diversas faixas etárias, e a divulgação apenas para os adolescentes foi um problema. 
"Os leitores de Os Instrumentos Mortais são mais velhos do que você possa imaginar," disse Martin. "Eles podem ter uma parte em nosso marketing, que nós focamos muito na audiência mais nova."
Será que dessa vez podemos esperar um filme menos Sessão da Tarde (já vi cenas em que um raio de alguma força é lançado para o céu de um prédio de Nova York para invocar forças estranhas e seres poderosos em muitos filmes que passam nas tardes da Globo, com aquelas vozes ridículas na dublagem) e mais Os Instrumentos Mortais?
Segundo Martin, os erros serão consertados, espero que não sejam apenas na área da divulgação. E que venha um filme para calar a boca dos críticos!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

Fonte: The Hollywood Reporter

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vamos falar sobre: Cidade de Vidro


Oi, como vai?
Vim aqui pra falar sobre o sensacional terceiro volume da ex-trilogia e nova sextologia (essa denominação existe?) Os Instrumentos Mortais! Sim, sim, era pra ser uma trilogia. E vemos isso a todo momento no livro. Seria um final épico para a série, porque a maioria dos problemas se resolvem e a batalha que ocorre durante o livro é simplesmente... uau. 
Esse post não terá spoilers deste volume, mas não conseguirei falar sobre o terceiro livro sem dar alguns detalhes sobre o primeiro e o segundo, então se você ainda não começou a ler a série e se incomoda com spoilers eu sugiro que leia essa resenha outra hora.
A história começa pouco tempo depois do término de Cidade das Cinzas, e consegue fazer uma conexão muito boa com os dois outros livros. Cassandra Clare consegue interligar muito bem os fatos, as pessoas, as tramas menores envolvendo os personagens.
Um dos melhores pontos desse livro é que ele se passa em Idris (Idris ou Aidris, como pronunciar?), mais precisamente em Alicante, um lugar muito bonito e interessante. 
Clary quer ir até Alicante conhecer o feiticeiro Ragnor Fell, o único que pode salvar sua mãe da espécie de coma em que ela se encontra. Os Lightwood vão para Idris também, mas Jace não a quer por perto, e tem seus motivos. Por causa do poder que Clary revelou ter no final de Cidade das Cinzas, de criar símbolos poderosos, ele imagina que a Clave poderia colocar a garota na frente da batalha que acontecerá contra Valentim. 
Jace é um personagem chato. Sim, vamos combinar, ele é. Mas não é em período integral. Em alguns momentos ele fala ou faz coisas realmente heroicas e badass que salvam a todos na hora H. Clary é uma personagem chata. Sim, vamos combinar, ela é. E em período integral. Desde o segundo livro ela vem me irritando, pelas coisas que fala ou faz, atos extremamente egoístas de sua parte. Jace também incomoda em alguns aspectos, quando se torna protetor demais com relação a Clary e acaba se esquecendo de fazer outras coisas e das vontades dela também. Uma mania insuportável de Clary é com relação a Jace e Simon. Durante o segundo livro, se Jace a colocava contra a parede ela adorava, mas quando Simon via, ela agia com Jace como se ele fosse a pior pessoa do mundo por isso.
Cassandra Clare tem o dom de fazer protagonistas irritantes e personagens secundários muito legais. Alec, Isabelle, Simon, Magnus e Luke são personagens muito mais legais que Clary e Jace. 
Clary e Jace ficam o tempo todo nesse "romance proibido" que vivem, a todo momento "se pegando" (não tem como usar termo melhor) e se sentindo culpados por estarem fazendo isso. O bom é que, com tanta ação acontecendo e tantos segredos sendo revelados, isso não atrapalhou tanto. 
Cassandra divide bem os personagens ponto de vista, fazendo com que a história seja contada como um todo sem que nada fique de fora.
Enfim, voltemos à história. Jace não queria que Clary fosse para a Cidade de Vidro, Alicante. Clary queria ir. E Clary foi. Não com Jace, mas com Luke, por meio de um portal que a levou até o centro do Lago Lyn, que vai se revelar muito importante mais pra frente. Ela fica na casa de Amatis, irmã de Luke, e se encontra com os Lightwood, que estão na casa dos Penhallow, uma importante família de Caçadores de Sombras. Com os Penhallow, ela se envolve (não um envolvimento de romance, mas um outro tipo) com Sebastian, um garoto misterioso e aparentemente perfeito em todos os aspectos.  
Os personagens são bem construídos, e por mais que Clary irrite temos uma gama de outros que cobrem suas falhas. Simon continua sendo o melhor personagem. Ele também não ia para Idris, pois é um vampiro e membros do Submundo não são bem-vindos por lá, mas por causa de um ataque que ocorreu no Instituto pouco antes de entrarem no Portal, ele ficou ferido e não poderia ser deixado para trás. Quando achou que poderia voltar para casa, os membros da Clave o aprisionam em uma cela no Gard, onde os membros da Clave se reúnem. 
É um livro ótimo! Pode ser repetitivo em alguns momentos, como no romance (e nos vilões insistentes, o que chega a ser um pouco engraçado: eles são atacados, fogem e quando os bonzinhos pensam que estão a salvo os vilões voltam a atacar), mas todo o resto não deixa a desejar.
Eu fiquei preso à história, não conseguia parar de ler, porque um capítulo leva a outro, que leva a outro, que leva a outro, e quando você percebe já passou da metade do livro. 
Eu não entendo por que Cassandra Clare continuou esta história. Na verdade, todos sabemos o porquê: money. A série dá um lucro tremendo. Por que não duplicar o lucro duplicando o número de livros?
Muitas resenhas do quarto livro dizem que Clare continua com a mesma habilidade de escrita e consegue desenvolver a história muito bem de qualquer jeito, mas este terceiro é como o fechamento de uma trilogia. O desfecho épico. O final do livro, devo confessar, não me deixou nem um pouco curioso ou com aquela pulga atrás da orelha pelo próximo livro, como os finais dos dois primeiros me deixaram. Ele simplesmente... acaba. Problemas resolvidos. Felizes para sempre. Mas mesmo assim não resisto à série e vou ler os próximos livros com certeza, mesmo sabendo que são fruto da pressão dos editores e da necessidade de colocar comida na mesa da autora.
Um livro recomendadíssimo de uma série recomendadíssima.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D