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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vamos falar (e talvez surtar um pouco) sobre A Esperança: o Final!



Oi, como vai?
Hoje estreia, depois de um ano, o tão aguardado A Esperança: o Final, conclusão épica da franquia iniciada em 2012 baseada nos livros de Suzanne Collins! Fui ontem à pré-estreia, com pessoas surtando na sessão e tudo o mais, e posso adiantar a todos que ainda não viram que o resultado ficou espetacular, assim, em níveis absurdos mesmo.
O longa dá continuidade e conclusão à saga de Katniss Everdeen, que se voluntariou para tomar o lugar da irmã mais nova nos Jogos Vorazes e, lá, por conta de sua personalidade um tanto incontrolável, tornou-se o símbolo da revolução para todos aqueles que viviam em condições desumanas no país, enquanto os habitantes da Capital viviam de luxo e desperdícios. 
No último longa, A Esperança: parte 1, Katniss finalmente conheceu o Distrito 13, que todos acreditavam ter sido completamente destruído pelas tropas da Capital depois de tentar se rebelar. Este filme foi criticado por conta de seu ritmo, as clássicas críticas acerta de qual é a necessidade de se dividir o último livro em dois. Não sei se é porque eu gosto tanto da saga a ponto de não conseguir ser imparcial ou se por outros motivos, mas eu adorei e, particularmente, não entendi o motivo de tamanhas reclamações. Mas, se já gostei tanto assim da parte 1, podem imaginar como me sinto com relação a esta parte final.
Neste, Katniss se encontra cada vez mais próxima de seu objetivo: matar o presidente Snow. Sendo o grande símbolo da revolução, ela conseguiu unir todos os Distritos contra a Capital sob o comando do Distrito 13 e sua líder, Alma Coin, e neste longa as tropas rebeldes finalmente marcham contra o centro do governo do país.
A questão é que Katniss começa a se sentir um tanto desconfiada acerca das intenções de Coin: se sentindo completamente usada pela líder e por Plutarch Heavensbee, antigo idealizador dos Jogos, e percebendo que ela não se mostra muito diferente de tudo aquilo que mais era criticado em Snow e que motivara toda a rebelião de fato, a protagonista deve tomar importantes decisões e aprender a não confiar completamente em ninguém.
Somado a isso temos um Peeta perturbado, depois de ter sido sequestrado e teleguiado pelos agentes da Capital para ser uma arma contra Katniss, e um Gale que se mostra cada vez mais ligado aos ideais do D13 e perdendo os escrúpulos quando o objetivo é atingir o governo. 



O longa começa de forma relativamente calma, mas em nenhum momento perde o climão de final épico de uma saga. 
Com a tensão crescendo continuamente ao longo de suas pouco mais de duas horas de duração, conseguiu me deixar com o coração prestes a sair pela boca mesmo já tendo lido o livro. Acho até que é por ter lido o livro que eu ficava tão nervoso assim: temos muitas mortes e outras cenas chocantes no filme, e só de saber que elas se aproximavam eu já ficava tenso.
Embora muitas pessoas tenham chorado, não sinto que foi um filme para se emocionar. Muitas coisas acontecem continuamente e você fica preso à poltrona, sem conseguir piscar ou parar para respirar calmamente, e a tensão é o que prevalece. 
Francis Lawrence, como sempre, não nos decepciona de forma alguma, e, mesmo que eu não me lembre do livro com detalhes, sei que as partes mais importantes e marcantes estão lá, representadas impecavelmente por alguém que claramente leu o livro e se preocupou com a história original (coisa que está tão em falta no cinema). 
Com cenas simbólicas e assustadoramente realistas, consegue chocar não somente como parte da história mas como algo que poderia (e muito provavelmente acontece) acontecer na vida real (como uma certa cena envolvendo criancinhas da Capital).
A conclusão de tudo é tão bem feita que arrepia, sendo fiel a tudo o que acontece no livro e não deixando pontas soltas (não que eu tenha percebido, pelo menos).
Com muito boas atuações, com destaque óbvio para a espetacular Jennifer Lawrence, que se destaca e consegue transmitir impecavelmente o sentimento de qualquer personagem que se proponha a interpretar, também rende elogios a Donald Sutherland e a rainha Julianne Moore, respectivamente Snow e Coin, além de Josh Hutcherson, lidando com todos os seus conflitos internos e sua mente bagunçada pela Capital. 
Mesmo que seja um filme relativamente longo, a história é tão bem distribuída e amarrada que passa muito rápido.
Por algum motivo, meu filme favorito da franquia continua sendo o segundo, Em Chamas, mas A Esperança: o Final dá um grandioso show e se tornou o meu segundo acirrado favorito.
Agora acabou de vez, depois de quatro anos e quatro incríveis filmes, e fico muito feliz e orgulhoso ao lembrar que fui em todas as estreias, desde o primeiro longa. Marcante, certamente deixará saudades e já se tornou insubstituível para todos os fãs! 
E vocês, já assistiram ou assistirão logo à conclusão da saga? E, se sim, o que acharam? 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 20 de abril de 2014

Vamos falar sobre: Convergente

- este post contém spoilers de Divergente e Insurgente -

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o incrível, maravilhoso, sofrível, chorável, terceiro e último livro da trilogia iniciada por Divergente, Convergente!
O livro continua narrando a saga de Beatrice Prior, a garota da Abnegação que desertou de sua facção para ser quem realmente era, caiu no meio de conspirações e golpes contra o governo e sofreu muitas ameaças e perigos reais por ser Divergente. No primeiro livro, conhecemos mais sobre a Chicado dividida em facções na qual Tris vive. No segundo, Insurgente, visitamos com a personagem cada uma das facções que não haviam sido tão bem exploradas e conhecemos mais a fundo a sociedade e o funcionamento de cada um dos grupos. Já neste terceiro livro, conhecemos o que há para além da cerca que separa a cidade do resto do mundo, até então desconhecido. 
No final de Insurgente descobrimos uma pista sobre o que há do outro lado da cerca com o vídeo de Edith Prior, e começamos a descobrir a importância dos divergentes e o porquê de serem perseguidos por Jeanine. E Convergente começa não muito depois. Os sem-facção tomam o poder e Evelyn Johnson (mãe de Tobias e líder dos sem-facção) acaba por se tornar uma espécie de tirana, mais ou menos como Jeanine foi. Enquanto a líder da Erudição mantinha o sistema de facções, Evelyn, ao tentar dar "escolhas" para as pessoas, derrubou o sistema e passou a obrigar as pessoas a viverem sem as divisões, ou seja, de um jeito ou de outro acabou tirando suas escolhas. Com isso em mente, formam-se os Leais, um grupo que luta contra o governo de Evelyn e quer restaurar o sistema de facções.
No vídeo de Edith Prior, descobrimos que os divergentes deveriam ir para fora da cidade, do outro lado da cerca, e ajudar a população que vive lá. Sem saber direito o que isso quer dizer, Tris, Tobias, Christina, Uriah, Peter, Cara, Tori e vários outros decidem sair da cidade quase clandestinamente para descobrir mais sobre o que há no exterior, e daí em diante temos uma revelação atrás da outra. O porquê de viverem isolados dentro da cidade, o porquê das facções, o verdadeiro porquê do ataque de Jeanine contra a Abnegação, e muito mais respostas para tudo aquilo que acreditávamos já saber desde o primeiro livro. E ao mesmo tempo que são respondidas algumas questões, mais dúvidas são plantadas de um jeito que só Veronica Roth consegue fazer, fazendo com que o livro não perca o ritmo em nenhum momento e sempre fiquemos curiosos e querendo saber o que virá à seguir. Não darei mais detalhes à partir daqui, para não estragar a sua leitura, mas posso afirmar que os desenlaces são sensacionais e, no fim das contas, não sobra nenhum fio solto.


Quando paro para pensar, me lembro de onde e como os personagens estavam em suas primeiras aparições e o quão longe chegaram agora. Veronica Roth, depois deste livro, se tornou uma das minhas autoras favoritas. Todos os rumos que deu para seus personagens, o clima de tensão que mantém, ela é realmente maravilhosa! O final do livro é incrível, porém triste, muito triste. Sacrifícios são feitos, escolhas são tomadas, e muitos personagens (muitos mesmo) acabam mortos. Confesso, em determinado momento o livro conseguiu inclusive me arrancar algumas lágrimas.
Como sou fã da trilogia, esse post não tem como ser dos mais imparciais, mas não analiso o livro tão tecnicamente, e sim por tudo o que ele conseguiu passar, e Convergente consegue levar o leitor aos extremos: em uma hora, enche de felicidade, mas logo já narra acontecimentos que te jogam na fossa.
Neste livro, ao contrário dos outros dois, temos Tobias como um dos narradores, e isso nos dá uma perspectiva muito mais ampla de tudo o que está acontecendo. Enquanto antes ficávamos presos à mente de Tris (não que isso fosse ruim), em Convergente conseguimos estar em locais em que ela não está, temos acontecimentos distintos narrados "simultaneamente", e opiniões diferentes sobre a mesma coisa (além de garantir a continuidade da história, depois de alguns... acontecimentos).
Um excelente livro e um fim espetacular para a série, vale à pena ser passado na frente na lista de próximas leituras!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Livros que não posso deixar de ler em 2014

Oi, como vai?
Depois de esse ano maravilhoso que foi 2013, estou aqui para fazer alguns planos para o ano que acabou de começar. Como este blog é, acima de tudo, literário, não vou falar de planos como viajar mais, sair ainda mais com os amigos, e entre outras coisinhas que eu sempre acabo desejando. Neste post vou falar sobre a parte dos planos para 2014 que concernem a livros. No ano de 2013 eu li 25 livros e, entre livros maravilhosos e livros terrivelmente péssimos, achei uma boa quantidade e não pretendo aumentar tanto este ano. Além de livros chatos que sou obrigado a ler na escola (aliás, se tem uma coisa que sou extremamente contra é o fato de a escola nos obrigar a ler determinados livros. Claro, no colegial isso vai mudar e os livos que nos obrigam a ler são necessários para o vestibular, e sei também que se não houver um empurrãozinho algumas pessoas não chegam a ler sequer um livro por ano, mas não é a maneira correta. Se uma pessoa não gosta de ler e todos os que lê são por obrigação, isso não vai aumentar em nada o gosto por leitura. Já estimular a pessoa a buscar novas histórias e gêneros pelos quais se interesse, isso sim seria uma boa coisa. Ah, falo melhor sobre isso em algum outro post), pretendo terminar diversas séries que comecei no ano passado, começar novas e ler muitos livros "avulsos". Não tenho uma quantidade certa, e estes não são os únicos livros que quero ler no ano, apenas os mais desejados, então vou falando dos meus planos e no final do ano volto e vejo quais dos livros consegui ler e quais eu vou ter que deixar para 2015.
Vamos lá?

1. Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e City of Heavenly Fire

Estes livros, de Cassandra Clare, são os três últimos da ótima série Os Instrumentos Mortais, CoHF ainda nem publicado. São, digamos, três livros extras da série, que para mim acaba de verdade em Cidade de Vidro. O que mais me atraiu a continuar lendo foi a premissa do último livro, que, em suas mais de 700 páginas, promete ser um final mais épico que Cidade de Vidro (e no qual a autora matará seis personagens). E estou com saudades de livros da Cassandra, afinal de contas.

P.S. não acho que a última capa seja a verdadeira capa do livro, mas é uma fanart muito legal e eu não podia não colocá-la. 

2. As Peças Infernais



Mais uma vez de Cassandra Clare, ao invés de citar livro por livro cito logo a série inteira pois pretendo começa-la e termina-la já este ano (são só três livros mesmo). Estes livros fazem parte do universo dos Shadowhunters, mas funcionam como uma prequel, contando histórias (que desta vez se passam na Inglaterra) que se passam muito, muito antes dos eventos de Os Instrumentos Mortais. 

3. A Dança dos Dragões 



Este é o quinto e último livro até então lançado da série As Crônicas de Gelo e Fogo, do sensacional mas assassino e lento na escrita George R. R. Martin (que prometeu o sexto livro para o segundo semestre de 2014, sigo no aguardo), que comecei a ler logo depois da decepção que foi Festim dos Corvos. Pretendo termina-lo ainda nas férias, e mesmo com o seu tamanho de dar medo acho que consigo cumprir esta meta. 

4. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel



Este é o primeiro volume da série O Senhor dos Anéis, que sempre tive vontade de ler, mas de 2014 não passa. Pretendo comprar todos os livros de uma só vez em alguma data especial, já que, graças ao seu preço um tanto salgado não é possível comprar em qualquer dia. No final de 2013 eu li O Hobbit, que foi uma introdução maravilhosa a tudo que está por vir na trilogia. 

5. Sob a Redoma



O livro que mais quero ler de Stephen King, Sob a Redoma é aquele que eu sempre comento quando quero falar sobre os livros que eu quero mas que nunca compro porque são muito caros, e conta a história de uma cidadezinha americana que certo dia é cercada por uma gigantesca redoma de vidro. Todo o desenrolar, e as consequências do isolamento... mal posso esperar para ler! Assim como O Senhor dos Anéis, de 2014 não passa. 

6. Allegiant



O último livro da trilogia iniciada por Divergente, dá continuidade ao excelente segundo volume, Insurgente, e promete explicações e revelações sensacionais, além de um final épico para as cinco facções e tudo o que há para o outro lado da cerca.

7. Perdão, Leonard Peacock



Desde que descobri da existência desse livro, do autor Matthew Quick, ele foi parar na minha wishlist, mas sempre fui passando outros livros na frente. Mas deste ano não passa, e quero ler ainda nas férias!
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.
Com uma sinopse dessas, preciso falar mais alguma coisa?

8. O Chamado do Cuco



Este livro, lançado no ano passado por JK Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, é o primeiro romance policial da autora, e conta a história de Cormoran Strike, um veterano de guerra falido que investiga a morte de uma modelo, que todos acreditam ter se suicidado. Eu esperei até o lançamento em português para poder compra-lo, mas eu tinha tantos livros que queria ler mais que acabei deixando este de lado. Em 2014 não há escapatória (ainda mais com uma sequência vindo aí no final do ano)!

9. O Homem do Castelo Alto


Escrito por Philip K. Dick, é um premiado romance de ficção científica publicado originalmente em 1962 que conta meio que um final alternativo para o mundo. Confira a sinopse:
A Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Os negros são escravos. Os judeus se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. É nesse contexto assustador que se desenvolvem os dramas de vários personagens, cujas vidas acabam entrelaçadas pelos ditames do I Ching, o milenar oráculo chinês, e que se descobrem envolvidos em situações além de seu controle. Considerado por muitos o melhor trabalho de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto apresenta uma versão alternativa da história, revelando um olhar crítico e filosófico sob a condição humana. E, antecipando filmes e seriados de sucesso, como Matrix e Lost, levanta a grande questão: "O que é a realidade, afinal?"

10. O Grande Gatsby



O Grande Gatsby é um clássico da literatura universal e dispensa comentários: conta a história de Jay Gatsby, que depois da Segunda Guerra Mundial, se dedica cegamente a enriquecer para conquistar o coração de Daisy, que se casou com o insensível (mas extremamente rico) Tom Buchanan. Pode parecer uma história boba, mas todo o desenrolar e toda a tragédia (afinal, clássico sem que um dos personagens principais (ou ambos) morre no final não é clássico) me atraíram, e afinal de contas, não conseguiu o título de um dos melhores romances americanos à toa. 

Estes livros são os que mais quero ler, agora nesse início de 2014. A maioria, senão todos, são que eu desejo há muito tempo, mas que sempre fui passando outros na frente, e são os únicos que coloco como meta para o ano. Isso porque não gosto muito de estabelecer metas de leitura. Fica como se eu me forçasse a ler mais rapidamente os livros para dar conta dos outros, e não gosto muito disso. Claro, quero ler neste ano muito mais livros, que alternarei entre eles, e espero conseguir cumprir esta lista, que certamente servirá de guia para minhas próximas compras! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 28 de dezembro de 2013

TAG: 6 livros para ler nas férias



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para responder à Tag "6 livros para ler nas férias", que consiste em, bem, indicar 6 livros para serem lidos nas férias. Quem me tagueou foi a Letícia, do blog Apenas Apaixonada por Livros (obrigado!). 
Como metade das férias já se passaram (não gosto nem de lembrar deste detalhe), vou indicar livros me baseando neste pouco mais de um mês de descanso que resta. Não vou indicar necessariamente meus livros favoritos, mas livros bons que podem ser lidos em pouco tempo. 
Vamos lá?

1. Extraordinário, R J Palacio



Este livro (link para a resenha logo acima) conta a história de August Pullman, um garoto de 10 anos que tem uma séria deformação no rosto e por causa das inúmeras cirurgias pelas quais passou nunca frequentou a escola. Chegou a hora, e ele tem que se adaptar ao novo mundo em meio a muito preconceito e piadinhas maldosas. Mas conta com o apoio de alguns poucos mas bons amigos, que fazem tudo valer a pena!
O livro vale muito a pena, e li em apenas dois dias, graças à narrativa gostosa e os capítulos mais curtos.

2. O Natal de Poirot, Agatha Christie




Este livro, da sensacional Agatha Christie, narra a investigação do incrível detetive Hercule Poirot, que tem que descobrir desta vez o assassino de Simeon Lee, um homem tirânico que foi encontrado no meio de muito sangue e de todos os seus móveis revirados em seu escritório durante a reunião de natal de sua família. Todos tinham um motivo pra o odiá-lo, o que torna praticamente impossível descobrir quem realmente o matou, mas Hercule Poirot não perde um caso por nada, e o final, como não poderia deixar de ser, é muito surpreendente e completamente fora do que imaginávamos, mesmo que faça perfeito sentido.
Em pouco mais de 200 páginas, o livro te prende, e a narrativa de Agatha Christie faz com que a leitura flua rapidamente e que você termine o livro em pouco tempo. Recomendadíssimo não só para as férias, mas para qualquer época do ano, e para qualquer um que deseja um bom "aperitivo" da alta literatura de mistério.

3. As Vantagens de ser Invisível, Stephen Chbosky 




Este livro maravilhoso conta a história de Charlie, um garoto que acabou de perder o único amigo, que tem está entrando em um novo colégio e tem que adaptar ao ensino médio. É aí que encontra os meio irmãos Sam e Patrick, que o ajudam a se enturmar. Falando assim parece que o livro é comum, mas é ótimo, e consegue captar muito bem a "atmosfera" adolescente e todas as maiores preocupações. O livro é narrado por meio de cartas que Charlie manda a um amigo (que nunca sabemos quem é, o que faz parecer que as cartas são destinadas a nós), o que faz com que seja uma leitura fluida e rápida.

4. O Lado Bom da Vida, Matthew Quick




Este livro conta a história de Pat Peoples, um homem um tanto perturbado que, desde que foi abandonado pela esposa (por motivos até então desconhecidos), se torna obcecado por te-la de volta e se torna um viciado em exercícios físicos. Pat começa a mudar todos os seus atos e a viver em função de sua ex mulher, enquanto sonha com o dia em que ela o aceitará de volta. Mas eis que aparece Tiffany, uma garota também um tanto perturbada, que o ajudará a superar tudo isso e ainda voltar a ser quem realmente é. Um livro engraçado, doce e envolvente, tem uma narrativa gostosa e sem rodeios, o que torna muito menos cansativo e muito mais rápido de ser lido. Recomendo!

5. O Menino do Pijama Listrado, John Boyne




O livro dá um olhar inocente ao nazismo, contado através de Bruno, filho de um guarda nazista que se muda para perto de um dos maiores campos de concentração. Ele, curioso como toda criança, resolve fazer explorações pelo local, e acaba fazendo amizade com um garoto judeu que nasceu exatamente no mesmo dia que ele e que vive do lado de dentro da cerca. É um livro emocionante, e com uma narrativa leve e fluida faz com que seja rapidamente lido. Uma boa pedida para as férias e para qualquer outra época do ano, perfeito! 

6. Divergente, Veronica Roth




















Pode ser uma indicação meio clichê, e ainda inútil, já que muita gente conhece a história e não há a necessidade de mais alguém falando para ler, mas é um ótimo livro, uma grande distopia (embora o segundo seja muito melhor e muito mais distópico) e com uma narrativa gostosa. Pensei muito em indicar Feios, mas depois de ter lido Perfeitos, a sequência, vi que o autor dá mais ênfase ao romance adolescente do que à distopia em si, o que não gostei nem um pouco, e como indicar uma história que não gosto?
Em Divergente você acompanha a história de Beatrice Prior, em uma Chicago dividida em diversas facções, cada uma presando uma qualidade diferente. Chega o momento em que ela deve escolher entre ser quem realmente é ou viver uma vida cômoda com seus pais em uma facção em que não se sente inteiramente bem.
Além da narrativa fluida, tem um ótimo ritmo e sempre alguma coisa está acontecendo, o que torna difícil largar o livro e não devora-lo, para saber o mais rápido possível de todos os desenlaces dessa história surpreendente.

Bom, estes foram os 6 livros que eu indico para as férias (mas também para qualquer outra época do ano, pois são ótimos). Se você gostou e quiser responde-la em seu blog, sinta-se tagueado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 15 de dezembro de 2013

Vamos falar sobre: Insurgent

-como vou falar de uma sequência, esse post conterá spoilers do primeiro livro, Divergente- 

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Insurgent, o segundo volume da trilogia Divergente, escrita por Veronica Roth. 
Nesta sequência continuamos acompanhando a história de Tris, que desta vez tem que conviver com o peso de ter matado um de seus melhores amigos e de ter perdido os seus pais. 
Depois que a Erudição usou os membros da Audácia, sob o efeito de uma simulação, para atacar e matar os principais líderes da Abnegação, a facção se dividiu entre os membros bons e os traidores. Os traidores se juntaram à Erudição, enquanto os bons fugiram principalmente para a Amizade. Neste livro vamos descobrir o real motivo do ataque à Abnegação: eles possuíam uma informação importantíssima sobre tudo o que há do outro lado da cerca ao redor de Chicago e iam divulga-la para toda a sociedade.
Tris, Tobias e todos os outros estão escondidos em meio aos membros da Amizade quando a facção sofre um ataque, e muitos acabam morrendo, enquanto eles conseguem fugir e acabar dentro de um trem cheio de sem-facção. Daí em diante, conhecemos um pouco mais o modo de vida dos sem-facção, onde eles se instalam, como se organizam e seus planos para destruir o governo que foi instaurado pela Erudição. Esse grupo é liderado pela mãe de Tobias, que até então todos acreditavam estar morta.
Com Tris, a narradora do livro, visitamos todas as cinco facções (algumas recebendo-a pacificamente, já outras...), e descobrimos aos poucos como vivem e alguns de seus segredos. 
Este é o livro mais explicativo da série. Enquanto Divergente dá uma boa introdução, mas acaba focando bastante no romance, neste temos cenas de ação de tirar o fôlego, segredos e mais segredos sendo revelados, além de descobrirmos como funciona cada facção e, finalmente, o que é ser um Divergente. Sim, sabemos desde o primeiro que é não se encaixar em apenas uma facção, mas em Insurgente sabemos como funciona o cérebro dessas pessoas, o porquê de se encaixarem em mais de uma facção e o porquê de serem "perigosos para a sociedade". 
Pude perceber nesse volume uma grande evolução de Veronica Roth. Se Divergente já foi muito bom, Insurgente foi... sensacional! Esse livro é muito mais profundo, e Tris é uma personagem realmente humana. Por mais que não tenha concordado com alguns de seus atos, vi que eles eram realmente necessários e que, para ela, não havia mais saída. 

Os ataques da Erudição ficam cada vez melhores, e contribuem para as surpresas que acontecem a cada capítulo.
Veronica "amarrou" a história muito bem, e ao mesmo tempo que respondeu a muitas perguntas deixou ainda mais com aquele final espetacular, de tirar o fôlego. Estou louco pra ler Allegiant, o final épico da série, para saber mais sobre o que há para o outro lado da cerca e ainda como se seguirá aquela cena final, que... uau, não tenho palavras pra descrever.
Com este livro, a trilogia Divergente entrou para a minha lista de séries favoritas, e recomendo para todos que querem uma distopia que, embora adolescente, não seja bobinha e que prende do início ao fim. Além disso, recomendo a série para aqueles que querem começar a ler em inglês. O primeiro livro eu li em português, mas este li em inglês e não enfrentei nenhuma dificuldade. Claro, muitas das palavras tive que pesquisar para poder entender perfeitamente as cenas, mas não é difícil de ser lido e, tanto em português quanto em inglês, a leitura flui facilmente. E a questão dos nomes das facções em inglês (Abnegation: Abnegação, Erudite: Erudição, Candor: Franqueza, Amity: Amizade e Dauntless: Audácia) é facilmente contornada, pois rapidamente nos acostumamos (e, afinal de contas, os nomes em inglês ficam muito mais legais). 
Confesso que dei uma boa enrolada para ler Insurgent porque simplesmente não queria terminar. Queria ter por mais tempo o gostinho de "socorro, o que acontece agora?". E não decepciona em nenhum quesito.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 24 de novembro de 2013

Vamos falar sobre: Perfeitos



-este post contém spoilers do primeiro livro da série, Feios-

Oi, como vai?
Hoje eu vim falar sobre Perfeitos, de Scott Westerfeld, o segundo volume da trilogia (que acabou ganhando um livro extra, ironicamente chamado Extras) iniciada por Feios
Ele segue contando a história de Tally Youngblood, que se tornou perfeita para testar a cura criada por Maddy. Foi provado que a cirurgia que torna todos perfeitos aos 16 anos não mexe só na aparência, mas também faz mudanças no cérebro dos adolescentes para que pensem da maneira desejada pelos Especiais, um grupo de "super" perfeitos que entram em ação quando coisas mais sérias acontecem. Maddy, cirurgiã, descobriu, com seu finado marido Az, uma cura para essa cirurgia, e coube a Tally se voluntariar para testa-la. E para isso teria de se tornar perfeita, algo que ela desejara por toda a vida e que agora evita ao máximo. 
O livro começa com a aceitação de Tally nos Crims, um grupo de perfeitos que foram aventureiros em sua época de feios e que prometem trazer aventuras ainda maiores nessa nova fase de suas vidas. 
O grupo tenta a todo momento ser "borbulhante", expressão que no início irrita bastante. Ela se refere a um estado de adrenalina, de animação extrema, algo que sentem quando quebram regras ou algo do tipo.
Tally conhece Zane, o líder dos Crims, que se apaixona por ela instantaneamente (quem não cai nas graças da protagonista?). Na mesma festa em que os dois se conhecem, Croy, um dos habitantes da Fumaça, a entrega os comprimidos que contém a possível cura e também uma carta escrita por ela, na qual explica toda a situação para sua nova eu perfeita, que, por causa das lesões, não se lembraria de nada. 
Ela e Zane encontram os dois comprimidos, que deveriam ser tomados juntos por apenas uma pessoa, e os dividem, um para cada um. E a cura vai acontecendo. As lesões vão sumindo e eles vão deixando de exercer o papel de perfeitos que o governo queria que exercessem. Mas enquanto Tally segue feliz da vida, Zane sofre com dores de cabeça cada vez mais fortes, que podem apenas ser resolvidos por quem projetou a cura. 
Como todos os Crims adoram se aventurar e desafiar as regras, resolvem fugir juntos para a Nova Fumaça, reconstruída em outro lugar com os antigos moradores que restaram. 
É um livro legal? Sim, muito. Mas é um livro bom? Não.
Há diferença entre um livro bom e um livro legal. Um livro bom é aquele tecnicamente bom, com falas inteligentes, uma história bem construída e embasada, personagens bem formados. E um livro legal é aquele com uma história legal, que nos deixa presos. Eu terminei esse livro em muito pouco tempo, mas no fim fiquei um tanto decepcionado. Vou ler os próximos livros, claro, mas este deixou a desejar. Isso porque, no final das contas, o final não difere muito do primeiro livro, e tudo o que foi feito durante as 380 não adiantou de absolutamente nada. O terceiro livro, Especiais, provavelmente é melhor porque apresenta o desfecho da história, mas este segundo foi... inútil. 
Ao invés de deixar um gostinho de quero mais, que Scott Westerfeld quer praticamente te obrigar a sentir, não me deixou... nada. Não é um livro que marca. Mesmo com toda a crítica aos padrões de beleza e à manipulação das pessoas por meio do governo, não é um livro que vai te fazer pensar. Além de não explicar bem como a cura vai acontecendo naqueles que não tomaram os comprimidos, dá mais importância para o romance adolescente do que para a distopia em si. É simplesmente... entretenimento. Aquele que você lê quando não tem mais nada para fazer. 
Vou continuar a ler a série, claro, mas o resultado de Perfeitos foi desanimador.

P.S. Estou testando efeitos para usar nas imagens, para deixar os posts mais bonitos, o que acharam? 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 17 de novembro de 2013

Por que Jogos Vorazes não é uma simples saga teen



No mundo da literatura há sempre aquela discussão entre YAs (Young Adults) e clássicos. De um lado, as pessoas dizem que clássicos são chatos. De outro, os que dizem que YAs são livros que não acrescentam nada com sua leitura, que é puro entretenimento.
A verdade é que ambos estão em parte certos. Muitos clássicos são chatos, assim como muitos YAs são vazios. O que não podemos é generalizar.
A série Jogos Vorazes é uma das provas de que nem todos os YAs são vazios de significado. De que nem todos os YAs servem apenas para entretenimento. Não são os livros mais difíceis de se ler, nem os mais emblemáticos, mas são ótimos livros que, além de entreter, trazem algo a mais. Algo que nos faz pensar. O que não devemos é ler apenas nos atendo ao entretenimento, e sim refletindo sobre o que traz nas entrelinhas. 
Pra começar, o argumento mais forte de todos para comprovar a tese é a crítica social que o livro traz. Distopias são livros que geralmente trazem uma crítica, e com Jogos Vorazes não é diferente. Temos diversas críticas colocadas de maneira muito inteligente pela autora Suzanne Collins:

1. O controle que o governo exerce sobre a população
Todo o controle da Capital sobre os doze Distritos, obrigando-os a enviarem a cada ano dois adolescentes para os Jogos Vorazes e reprimindo todos os atos por meio dos Pacificadores;

2. O descaso do governo
Assim como a Capital controla fortemente os Distritos, ela também os deixa à sua própria sorte, o que acontece com o Distrito 12. Todas as necessidades do Distrito são de conhecimento da Capital, mas ela não faz nada para supri-las;

3. A alienação da população por meio do entretenimento
Os Jogos Vorazes são jogos cruéis. Adolescentes lutando pela própria vida em uma arena, enquanto a população apenas assiste, sem fazer nada para que acabem. Nada mais é do que um meio de controlar a população usado pela Capital: cada distrito é obrigado a enviar um casal de adolescentes, o que faz com que sejam obrigados a assistirem aos Jogos e evita com que se rebelem (afinal, os idealizadores podem fazer coisas terríveis com os parentes ou amigos que se encontram na arena). 

4. Panem et circenses
Panem (que irônico, justamente o nome do país) et circenses é aquilo que melhor resume os Jogos e parte de tudo o que eu falei anteriormente. Essa era a política usada pelos romanos para lidar com a população. Quando estavam em crise, os romanos criavam, em grandes arenas, espetáculos sangrentos com gladiadores e ainda distribuíam cereais e coisas do tipo, o que distraía a população dos problemas. Os Jogos, a apresentação dos tributos, tudo foi feito para manter a atenção da população enquanto Panem sofre com sérios problemas;

5. Desigualdades sociais
A crítica às desigualdades sociais também é muito frequente e bem colocada. Enquanto nos outros Distritos (principalmente no 12) pessoas vivem em casas precárias e passam fome, na Capital as pessoas provocam o vômito para poderem comer mais (algo inclusive criticado por Peeta em Em Chamas); 

6. Os exageros dos mais abastados
Enquanto alguns têm que se virar com o pouco que têm, na Capital as pessoas simplesmente consomem e consomem e consomem e consomem. As vestimentas e maquiagens exageradas, por mais que façam as pessoas se parecerem com drag queens, demonstram bem o exagero das pessoas da Capital ("se eu posso comprar, por que não?");

Essas são algumas das críticas sociais, mas não são os únicos motivos. O triângulo amoroso envolvendo Katniss, Peeta e Gale também conta. Você pode pensar "onde um triângulo amoroso não é uma coisa teen?", mas vamos pensar bem... enquanto em outras histórias (não vou citar nomes, mas é claro que você conhece exemplos) temos uma personagem principal um tanto frágil e dois rapazes que se esquecem de seu propósito na vida e usam de intriguinhas e manobras para poderem disputar o amor dela, em Jogos Vorazes temos o contrário: uma personagem principal forte, que no fim das contas está pouco se lixando para o romance enquanto uma rebelião eclode ao seu redor, e dois rapazes que a amam, mas que estão conscientes de que o mundo não gira em torno disso e seguem com os propósitos de sua vida. De um lado temos Peeta, que sofre por ter acreditado em um amor que para Katniss era só fachada, mas que não deixa que isso atrapalhe sua vida e segue fazendo o melhor, tanto para ela quanto para as outras pessoas ao redor (como por exemplo inventando uma gravidez para Katniss, na esperança de que os Jogos fossem adiados, cancelados ou algo do tipo). Do outro temos Gale, um rapaz que a ama, sim, e que fica abalado pelo teatro convincente demais que Katniss interpreta ao lado de Peeta, mas que entende a situação e segue com sua função no mundo, desafiar o governo e ajudar na rebelião que se iniciará em todo o país. 
Sim, muitas pessoas só levam a série pelo lado do entretenimento e gritam quando personagens bonitos aparecem, mas isso não significa que a série seja apenas isso. Não devemos criticar uma obra por causa de metade de seus leitores. 


Me lembro bem de pessoas comentando no Twitter durante as manifestações que ocorreram no país todo há alguns meses: "Meu Deus, isso tá parecendo Jogos Vorazes!". De início achei uma comparação um tanto boba, mas  no fim das contas essas pessoas tinham razão. 
Sim, no caso do Brasil o gigante já voltou a repousar, mas o fato é que Suzanne Collins usou de bases bem reais para a sua história e conseguiu construir algo que, por mais que seja ficção, tenha um grande pé na realidade. 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D