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sábado, 16 de maio de 2015

Vamos falar sobre: Objetos Cortantes, Gillian Flynn

Oi, como vai? 
Hoje estou aqui para falar sobre Objetos Cortantes, o primeiro livro publicado por Gillian Flynn (mas seu segundo publicado no Brasil), que se tornou uma de minhas autoras favoritas. Dela, li o fenomenal Garota Exemplar, que também se tornou um de meus livros favoritos. Sim, Flynn tem este poder.
Neste thriller, conhecemos Camille Preaker, uma repórter de um jornal pouco conhecido de Chicago que recentemente saíra de uma clínica psiquiátrica. Camille, cuja mente é perturbada pela maneira como foi criada, se cortava compulsivamente. E não são simples cortes. Ela cortava palavras por todo o corpo, e por isso, hoje em dia, não sai sem roupas de mangas e golas compridas. 
Para alavancar a popularidade de seu jornal, Preaker é mandada por seu editor até a cidadezinha de Wind Gap, sua cidade natal, onde um certo assassino em série está matando criancinhas e tirando todos os seus dentes. 
Camille, então, deve voltar a conviver com sua família, muito complexa e perturbada e que descobrimos ser a grande causa dos distúrbios da protagonista. Enquanto tenta superar seu próprio passado, Preaker se vê cada vez mais envolvida no caso dos assassinatos, e as respostas que encontrará serão mais surpreendentes do que imaginava.

Gillian Flynn é conhecida por suas impactantes protagonistas e, em Objetos Cortantes, temos não só a personagem principal, mas sua mãe, Adora, e sua meia-irmã Amma. As duas têm uma relação um tanto obsessiva, e o perfil que Flynn traça para cada uma delas chega a ser perturbador e doentio. Sim, o adjetivo perturbador é o que melhor descreve esta incrível obra.
Em alguns momentos, confesso, as descrições chegam a ser desagradáveis, como no momento em que Gillian descreve o vômito de Camille (é, pois é). Mas, na maior parte do tempo, essas descrições conseguem deixar o leitor imerso na atmosfera criada e viciado na história que se desenrola naquelas páginas. Depois de começado, não há como simplesmente deixa-lo de lado.
É perceptível o domínio e a segurança que a autora tem sobre a história, e a maneira como a desenvolve pode parecer lenta em alguns momentos, mas, quando concluímos, percebemos que cada acontecimento foi útil, que nenhuma parte foi desperdiçada.
Sua conclusão é incrível e surpreendente, e, mesmo que você tenha chegado perto do assassino da história, certamente não terá entendido seus motivos ou seus meios até que a autora os apresenta de maneira inteligente e um tanto fria. 
Uma leitura imperdível, recomendadíssimo para você que procura um bom thriller, que passou a gostar do trabalho de Flynn e quer acompanhar sua obra ou que simplesmente busca um livro de tirar o fôlego!

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vamos falar sobre: Persuasão



Oi, como vai? 
Hoje estou aqui para falar sobre Persuasão, segundo livro de Jane Austen que li, porém o último concluído pela autora. 
Nesta primorosa obra, conhecemos a história de Anne Elliot, filha do vaidoso e superficial Sir. Walter, que gasta além do que pode para manter as aparências e, por conta disso, acaba perdendo as propriedades de sua família. Assim, ele, Anne e Elizabeth, sua outra filha (que puxou ao pai nas piores características), precisam se mudar e alugar sua antiga propriedade. 
Anne é uma garota que já fora muito bela, mas que, hoje, é desprovida de grande beleza pelo peso de uma grande tristeza, arrependimento e oportunidade perdida que teve quando era mais jovem. A protagonista desistira de se casar com o homem que amava, Frederick Wentworth, persuadida pelas pessoas ao seu redor, que não consideravam o casamento vantajoso.
O rapaz, que era marinheiro, após a desilusão que teve com a amada, acabou por voltar aos mares, enriquecer muito e tornar seu nome importante. Basicamente, tornou-se o partido almejado por todos aqueles que influenciaram Anne.
Agora, oito anos depois, Wentworth, parente dos novos proprietários da antiga casa dos Elliot, volta a viver nas redondezas e a participar do círculo de conhecidos de Anne. Acontece que a oportunidade que tiveram fora perdida, e parece ser tarde demais para que possam voltar a ter algo parecido do que o que tiveram e fora interrompido no passado.
Anne, agora mais madura e com uma personalidade mais forte e menos influenciável do que antes, vê suas chances diminuírem cada vez mais, inversamente proporcionais ao seu arrependimento, enquanto Wentworth se envolve com Louisa Musgrove, membro de uma família bem próxima, e um casamento é dado como certo.



A partir daqui, não darei mais detalhes deste livro que recomendo muito e que, inclusive, considero o melhor que já li da autora, colocando em segundo o queridinho dos leitores Orgulho e Preconceito. 
Com uma narrativa deliciosa, Austen consegue retratar toda a atmosfera pesada da história que criou, nos fazendo pensar sobre a influência que a opinião alheia tem em nossas vidas e em como o arrependimento de não tentar algo pode ser ainda maior do que o de tenta-lo. 
Entrando na cabeça de Anne e de outros personagens, Jane Austen nos brinda com personagens muito bem construídos e donos de uma profundidade ímpar, que se tornam o diferencial de seus livros. 
A ironia também está muito presente na obra, retratando os costumes e os perfis da sociedade da época, outra marca registrada da autora. 
Neste livro, diferentemente de Orgulho e Preconceito, ainda nos deparamos com algo próximo de um vilão, um personagem cuja identidade não revelarei para que não seja spoiler para ninguém. Este personagem, maquiavélico, realizou diversas barbaridades para alcançar seus perversos objetivos no passado, e pretende fazê-lo novamente, e não imaginei me deparar com algo tão sério assim em um livro da autora.
Embora saibamos que a principal história no romance é a de Wentworth e Anne, o foco não está somente nisso, o que faz com que o livro não seja cansativo e aborde temas que o tornam ainda mais completo.
Ler Persuasão só reforçou minha opinião de quão sensacional é Jane Austen, e não tardarei a ler mais um livro de sua autoria. Recomendo muito!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 15 de abril de 2015

TAG: Baralho de Cartas

Oi, como vai?
Hoje estou aqui, matando as saudades das tags, para responder uma que me foi passada pela Jéssica do Fofocas Literárias. A tag é muito bem elaborada e diferente das que eu estava habituado a responder e, mesmo não manjando nada de baralhos (a não ser de Uno), fiquei bastante curioso para faze-la! Vamos lá?

Ás de ouros - Ter muitos livros pode ser considerado uma herança. A quem deixaria seus livros em um testamento?
Como não pretendo morrer antes de chegar a uma idade bem avançada em uma cama quentinha (se os médicos não inventarem um elixir da vida antes), deixarei a vasta biblioteca que acumularei até lá para os meus filhos, porque a genética funcionará e eles obviamente vão desenvolver gosto pela literatura também.

Sete de paus - Depois do trabalho árduo, a recompensa. Aquele livro com uma escrita difícil, mas super endoidecedora.
O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Não é uma escrita exatamente difícil, mas é um tanto cansativa, com muitas explicações sobre muitas coisas que acabam atrapalhando o ritmo da leitura e dando sono em alguns momentos. Mas, com um pouco de paciência, tudo vale a pena e a recompensa é muito boa: é um livro incrível, sobre o qual falarei logo logo!

Valete de espadas - De batalhas é feita a história. Escolha uma passagem descritiva de uma batalha que tenha gostado de ler.
Eu adoro ler cenas de guerras e me sentir imerso nas batalhas, e os livros que mais conseguem me deixar dessa maneira são, sem dúvida, os de George R. R. Martin. Uma das passagens de batalhas de que mais gosto não só da série, mas de todos os livros que já li, é a batalha em Porto Real entre as tropas dos Lannister e Stannis Baratheon, no final de Fúria dos Reis. Confira um dos trechos, no qual Tyrion Lannister decide liderar a surtida contra o exército rival, que tenta invadir a cidade.

"A distância Tyrion ouviu outro grande estrondo. Por sobre as muralhas, o céu que escurecia estava inundado de camadas de luz laranja e verde. Quanto tempo o portão aguentaria?
Isso é uma loucura, pensou, mas, mais vale a loucura do que a derrota. A derrota é morte e vergonha. 
- Muito bem, eu liderarei a surtida.
(...)
- Você?
Tyrion via a incredulidade nos rostos deles.
- Eu. Sor Mandon levará o estandarte do rei. Pod, o meu elmo - o rapaz obedeceu correndo. (...)
Seu grande garanhão vermelho usava focinheira e testeira. Seda carmesim envolvia seus quartos traseiros, por cima da cota de malha. A sela elevada era dourada. Podrick Payne entregou-lhe o elmo e o escudo, feito de pesado carvalho enfeitado com uma mão dourada sobre fundo vermelho, rodeada por pequenos leões dourados. Levou o cavalo a descrever um círculo, observando a pequena força de homens. Só um punhado tinha respondido à sua ordem, não mais de vinte. Montavam seus cavalos com olhos tão brancos como o do Cão de Caça. Olhou com desprezo para os outros, os cavaleiros e mercenários que tinham acompanhado Clegane.
- Dizem que sou meio homem - Tyrion disse. - O que isso faz de vocês?
Aquilo os envergonhou bastante. Um cavaleiro montou, sem elmo, e veio juntar-se aos outros. Seguiu-se um par de mercenários. Depois mais homens. O Portão do Rei voltou a estremecer. Poucos momentos depois, o tamanho da força de Tyrion havia duplicado. Tinha encurralado os homens. Se eu lutar, terão de fazer o mesmo, senão são menos que anões. 
- Não me ouvirão gritar o nome de Joffrey - disse-lhes. - Tampouco me ouvirão gritar por Rochedo Casterly. É a sua cidade que Stannis pretende saquear, e aquele portão que tenta derrubar é o seu. Portanto, venham comigo e matem o filho da puta! - Tyrion desembainhou o machado, fez o garanhão rodar, e trotou na direção da porta de surtida. Achava que o seguiam, mas não se atreveu a olhar."

Rainha de copas - Figura forte e cheia de poder. Revele-nos um livro escrito por uma mulher de que tenha gostado muito. 
Isso é fácil, afinal muitos (talvez a maioria, mas nunca parei para contar) dos livros que leio são escritos por mulheres e são espetaculares. Estou lendo atualmente Persuasão, de Jane Austen, e estou amando, mas, para essa resposta, escolho E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, obra que não tenho palavras para descrever quão boa é. 

Coringa - Num jogo, sempre que o coringa aparece o valor das cartas se altera. Qual foi o autor que entrou na sua vida e mudou muita coisa?
Como disse a Jéssica, não citarei JK Rowling porque seria uma resposta muito óbvia. Mas, para quem lê meu blog, não há como fugir da resposta óbvia, e escolho George R. R. Martin. Se JK me deu gosto por livros cada vez maiores, George serviu como um divisor de águas em minhas leituras: passei a esperar mais, não me contentar com pouco em livros, buscar escritas cada vez mais elaboradas e histórias mais profundas, o que me fez repensar os conceitos sobre muitos livros que antes eu considerava muito bons. Martin, digamos, refinou meus gostos literários, e sou eternamente grato por isso.

Essas foram as minhas respostas para a Tag Baralho de Cartas! Deixei uma pergunta de fora por absolutamente não ter o que responder, e por isso preferi não inclui-la a responder qualquer coisa sem sentido só para estar com a tag completa. Repasso esta tag aos blogs Eu + Livros, Poréns & ETCs, Na Próxima Página e Veias Literárias. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 4 de abril de 2015

Resultado do sorteio de O Limiar!


Oi, como vai?
Hoje venho aqui apresentar, finalmente, o vencedor do primeiro sorteio que realizei aqui em meu blog!
No dia 22 de março, lancei o sorteio do livro que recebi da editora Gutenberg: O Limiar, de David Baldacci. Eis que, hoje, finalmente temos o vencedor, ou melhor, a vencedora: Ludmila Cabral!

A única regra do sorteio era bem básica: comentar cinco posts aqui no blog, só deixando o email no final para identificação. Ludmila comentou cinco posts e foi escolhida aleatoriamente pelo Raffflecopter, site especializado na realização de sorteios online. 
Entrarei em contato com ela pelo email, e ela terá até segunda-feira para fornecer as informações. Ainda nesta semana o livro será enviado. 
Parabéns à vencedora! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de março de 2015

Resenha + Sorteio: O Limiar, David Baldacci

Excepcionalmente neste domingo, não teremos o Filme da Semana, mas para dar lugar a uma novidade muito bacana!

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre O Limiar, de David Baldacci, um dos lançamentos do mês que me foi enviado pela editora Gutenberg!
O livro nos conta a história de Vega Jane, uma garota de 14 anos que tem mais responsabilidades do que seria natural para a sua idade, tendo que trabalhar para sustentar a si e ao seu irmão. Ela vive no vilarejo de Artemísia, um lugar relativamente pacífico (porém cheio de injustiças e não tão bom para se viver), cercado por uma densa e perigosíssima floresta chamada Pântano, onde vivem criaturas terríveis que atacarão qualquer um que se aventurar por lá. Dessa forma, os habitantes (chamados de wugs) vivem presos na cidade, sem saber o que há além dos limites do Pântano, ou se há alguma coisa de fato. 
Vega, de certa forma, se conformava em viver assim, até que vê um de seus amigos fugindo do vilarejo. E tudo fica ainda mais estranho quando descobre que ele a deixou um mapa do Pântano e um livro contendo informações sobre as criaturas que lá viviam e meios de atravessa-lo. 
Enquanto nossa protagonista tenta descobrir o que há para além do limiar da cidade, deverá lidar também com os membros do Conselho, que querem tornar a população cada vez mais submissa e presa dentro dos limites de Artemísia. 
Daqui em diante, não darei mais detalhes, afinal o livro apresenta reviravoltas a cada capítulo e não quero dar o mínimo spoiler sequer!



É um livro agitadíssimo, para começo de conversa. A todo momento alguma coisa está acontecendo, e é um daqueles livros fáceis de se devorar. A escrita de Baldacci é agradável, tornando a leitura fluida mas sem uma linguagem bobinha. 
Uma coisa que achei bem interessante foi a maneira como o autor criou um vocabulário único para a história, dando um nome diferente aos cidadãos do vilarejo, aos minutos, a diversos animais e bestas que só existem no universo da história.
Mesmo que toda essa imaginação torne a leitura empolgante e diferente de qualquer outra obra, em certos momentos me fez pensar que o autor escreveu o livro sob o efeito de alucinógenos. Isso porque muitas cenas beiram o surreal, mesmo para um livro de fantasia. Embora sejam bem descritas, as cenas narram acontecimentos que deixam o leitor com a clássica expressão de "what the fuck?" no rosto, mas isso não é necessariamente negativo. Isso torna a leitura mais empolgante, e me deixou ávido por algumas respostas que espero encontrar na sequência.
Sim, O Limiar é o primeiro livro do que promete ser uma trilogia. Isso me deixou desanimado no início, porque cansei de distopias adolescentes e livros do gênero. Mas a obra não é distópica, e sim de ficção fantástica, e Vega Jane não é uma protagonista como outras do gênero, mas uma garota encrenqueira e muito corajosa por quem não há como não torcer.
A única coisa que me desanimou neste livro (mas não é uma reclamação desta obra em si, e sim de todos os que se encaixam neste caso) é o fato de ficar 100% claro quem é a protagonista e, por isso, tudo que há na história sempre acontecer com ela. Todos os lugares que nos são introduzidos ou apenas citados serão, em algum momento, visitados por ela, e é ela quem passará por todos os problemas imagináveis. Dessa forma, sempre que Vega entra em perigo de vida, mesmo que a maneira como ela irá se safar daquilo seja uma completa surpresa, já sabemos que ela não morrerá. Podemos ficar sem fôlego pelas ações dela, mas não chegamos a temer por sua vida de fato, afinal, se ela morrer, o livro acabará naquele ponto, o que sabemos que não acontece. Mas esses momentos de risco à vida são necessários em qualquer obra, e são eles que dão a agilidade que torna O Limiar impossível de largar. 
Mesmo que certos acontecimentos acabem desafiando de forma louca a realidade, não há como não se deixar levar pela narrativa, e não só recomendo como presentearei um dos leitores do blog com um exemplar do livro!

Sim, caros amigos, agora vem a segunda parte do post. Recebi dois exemplares de O Limiar e, mesmo que a Gutenberg não tenha me especificado nada ou me "mandado" sortear o livro, resolvi fazê-lo. Como nunca realizei nenhum sorteio aqui no Mundos na Estante, aceito sugestões e avisos caso esteja cometendo algum erro.
Para participar, você deverá:

1. Morar no Brasil;
2. Comentar pelo menos 5 (cinco) posts no meu blog, deixando seu email como assinatura para que eu possa saber quem você é e entrar em contato com o ganhador. Este post pode ser um dos comentados!

Estabeleci somente essas duas regrinhas porque nem todos possuem blog para me seguir aqui e eu não tenho página no Facebook para pedir para curtirem ou coisa parecida. O único requisito serão os comentários. O sorteio começará hoje e irá até o dia 4 de abril, um sábado, no qual farei um post com os resultados e enviarei o exemplar. Clique abaixo para participar!

a Rafflecopter giveaway Espero que tenham gostado, que participem, e boa sorte a todos!

Até a próxima ;D

sábado, 21 de março de 2015

Primeiras Impressões: A Playlist de Hayden

Oi, como vai?
No mês passado a editora Novo Conceito me enviou o release de A Mais Pura Verdade que, como vocês devem ter percebido, não foi uma experiência muito agradável. Pensei que era somente como um "prêmio de consolação" àqueles que não conseguiram parceria, mas há alguns dias, surpreendentemente, recebi outro release da editora: A Playlist de Hayden, livro que, ao contrário do anterior, amei!
A Playlist de Hayden nos conta a história de Sam, um garoto meio nerd que só tem um amigo, o inseparável Hayden. Os dois são aquele clássico grupo de nerds dos colégios americanos, que sofrem bullying dos valentões babacas e gostam de jogar RPGs. 
A relação que Sam e Hayden constroem faz com que a amizade um do outro seja o suficiente, sem que precisassem de outros amigos ou se deixassem levar por toda a zoação que sofriam. Isso é o que Sam pensava.
Depois de uma festa, os dois têm uma grande briga sobre a qual ainda não sabemos muito (o release contém as primeiras 86 páginas do livro de 288), os dois se separam e, no dia seguinte, quando Sam vai até a casa de Hayden, o encontra morto em sua cama. O garoto cometeu suicídio e, no chão ao seu lado havia um pen drive com um bilhete. No pen drive, Hayden montou para Sam uma playlist, que este deverá ouvir enquanto busca o porquê do suicídio e tenta superar a morte do único amigo. 
Tudo já estava muito estranho, até que Sam descobre Astrid, uma garota muito legal e descolada que se diz amiga de Hayden, mas que não quer contar onde ou como o conheceu, e o porquê de o amigo nunca tê-la mencionado. 


Daqui em diante não darei mais detalhes, nem tanto para não dar spoiler, mas para ter o que falar na resenha do livro completo, que certamente quero ler! 
Além da história, que achei bastante intrigante e cujo desenrolar estou curiosíssimo para descobrir, achei a maneira como o livro foi montado bem bacana: cada capítulo é uma das músicas da playlist de Hayden, que já me fez descobrir muitas músicas ótimas. 
Quando comentei com amigos a história, muitos se lembraram na hora do livro Os 13 Porquês, no qual uma garota se mata e deixa a todos aqueles, que, de alguma forma, contribuíram para isso, fitas com uma espécie de acusação. Deste livro não gostei nem um pouco, e creio que A Playlist de Hayden não tenha nada a ver. No primeiro, temos uma garota dizendo a muitas pessoas "olha, eu me matei por sua causa", enquanto neste temos apenas músicas, que foram deixadas ao amigo por algum motivo que ainda descobriremos. 
A autora constrói muito bem a atmosfera de suspense, e estou cada vez mais curioso para saber como terminará!
A Playlist de Hayden será lançado no dia 6 de abril!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vamos falar sobre: Perdão, Leonard Peacock

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick, autor de O Lado Bom da Vida, mais um dos ebooks que li nas férias e que só agora consegui reunir meus pensamentos e opiniões de forma decente para poder escrever sobre!
O livro conta a história do jovem Leonard Peacock, um garoto que passou por certos acontecimentos um tanto "traumatizantes" no início de sua adolescência e que hoje se encontra perturbado, completamente descrente com a humanidade, e que chega a uma extrema decisão: cometer um assassinato, e depois se matar.
Mas antes, nesse célebre dia, Leonard deseja empreender uma jornada, visitando as pessoas que, de alguma forma, fizeram diferença em sua vida, e dando-lhes um presente especial.
Assim, o jovem visita seu vizinho idoso com quem se reunia para assistir a filmes antigos de Bogart, uma garota por quem sentiu um tipo peculiar de paixão, seu professor favorito, que lhe ajudou a desenvolver um pensamento crítico e com quem se identifica muito, entre outros personagens, sempre com a arma nazista que herdou de seu avô na mochila e com uma única certeza: no final do dia, irá usa-la.

É um livro, acima de tudo, muito crítico, trazendo interessantes reflexões e questionamentos acerca da vida em si, do comportamento de adolescentes e adultos, do consumismo, etc. Como é narrado em primeira pessoa, conseguimos mergulhar na maneira que Leonard vê o mundo, e como tudo, para ele, parece sem esperanças.
Em passagens muito interessantes, por exemplo, Peacock comenta que gosta de se vestir como um adulto, pegar uma maleta (vazia) e ir até a estação de metrô no horário em que estão indo e voltando do trabalho. Lá, escolhe aquele que lhe parece mais infeliz para seguir e observar. Isso o mostra que muitos dos adultos são infelizes com seus empregos e suas vidas, e o faz pensar que talvez se tornar um adulto não valha tanto a pena.
É um ótimo livro para pensar, mas aviso: as críticas, embora sejam verdadeiras e pertinentes, não devem ser levadas tão a sério, ou você poderá se tornar alguém depressivo e sem esperanças na humanidade como nosso protagonista. E não é exagero.
Todas esses ideais são expressos em uma narrativa leve, fluida, com interessantes diálogos e, mesmo o final não sendo o mais surpreendente (pela premissa escolhida, não havia muitos caminhos para seguir na conclusão), vale a pena ser lido.
Não é um dos melhores que li no ano, e não se equiparou ou superou O Lado Bom da Vida, do mesmo autor, mas é um bom livro, e não deixa de ser recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Leituras obrigatórias: estímulo ou calvário?

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para trazer uma discussão sobre um tema que acho bastante pertinente: as leituras obrigatórias. As leituras obrigatórias são aqueles livros que a escola faz com que você leia para resolver alguma prova, algo que divide opiniões. Afinal, esses livros estimulam o aluno a ler, ou mostram àquele que odeia livros que literatura é algo realmente muito chato? 
Estou no segundo ano do ensino médio e, desde o quinto ano (pelo que me lembro, mas pode ter sido antes) no colégio tenho que ler livros para provas. Os livros de antigamente eram todos fofinhos, cheios de ilustrações, com histórias tranquilas e perguntas fáceis nas provas. Mas, como não poderia deixar de ser, o nível dos livros e das provas aumentou, até que hoje, no colegial, lemos clássicos da literatura brasileira e respondemos a questões com enunciados gigantes e complicados.
Hoje em dia, no colegial, entendo que devemos ler esses livros por causa das listas dos grandes vestibulares. A Fuvest, da USP, o vestibular da Unicamp, todos eles requerem a leitura de alguns livros clássicos da literatura brasileira. Essa lista muda de certo em certo tempo, e é dever das escolas, no colegial, fazer com que os alunos leiam e realizem estudos em cima desses livros para que cheguem a esta grande prova preparados para a pergunta que vier. Nesse campo, não há questão de ser um estímulo ou não, afinal a escola não está nem aí se você gosta de ler fora dela ou não, mas sim que você saiba o que acontece em determinada obra para que passe em uma boa faculdade. 
Mas, por trás de tudo isso, eu, como aluno, observo as reações dos colegas há muitos anos com relação aos livros que devemos ler, e são as mais diversas. Agora, no colégio em que estudo, recebo os livros com as apostilas, já com cara de estudos e não de literatura para, bem, nosso prazer. E posso ver muitos dos colegas deixando os livros completamente de lado, dizendo que pesquisarão resumos e ficará por isso mesmo. 
Certo dia, estava eu com uma colega quando ela me pediu o livro Contos, de Machado de Assis, para ler, pois tinha esquecido o dela em casa. Emprestei no momento, como o cidadão solidário que sou, mas percebi que ela dobrou completamente o livro pra ler, como se fosse uma dessas revistas de fofoca que trazem spoilers dos finais das novelas na capa. Mas o pior foi que, quando pedi a ela para que não segurasse daquela maneira, ela me indagou: "Mas você vai guardar esse livro depois?".
Fiquei um tanto perplexo, pois era óbvio que eu guardaria e que ela não faria o mesmo com o dela. O livro é dela, ela trata da maneira como quiser, mas foi muito estranho observar que, para ela (na verdade, para muitos), o livro era uma coisa descartável, que perderia completamente a utilidade após a prova. 
Ver o descaso com que as pessoas que não têm o costume (talvez o dom) de ler tratam os livros para provas me fazem pensar: qual é a utilidade deles para a formação de leitores, afinal de contas?
Muitos livros podem ser cansativos, como Iracema, de José de Alencar que, confesso, foi o único que recorri aos resumos por não conseguir ler de jeito algum (é uma escrita cansativa e uma história que, ao menos para mim, não trouxe nada de interessante), mas muitos dos livros trazem histórias muito boas e que mereceriam mais... consideração. 
Para uma pessoa como eu, que ama leitura, não é problema algum ler livros da escola, que trato com tanto zelo quanto trato os que compro/ganho, mas fico refletindo sobre o papel deles com aqueles que não gostam. Nunca é tarde para descobrir os prazeres da leitura mas, se aquela pessoa que não gosta de ler tiver que ler apenas livros complexos, que trazem uma linguagem quase estrangeira para ele, que ele será pressionado a terminar para responder a algumas questões, qual será o prazer nisso?
Conversando com alguns amigos há alguns anos, quando ainda estava no fundamental, descobri algumas escolas com esquemas mais interessantes: dos três ou quatro livros do ano, um poderia ser escolhido pelos alunos. Assim, cada um poderia descobrir do que gosta, e talvez, a partir daquele, começar a ler muitos outros que não fossem obrigatórios, só pelo prazer de ler. 
Entendo que isso não pode ser feito no colegial, justamente por causa da enorme carga de matéria e pelo fato de lermos esses livros por um motivo maior que não é a descoberta da leitura, mas, se desde o fundamental esse hábito é tratado de maneira obrigatória, como uma criança/pré-adolescente desenvolverá gosto por isso? 
Os livros obrigatórios, que teriam como objetivo principal estimular o hábito de leitura, pode acabar tornando a prática um calvário para os alunos e, aí, como fazer para que essa imagem seja mudada em suas mentalidades?
Nos meus primeiros dias de aula neste ano, um professor perguntou à sala quantos livros tinham lido no ano, tirando os obrigatórios. Respondi "por volta de trinta", o que foi uma resposta um tanto chocante para os alunos que, em suas respectivas vezes de responder, lançavam "hm... nenhum", ou, o que é pior: "nem os obrigatórios eu li". 
Fazendo uma breve pesquisa, já encontrei manchetes desanimadoras e que provam que as leituras obrigatórias não tem muita força no ato de formar um leitor. Pelo contrário:



A redução da leitura foi medida até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar. Em 2011, crianças com idades entre 5 e 10 anos leram 5,4 livros, ante 6,9 registrados no levantamento de 2007. O mesmo ocorreu entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos (6,9 ante 8,5) e entre adolescente de 14 a 17 (5,9 ante 6,6 livros).
Fonte: Veja 

Para a supervisora da Fundação Educar DPaschoal, a queda no número de leitores se deve, principalmente, à falta de incentivo dos pais, mas essa é uma discussão para outro post. Como podemos perceber já nesse trecho, a leitura obrigatória nada está fazendo para formar novos leitores, com ou sem incentivo familiar. 
Agora lanço a vocês também essa discussão: você aí, que está lendo esse post, tendo um blog ou não, o que pensa sobre o assunto? Você acha que leituras obrigatórias ajudam a formar novos leitores, ou que acaba deixando-os com ainda menos vontade de ler?
O pior tipo de analfabeto é aquele que sabe ler, mas que não lê. E essa taxa de analfabetismo não para de crescer no Brasil. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Na caixinha de correio: O Limiar, David Baldacci



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma novidade muito legal: sou um blog parceiro da editora Gutenberg!
Na verdade eu já era há um bom tempo, mas não soube que era parceiro porque provavelmente coloquei meu email errado ou não enviam email a todos os que se tornam parceiros mesmo (que são muitos). Descobri quando chegou uma carta da editora em minha casa, com um mapa e uma carta escrita pela protagonista de um novo livro que seria lançado. Me interessei já pela temática e o modo como divulgaram e, depois de entrar em contato com a editora, recebi o livro para resenha! 
Fiquei muito feliz, afinal não tinha parceria com nenhuma editora antes e, embora não seja esse o principal objetivo do meu blog, amo quando o Mundos na Estante me proporciona esse tipo de coisa. Confira algumas fotos do novo lançamento da editora!



Recebi dois exemplares de O Limiar. Não, a editora não enviou errado. Um deles, mesmo que não tenham me aconselhado a nada, decidi sortear aqui no blog! Quando eu terminar de ler, o que não demorará muito (embora eu tenha que terminar alguns outros antes), falarei sobre na resenha e iniciarei o sorteio. 
Confira a sinopse:

Vega Jane nunca saiu do vilarejo de Artemísia. Nem ela e nem ninguém. Isso jamais aconteceu porque ir além dos limites daquele lugar não é algo permitido. Até que um dia Quentin Herms, seu mestre e amigo, ultrapassa o limiar da cidade e desaparece rumo ao desconhecido e escuro Pântano, onde, segundo dizem, só há perigos, abismos e criaturas assustadoras com sede de sangue.

A fuga não é simples. Ele é violentamente caçado, mas deixa para trás uma trilha de pistas para a jovem: um mapa e um anel, que podem levá-la a descobrir o que há além do limiar de Artemísia, mas que ela deverá ocultar, sob pena de ser acusada de cumplicidade. Cada passo seu torna-se arriscado, e aos poucos ela percebe que aquele lugar e a vida que ela conheceu até então foram construídos sobre mentiras, capazes de fazer poderosos matarem para manter seus segredos. Mas Vega Jane se vê disposta a lutar pela liberdade, mesmo que a descoberta da verdade custe sua própria vida.

O livro parece ser muito bom, e mal posso esperar para ler. Fico muito feliz com a confiança que me foi depositada pela editora, e espero que essa parceria ainda renda diversos frutos de agora em diante!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Descongestionando a estante


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma espécie de desafio que propus a mim mesmo, e que decidi compartilhar porque, além de poder inspirar quem também se encontra na mesma situação que eu, servirá como um estímulo a mais para que eu consiga cumprir a tempo. Trata-se do "Descongestionando a estante"!
Adoro observar minha estante e fazer uma "contabilidade" dos livros que lá estão: os que eu já li, que ainda lerei, que gostei, que odiei, etc. Em uma dessas vezes, percebi que tinha muitos livros que ainda não li. E que todos eles ganhei de aniversário ou comprei na Bienal (o que dá na mesma, já que preferi ganhar dinheiro de presente para poder gastar lá). Ganhei, ao todo, quinze livros (doze comprados no evento)... e li apenas quatro. 
Com o passar do tempo, fui comprando novos livros e os que ganhei foram ficando de lado, e ficando, e ficando, e, quando percebi, o ano acabou e eu não tinha lido nem metade. Isso me motivou a fazer essa lista com os livros sobre a qual falarei agora e a pensar neste desafio, que tem como objetivo não deixar os livros completarem um ano de vida em minha estante sem terem sido lidos. 
Vamos lá?

1. O Fantasma de Canterville



Comprei este livro em um estande de "qualquer um por dez reais" e acabou se revelando uma leitura bem agradável no primeiro conto (que dá nome à coletânea). Acontece que o segundo já não foi de tanto agrado assim e o livro já foi mortalmente deixado de lado. Agora é hora de ressuscitar sua leitura e terminar o pouco que falta. 

2, 3, 4. Morte na Mesopotâmia, A Mansão Hollow, Os Relógios



Não é segredo minha paixão por Agatha Christie e, na Bienal, comprei diversas obras dela. Porém acabei só lendo uma no ano passado, o que me deixou resignado a tirar esse atraso no ano de 2015. 

5. O Aprendiz de Assassino



Confesso... comprei este livro por estar muito barato mesmo. Era uma promoção imperdível, e a frase de George R. R. Martin na capa me levou a botar fé e comprar de olhos fechados. Mas a leitura não foi tão agradável e fluida como imaginei, e, depois de quase me matar de sono em alguns momentos, resolvi deixar de lado. Acredito que a história seja muito interessante, só não comecei no momento certo. Agora, então, começarei o livro novamente e espero gostar o tanto que imaginei que gostaria quando o peguei na prateleira.

6, 7, 8. Persuasão, Mansfield Park, Emma


A Bienal ocorreu pouco depois de eu terminar Orgulho e Preconceito e, no amor que eu estava pela autora, comprei todos os livros que consegui achar. Tudo estava lindo até eu começar a ler de fato e perceber que não são nada como a obra que adorei da autora, e fiquei bem desanimado. Também acredito que não os peguei em um momento certo, e espero conseguir começa-los novamente e restaurar o amor por Jane Austen.

9. Tropa Nerds 



Comecei a ler este livro muito divertido que ganhei de um dos meus professores no meu aniversário e adorei, mas pouco tempo depois de ter começado a leitura deste, me foram entregues os livros de Robert Galbraith que eu havia comprado, e não pude fazer nada a não ser começar O Chamado do Cuco o quanto antes. Agora pretendo pegar Tropa Nerds com exclusividade e lê-lo da maneira que merece.

10. Game of Thrones: o livro dos bastidores



Não é exatamente um livro para se ler como os outros, já que conta informações dos bastidores de uma de minhas séries favoritas e não uma narrativa em si. Então estou lendo aos poucos, de tempos em tempos pegando e lendo mais uma parte. Mas pretendo fazer isso com mais frequência, e terminar preferencialmente até abril, quando começará a quinta temporada da série. 

Bem, esses são os livros que, no dia 23 de agosto (o sábado da Bienal), completarão um ano de vida e de abandono na minha estante. Alguns deles ganhei depois, mas contarei como o dia 23 para ter uma data fixa. Até lá, pretendo ter lido o máximo de livros desta lista possível, e, inspirado por um dos novos projetos da vlogger Tatiana Feltrin, decidi adotar uma regra: para parar de comprar tantos novos livros e deixar os mais antigos de lado, instituí que só comprarei um livro novo quanto tiver terminado cinco não-lidos da estante. Sou um consumidor um tanto compulsivo quando se trata de livros (daqueles que quando ganha vinte reais já pensa em qual livro poderá comprar com eles), e não sei se conseguirei, mas vou ser forte para poder dar uma chance aos meus mais antigos. 
Se você "sofre" (entre aspas porque não é nenhum sofrimento ter muitos livros na estante para ler) do mesmo problema, junte-se a mim! Pense nos livros que você deixou largados há muito tempo na estante e retome-os ou comece-os. Porque melhor do que uma estante cheia de livros, é uma estante cheia de livros que já lemos. Terá um gostinho muito melhor fazer a contabilidade no futuro!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 31 de janeiro de 2015

Desafio literário: quero ler mais clássicos!

Oi, como vai?
No final de 2014, fiz um balanço com todas as minhas leituras do ano e fiquei surpreso e muito feliz ao ver que ao menos metade dos meus lidos eram clássicos. Li, por exemplo, O Grande Gatsby, Orgulho e Preconceito, A Revolução dos Bichos, entre diversos outros. Neste ano, quero me equiparar ou talvez até superar este número, e, enquanto pensava nisso, acabei encontrando o desafio literário "Quero ler mais clássicos!", no blog Pensamento Tangencial, que foi feito no dia 8 de janeiro de 2013. Ele é baseado na frase "gostaria de ter lido mais clássicos!", mas farei como um "quero ler ainda mais clássicos!". 
O desafio a longo prazo consiste em fazer uma lista com todos os clássicos que você deseja ler e escolher no mínimo 5 para ler por ano. Não é nada complicado e fiquei realmente empolgado para participar, e pretendo ler até mais do que isso ao longo do ano.
Vamos à lista?

- O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
- O Fantasma de Canterville (Oscar Wilde)
- Mansfield Park (Jane Austen)
- Emma (Jane Austen)
- Persuasão (Jane Austen)
- A Abadia de Northanger (Jane Austen)
- Razão e Sensibilidade (Jane Austen)
- 1984 (George Orwell)
- O Morro dos Ventos Uivantes (Emiy Brontë)
- Suave é a Noite (F. Scott Fitzgerald)
- A Bela e a Fera (Clarice Lispector)
- Dom Casmurro (Machado de Assis)
- O Cortiço (Aluísio Azevedo)
- O Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger)
- A Fantástica Fábrica de Chocolate (Roald Dahl)
- O Sol é Para Todos (Harper Lee)
- Capitães da Areia (Jorge Amado)
- Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)
- Os Miseráveis (Victor Hugo)
- Psicose (Robert Bloch)
- Lolita (Vladmir Nabokov)
- O Ateneu (Raul Pompeia)
- O Corcunda de Notre Dame (Victor Hugo)
- O Lobo do Mar (Jack London)
- O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas)
- A Letra Escarlate (Nathaniel Hawthorne)
- Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne)
- Vinte Mil Léguas Submarinas (Julio Verne)
- A Cor Púrpura (Alice Walker)
- ... E o Vento Levou (Margaret Mitchell)
- Anna Karenina (Liev Tolstói)
- Guerra e Paz (Liev Tolstói)

Bem, esta é a minha lista de clássicos que pretendo ler daqui para frente, que pode crescer ainda mais. Não deixarei escolhidos quais destes lerei primeiro, mas espero conseguir cumprir com louvor este desafio e ler muitos clássicos neste ano. E vocês, quais clássicos gostariam de ler?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: Oceano no Fim do Caminho



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre minha primeira leitura de 2015 (sim, passei diversas outras resenhas na frente), e já a minha primeira decepção. Trata-se de um livro que eu queria ler há muito, muito tempo, morando na minha wishlist há quase tanto tempo quanto Sob a Redoma e Senhor dos Anéis. 
A obra, de Neil Gaiman, começa com o protagonista (cujo nome não é falado, então sempre me referirei a ele como "o protagonista") saindo de um velório (e também não sabemos de quem) e dirigindo sem rumo até se encontrar em sua antiga casa de infância. No final daquela rua, ficava a propriedade das Hempstock, onde passou muitos momentos importantíssimos na infância. 
Descobrimos, ao longo da história, sua relação com Lettie Hempstock, uma garota de 11 anos que o ajuda muito e de quem ele se torna muito amigo; com a mãe dela, Ginnie Hempstock; e sua avó, sra. Hempstock. As três têm certos poderes especiais, sobre os quais não detalharei por um simples motivo: eles não têm explicação.



Acho que, de todas as sinopses dos livros que já escrevi em minhas resenhas, essa foi a mais curta. Isso porque a premissa é basicamente esta, e não há mais para detalhar porque ou seria spoiler ou não foi explicada mesmo. E por este motivo o livro foi uma das minhas grandes decepções literárias.
A história começa como se fosse um livro "normal", digamos, que contaria uma história sem nada de fantasia (embora eu saiba que seja o gênero mais explorado pelo autor), como a história do garoto e de Lettie, o fato de ela pensar que o lago em sua propriedade é um oceano, essas coisas.
A história segue normalmente até que somos jogados no meio da magia e ela continua sendo explorada e explorada de uma maneira, devo dizer, porca. Isso por causa da falta de explicação, e da dificuldade do narrador de descrever bem os seres com quem se depara. Além disso, a origem da magia das Hempstock, como elas chegaram a fazer tudo aquilo que conseguem fazer... simplesmente nada nos é explicado.
Não sei se foi uma falha gravíssima de Neil Gaiman ou se ele pensou que seria interessante esse ar de mistério. Seria interessante se no final pudéssemos descobrir do que se trata, mas passar o livro todo esperando por qualquer explicação que seja e não tê-la não é nada interessante. É decepcionante.
A média do livro no Skoob é tão alta (4.2 de 5) e ouço tantos elogios que fico me perguntando se o problema está no livro ou se eu que não entendi a arte da coisa. Mas, se isso for a arte de Gaiman, não quero ler outro livro seu tão cedo.
As reflexões sobre a infância, a passagem do tempo, sobre como perdemos nossa inocência e passamos a nos importar com outras coisas (que podem nem ser tão importantes assim) enquanto deixamos de aproveitar as coisas simples da vida, são o único ponto positivo que posso ressaltar do livro, mas ainda não faz tudo valer a pena.
Chega a ser ridícula a maneira com que a magia foi inserida no livro. É colocada de maneira muito aleatória, e recebemos pouquíssimos porquês (porquês, estes, que precisariam de outros porquês). É como se Neil quisesse terminar o livro logo, e, fazendo uma comparação bem tosca, é como aquela redação que você não relê antes de entregar e só depois de receber a nota vai reparar em tudo aquilo que faltou e você deixou passar.
Pelo visto Neil Gaiman não releu sua redação. 

Até a próxima ;D

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: Mentirosos


















- >não< contém spoilers - 
Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um dos livros mais surpreendentes que li nos últimos tempos, tanto em questão de qualidade quanto nas reviravoltas da história. Trata-se de Mentirosos, de E. Lockhart. 
O livro, que, ao menos pela capa, parecia ser um simples young adult, se mostrou uma obra inteligente e que precisa ser lida, bem, por todo mundo.
Mentirosos nos conta a história da família Sinclair, uma família muito rica e aparentemente perfeita que passa todos os verões em sua ilha particular, onde certas coisas acontecem.

Bem-vindo à bela família Sinclair.
Ninguém é criminoso.
Ninguém é viciado.
Ninguém é um fracassado.
Os Sinclair são atléticos, altos e lindos. Somos democratas tradicionais e ricos. Nosso sorriso é largo, temos queixo quadrado e sacamos forte no tênis. 

Este é exatamente o início do livro, e já sintetiza muito bem como é a família que acompanharemos ao longo da história. Acontece que eles não são tão perfeitos assim, mas fazem de tudo para manter as aparências. 
A personagem principal é Cadence Sinclair, uma garota que já se mostra diferente de outros. Ela critica todo o materialismo dos familiares e se opõe a muitos dos caprichos de seu avô que, para manter a imagem de perfeição da família, sempre ameaça sua mãe e tias com a tomada do dinheiro e dos patrimônios.
Cadence, desde criança, era muito próxima de seus primos (e um agregado), Mirren, Johnny e Gat. Pelo último, o agregado, ela desenvolve sentimentos mais fortes. Eles se chamam de Mentirosos, como um grupo revolucionário em meio à ditadura exercida por seu avô. 
Tudo ia muito bem até que no verão dos quinze anos de Cadence a garota sofre um acidente que muda sua vida completamente. Ela sofre de fortíssimas dores de cabeça e amnésia seletiva, e, pelo fato de o livro ser narrado em primeira pessoa, sabemos tanto quanto ela sobre esse tal acidente e descobrimos aos poucos o que realmente aconteceu. 
E isso é tudo o que você pode saber sobre o livro.



É um daqueles livros que você precisa de muito cuidado para falar sobre, porque qualquer informação a mais pode estragar a leitura. Dei ênfase ao fato de não conter spoilers no início pois até mesmo uma informação solta aleatoriamente em uma resenha pode fazer diferença na leitura, e, quanto menos você souber, melhor.
É um livro intrigante, gostoso de ser acompanhado, mesmo que passe por pontuais momentos em que nada acontece. Como falei há pouco, descobrimos com a personagem principal sobre o que aconteceu, e passamos a obra toda tentando ligar os pontos. Quando tudo é explicado, é como se a vida fosse uma ilusão, e faz com que o livro valha muito, muito a pena.
A escrita da autora é simples, porém inteligente, cheia de metáforas e propositalmente confusa em alguns momentos, para nos demonstrar o quão confusa e perturbada é a mente da protagonista.
Uma leitura fluida e um livro muito rápido de ser lido, te prende cada vez mais até chegar ao ponto em que você não pode largar enquanto não descobrir o que realmente aconteceu. 
Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: O Chamado do Cuco


























Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o primeiro livro da nova série de romances policiais de JK Rowling, escritos sob o pseudônimo Robert Galbraith, um livro que me deixou muito dividido e que só não abandonei ao meio por ser de uma de minhas autoras favoritas. E fico muito feliz de não tê-lo feito.
O livro nos conta a história do detetive Cormoran Strike, que está, perdoem-me a expressão, "completamente fodido". Perdeu parte da perna direita no Afeganistão, se separou da mulher com quem tinha uma relação conturbada e passou a morar em seu escritório, o qual perderá se não pagar a montanha de aluguéis atrasados. Em um acordo com um agência de secretárias temporárias, já que não pode pagar uma fixa, a cada semana Strike recebe uma temporária nova, e, na semana de seu grande caso, recebe Robin, que se mostra uma ótima ajudante, além de uma personagem muito carismática e que deveria ter uma participação ainda maior na história. 
Neste primeiro livro da nova série prometida por JK, investigamos o caso do assassinato de Lula Landry, uma famosíssima modelo perturbada que buscava suas origens e que foi encontrada morta depois de cair da sacada de seu prédio. Na época, foi alegado suicídio, porém seu irmão, John Bristow, não consegue acreditar nesta ideia, e tem certeza de que Lula foi empurrada por alguém.
Assim, conhecemos melhor a história da modelo, suas relações, principalmente com o namorado drogado e reprovado pela família Duffield, o estilista um tanto obcecado por ela Guy (se pronuncia "gui") Somé, com sua família e muitos outros personagens, adentrando o mundo da fama, da moda, dos paparazzis, e percebendo toda a obscuridade que há por trás disso.























É uma história muito interessante de ser acompanhada, porém a maneira como foi escrita acaba por tirar um pouco a vontade de devorar o livro para descobrir o verdadeiro culpado o quanto antes. Isso porque, embora passemos muitas páginas com os testemunhos, que são ótimos de se acompanhar, sendo narrados, temos boas partes de enrolação, e é como se quebrasse o ritmo da leitura.
É uma narrativa que oscila bastante: em alguns momentos muito legal, e em outros, muito chata. 
O problema deste livro é que o detetive, embora muito inteligente, passa a maior parte do livro sem compartilhar conosco algumas de suas suspeitas, que nos instigariam a ler mais rápido e tentar ligar os pontos. É como se lêssemos todos os depoimentos, mas não conseguíssemos descobrir nada de fato. Isso não é problema algum em uma obra policial mais curta, na qual nos sentimos intrigados com os movimentos inexplicados do detetive mas chegamos rapidamente à conclusão de tudo. Mas, neste caso, se passam cerca de trezentas páginas até que Strike realmente decida compartilhar conosco alguns de seus pensamentos e suspeitas e o livro ganhe um pouco mais de ação.
Como nos livros policiais clássicos, o culpado é revelado bem no final, e, em um capítulo, tudo o que captamos durante o livro sem conseguir ligar de fato é relacionado e explicado de maneira sensacional, que não decepciona nem um pouco. 
A explicação para o caso e o verdadeiro culpado fazem com que até os momentos chatos do livro valham a pena, mas a autora pecou no desenvolvimento (mais ou menos a mesma crítica feita sobre Morte Súbita, no qual o desenvolvimento parece bem "parado" para no final muitas coisas legais acontecerem).
Ainda assim, recomendo a todos os que gostam de romances policiais, desde que tenham, é claro, um pouco de paciência e firmeza para não abandonarem o livro antes do final e persistirem até que tudo passe a valer a pena.
Já tenho o segundo volume, O Bicho-da-Seda, e pretendo não demorar a começar a ler. Pelos comentários que andei lendo, a continuação conserta boa parte dos problemas do primeiro, e mal posso esperar para descobrir se isso é realmente verdade.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

5 motivos pelos quais você precisa ler Agatha Christie



















Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma das melhores escritoras que já tive o prazer de ler, a rainha do crime, Agatha Christie. Dela, já li quatro obras, sobre as quais falarei mais ao longo do post, e tenho muitas outras aqui na estante, só esperando para serem começadas.
O título do post pode soar um tanto pretensioso, mas todos aqueles que já leram a obra de Agatha Christie e convivem com pessoas que não leram vão me entender. 
A autora, que viveu de 1890 a 1976, publicou mais de 70 romances, em sua grande maioria policiais. A primeira obra que li de Agatha foi O Natal de Poirot, e gostei tanto que tomei coragem e prometi que lerei pelo menos a maior parte de toda a sua obra. Ainda estou longe, bem longe, mas chegarei lá. Seus principais personagens são Hercule Poirot e Miss Marple. Ainda não li nenhum livro da autora que conte com Miss Marple, mas já li alguns com Poirot e adorei o personagem e sua maneira de resolver os casos.
Enfim, sem mais delongas, vamos aos motivos:

1. Seus finais surpreendentes

Agatha é famosa por seus finais surpreendentes. Com exceção de Os Elefantes Não Esquecem, nunca consegui chegar perto das respostas de seus livros, dos assassinos de fato. Quando tudo é revelado, é como se a sua vida não fizesse mais sentido e você tivesse sido enganado por todo esse tempo. E o mais incrível: tudo se encaixa perfeitamente, e não são deixados fios soltos ou coisas mal explicadas. 

2. A maneira como seus livros são escritos/montados

A maioria dos livros que li dela, aqueles com o detetive Hercule Poirot, apresentam uma forma clássica dos mistérios: assassinato - investigação da cena do crime - depoimentos das testemunhas - aquele momento em que tudo se encaixa para o detetive - revelação de embaralhar os miolos mas que ainda assim faz todo o sentido do mundo. Isso, além de gostoso de se acompanhar, acaba sendo "didático" para quem pensa em escrever livros policiais (como eu), por exemplo. 

3. A rapidez e fluidez da leitura

Sua escrita é muito gostosa de ser acompanhada e nem um pouco complicada. Seus diálogos são bem apurados e não há falas desperdiçadas. Seus livros não são longos, então não há muito tempo a perder. Qualquer conversa que acompanhamos entre os personagens é importante, para o que virá a seguir ou para acusar o verdadeiro culpado no final do livro. Aliando a escrita ao tamanho menor e o fato de serem muito intrigantes e não te deixarem viver sua vida normalmente sem saber quem é o verdadeiro culpado, são livros muito rápidos de serem lidos. Alguns cheguei a terminar em dois dias, embora seja perfeitamente possível terminar em um dia só. 

4. Os preços dos livros

Como se não bastassem todos esses pontos positivos relacionados à autora, suas edições (as mais novas, pelo menos) são bem feitas e muito baratas, e quando vou comprar um livro de Agatha não consigo sair com apenas um. A editora L&PM tem edições pocket lindas dos livros da autora, assim como a Best Bolso. A Nova Fronteira tinha edições um tanto feinhas, o que foi consertado com maestria nessas últimas edições lançadas pela editora: são edições maravilhosas em capa dura que ainda podem vir separadas ou em um lindo box. Ainda temos alguns publicados pela editora Globo.

5. E Não Sobrou Nenhum

Este livro, por si só, é um enorme motivo para ler a autora. Dela, já li O Natal de Poirot, Assassinato no Expresso do Oriente (um dos meus favoritos), Os Elefantes Não Esquecem (outro dia farei um post só sobre os livros da autora) e este, que é o melhor que já li de Agatha e um dos melhores de todos os policiais/suspenses/thrillers. O livro conta a história de dez pessoas um tanto aleatórias (um médico, um juiz, um ex-detetive, etc) que são convidados a passarem um período na ilha do misterioso senhor U. N. Owen. Ao chegarem lá, descobrem que o anfitrião não estará para recebê-los, e uma gravação tocada em um gramofone revela segredos do passado de todos que estes escondiam a sete chaves. Em todos os quartos há um poeminha infantil, e, baseado neste poema, aos poucos os "prisioneiros" vão morrendo. Tudo piora quando se descobre que estão sozinhos na ilha, ou seja, o assassino é, na verdade, um deles.
É simplesmente uma história de arrancar os cabelos de tão boa. A maneira como é conduzida, a sensação de desconfiança que temos e que podemos sentir entre os personagens, o desfecho e a explicação para tudo aquilo. É um livro que você tem que largar tudo e correr para ler. Acho que é a melhor maneira de descrever o quão esse livro é incrível e imperdível. 

Bem, esses são os cinco principais motivos pelos quais você precisa largar tudo o que está fazendo no momento e correr procurar livros de Agatha Christie. Seu nome na capa de um livro policial já é uma garantia de que será uma ótima leitura, e, depois desse título e do post todo, nem preciso dizer que recomendo, né?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 10 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: Sob a Redoma






















Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um livro que morou na minha wishlist por muito tempo, até que decidi que "de 2014 não passava" e realmente não passou (minhas resoluções de ano novo pelo menos com livros funcionam)! Trata-se de uma obra do escritor americano Stephen King, um dos mestres do terror e do suspense na literatura atual. Além de querer ler muito este livro, queria muito conhecer a obra do autor, e agora quero ler cada vez mais.
Sob a Redoma conta a história da cidadezinha de Chester's Mill que, subitamente, é cercada por uma redoma. A espécie de campo de força simplesmente desce ao redor da cidade, contornando perfeitamente suas fronteiras, e não consegue ser derrubada por nenhum meio imaginável. Mas o mais importante não é nem a redoma em si, mas o efeito que causa na população.
É um livro com muitos personagens, muitos mesmo. E todos são úteis para a história de alguma forma. O "principal" (entre aspas porque temos diversos principais) é Barbie, ou Dale Barbara, um forasteiro que estava fugindo da cidade depois de uns problemas com o grupo de adolescentes encrenqueiros quando a redoma o prendeu lá. Temos também Julia Shumway, a dona do jornal local; Rusty Everett, enfermeiro que acaba assumindo posto de principal médico no hospital e sua esposa Linda, uma das policiais da cidade; Joe McClatchey, um garoto de 13 anos muito inteligente e que tem ideias muito importantes no desenvolvimento da história; Junior Rennie, filho do "ditador" da cidade, que tem dores de cabeça fortíssimas causadas por um tumor cerebral que o levam a perder o controle sobre si próprio e até a agir como um homicida; entre vários outros. No centro de tudo esta Big Jim Rennie, dono de uma loja de carros usados e segundo vereador na cidade, mas que manipula todos e acaba se tornando uma espécie de ditador, se aproveitando do fato de ninguém poder entrar nem sair da cidade para executar suas ordens e estender seu comando. 
Ao longo do livro, chega a ser revoltante tamanha injustiça praticada por Big Jim, e mais revoltante ainda o fato de que tudo está em suas mãos (como o novo chefe de polícia facilmente manipulável, com sua nova força policial de adolescentes problema).




















Não darei muitos detalhes sobre a história para não estragar as surpresas, que acontecem do início ao fim. É interessantíssimo ver o efeito que a redoma tem sobre os habitantes: os suicídios, aqueles que tentam ajudar, aqueles que se aproveitam da situação. Temos aqueles momentos em que a população se mobiliza em gestos tocantes, outros em que ela se transforma em uma turba e cada um liberta seu lado mais selvagem e irracional.
Com muitas tramas, brigas, mortes, sangue, desespero e tudo o que não pode faltar em livros desse gênero, é um dos melhores que li no ano de 2014, e o desenvolvimento e o final são imperdíveis. 
Os capítulos são curtos e sempre muita coisa está acontecendo, o que torna uma leitura rápida, mesmo com mais de 950 páginas. É um livro gigantesco, mas nem um pouco demorado para ser lido. 
A escrita de King é gostosa de se ler, ao mesmo tempo em que chega a ser ácida e descreve com riqueza de detalhes cenas muito perturbadoras (das quais a obra está repleta).
Como fiquei muito tempo esperando para ler, desenvolvi altíssimas expectativas, e o livro superou todas. É sensacional, e não me cansarei de elogia-lo e recomenda-lo.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Balanço literário de 2014

Oi, como vai?
Chegamos ao último dia do ano e, como todo final de ano, ficamos com aquela nostalgia, lembrando de tudo o que aconteceu (o que, no caso de 2014, foi realmente muita coisa) e refletindo sobre como pôde passar tão rápido. A algumas horas de terminar este que foi o melhor ano da minha vida (em todos os quesitos), resolvi fazer um balanço de tudo o que li, o que, perto de muitos, não foi quase nada (no meio do ano, eu já via pessoas com mais de 80 livros lidos (?????)), mas, para os meus parâmetros, foi até que uma boa quantia. No ano de 2013 li 25 livros e, neste, tinha como meta ler no mínimo 26. E consegui atingi-la!
Li 21 livros e 5 HQs (que são grandes, então conto como livros e não como simples quadrinhos). Ao todo, são 7.919 páginas. Abaixo, organizarei por ordem cronológica e alguns agruparei por série . A maioria dos livros já tem resenha, então é só clicar nos nomes dos livros!
Vamos lá?


Um livro de contos muito divertido, foi o primeiro que finalizei no ano e adorei. 



Li a trilogia As Peças Infernais inteira neste ano e, embora não tenha gostado muito do último volume, não me arrependo de ter lido.



Terminei de ler o último volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e agora espero que, né, algum dia desses, George tenha vontade de publicar o próximo. 



Também terminei Convergente, o último volume da trilogia Divergente. Para séries, esse ano foi produtivo, pois li uma inteira e concluí duas. Mas, ainda assim, foquei nos livros avulsos, além de ter lido vários clássicos.



O primeiro clássico que li de fato (já tinha lido adaptações de alguns para a escola), e gostei muito. Foi um dos melhores que li no ano!



Outro dos melhores que li no ano, é um livro lindo, reflexivo e tocante. Vale muito a pena! 



De George Orwell, é um livro incrível e bastante crítico e irônico. Recomendo muito.

10. Auto da Barca do Inferno

Auto em português arcaico que tive que ler para a escola (tanto que nem resenhei), mostra com bastante ironia o destino de diversas personalidades (como um frei, uma cafetina, um nobre arrogante...) que, depois de morrerem, devem embarcar na barca que irá para o inferno (comandada pelo Diabo, um personagem bastante zoeira) ou na que irá para o céu (comandada por um Anjo).



O primeiro livro da trilogia (a história de fato é contada nos três primeiros livros, o quarto volume conta uma espécie de história extra), é muito bom e me deixou sem fôlego. Mas, mesmo assim, não sei se irei continuar lendo os próximos (o que pode me motivar é o segundo filme, que estreará, se não me engano, em 2015) porque, quando terminei, simplesmente não me deu vontade de continuar. Mas quem sabe...

12. Assassinatos na Rua Morgue

Livro de contos de Edgar Allan Poe, foi o primeiro e, creio, único que lerei do autor. Isso porque gostei, mas achei sua escrita bastante cansativa. Além disso, não gostei do conto que dá nome ao livro, e, de todos da coletânea, só de um gostei de fato. Talvez tenha começado pela obra errada, se alguém tiver algum outro do autor para me indicar, pode falar!



Primeiro caso de Sherlock Holmes e o primeiro livro que li, achei incrível e estou louco para ler outros do autor. Recomendo!



Eu poderia não contar, afinal são HQs, mas não é uma HQ qualquer. Li separadamente a série toda por ebook, mas esses mais de 40 volumes são agrupados nesses 5 livros, então não posso deixar de contar! É a primeira série completa de HQs que li e, em 2015, pretendo ler muitos outros, tanto de super-heróis quanto da Vertigo (que tem histórias incríveis, recomendo).



Mais um clássico infantil que li, adorei e recomendo muito. Foi uma das minhas compras da Bienal, onde comprei 13 livros.



Primeiro que li de Jane Austen (de quem pretendo ler todos), gostei bastante (embora tenha ficado um pouco empacado no meio do livro), e recomendo!



Mesmo com todas as críticas que ouvi (que tentaram me desanimar, mas não conseguiram), é um dos meus livros favoritos do ano e, talvez, da vida. Gostei bastante e só tenho elogios a fazer.

22. Os Elefantes Não Esquecem

Embora não tenha resenhado (algum dia farei um post com vários livros de Agatha Christie), gostei bastante. Infelizmente (e só fui perceber isso agora), foi o único da Agatha que li no ano, e, em 2015, pretendo ler muitos, muitos outros.



Mais um dos que li para a escola, é um clássico da literatura brasileira muito divertido e do qual gostei bastante. Caso você tenha que lê-lo para a escola também, não reclame, o livro se mostrará uma leitura muito gostosa!

24. Contos de Machado de Assis

Outro para a escola, que não terminei quando devia e fui ler o último conto (O Alienista) só no início das férias. Mesmo assim, gostei bastante, e adoraria ler mais obras do autor.




Um dos que li mais recentemente, foi um dos que mais prenderam no ano e na vida. Mesmo com o final decepcionante (sempre vou falar desse final decepcionante), gostei bastante e recomendo!

26. Sob a Redoma



O último livro que li no ano e o maior que já li na minha vida (mais de 950 páginas), é um dos que mais gostei em 2014 e um dos que mais mexeram comigo. Como não terei tempo de postar a resenha da obra de Stephen King até o final deste ano, acabará ficando para o ano que vem, mas já estou muito empolgado para escrever!

Bem, esses foram os livros que li em 2014. Já tenho minha meta para 2015: já tenho alguns em mente, outros descobrirei ao longo do ano, mas espero ler no mínimo 27 livros (mas, se for possível, bem mais). E vocês, quantos livros esperam ler em 2015?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D