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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: O Mágico de Oz, L. Frank Baum

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o ótimo O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, uma de minhas aquisições da Bienal e um dos clássicos (infantil, mas e daí?) que eu mais tinha vontade de ler. Muitos já assistiram aos filmes, O Mágico de Oz, de 1939, e Oz: O Mágico e Poderoso, de 2013, mas esperei todo esse tempo pra ler o livro antes. E foi bom ter feito isso, porque de uma história que todos conhecem consegui tirar surpresas e momentos de "choque" com algumas revelações. 
O livro conta a história de Dorothy, que vivia no Kansas com os tios até que um ciclone atingiu a região e levou sua casa de lá com ela dentro. Depois de um bom tempo, sua casa cai novamente em terra firme, e quando Dorothy sai TCHANAN se encontra em Oz. E para completar: quando chegou ao país, a casa caiu exatamente em cima da Bruxa Má do Leste, e a matou. 


Oz tem quatro bruxas: as bruxas boas do norte e do sul e as bruxas más do leste e do oeste. No centro, na Cidade das Esmeraldas, temos o grande, poderoso, temível, misterioso, admirado Mágico de Oz. A Bruxa do Leste foi morta por Dorothy, e ela foi considerada uma heroína. Como recompensa, ganhou os sapatinhos prateados da finada, que têm poderes especiais (mas a garota não sabe). Mesmo estando feliz lá, quer voltar para sua terra e seus tios, e o único que pode conceder seus desejos é justamente o Mágico de Oz. Para chegar à Cidade das Esmeraldas, onde ele vive, ela deverá seguir pelo caminho das pedras amarelas, e lá vai a garota, com seu cachorrinho Totó. 
No caminho, ela encontra os clássicos personagens que todos conhecemos: o Espantalho, que queria um cérebro; o Homem de Lata, que queria um coração; e o Leão, que queria coragem. Juntos, eles seguem para a Cidade das Esmeraldas, crentes de que o famoso mágico irá lhes ajudar. Porém, muitas surpresas enfrentam pelo caminho e a surpresa maior acontece quando eles realmente chegam em Oz...
Pronto, não contarei mais nada. Isso porque recomendo a leitura e acredito que não era o único que não conhecia a história no planeta hahah


Antes de mais nada, quero dizer que é um livro infantil. Parece inútil dizer, mas é importante, porque se você começar a ler pensando que encontrará grandes conflitos (maduros, digamos assim) e mortes assustadoras se decepcionará. Assim como O Pequeno Príncipe, não pode ser lido como um livro adulto, mas deve ser interpretado como tal. Isso porque trazem lições que um leitor de pouca idade poderá não entender. O Pequeno Príncipe ainda é mais "adulto", e com mais a ser interpretado. Oz é mais infantil mesmo, mas também é leitura obrigatória para todas as idades. As lições que os personagens trazem, no final das contas, valem para todos, e não há como não se apegar. 
É uma narrativa divertida, fluida e muito gostosa de ser lida. Terminei-o em menos de meio dia (comecei em um final de tarde e fui terminar à noite). Depois que você começa, simplesmente não há como parar. 
Agora estou ainda mais curioso para assistir à adaptação de 1939 e o filme mais recente, que foca na história do próprio mágico, e logo logo trarei reviews!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: Doctor Who


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, poucos dias antes da estreia da nova temporada, para falar sobre a sensacional, incrível e todos os adjetivos para elogiar que você imaginar Doctor Who!
Estou há muito tempo (desde que terminei, há uns dois meses, para ser mais sincero) pensando em escrever esse post, e eis que fui me sentar para escreve-lo só agora, alguns dias antes da estreia da tão aguardada oitava temporada, que trará um novo Doctor e muitas outras histórias!
Doctor Who conta a história do Doctor (quem?), o único sobrevivente de uma guerra que envolveu sua espécie e os Daleks, os maiores vilões da história (sobre os quais falarei mais depois), e desde então vaga pelo tempo e espaço em sua máquina disfarçada de cabine policial inglesa ajudando pessoas e outros tipos de seres (e quando digo outros tipos, quero dizer alienígenas bizarros e tudo o mais). Mas o Doctor não viaja sozinho. Ele sempre encontra uma companion, uma garota (embora alguns garotos tenham assumido o papel de companions em alguns momentos) que o ajudará nas missões e o completará de certa forma, cada uma trazendo uma característica diferente e estabelecendo algum tipo de relação com o Doctor. Ele é imortal, a não ser que algum dos vilões o mate de fato, e tem a habilidade de se regenerar (transformar todas as células de seu corpo, continua o mesmo Doctor mas com um jeito e uma personalidade completamente diferentes), e é aí que uma das coisas que mais gosto na série entra. 
Assisti a "nova geração" de Doctor Who, que estreou em 2005, mas a verdade é que a série é considerada a mais longa de todos os tempos. Só para vocês terem uma noção, em 2013 fez 50 anos...
São 13 episódios, de em média 40 minutos, por temporada, e até agora temos sete temporadas. Assisti à série em maratona, e cada tempo livre que me restava, ou até mesmo horas em que eu deveria estar fazendo alguma obrigação (como estudar, por exemplo), a deixava para outra hora só pra assistir (o que, em parte, justifica minha quase completa ausência alguns meses atrás). Quando faltavam duas temporadas para terminar, praticamente dobrei a "carga diária de episódios", e quando terminei foi como se eu precisasse me lembrar de como se vivia sem passar metade dos dias assistindo hahahah
Para não perder o fôlego e cair na mesmice, as temporadas alternam entre novos Doctors e novas companions, e é uma melhor que a outra!
Ao todo, são 12 Doctors, mas como não assisti à série clássica falarei apenas sobre a "nova geração" que comentei acima. Nessas 7 temporadas tivemos três Doctors, e a próxima já contará com um novo ator na pele do protagonista, Peter Capaldi!
Minha relação com Doctor Who é um tanto engraçada porque, confesso, de início achei a série um lixo. Sem exageros, o episódio piloto é o cúmulo do ridículo, e os efeitos especiais são sofríveis. Fiquei muito tempo sem ver (quase um ano), e em um belo dia a encontrei na Netflix e resolvi dar mais uma chance. Nos primeiros episódios ainda fiquei com um certo receio e não conseguia levar a sério, mas a série evoluiu de tal maneira que hoje é simplesmente uma de minhas favoritas! 
Justamente por isso, quero falar detalhadamente sobre alguns dos elementos da série, então já lhes aviso que sim, esse post ficará enorme. Vamos lá?

9th - Cristopher Eccleston



Esse é o Doctor de que menos gosto, mas não porque não gosto, só porque, bem, gosto menos. Confesso, quando comecei a assistir, tinha em mente apenas Matt Smith, o décimo primeiro, e um dos motivos porque desanimei foi por descobrir que ele só entraria na quinta temporada. Cristopher é um ator realmente legal, depois de alguns episódios, e o nono Doctor é ótimo. Por só ter participado da primeira temporada, não desenvolvi nenhum carinho especial por ele ou coisa do tipo, e até eu aprender a ignorar os efeitos especiais ruins e realmente embarcar na história a temporada já havia passado da metade. Mesmo assim, foi com ele que realmente "aprendi" a gostar da série, e não dá para ignora-lo. 

10th - David Tennant


Aí sim a brincadeira fica realmente boa. Em determinado momento (não contarei qual, porque faz parte da surpresa da série), ocorre a tão aguardada regeneração do Doctor, e eis que nos deparamos com o décimo, que é meu Doctor favorito! Eu conhecia muito pouco do trabalho de David Tennant, o havia visto apenas em Harry Potter e o Cálice de Fogo, então não comecei com grandes expectativas. Mas Tennant toma seu espaço na série e no coração dos fãs, e não tem como não se enlevar em seu jeito de resolver as coisas e em sua relação com Rose, sua companion, sobre a qual falarei mais tarde. Ele é brilhante, e sua regeneração, além de vir no final de um episódio lindo (de chorar, e não estou exagerando), é muito emocionante, e é como se eu quisesse adiar a entrada do Doctor que me fez começar a ver a série só para ter por mais um tempinho o décimo.

11th - Matt Smith


Matt Smith, digamos, nasceu para ser o Doctor! Sua participação na série já começa em uma cena nada fácil e desde então ele consegue carrega-la muito bem. Muito engraçado e engenhoso, é um tanto "peculiar" no seu jeito de resolver as coisas, e não tem como não adora-lo logo de cara. Podemos dividir a história em era Tennant e era Smith. Com o início da era Smith, nenhum dos personagens sensacionais da era Tennant voltam e são inseridos muitos outros. Talvez por esse motivo ainda prefira a era do décimo Doctor: o conjunto era muito mais carismático. Isso não significa que os personagens que chegam com Matt não sejam bons, mas não há como esquecer os antigos.

O Doctor é o personagem principal, mas sem a tradicional companion nada seria. Elas são trocadas geralmente de temporada em temporada, e apenas algumas ficaram por mais tempo.

Rose Tyler 


Rose Tyler é uma das minhas companions favoritas. Foi a primeira, e isso a coloca em um lugarzinho especial no coração de todo fã. Ela acompanha o nono e o décimo Doctors, e sua relação com eles é incrível! Com o nono há uma certa química, mas nada que os torne shippáveis. Já com o décimo...
Eles são incríveis juntos! A segunda temporada, a que passam juntos, é uma das minhas favoritas, e o final é de sofrer, sofrer muito, muito mesmo.

Martha Jones


Martha é a personagem mais engraçada graças aos fãs. Isso porque a grande maioria do fandom não gosta dela e vive fazendo piadinhas. O problema de ter vindo depois de Rose é que sua partida acabou tanto com as estruturas emocionais dos fãs que qualquer outra personagem vindo depois ainda não faria jus. Desde o início gostei de Jones, mas, no balanço geral de todas, foi a que menos gostei. Mas não por odiar, só por não gostar tanto quanto gostei das outras mesmo. Ainda assim, é muito importante em sua temporada e faz muito pelo Doctor.

Donna Noble


Donna Noble é... Donna Noble! Não há outra maneira de definir. Sempre que penso isso me sinto mal pela Rose, mas a verdade é que Donna é minha companion favorita de todas. É a mais engraçada, em disparada, e seu reencontro com o Doctor (eles já haviam formado uma dupla e tanto em um dos especiais, mas estou evitando ao máximo dar detalhes) é de gargalhar. Não há como não se apaixonar de cara, assim como não há como não sofrer com sua despedida, a mais (perdoem o vocabulário chulo) filha da puta de todas. É de doer o coração, e quem já assistiu sabe bem do que estou falando. Compete muito bem com o final de Rose em Doomsday, e são as personagens de quem mais senti falta.

Amy Pond (e o Rory)


Amy é uma companion muito legal, mas só. Ela se encontrou com o Doctor quando era criança e desde então esperou por seu retorno. Acontece que ele demorou tanto que quando voltam a se ver ela já é uma mulher formada que começa a acreditar que tudo aquilo não passou de um sonho. Interpretada pela linda Karen Gillian, é uma das mais carismáticas e nos faz simpatizar logo de cara, mas, ao menos para mim, sua participação muito longa (mais de duas temporadas) acaba por tirar um pouco de sua magia, e em sua despedida de fato não senti nada parecido com o que senti com os finais de Rose e Donna. Foi simplesmente... ok, tchau, que venha a próxima.
Além de Amy, temos Rory, seu marido, que ganha muito destaque na série e evolui muito rumo à utilidade. Rory é um personagem um tanto mala sem alça no início, e sinceramente tenho algo contra companions masculinos. Eles só servem de estorvo, deixem apenas o Doctor e sua companion e tudo fica melhor!

Clara Oswald


Uma boa palavra para definir Clara é "amorzinho". Isso porque ela é realmente muito amorzinho, e é como uma paixão à primeira vista quando começa a ser companion de verdade (depois de alguns encontros, que são brilhantemente ligados à sua história e função na série). Ela é a última da lista, e estará na próxima temporada com Peter Capaldi. Formou uma ótima dupla com Matt, e acho que será ainda melhor com Peter. Há boatos de que se despedirá na próxima temporada, e ao mesmo tempo que não quero me despedir tão cedo de sua personagem, quero que seja encerrada logo para que não haja o mesmo desgaste que tive com os Ponds.

Além das companions, temos muitos outros personagens importantíssimos e muito carismáticos, e cujas histórias são bem construídas e muito legais de se acompanhar. Destacarei os meus favoritos nesse quesito: River Song e Jack Harkness. Este chega como quem não quer nada, e ganha um destaque enorme ao longo do tempo. É um dos personagens mais legais de todos, e como se não bastasse é um dos mais engraçados (e que tem um destino surpreendente!), e um enorme poder de sedução. Já River é a personagem com a história mais confusa, porém muito interessante, que já vi na minha vida. Já passei muito tempo tentando entender, mas como continuo na estaca zero só sorrio e aceito o que quer que eles falem. O tempo passa para River "ao contrário", então quando o Doctor a conhece, ela já o conhece há muito tempo, e cada vez que se encontram é como se ela o conhecesse menos... sim, é muito confusa, não consigo sequer explicar direito. Mas vale muito a pena, e sua ligação com os personagens é surpreendente!
Sobre os inimigos, temos alguns passageiros, cujas histórias duram apenas um episódio e logo são resolvidas, e outros que são destinados a pegar no pé do Doctor por toda a eternidade. São eles os Daleks, personagens com a voz mais irritante da série e que, mesmo parecendo um saleiro com rodinhas, contam com grande poder de destruição e foram os maiores inimigos dos Time Lords, o povo do nosso protagonista.


















Temos também os ótimos Cybermen e os melhores inimigos do Doctor, Weeping Angels. Eles são os mais puxados para o terror que podemos encontrar, e o episódio em que são inseridos, Blink, é um dos melhores da série! São seres que não podem se mexer enquanto estão sendo vistos, mas quando não estão, movem-se extremamente rápido... Moral da história: se você se deparar com um, não pisque, nem pense em piscar, não desvie o olhar, e não pisque.



As diferenças que citei há pouco entre a "era Tennant" e a "era Smith" também pode ser explicada pela mudança de showrunner. Nas primeiras temporadas, tínhamos Russel T. Davies, e nas últimas temos Steven Moffat. Ambos são excelentes, mas suas abordagens são diferentes. Russel aborda mais os feelings dos fãs. As temporadas mais choráveis e mais destruidoras de estruturas emocionais são sem dúvida as primeiras, e adoro isso. Já Moffat dá à série um ar mais "obscuro", digamos, e foca nas reviravoltas e surpresas. As temporadas com mais segredos e mais loucuras no tempo (como a história da River, por exemplo) são as últimas. Também adoro. Sinceramente, ainda prefiro as primeiras temporadas, porque mechem com o emocional de uma forma que Moffat não consegue, mesmo nos deixando na ponta da cadeira e revelando segredos de tirar o fôlego. De qualquer maneira, a série no geral é incrível, perfeita, e as mudanças sempre são bem vindas.
Ontem, dia 18, ocorreu um evento no Rio de Janeiro com o showrunner Moffat e os atores Peter Capaldi e Jenna Coleman, que interpretam, respectivamente, o décimo segundo Doctor e Clara. Confira uma das fotos do evento, que foi postada pela equipe da página Doctor Who Brasil:



































O evento deve ter sido incrível, e além dessa entrevista com o elenco e a oportunidade de tirar fotos e tudo o mais, quem esteve presente pode assistir ao primeiro episódio da nova temporada (que estreia no sábado, dia 23), e segundo eles a série conta com uma abordagem totalmente nova, resgatando um pouco do jeito da clássica, e que vamos amar. Espero, mas sei que Doctor Who não nos decepcionará!
Em resumo, a série é sensacional, surpreendente, fácil de se apegar, e recomendo muito, tipo muito mesmo, a todos! Mesmo com os primeiros cinco episódios ruins, depois que essa fase passa (ou depois que nos acostumamos, enfim) a série só melhora e prende de tal forma que não há como simplesmente abandona-la!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 9 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: O Grande Gatsby (livro e filme de 2013)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o sensacional O Grande Gatsby. Já li este livro há mais de um mês, mas só agora, depois de assistir à sua mais nova adaptação, vou escrever sobre ele.
O Grande Gatsby conta a história do milionário e misterioso Jay Gatsby, que dá grandes festas (e quando digo grandes, quero dizer grandiosas mesmo, eram como raves do jazz) em sua casa, mas nunca deu as cara em nenhuma delas. Muitos boatos correm sobre sua pessoa, mas ninguém o conhece de verdade, até que chega Nick Carraway.  O livro é narrado por  Nick assim como Sherlock Holmes é narrado por John Watson, e é uma narrativa boa de se acompanhar justamente por descobrirmos junto com o personagem a história e a verdadeira motivação de seu misterioso vizinho. Ambos vivem em uma luxuosa baía, e do outro lado (exatamente do outro lado) temos a casa de Daisy Buchanan, antigo amor de Jay. Os dois viveram um caso de amor há muito tempo, mas foram separados pela guerra. Quando a guerra terminou, Daisy já tinha se casado com o milionário Tom Buchanan, e Gatsby faz de tudo para reconquistá-la (o que inclui enriquecer e comprar a tal mansão do outro lado da baía).  Logo vemos a superficialidade da vida que levam, perfeita nas aparências, mas cheia de problemas e dramas escondidos a sete chaves. É uma história sobre viver no passado, e sobre como é impossível conseguir apaga-lo, não importa as medidas que se tome.
É um livro incrível! A história é muito bem contada, os personagens muito bem criados e com diversas simbologias, como um outdoor estampando os olhos de um oftalmo há muito esquecido prostrado bem em frente à casa da amante de Tom, como se fossem olhos de Deus a observarem seus pecados (e outras coisinhas mais), e a famosa luz verde. 
É uma obra que me orgulho de ter lido, e recomendo a todos. Além de uma escrita genial, F Scott Fitzgerald nos insere muito bem no contexto da época. Embora cruel e trágica, não deixa de ser uma história de amor, e no final das contas a lição que tomamos do livro é um grande tapa na cara.




Já sobre o filme, tenho algumas reclamações. O Grande Gatsby foi aos cinemas no ano passado, mas só pude vê-lo agora. É um filme bom? Sim, é. Mas me incomodou bastante. 
O livro é um clássico da literatura mundial, ou seja, foi escrito há muito tempo, e se passa durante o famoso American Way of Life, quando a bolsa de valores prosperava e os americanos esbanjavam dinheiro. Era também a era do jazz, um dos elementos obrigatórios nas festas de Gatsby. Isso não é nem um pouco difícil de ser entendido, mas parece que o diretor não entendeu. Com música eletrônica e o pianista retratado como um DJ, a festa pareceu algo atual demais. A trilha sonora é ótima, e contém nomes como Florence and the Machine e Lana del Rey (que dispensam apresentações), mas devia nos inserir no contexto da época, o que não faz. Mesmo que pareça não ter nada a ver, para exemplificar o que estou falando, citarei Game of Thrones. A série, mesmo que em um mundo de fantasia, se passa em um período medieval, e as músicas, por mais que sejam cantadas por bandas atuais, são feitas em um estilo medieval que se encaixa perfeitamente. Já com O Grande Gatsby não é isso o que acontece. As músicas são boas, sim, mas não se encaixam tão bem no período. Isso pode não ter sido problema aos olhos de alguns, mas foi algo que me incomodou. 
Outra coisa que me incomodou foi a caracterização da cidade. Sim, retrata a Nova York do período, mas a maneira como nos é exibida faz parecer um cenário futurista. Para resumir, a tecnologia estragou o filme. Coisas que poderiam ter sido muito mais simples foram incrementadas e o período foi descaracterizado, porque... porque sim, apenas, não há uma explicação. 
Apesar de tudo isso, depois que toda a grandiosidade das festas passa e a tecnologia para de roubar completamente a cena, podemos perceber os atores ali no meio, e como ficaram bem em seus papéis. Gostei da escolha do elenco: Tobey Maguire como Nick, Carey Mulligan como Daisy e finalmente Leonardo di Caprio como Gatsby. Conseguiram retratar bem os personagens e captaram sua essência, e mesmo com aquelas reclamações sobre o contexto histórico ainda podemos dizer que é uma boa adaptação, que narra fielmente ao menos os acontecimentos do livro e passa a emoção e a mensagem que a obra literária traz.
Não vi o filme de 1974, mas recomendo este filme de 2013 para quem leu o livro e adorou assim como eu. E se você ainda não leu o livro... o que está esperando? 

Espero que tenham gostado, até a próxima :D

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: Sweet Tooth e meu ingresso no mundo dos quadrinhos


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre algo que nunca falei antes: quadrinhos! Sim, amigos, ingressei no mundo dos quadrinhos, e já estou amando.
Não sei se o mais correto é dizer "ingressei", afinal de contas quando era criança li muitos gibis da Turma da Mônica (e a série Jovem). Mas foi certamente meu ingresso no mundo dos quadrinhos adultos. Também não estou falando que comecei a ler hentais (não explicarei, mas sinta-se livre para procurar no google caso esteja curioso hahah), mas sim HQs com historias mais maduras.
Não sei se o que estou fazendo é o mais correto (por questões de pirataria e tudo o mais), mas farei mesmo assim (break out from society). Eu decidi adentrar o universo de HQs depois de descobrir o site HQ Online. O site é ótimo! Lá você pode encontrar todas as séries de quadrinhos que imaginar para baixar ou ler online, e tudo em uma qualidade incrível e sem dificuldade alguma. Além da que já devorei, espero ler logo as HQs de Guardiões da Galáxia (talvez para me preparar para o filme), Fábulas e várias outras.
O que mais gostei em HQs, ao menos na que li, foi que a construção me lembra a de uma série de TV, e a história me fisgou de tal maneira que li todos os volumes (40 volumes, para ser mais exato) em um final de semana. A série de que tanto estou falando é a incrível Sweet Tooth, que conseguiu me fazer me esquecer dos livros por um tempo e ler 800 paginas em dois dias.
Sweet Tooth conta a historia de um garoto, Gus (apelidado de Sweet Tooth) que é híbrido (uma mistura) de menino e cervo. Há dez anos o mundo foi assolado por uma doença terrível, que levou a maior parte da população mundial. Desde então, todas as mulheres que engravidavam tinham seus filhos híbridos, e apenas eles eram imunes. Logo chegou-se à conclusão de que essa nova geração teria a cura para o mal que acabara com o planeta, o que coloca essas crianças como alvos de caçadores e experiências impiedosas. Gus vivia com o pai em uma região isolada, no meio da mata, e não podia sequer sair de casa. Até que a doença levou também seu pai, e o garoto se viu sozinho no mundo. 
Não tardou para caçadores aparecerem, e ele teria sido pego se não fosse pelo Sr. Jepperd, um homem durão e muito misterioso que prometeu levar Gus para a Reserva, um lugar onde ele estaria seguro e viveria com outros de sua espécie. A questão é: as intenções do sr. Jepperd são realmente boas? Existe mesmo essa utópica Reserva? O que acontecerá com o garoto daqui para frente?
Daqui em diante, não contarei mais nada para não estragar sua leitura, que recomendo muito. A história me prendeu de maneira incrível, e apresenta uma reviravolta atrás da outra. É realmente de tirar o fôlego, e não há como não simpatizar pelas desventuras do pobre garoto e do grupo de sobreviventes. É uma história muito triste, porém muito bonita, e o desfecho, quarenta volumes depois, é lindo, e quase me arrancou lágrimas (disse quase... quase...). 


No site podem ser encontrados os 40 volumes como foram publicados originalmente. Aqui as histórias são divididas em 6 livros. 
Não sinto com HQs o mesmo que sinto com livros, esse impulso de querer sentir o peso, o cheiro e tudo o mais, então lerei online sem problemas. Esse site é o paraíso!
Não bastava eu ser um aficionado por livros, cinema e séries de TV, agora também tive uma prévia do mundo dos quadrinhos, e sempre que tiver tempo quero ler mais e mais. É uma experiência diferenciada, e muito divertida. A escrita de quadrinhos em si me incomoda um pouco: como nos balõezinhos as falas são retratadas do modo que são ditas, encontrei muitos "ajudar eles" ao invés de "ajuda-los", por exemplo, o que é muito estranho. Mesmo assim, vale muito a pena, e é interessante observar os desenhos, o traço do criador e o modo como compôs os quadros. 
Se você nunca leu quadrinhos... não sabe o que está perdendo! Dê uma chance, você certamente achará histórias que te agradarão e te apresentarão novas possibilidades. 
Como estou entrando neste mundo agora, gostaria de conhecer mais histórias, não apenas de super heróis e coisas do tipo, então se você conhecer mais quadrinhos legais (e até mesmo alguns mangás, quem sabe) e quiser me indicar pode colocar nos comentários, ficarei muito grato hahah

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 27 de julho de 2014

Vamos falar sobre Sherlock Holmes em: Um Estudo em Vermelho



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o espetacular O Estudo em Vermelho, de ninguém menos que Sir Arthur Conan Doyle. Este livro é o primeiro livro publicado por Doyle e a primeiro com Sherlock Holmes e John Watson.
A história é contada a partir do ponto de vista de John Watson, que precisa encontrar um lugar para morar em Londres e conhece Sherlock Holmes, que se encontrava praticamente na mesma condição e procurava um companheiro de apartamento. Assim, os dois se mudam para Baker Street, no famoso apartamento 221B. Conhecemos mais sobre nosso protagonista, e desde o início já temos provas de sua incrível habilidade de dedução. Um dos fatores mais interessantes é que, justamente pelo fato de Watson ser o narrador, sabemos de toda a sua estupefação e admiração por Sherlock, basicamente o mesmo sentimento que o leitor tem ao ler. É incrível como seu raciocínio é rápido e até mesmo engraçado ver a presunção de Holmes por isso.
O caso da vez (que foi descoberto em poucos passos por Sherlock, enquanto a polícia seguia pistas erradas) foi o de um homem encontrado morto em uma casa abandonada, com uma expressão de pavor no rosto e cercado de sangue, mesmo que não apresentasse nenhum ferimento. A polícia o considerava um caso indecifrável, e aí entra nosso detetive consultor, juntamente com seu novo amigo. 
O desenrolar da história é incrível, e a escrita de Doyle é ótima. O livro é dividido em duas partes, e se tem algo que estranhei foi que, no meio da história (sim, exatamente no meio da história), quando um ponto alto é atingido e o leitor anseia pela continuação daquela cena, é iniciada a Parte Dois, contando uma história completamente aleatória e que se passa inclusive em outro continente. 
Fiquei um tanto ressabiado, mas ainda assim a história era interessante e valia a pena ser lida. Conforme a história "aleatória" vai sendo contada, descobrimos aos poucos a ligação que tem com o resto do livro, até que no final (que não é necessariamente o final do livro em si), somos arrebatados e descobrimos o porquê de tudo aquilo. É simplesmente sensacional!



O modo como a obra foi escrita me prendeu de tal maneira que o terminei em apenas dois dias. A leitura flui tão facilmente e é tão gostosa que quando percebi já me encontrava além da metade do livro. Além disso, a história é bem construída, e não dá ponto sem nó. Cada elemento colocado e cada coisinha citada ganha um significado. Nada fica espalhado, não sobram fios soltos, e no final tudo se encaixa.
Já conhecia Hercule Poirot, de Agatha Christie, e Dupin, de Edgar Allan Poe (sobre quem falarei mais no próximo post), e Sherlock conquistou um espaço especial entre esses três. É muito carismático, inteligentíssimo e quero muito ler cada vez mais livros com suas histórias. Dos três detetives (os maiores da ficção, vale ressaltar), o único de quem não gostei muito foi Dupin, e logo (mais precisamente, quando ler mais algum livro com algum desses detetives) farei um post especial colocando os três em pauta.
Além de tudo isso que já falei, o que mais me surpreendeu em Um Estudo em Vermelho foi o fato de não ser uma leitura difícil. Por ser Sherlock Holmes, pensei que as explicações para seu raciocínio seriam difíceis de interpretar e tudo o mais, mas a verdade é que é fácil (mas não a ponto de ser bobo), e quando percebemos estamos seguindo sua linha de raciocínio e pensando sobre o crime sem o menor problema. É uma trama complexa, mas a leveza da escrita de Conan Doyle torna tudo mais fácil e mais gostoso de ser acompanhado.
Incrível, sensacional, espetacular, enfim, todos os elogios imagináveis dispenso a este livro, recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vamos falar sobre: The Maze Runner



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o incrível The Maze Runner: Correr ou Morrer, de James Dashner. É um daqueles livros que a sinopse te conquista quase que instantaneamente, e desde que a li pela primeira vez o livro estava na minha wishlist. Agora consegui finalmente compra-lo, passando na frente de vários outros que estavam em minhas metas, e não me arrependi nem um pouco.
The Maze Runner conta a história de Thomas, um adolescente que acorda de repente dentro de um elevador escuro que subia, se lembrando apenas de seu nome. O elevador finalmente para e ele é recebido (não da maneira mais calorosa, posso dizer) pelos Clareanos, outros adolescentes, todos meninos, que já haviam sido entregues pelo elevador e sabiam tanto quanto Thomas sobre seus respectivos passados. Os garotos se intitularam Clareanos pois vivem na Clareira, um amplo local cercado por gigantescas paredes de pedra, que se encontra bem no centro de um labirinto. Todas as noites, quatro enormes portas de pedra maciça se fecham, protegendo-os dos males que circulam pelos corredores do labirinto. 
Nada estava bem, é claro, mas consegue ficar ainda pior e mais confuso quando, um dia depois da chegada de Thomas, o elevador, que trazia um garoto a cada mês, chega trazendo uma garota! E como se não bastasse isso, ela traz mensagens um tanto quanto enigmáticas, e tem uma ligação com Thomas que nenhum dos dois sabe de onde vem.



Esta é a premissa, já ótima, do livro. Não darei mais detalhes para não estragar sua leitura, afinal recomendo veementemente essa obra a todos os que gostam de distopias e de livros com uma temática "luta pela sobrevivência". 
No início, confesso, não estava conseguindo me simpatizar com o protagonista, Thomas, e com a escrita de James. Mas, com o virar das páginas, coisas incríveis acontecem e, além de colocar Thomas em uma posição mais alta no meu conceito, me fizeram até gostar do modo como o livro é escrito. É uma narrativa em terceira pessoa que acompanha apenas Thomas, e nos coloca em pé de igualdade com os personagens: sabemos tanto quanto eles, e somente quando eles descobrem alguma revelação é que ficamos sabendo também.



É uma leitura angustiante, mas no bom sentido. James Dashner consegue construir toda a tensão da Clareira e todo o mistério acerca do indecifrável labirinto. Praticamente devorei a obra, simplesmente porque não dá para parar de ler! Cada capítulo (que são mais curtos) acaba de um modo que não te deixará fazer nada mais enquanto não ler o próximo, e assim sucessivamente. Muitas revelações são feitas, muitas reviravoltas acontecem, muitos personagens morrem, e no final das contas, depois de um desfecho incrível, ficamos com aquele gostinho de quero mais, aquela fome que só será saciada com o próximo volume, Prova de Fogo, com muito mais perguntas a serem respondidas.
Para finalizar, não posso deixar de ressaltar que, se você pode estar receoso de ler este livro por causa de romance adolescente, pode ficar sossegado! Ele até existe, dependendo do ponto de vista, mas não temos "melação" nenhuma, nada daquela enrolação e juras de amor que atrapalham o andamento da história, que flui muito bem e foca principalmente na ação e na busca por respostas e por um meio de sair daquele lugar sufocante e enfrentar o mundo real, que pode até mesmo ser pior do que o que viviam na Clareira.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 12 de julho de 2014

Vamos falar sobre: Príncipe Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre O Príncipe Mecânico, segundo volume da trilogia As Peças Infernais, de Cassandra Clare.
O livro dá continuidade à história de Tessa Gray (que neste livro chegou a me irritar em alguns momentos como Clary Fray me irritava em Os Instrumentos Mortais) e dos Shadowhunters do Instituto de Londres. 
Mortmain, o príncipe mecânico, ameaça cada vez mais os Caçadores de Sombras com seu exército de autômatos, grandes robôs que funcionam a base de energia demoníaca e não podem ser derrotados tão facilmente como os membros do Submundo (vampiros, lobisomens e afins). Além disso, Mortmain deseja Tessa para algum fim cabuloso. Com a promessa de um ataque de seu exército mecânico cada vez mais iminente, torna-se urgente que Charlotte, Henry, Jem e Tessa (Jessamine é um caso a parte) descubram sua história, sua localização e como para-lo. Benedict Lightwood, um dos personagens mais odiáveis do livro (o sobrenome causa estranheza, já que no "futuro", em Os Instrumentos Mortais, os Lightwood são alguns dos personagens mais legais), se aproveitando disso, resolve solicitar o comando do Instituto, o que lhe será concedido caso os Shadowhunters que lá vivem não consigam informações valiosas sobre o vilão. 
Assim, uma verdadeira corrida contra o tempo acontece, os personagens enfrentando cada vez mais perigos pelo caminho.



Terminada a introdução da parte legal, devo prosseguir dizendo que, como Cassandra Clare é Cassandra Clare, ela não poderia deixar de fora o tão clichê e tão oh-meu-Deus-vou-ali-vomitar triângulo amoroso. 
Will Herondale, o bad boy da história, é apaixonado por Tessa, mas não pode se entregar a este louco amor por causa de uma maldição que sofreu quando era mais jovem. Jem Carstairs, o bom moço, deixa de esconder o amor que sente por Tessa e luta para sair da friendzone e viver one sick love story (emprestando descaradamente aquela frase do pôster de A Culpa é das Estrelas) pelo tempo que lhe resta, já que está morrendo por causa da droga (tóxica, mas que, se parar de usar, acabará morrendo de abstinência). No meio disso tudo temos a adorável Tessa, que foi tão mais legal no primeiro livro, Anjo Mecânico, mas que resolveu se entregar à dúvida: qual dos dois escolher?
Will é um personagem realmente legal, e o drama de Jem com a questão da droga é ótimo. Além disso, o drama existencial de Tessa (que pode adquirir a aparência que quiser e teme perder a própria aparência, deixar de existir como realmente é), a busca por suas origens, sua verdadeira identidade e a de seus pais, e sua relação com o egoísta e inescrupuloso irmão Nathaniel Gray são ótimos. Cassandra Clare tem o dom de criar bons personagens, com profundidade e que se identificam com o leitor de alguma forma. Mas ela também tem o dom de enfiar triângulos amorosos no meio e emperrar o andamento da história. É anti-clímax (para mim, mas tenho certeza de que muitas da leitoras que só leem pelo romance discordam) estar esperando algo incrível acontecer, mas ter que passar páginas ou até mesmo um capítulo inteiro com rolinhos amorosos. 
Fora esses personagens já citados, temos Magnus Bane (presente nas duas séries, e que consegue se destacar nas duas) e Sophie, a copeira do Instituto que faz suas horinhas de psicóloga e amiga de Tessa e ganha cada vez mais destaque ao longo do livro (o que gostei bastante, pois passou de uma simples personagens para uma das minhas favoritas da trilogia).
Muito é revelado, muito do que já havia sido revelado é contestado com revelações ainda mais surpreendentes que te deixam sem fôlego e ao mesmo tempo que te fazem se sentir iludido por Cassandra acabam por te prender ainda mais à história.



Já comentei sobre a evolução de Clare desde Os Instrumentos Mortais, e volto a afirma-la aqui. Seus diálogos estão cada vez mais bem construídos, suas descrições mais detalhadas, suas reviravoltas mais chocantes. Não é difícil afirmar que As Peças Infernais é, sim, superior a Os Instrumentos Mortais em todos os aspectos. Já posso imaginar como The Dark Artificies (nova série da autora que se passará alguns anos após a conclusão de Cidade do Fogo Celestial) será boa, mas (posso vir a mudar de ideia, mas duvido bastante) me abstenho, assim como me abstive dos últimos volumes de Os Instrumentos Mortais (que, para mim, acaba mesmo em Cidade de Vidro). Isso porque, mesmo que a melhora da autora tanto no conteúdo do livro como no modo como o apresenta seja incontestável, me recuso a continuar comprando esses livros que temo serem escritos somente por dinheiro, o que tanto critiquei em Rick Riordan. Já são 10 livros sobre Shadowhunters publicados, e a autora ainda promete mais uma série com sabe-se lá quantos volumes SOBRE SHADOWHUNTERS! E o pior: para amarrar o leitor, ela já insere os protagonistas da nova geração no final de Os Instrumentos Mortais, como que para fazer o leitor se sentir com uma história incompleta caso não compre os próximos volumes. 
Realmente admiro Cassandra pelos livros que já li e o que ainda lerei (Princesa Mecânica, meu adeus a autora), e realmente quero conhece-la na bienal do livro (sim, ela virá!), mas cansei de suas séries com a fórmula basicamente pronta (opa, sou uma Caçadora de Sombras! Uau, duas pessoas me amam, quem será que vou escolher?).
Enfim, passado esse momento de crítica à autora, volto a afirmar que Príncipe Mecânico é, sim, muito bom, e consegue funcionar como um bom "filho do meio" (e com momentos de tirar o fôlego) na trilogia que certamente terá uma conclusão épica no próximo volume. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vamos falar sobre: A Revolução dos Bichos




Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre esse sensacional livro de George Orwell, A Revolução dos Bichos! O livro conta a história da Granja do Solar, onde os animais eram explorados pelo Sr. Jones. Eles andavam desgostosos com o modo de vida que levavam, e os porcos, os mais eruditos e estrategistas, pensaram numa maneira de se livrarem de toda a exploração. Cria-se o Animalismo, um regime igualitário no qual todos os animais teriam melhores condições do que na época em que trabalhavam para o homem. Com o lema "quatro pernas bom, duas pernas ruim", ocorre uma verdadeira revolução na granja e Sr. Jones e sua família são expulsos. Os animais tomam o controle, e é instaurado o regime que é uma boa sátira ao socialismo. São criados mandamentos que favorecem a todos os animais, e tudo começa funcionando de maneira perfeita. 
Porém Major, o grande porco que sugeriu o regime, morre, e ficam em seu lugar Napoleão e Bola-de-Neve. Os porcos são os que mais se destacam, e ficam com os trabalhos burocráticos enquanto os outros animais (vacas, cavalos, galinhas) ficam com o trabalho pesado.
Com o passar do tempo, o regime igualitário deixou de ser tão igual assim. Os porcos foram adquirindo todos os privilégios e adaptando os mandamentos aos seus interesses, manipulando os outros animais para que não percebessem nada de errado. Vai se formando uma elite suína, coisa que não deveria existir segundo o soci... ops, Animalismo.
 


O mais interessante deste livro é, sem dúvida, o fato de ser uma sátira da Revolução Russa. Stálin, representado como o porco Napoleão, e Trotski, como o porco Bola-de-Neve. Os comunistas são os porcos e todos os outros animais são a população, que tinha que viver com o regime da época sem protestar.
Pensei em denunciar o mito soviético numa história que fosse fácil de compreender por qualquer pessoa e fácil de traduzir para outras línguas. No entanto, os detalhes concretos da história só me ocorreriam depois, na época em que morava numa cidadezinha, no dia em que vi um menino de uns dez anos guiando por um caminho estreito um imenso cavalo de tiro que cobria de chicotadas cada vez que o animal tentava se desviar. Percebi então que, se aqueles animais adquirissem consciência de sua força, não teríamos o menor poder sobre eles, e que os animais são explorados pelos homens de modo muito semelhante à maneira como o proletariado é explorado pelos ricos.
Essa citação, que o próprio George escreveu (e que pode ser encontrada no posfácio de Cristopher Hitchens e nos apêndices, que são interessantíssimos), resume bem a proposta do livro, que foi cumprida com maestria. O modo como os porcos começam de maneira um tanto disfarçada, tomando cada vez mais liberdades que, pelos mandamentos originais, eram proibidas (como o mandamento que dizia que nenhum animal deveria dormir na casa do Sr. Jones, que logo passa a ser habitada pelos porcos), até chegar no final e tomarem medidas grotescas, impedindo os animais de protestarem. É genial o modo como os animais se unem para derrubar um sistema que lhes era desfavorável e acabam caindo em um sistema ainda pior, mesmo sem perceberem. Temos aqueles animais que acatam a tudo o que lhes é dito e aqueles que pensam em contestar, mas são facilmente manipulados.
A obra foi rejeitada por muitas editoras em diversos países (principalmente porque não queriam arrumar problemas com o governo russo), e se espalhou pelos campos de refugiados na época. Não contente em ser uma estória incrível, apresenta uma grande importância histórica.
 

Em certo momento (o que não tarda a acontecer), realmente passei a ficar com raiva dos porcos, e não conseguia acreditar que os animais simplesmente aceitavam tudo aquilo sem pestanejar. Logo me lembrei do modo como a sociedade é hoje, o governo, e de como, em todos os países, a população aceita muita coisa de cabeça baixa, na maioria das vezes sem questionar. Não sei vocês, mas eu adoro a matéria de sociologia na escola, e este livro é quase obrigatório para quem se interessa por questões sociais. Não somente este, mas toda a obra de George Orwell (mal posso esperar para ler 1984), que apresenta fortes críticas sociais.
Como podem ver, não dei muitos detalhes sobre a história para não estragar a leitura, que recomendo muito. Não é um livro cheio de reviravoltas, daqueles dramas que as pessoas terminam de ler e correm para as redes sociais postar "nossa, esse final me deixou arrasado" e "nossa, fulano de tal sambou na cara da fulana", mas é um livro genial e que trará muitas reflexões. Quando paro para pensar em livros que adicionam alguma coisa na vida e livros que lemos por ler, A Revolução dos Bichos certamente se encaixa no primeiro grupo 
 
Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vamos falar sobre: O Pequeno Príncipe


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o (incrível!) O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Antes de mais nada quero deixar claro que sim, é um livro infantil, e sim, o enredo é completamente fora da realidade. Mas, ao mesmo tempo que é fora da realidade, ser mais próximo da nossa realidade é impossível. Isso porque usa do mundo da imaginação para fazer críticas e trazer pensamentos que remetem perfeitamente ao mundo em que vivemos e às "pessoas grandes".
Em um pequenino planeta distante vive um principezinho, com uma flor e três vulcões (um adormecido), que certo dia resolve viajar por outros planetas. Em cada um desses planetas encontra seu morador, personagens alegóricos que nos fazem pensar bastante sobre o nosso comportamento, ou sobre o comportamento da sociedade em geral.
No primeiro planeta conhecemos o Rei, que reina sobre o planeta cujo único morador é, bem, ele próprio. Quando o principezinho chega, o Rei fica muito feliz por ter finalmente alguém em quem mandar, e de seu jeito torto acaba mostrando que não podemos exigir de alguém mais do que aquela pessoa pode dar. 
"- Se eu ordenares a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se numa gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem, ele ou eu, estaria errado?" 
Logo depois conhecemos o vaidoso, o beberrão, o acendedor de lampiões, um empresário que acredita possuir as estrelas e muitos outros personagens, que não detalharei muito para não estragar a graça da história. Sua viagem segue até que vem parar na Terra, no meio do deserto, e se depara com mais personagens (como a serpente e a sensacional raposa), até se encontrar, por fim, com nosso narrador. Não se sabe muito sobre o narrador, só que é (ou foi, mas não há muito tempo) uma criança sonhadora e agora viaja pelo mundo de avião. Seu avião caiu no deserto, no meio do nada, e foi uma grande surpresa encontrar o garotinho de cabelos dourados lhe pedindo um desenho.
A narrativa é muito leve e gostosa, o que não poderia deixar de ser, se tratando de um livro infantil. Porém, ao mesmo tempo, é um livro profundo, com pensamentos sobre a amizade e a vida adulta. E ainda conta com ilustrações do próprio autor, o que me trouxe de volta à infância por um momento e me fez esquecer dos livros cheios de morte, intrigas e sangue que vinha lendo. Por conta de seu tamanho (91 páginas, algumas inteiras ocupadas por ilustrações), é um livro que pode ser lido em uma tarde. 
Há algumas frases incríveis, que dão aquele toque de profundidade à doce história do príncipe:
"- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas." 
"- Que quer dizer 'cativar'?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa - Significa 'criar laços'...

- Criar laços?

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
"- Bom dia - disse o pequeno príncipe.
- Bom dia - disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas especiais que saciavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? - perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo - disse o vendedor - Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.
- E o que se faz com esses cinquenta e três minutos?
- O que a gente quiser...
'Eu', pensou o pequeno príncipe, 'se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando calmamente em direção a uma fonte...'"
Essas são minhas citações favoritas, mas o livro todo é cheio de situações assim, e falas assim que (pelo menos a mim) tocam bastante e fazem pensar sobre muitos dos nossos atos e das pessoas ao redor. 
É um daqueles livros que todo mundo no mundo precisa ler, e pelo tamanho pequeno e o preço muito baixo fico abismado que todos ainda não o tenham feito.
Estou buscando por livros mais profundos, sem aquela superficialidade e aqueles triângulos amorosos dos livros teen (algum dia, dedico um post inteiramente a esse assunto), e O Pequeno Príncipe foi uma incrível surpresa. 
Uma história leve, contagiante e cheio de lições que lhe farão pensar (a não ser que você tenha preguiça, neste caso recomendo que continue nos triângulos amorosos dos livros teen mesmo), é totalmente recomendável, tenha você qualquer idade!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 20 de abril de 2014

Vamos falar sobre: Convergente

- este post contém spoilers de Divergente e Insurgente -

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o incrível, maravilhoso, sofrível, chorável, terceiro e último livro da trilogia iniciada por Divergente, Convergente!
O livro continua narrando a saga de Beatrice Prior, a garota da Abnegação que desertou de sua facção para ser quem realmente era, caiu no meio de conspirações e golpes contra o governo e sofreu muitas ameaças e perigos reais por ser Divergente. No primeiro livro, conhecemos mais sobre a Chicado dividida em facções na qual Tris vive. No segundo, Insurgente, visitamos com a personagem cada uma das facções que não haviam sido tão bem exploradas e conhecemos mais a fundo a sociedade e o funcionamento de cada um dos grupos. Já neste terceiro livro, conhecemos o que há para além da cerca que separa a cidade do resto do mundo, até então desconhecido. 
No final de Insurgente descobrimos uma pista sobre o que há do outro lado da cerca com o vídeo de Edith Prior, e começamos a descobrir a importância dos divergentes e o porquê de serem perseguidos por Jeanine. E Convergente começa não muito depois. Os sem-facção tomam o poder e Evelyn Johnson (mãe de Tobias e líder dos sem-facção) acaba por se tornar uma espécie de tirana, mais ou menos como Jeanine foi. Enquanto a líder da Erudição mantinha o sistema de facções, Evelyn, ao tentar dar "escolhas" para as pessoas, derrubou o sistema e passou a obrigar as pessoas a viverem sem as divisões, ou seja, de um jeito ou de outro acabou tirando suas escolhas. Com isso em mente, formam-se os Leais, um grupo que luta contra o governo de Evelyn e quer restaurar o sistema de facções.
No vídeo de Edith Prior, descobrimos que os divergentes deveriam ir para fora da cidade, do outro lado da cerca, e ajudar a população que vive lá. Sem saber direito o que isso quer dizer, Tris, Tobias, Christina, Uriah, Peter, Cara, Tori e vários outros decidem sair da cidade quase clandestinamente para descobrir mais sobre o que há no exterior, e daí em diante temos uma revelação atrás da outra. O porquê de viverem isolados dentro da cidade, o porquê das facções, o verdadeiro porquê do ataque de Jeanine contra a Abnegação, e muito mais respostas para tudo aquilo que acreditávamos já saber desde o primeiro livro. E ao mesmo tempo que são respondidas algumas questões, mais dúvidas são plantadas de um jeito que só Veronica Roth consegue fazer, fazendo com que o livro não perca o ritmo em nenhum momento e sempre fiquemos curiosos e querendo saber o que virá à seguir. Não darei mais detalhes à partir daqui, para não estragar a sua leitura, mas posso afirmar que os desenlaces são sensacionais e, no fim das contas, não sobra nenhum fio solto.


Quando paro para pensar, me lembro de onde e como os personagens estavam em suas primeiras aparições e o quão longe chegaram agora. Veronica Roth, depois deste livro, se tornou uma das minhas autoras favoritas. Todos os rumos que deu para seus personagens, o clima de tensão que mantém, ela é realmente maravilhosa! O final do livro é incrível, porém triste, muito triste. Sacrifícios são feitos, escolhas são tomadas, e muitos personagens (muitos mesmo) acabam mortos. Confesso, em determinado momento o livro conseguiu inclusive me arrancar algumas lágrimas.
Como sou fã da trilogia, esse post não tem como ser dos mais imparciais, mas não analiso o livro tão tecnicamente, e sim por tudo o que ele conseguiu passar, e Convergente consegue levar o leitor aos extremos: em uma hora, enche de felicidade, mas logo já narra acontecimentos que te jogam na fossa.
Neste livro, ao contrário dos outros dois, temos Tobias como um dos narradores, e isso nos dá uma perspectiva muito mais ampla de tudo o que está acontecendo. Enquanto antes ficávamos presos à mente de Tris (não que isso fosse ruim), em Convergente conseguimos estar em locais em que ela não está, temos acontecimentos distintos narrados "simultaneamente", e opiniões diferentes sobre a mesma coisa (além de garantir a continuidade da história, depois de alguns... acontecimentos).
Um excelente livro e um fim espetacular para a série, vale à pena ser passado na frente na lista de próximas leituras!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vamos falar sobre: Dança dos Dragões



- contém (pequenos) spoilers - 
Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o último (e chocante) livro publicado da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Já começo dizendo que sofri (não no sentido literal, mas daquele jeito que ficamos quando terminamos um livro com final misterioso e não temos ideia de quando o mistério será solucionado). 
Esse livro gigantesco, ao contrário do quarto livro da série, foca mais nos personagens do Norte (como aquele-que-não-sabe-nada Jon Snow) e do outro lado do Mar Estreito, onde as histórias mais interessantes e as reviravoltas mais sensacionais acontecem.
Tyrion Lannister, que no final do terceiro livro foge da prisão, mata Tywin na latrina e Shae na cama do pai, é colocado em uma embarcação e enviado até o outro lado do Mar Estreito, até Pentos (onde Daenerys se encontra com Khal Drogo em Guerra dos Tronos). Vamos descobrindo uma espécie de conspiração envolvendo o magíster Illyrio, Varys e muitos outros para trazer a família Targaryen de volta ao poder. Tyrion será enviado até Daenerys, que reina na cidade de Meereen mas, como se trata de As Crônicas de Gelo e Fogo, é claro que o trajeto não seria tão fácil e tudo não acabaria bem. É também no caminho até Meereen que descobrimos que Daenerys não é a última Targaryen, como até então acreditávamos. 
Victarion Greyjoy, capitão das Frotas de Ferro, se põe no mar e vai até Meereen, onde acredita que encontrará Daenerys e fará dela sua esposa. 
Quentyn Martell, personagem que nos livros anteriores mal é mencionado, neste quinto volume embarca em direção a Meereen, onde pretende honrar um contrato de casamento que sua família fez com os Targaryen há muitos anos e se tornar o marido de Dany.
Como podemos perceber até então, grande parte do livro está relacionada a Daenerys. Desde o primeiro livro ela foi uma das personagens mais importantes (senão a mais importante, ao menos para mim), mas nesse livro atinge seu auge. Rainha da cidade de Meereen e com um grande exército, além de seus três dragões, cada vez maiores, ela atrai os olhos de muitos. Todos planejam encontra-la, toma-la para si ou ajuda-la a conquistar Westeros. 
A garota se sente a mãe ("Mhysa") dos habitantes, por isso não consegue simplesmente abandonar seus novos domínios e marchar para Westeros, onde revindicará o Trono de Ferro. Dany, cercada de poucos amigos e diversos inimigos e no meio de muitas intrigas, vê sua população ser ameaçada pela onda crescente de violência na cidade, causada pelos misteriosos Filhos da Harpia. Para parar os criminosos e conseguir a proteção de seus "filhos" de volta, ela concorda em se casar com o nobre Hizdahr zo Loraq, mesmo apaixonada pelo mercenário Daario Naharis. Seus dragões estão cada vez maiores e mais perigosos, e rendem algumas das melhores partes do livro. 
No Norte temos Jon Snow, o novo Senhor Comandante da Patrulha da Noite, que está afundando em cada vez mais problemas. Também cercado de muitas intrigas, se envolve com Melissandre (não no sentido carnal da coisa, mas acaba aceitando aquilo que a mulher vê em suas chamas e acaba no meio de planos arquitetados por ela). Mesmo todos os personagens ao redor xingando Melissandre, ela é uma das personagens mais interessantes, e um tanto incompreendida.
Em determinada parte, Dança dos Dragões alcança o momento em que Festim dos Corvos termina (para quem não sabe, o quarto e o quinto volumes se passam simultaneamente) e alguns personagens do livro anterior dão as caras, como Cersei Lannister. Se você achou que a personagem já tinha tido cenas grandiosas o suficiente, é porque ainda não leu esse livro. Em um dos melhores capítulos do livro e o melhor capítulo de Cersei até então, a personagem paga por seus pecados de uma maneira... peculiar, digamos, mas não menos sensacional.



O confronto entre religiões vem sendo cada vez mais marcante nos livros da série. Os deuses do norte, Os Sete, o deus vermelho R'llor, entre outros. Tudo isso faz com que o livro (como não poderia deixar de ser, se tratando de George R. R. Martin) seja completo. Mesmo que o excesso de detalhes acabe sendo cansativo em alguns momentos e tamanha descrição acabe "travando" um pouco a leitura, nada é simplesmente porque é. Tudo tem um motivo, tudo tem uma explicação, e se ainda não teve é porque algo surpreendente está por vir. Mesmo sendo um livro de fantasia, é mais real que muitos, pois constrói uma sociedade completa, vista de muitos ângulos, e completamente verossímil. 
Mais uma vez Martin prova sua habilidade em ser imprevisível. Se você pensa que acabará de uma maneira, a única certeza que você pode ter é que não acabará assim, mas sim de um jeito bem melhor. Muitas das vezes, durante a leitura, eu parava e me lembrava de como os personagens em questão estavam no primeiro livro, e como nunca passaria pela minha cabeça que aquilo pudesse vir a acontecer com eles. Tyrion Lannister, vivendo na luxúria em Porto Real no primeiro volume, agora sendo vendido como escravo (um pequeno, porém saudável spoiler). Arya Stark, a filha de Ned, que passou por maus bocados e agora está do outro lado do Mar Estreito em um templo, aprendendo a se tornar uma assassina (mais um spoiler saudável). Tudo isso torna a série cada vez mais maravilhosa, intrigante e chocante. Sim, chocante.
O final de muitos personagens foi realmente chocante. Fiquem calmos, eu não contarei nada para não estragar o seu sofrimento também hahah. Não sei o que é pior: tudo aquilo acontecer no final, ou não ter a mínima ideia de quando descobrirei os desenlaces.
Esse é um assunto polêmico entre os fãs da série: há aqueles que pressionam George e reclamam de seus outros projetos, querendo que foque apenas em ASOIAF, e aqueles que são contra os que pressionam (mas que devem ter o mesmo sentimento de "pare de fazer outra coisa e apenas escreva o próximo livro logo"). Particularmente, estou no meio do caminho. Não é como se eu me revoltasse com os outros projetos de George, mas sou da opinião de que deve focar mesmo no sexto livro e escrever como se não houvesse amanhã. Nâo podemos exigir nada muito rapidamente, afinal um trabalho sensacional desses não é feito do dia pra noite e a pressa é inimiga da perfeição. Mas, como todo leitor, aguardo ansiosamente pelo sexto livro e fico imaginando o que aconteceria (quero nem ver) caso George morra antes de conseguir terminar os próximos volumes. Com o fato de que terminarei de ler a série quando estiver na faculdade já me acostumei, mas não consigo conceber a ideia de não haver próximos livros e ter que esperar para ver os finais apenas na série. 
Um livro sensacional, um dos melhores da série (perdendo apenas para Tormenta de Espadas, obviamente), vai te deixar feliz, triste, sorridente e chocado ao mesmo tempo, e é imperdível (falando agora da série em si e não apenas de Dança dos Dragões) para todos aqueles fãs de boas histórias e que desejam uma bela prova da alta literatura fantástica.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 18 de março de 2014

Vamos falar sobre: Anjo Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Anjo Mecânico, o primeiro volume da trilogia As Peças Infernais, escrita por Cassandra Clare. Assim como Os Instrumentos Mortais, da mesma autora, As Peças Infernais se passa no mundo dos Caçadores de Sombras, mas dessa vez no ano de 1835, na Inglaterra. 
Tessa Gray é uma garota órfã de 17 anos que morava com a tia em Nova York. Quando sua tia morre, Tessa recebe uma passagem de navio para Londres, onde mora seu irmão Nathaniel Gray. E é aí que começam os problemas.
Ao chegar ao porto, Tessa é recebida por duas senhoras muito suspeitas, que se revelam as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e sra. Black. Elas treinam a garota para se casar com o Magistrado, um poderoso homem cuja identidade é desconhecida, e fazem aflorar um poder que Tessa não sabia ter: ela pode se transformar em qualquer pessoa apenas tocando em um objeto que a pertence. Mas não é só isso. Ao contrário de outros feiticeiros, Tessa consegue realmente ser a pessoa em que se transformou, com seus pensamentos e tudo o mais. 
Tudo isso despertou o interesse do Magistrado, mas também dos Caçadores de Sombras. Tessa é resgatada do bordel onde estava com as Irmãs Sombrias e é levada ao Instituto, onde conhece mais sobre os Nephilim e ainda se enturma com seus moradores: Will Herondale, um garoto irritante e presunçoso porém habilidoso e um bom guerreiro (talvez um Jace 2, só que mais legal); Jem Carstairs, um garoto sereno de cabelos e olhos muito claros que ajuda Tessa a entender muitos assuntos e ainda a salva de muitos apuros; Charlotte e Henry, o casal que lidera Instituto; Jessamine, uma garota que odeia a vida de Caçadora de Sombras e mal pode esperar para se casar e se tornar uma clássica dona de casa.
Para derrotar os Nephilim, o Magistrado começa a criar um exército com autômatos, poderosos robôs humanoides que funcionam à base de energia demoníaca, e não medirá esforços para ter em suas mãos Tessa e suas habilidades únicas.
Isso foi uma coisa de que gostei bastante. A história não foca apenas nos membros do Submundo (embora eles sejam muito legais). Temos muitos embates incríveis entre os Caçadores e esses humanoides, que dão um novo ar para a história e tornam esse prequel realmente útil (afinal, qual seria a graça de uma nova série contando os mesmos tipos de conflitos de Os Instrumentos Mortais?).




É perceptível a melhora de Clare como escritora. Embora a saga de Clary e Jace seja muito boa, a autora conseguiu fazer desta uma saga bem melhor! Não posso, claro, dar uma opinião concreta sobre a série toda tendo lido apenas o primeiro livro mas, em comparação com Cidade dos Ossos, é superior tanto na qualidade da escrita quanto no enredo em si.
E a maneira como Cassandra inseriu os ideais da época foi muito inteligente. Todo o preconceito com Charlotte no comando do Instituto, e ainda esse sentimento de inferioridade nas próprias mulheres, como é o caso de Jessamine, que não se sente bem como uma mulher poderosa e sonha em se casar e cuidar pelo resto da vida de seu marido, da casa e dos filhos.
Tudo isso torna o livro bastante interessante, e fica mais fácil ignorar o triângulo amoroso clichê que acaba se formando entre Tessa, Will e Jem (algum probleminha tinha que dar, não é mesmo?).
As ligações com Os Instrumentos Mortais são muito legais. Temos, por exemplo, Magnus Bane, presente em ambas as histórias (afinal, ele é imortal), a história de como os Caçadores de Sombra encontraram Church, o gato do Instituto de Nova York, e ainda algumas relações familiares entre os personagens das duas séries. No terceiro livro desta série (Princesa Mecânica), inclusive, há uma árvore genealógica com as ligações entre os personagens, e descobrimos coisas que acho melhor não citar agora porque poderia ser spoiler para muitos. Mesmo assim, Os Instrumentos Mortais não é extremamente necessário para a leitura de As Peças Infernais. Tudo o que o leitor precisa saber é explicado novamente, até um pouco melhor (como com trechos do Códex dos Caçadores de Sombras), e o leitor não se perde na história por causa de detalhes.
Um livro e uma série altamente recomendáveis, mesmo para aqueles que não se interessaram tanto pelos outros trabalhos de Cassandra Clare!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 29 de dezembro de 2013

Vamos falar sobre: Festim dos Corvos

-como falarei sobre o quarto volume, pode conter spoilers dos três livros anteriores: Guerra dos Tronos, Fúria dos Reis e Tormenta de Espadas-

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar um pouco sobre Festim dos Corvos, o quarto livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e digo desde já que foi simplesmente... o pior. 
George R. R. Martin deu uma leve "pisada na bola" com este quarto volume. Como a história toda ficaria grande demais (tipo, quase 2.000 páginas), ele resolveu dividir em dois livros: Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Festim dos Corvos foca mais em Porto Real, Dorne, Bravos (mas só um pouquinho), e entornos. Isso quer dizer que temos Cersei, Jaime, Brienne, Arya, mas não temos Tyrion, Daenerys e Jon, por exemplo. E não é só pelo fato de não ter meus personagens favoritos que ele foi o que menos gostei (bem, em parte), mas sim porque ele é um livro incrivelmente lento. Enquanto nos outros a leitura, por mais que um tanto cansativa, flua mais facilmente graças à história ágil, neste a história é a mais chata de todos. Não acontece absolutamente nada de interessante ou de tirar o fôlego, são apresentados muitos personagens novos (e inúteis, de quem não guardei direito os nomes) e muitos lugares novos, mas a história é completamente sem graça.
Sam, que vivia na Muralha, foi mandado por Jon Snow, o novo Senhor Comandante, para Vilavelha para se tornar um meistre, com Meistre Aemon (que está velho demais e pode não aguentar a viagem), Goiva e "seu bebê". 
Brienne prometeu a Jaime encontrar Sansa Stark, coisa que Jaime jurou fazer mas que também declinou, e mantê-la em segurança, já que sua mãe morreu no inesquecível Casamento Vermelho e não há para quem entrega-la de verdade.
Jaime Lannister participa de um cerco a Correrrio, e sua honra é mais uma vez posta em prova, já que jurou a Catelyn Stark não levantar mais espadas contra os Tully. 
Sansa Stark agora é Alayne Stone, morando no Ninho da Águia, filha do Senhor Protetor do Valle desde que Lysa Arryn morreu. Como Cersei suspeita que ela tenha uma participação na morte de Joffrey, a garota está sendo caçada, e a melhor opção é manter uma identidade falsa.
Arya Stark foi parar do outro lado do Mar Estreito, em Bravos, e aparece muito, muito pouco.
Com a morte de Joffrey, Tommen se torna o novo rei, mas como é novo demais Cersei se torna a rainha regente. Ela pode não ser a personagem mais legal do livro, mas é a mais interessante. Ela nunca aceitou o fato de não poder entrar na linha de sucessão ao trono por ser mulher, e não se sente apenas a rainha regente, mas a própria rainha de Westeros. Com seu conselho de incapazes e com maquinações para satisfazer mais os interesses pessoais do que os do próprio reino (como fazer de tudo para afastar Margaery de seu filho), ela acaba afundando o reino em uma crise ainda maior.
Em um post falei sobre a diferença entre livros bons e livros legais. Livros bons são aqueles tecnicamente bons, com boas falas, bem estruturado, uma boa escrita e tramas interessantes. E Festim dos Corvos é um livro muito bom, como todos os outros da série. As tramas, as intrigas, tudo é muito bem feito e mais uma vez Martin mostra a que veio. Mas livros legais são aqueles com uma história que te prende, de tirar o fôlego, que te faz querer devorar o livro de uma só vez, não importa o número de páginas. E aí não, Festim dos Corvos não é um livro legal. Um capítulo ou outro pode salvar, mas eles apenas acontecem depois de 500 páginas, e eu não conseguia ler mais de uma página sem acabar distraído por qualquer outra coisa, ou até mesmo dormindo. Demorei muito para ler por causa disso, e enquanto lia passei diversos outros livros na frente por simplesmente não sentir vontade de continuar. Aliás, só continuei porque faz parte de uma das minhas séries favoritas (senão a favorita) e porque eu estava ansioso por ler o próximo volume (e todos os outros que Martin certamente vai demorar muito para publicar), mas fui me obrigando a ler, pelo menos um pouquinho a cada dia, ou a cada três dias, enfim...
Depois do ai-meu-Deus-que-livro-sensacional Tormenta de Espadas, este foi uma decepção imensa. 
Um livro lento, extremamente cansativo, sem nada de muito interessante, não seria nem um pouco recomendável se não fosse leitura obrigatória para quem quer seguir lendo a série. 

Até a próxima ;D

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Vamos falar sobre: O Hobbit

"Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto."
Assim começa O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, publicado em 1937. Lendo este parágrafo praticamente histórico, e mesmo com toda a fama e todos os infinitos elogios a Tolkien, nunca imaginei que o livro me levaria por todos os caminhos que levou. 
Este livro conta a história de Bilbo Bolseiro (que é o tio de Frodo no minha-nossa-como-eu-quero-ler Senhor dos Anéis), um hobbit que levava uma vida tranquila como qualquer outro hobbit até que um dia um mago faz uma marca em sua porta e o convida para uma aventura. Todos os hobbits abominam esse tipo de coisa, e Bilbo recusa de início, mas não tem como recusar quando treze anões e o mago entram em sua casa para uma reunião e o convocam como o Ladrão. Gandalf, o mago, e os treze anões liderados por Thorin Escudo de Carvalho partirão em uma aventura para resgatar o território e todo o tesouro que é dos anões por direito mas que foi tomado por Smaug, um terrível dragão. Bilbo, mesmo um tanto incerto, decide embarcar na aventura, que acaba mudando sua vida. 
Enfrentando trolls, orcs, aranhas gigantes e outros perigos, Bilbo vai provando seu valor aos anões, que não botavam muita fé em sua participação na aventura, e a si mesmo, e não darei mais detalhes para não estragar as surpresas de quem ainda não leu.
A narrativa de Tolkien é maravilhosa, e torna o livro gostoso de ser lido. A leitura flui e quando você percebe já leu uma grande parte do livro e muita coisa já se passou. Sem contar que, em alguns momentos, o narrador praticamente conversa com o leitor, o que é muito legal. Não é maçante em nenhum momento, e por mais que seja uma narrativa bastante detalhada, não é algo que atrapalhe, atrase a leitura. 
Muita coisa acontece ao longo da jornada, o que ajuda a manter um ótimo ritmo, e por mais que os capítulos sejam longos (alguns chegam a ter mais de vinte páginas), não cansa. 
Sobre a história nos cinemas, vi apenas o primeiro filme, e adorei. Acredito que seja uma das coisas que me estimulou a passar o livro na frente de muitos outros na hora de comprar (ou melhor, pedir de natal, ganhar alguns dias antes e passar a tarde do dia 25 lendo as últimas págjnas). Não há a necessidade de três filmes de três horas, como foi dividido, mas entendo que isso foi uma decisão tomada mais com base no lucro que todos os filmes dariam do que na história. Mesmo assim, acho bom, porque consegui ler sabendo apenas de 1/3 da história, que me surpreendeu mais a cada capítulo. O que mais gosto em livros é quando eu simplesmente não sei o que poderá acontecer nas próximas páginas, e com O Hobbit não foi diferente. Os finais que eu bolava na cabeça enquanto lia não se concretizaram, mas posso afirmar que o final de Tolkien foi muito melhor que todos eles. 
É estranho resenhar um livro como esses, que já é sensacional só por existir, mas sempre é bom reafirmar. Sempre ouvi comentários sobre a genialidade de Tolkien, e poder experimentar é como um privilégio. Me sinto honrado por ter lido um livro do autor, de olhar pra ele na estante. Ainda é uma pequena prévia, se comparado a tudo o que mostra em O Senhor dos Anéis, e vale muito a pena. Eu sempre quis ler a trilogia, mas desde que descobri a existência de O Hobbit quis le-lo antes, e cá estou eu, agora muito mais ansioso do que antes para devorar a próxima aventura. 
Nem preciso falar que é altamente recomendado, né?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Vamos falar sobre: Insurgent

-como vou falar de uma sequência, esse post conterá spoilers do primeiro livro, Divergente- 

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Insurgent, o segundo volume da trilogia Divergente, escrita por Veronica Roth. 
Nesta sequência continuamos acompanhando a história de Tris, que desta vez tem que conviver com o peso de ter matado um de seus melhores amigos e de ter perdido os seus pais. 
Depois que a Erudição usou os membros da Audácia, sob o efeito de uma simulação, para atacar e matar os principais líderes da Abnegação, a facção se dividiu entre os membros bons e os traidores. Os traidores se juntaram à Erudição, enquanto os bons fugiram principalmente para a Amizade. Neste livro vamos descobrir o real motivo do ataque à Abnegação: eles possuíam uma informação importantíssima sobre tudo o que há do outro lado da cerca ao redor de Chicago e iam divulga-la para toda a sociedade.
Tris, Tobias e todos os outros estão escondidos em meio aos membros da Amizade quando a facção sofre um ataque, e muitos acabam morrendo, enquanto eles conseguem fugir e acabar dentro de um trem cheio de sem-facção. Daí em diante, conhecemos um pouco mais o modo de vida dos sem-facção, onde eles se instalam, como se organizam e seus planos para destruir o governo que foi instaurado pela Erudição. Esse grupo é liderado pela mãe de Tobias, que até então todos acreditavam estar morta.
Com Tris, a narradora do livro, visitamos todas as cinco facções (algumas recebendo-a pacificamente, já outras...), e descobrimos aos poucos como vivem e alguns de seus segredos. 
Este é o livro mais explicativo da série. Enquanto Divergente dá uma boa introdução, mas acaba focando bastante no romance, neste temos cenas de ação de tirar o fôlego, segredos e mais segredos sendo revelados, além de descobrirmos como funciona cada facção e, finalmente, o que é ser um Divergente. Sim, sabemos desde o primeiro que é não se encaixar em apenas uma facção, mas em Insurgente sabemos como funciona o cérebro dessas pessoas, o porquê de se encaixarem em mais de uma facção e o porquê de serem "perigosos para a sociedade". 
Pude perceber nesse volume uma grande evolução de Veronica Roth. Se Divergente já foi muito bom, Insurgente foi... sensacional! Esse livro é muito mais profundo, e Tris é uma personagem realmente humana. Por mais que não tenha concordado com alguns de seus atos, vi que eles eram realmente necessários e que, para ela, não havia mais saída. 

Os ataques da Erudição ficam cada vez melhores, e contribuem para as surpresas que acontecem a cada capítulo.
Veronica "amarrou" a história muito bem, e ao mesmo tempo que respondeu a muitas perguntas deixou ainda mais com aquele final espetacular, de tirar o fôlego. Estou louco pra ler Allegiant, o final épico da série, para saber mais sobre o que há para o outro lado da cerca e ainda como se seguirá aquela cena final, que... uau, não tenho palavras pra descrever.
Com este livro, a trilogia Divergente entrou para a minha lista de séries favoritas, e recomendo para todos que querem uma distopia que, embora adolescente, não seja bobinha e que prende do início ao fim. Além disso, recomendo a série para aqueles que querem começar a ler em inglês. O primeiro livro eu li em português, mas este li em inglês e não enfrentei nenhuma dificuldade. Claro, muitas das palavras tive que pesquisar para poder entender perfeitamente as cenas, mas não é difícil de ser lido e, tanto em português quanto em inglês, a leitura flui facilmente. E a questão dos nomes das facções em inglês (Abnegation: Abnegação, Erudite: Erudição, Candor: Franqueza, Amity: Amizade e Dauntless: Audácia) é facilmente contornada, pois rapidamente nos acostumamos (e, afinal de contas, os nomes em inglês ficam muito mais legais). 
Confesso que dei uma boa enrolada para ler Insurgent porque simplesmente não queria terminar. Queria ter por mais tempo o gostinho de "socorro, o que acontece agora?". E não decepciona em nenhum quesito.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D