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sábado, 26 de setembro de 2015

Shondaland: o maravilhoso mundo de Shonda Rhimes



Oi, como vai?
Certamente você já ouviu falar sobre aquela série médica em que os cirurgiões cuidam de pacientes enquanto lidam com sua vida sexual ativíssima. Esta é Grey's Anatomy, a mais conhecida de todas, a mais longa (12 temporadas, mais de 240 episódios) e apenas uma parte do incrível mundo que se tornou o Shondaland.
Shondaland é a produtora de TV de Shonda Rhimes, criada, primeiramente, para Grey's, que está no ar desde 2005 (e, segundo produtores, não acaba tão cedo, mesmo tendo matado/retirado mais da metade de seu elenco principal original). Além de Greys, Shondaland produz séries como a já finalizada Private Practice (tipo Greys, mas acompanhando outra personagem em outro núcleo em outra especialização), Scandal e, a mais recente, How To Get Away With Murder.
Com exceção de Private Practice, todas estão ativas e fazendo tanto sucesso que  monopolizam as quintas-feiras na televisão americana.
Dando origem à sigla TGIT, Thank God It's Thursday, o dia recebeu esse nome por trazer todos os novos episódios das séries de Shonda na TV, um seguido do outro, um marco impressionante (principalmente para uma série que já durou tanto e ainda se mantém firme e forte).
Shonda é um anjo e o coisa ruim fundidos no corpo de apenas um ser humano, além de produtora e roteirista nas horas vagas. Suas séries não fazem tanto sucesso assim a toa, e é por muito sofrimento que os fãs passam ano após ano em suas mãos diabólicas. Tenho o prazer de assistir a suas três séries ativas (embora não esteja em dia em todas elas), e falarei um pouco sobre cada. Vamos lá?

1. Grey's Anatomy




A série acompanha a cirurgiã Meredith Grey, que acabou de se formar e trabalha como interna no maior hospital de Seattle. Mas a protagonista em si nem é o mais importante da série, que conta com um núcleo de personagens tão bom que não há como escolher um só como favorito. Enquanto todos eles se relacionam e vemos tanto seu desenvolvimento profissional como pessoal, acompanhamos também os casos de pacientes e suas histórias individuais, e é tudo tão maravilhoso que você se vicia facilmente e os mais de 200 episódios deixam de ser um problema. Assisti apenas até a segunda temporada,  mas já foi o suficiente para querer levar para a vida e assistir a absolutamente tudo, não importa quanto dure. 
É uma série bastante dramática, mas que também mescla muito bom-humor e umas zoeiras de vez em quando. Porém não há como escapar de mortes horríveis e despedidas que te fazem xingar Shonda de tudo quanto é nome feio. 
PS. Postando essa capa de revista com a Ellen (Meredith) porque ela está maravilhosa em níveis absurdos.



2. Scandal 




Essa série nos apresenta uma história completamente diferente e interessante, e, embora tenha visto apenas a primeira temporada completa, mal posso esperar para me organizar com as séries (não é fácil gente) e poder voltar a ver de vez. Ela conta a história de Olivia Pope, uma espécie de anjo da guarda da política. Ela e sua equipe de advogados (gladiators in a suit) atuam limpando a barra de políticos e outras pessoas públicas, ao mesmo tempo em que também lidam com seus problemas pessoais. O pior (no caso, melhor pra nós) é quando o pessoal e o profissional se misturam, e nos pegamos torcendo para o casal Olivia e o presidente dos Estados Unidos (sim). 
O ritmo da série é uma loucura, com episódios que não te deixam descansar um minuto e histórias que te envolvem instantaneamente. É muito dinâmica e altamente viciante, mas um ótimo vício e que recomendo.

3. How to Get Away With Murder


A mais recente (só tem uma temporada completa até agora, mas a segunda começou nesta semana) e minha favorita do mundo mágico de Rhimes conta a história da professora Annalise Keating e de seu grupo principal de alunos do curso de direito de uma faculdade americana. Sua matéria é "como sair impune de um assassinato", e, entre as lições e os casos reais com os quais têm que lidar, se veem envolvidos em um crime e precisam descobrir como realmente sair impunes de um assassinato. 
É uma produção sensacional, com um roteiro sensacional, mil reviravoltas e atuações tão estupendas que a série garantiu a Viola Davis o Emmy de Melhor Atriz neste ano. É de arrancar os cabelos, e vale muito a pena!

Essas são as três séries que retornaram nesta última quinta na Fall Season, e que lhe garantirão uma sexta bem ocupada caso queira se manter em dia em todas. Não é exagero quando elogio tanto assim as séries de Rhimes, e, mesmo que Grey's seja considerada a novela dos americanos, é uma novela que vale muito mais a pena do que, sei lá, qualquer que seja a nova ocupante do horário nobre global (ou de qualquer outro canal). 
Qual dessas séries é a sua favorita? E, se ainda não assistiu a nenhuma delas, o que está esperando?
Venha pra Shondaland você também!

Até a próxima ;D 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

7 motivos para você começar Narcos agora mesmo


Oi amigos, olha quem voltou!
Eu prometi que não deixaria o blog ficar tanto tempo assim sem posts novamente e (novidade) ele ficou, mas eis que alguém (que eu não conheço, o que é mais legal ainda) comentou sobre minha ausência e eu fiquei tão "socorro alguém liga pro meu blog!!!!!" que resolvi voltar a escrever. 
Hoje estou aqui para falar sobre Narcos, a mais recente série da Netflix que conta a história de Pablo Escobar, o qual começou como contrabandista de produtos na Colômbia e acabou se tornando um traficante de cocaína tão grande e tão influente que se imortalizou na história do país. Eu comecei a ver poucos dias depois que a temporada foi disponibilizada, e terminei muito rápido (em parte porque a série é muito boa e viciante mesmo e em parte porque eu estava competindo com a minha namorada sobre quem terminaria primeiro (é, pois é)), e o enredo me envolveu de tal forma que não dá para não recomendar para todo mundo.
Nesse post, apresentarei 7 motivos para você assistir a essa série o quanto antes. Vamos lá?

1. A ótima história (e o fato de ela ser real)
A história de um traficante que ganhava tanto dinheiro (60 milhões de dólares por dia, pelo que me lembro) que começou a construir casas para os mais pobres e distribuir em comícios por não ter onde gastar já seria digna de ser acompanhada por si só, mas o fato de ser real torna tudo muito mais interessante, e é ótimo como a série não nos deixa esquecer disso, misturando ao longo dos episódios imagens e gravações originais do período. Todas as mortes que Pablo Escobar causou, tanto de civis em ataques terroristas quanto de policiais e até mesmo de seus capangas, toda a influência que exerceu a ponto de praticamente mandar no governo colombiano, tudo faz com que você queira loucamente descobrir onde tudo aquilo vai dar. Você tem sede de saber mais sobre, que não é completamente saciada com a temporada (porque não, ela não conta toda a história dele) e, ao terminar, você quer mais e mais. 

2. Ela agrega na sua vida
Existem séries legais, mas que não agregam nada na sua vida. Existem séries legais que agregam só porque são muito comentadas no momento e são importantes na cultura pop, então você acaba por se incluir mais em rodinhas de conversa só por assisti-las, por exemplo. Mas há séries como Narcos que agregam na sua vida algo mais profundo. No caso desta, além de cultura geral (afinal, o nome de Pablo pode até mesmo aparecer em apostilas), te apresenta um outro lado da história e da realidade do mundo. Ficamos muito presos ao ambiente americano ou europeu em séries e filmes, e raramente voltamos nossos olhos para a América do Sul (até mesmo produções brasileiras parecem produções estrangeiras para nós, que moramos aqui). Duvido que você já tenha visto algo se passando na Colômbia, e, mesmo que você não esteja nem aí para o país, pelo menos estará mais inteirado acerca do que aconteceu em seu pedaço do continente.

3. O elenco
Aposto que você nunca terá outra oportunidade para ver o Capitão Nascimento e Oberyn Martell na mesma produção. Sim, o elenco conta (entre outros ótimos atores) com Wagner Moura como Escobar e Pedro Pascal como um dos agentes que se envolvem mais profundamente no combate ao tráfico no país. Mesmo que o espanhol de Moura seja um pouco criticado (tá, não é a mesma coisa que o de atores realmente hispanohablantes, mas está muito bom e não vi problema algum), sua atuação é espetacular, e elogios se estendem também a muitos outros dos atores, que são menos conhecidos mas não menos talentosos.

4. A zoeira



Pablo Escobar construiu um zoológico com animais importados da África em sua fazenda (sim, é sério, alguns deles não puderam ser retirados de lá até hoje), atacou a sede do governo com tanques de guerra, entre muitos outros feitos (nos quais não entrarei em detalhes por motivos de spoiler) que fazem tudo parecer irreal, até você se lembrar de aquilo realmente aconteceu e um só homem conseguiu ter poder o suficiente para influenciar em tanta coisa no seu país. Se você, assim como eu, não sabe muito sobre seus feitos, é delicioso acompanhar e ver qual é a próxima que esse grande sapeca irá aprontar. Além do mais, quer bagunça maior do que uma série americana que se passa na Colômbia com um brasileiro falando espanhol?

5. A produção
Se você gosta de Tropa de Elite, é praticamente impossível não gostar de Narcos. A atmosfera é muito parecida, embora o foco seja outro, e não há economia no sangue, na safadeza e nas cenas de violência, que chegam a ser brutais.

6. As reviravoltas
Mesmo que toda a história já tenha acontecido e se você pesquisar o perfil de Pablo na internet provavelmente terá spoilers de temporadas vindouras, é uma série tão imprevisível que você se pega preocupado com determinado personagem, nervoso diante de alguma operação, e isso é uma das características que mais me fazem me apaixonar por uma história. Amo a sensação de não saber o que irá acontecer e como isso irá acontecer, e, se a série me deixa assim, já dou a ela o selinho de série boa. 

7. É da Netflix, né, amigos
Tirando aquele lixo tóxico chamado comumente de Sense8 (que série ruim do caramba), séries da Netflix são tão boas mas tão boas que só o fato de ser uma produção original já comprova sua imensa qualidade. Narcos entrou pro time de séries como House of Cards (cuja primeira temporada terminei há pouco tempo e logo mais venho para falar sobre ela), Demolidor e Orange is the New Black, que fazem valer ainda mais a pena ser assinante do serviço. 

Esses são só alguns dos motivos pelos quais você precisa ver Narcos. O resto você descobrirá rapidamente enquanto a série se desenrola. Certamente uma das melhores a que assisti no ano (e olha que neste ano estou assistindo a muitas), é extremamente (mas assim, extremamente mesmo) recomendada!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 19 de julho de 2015

The 100: quando a adaptação se torna melhor que o original


Oi, como vão?
Eu geralmente me recuso a acreditar que uma adaptação é melhor que seu original. Sempre que eu leio, por mais que eu goste do filme ou série, eu nunca tinha me deparado com um caso em que o livro seja superado... até agora.
Li The 100 (the hundred, não the cem) alguns dias atrás, bem depois de ter começado a assistir à série (que, aliás, deixei abandonada por um ano e agora voltarei para concluir a segunda temporada), e pude notar tudo o que todos falavam sobre a série ser uma péssima adaptação. Se você é um daqueles que gostam de reclamar das diferenças, The 100 é um prato cheio. Mas não precisei de muita reflexão sobre o livro para concluir que a série consegue ser muito superior ao YA escrito por Kass Morgan.
The 100 conta a história dos humanos remanescentes de uma guerra nuclear que devastou o mundo. Para que a raça humana não fosse extinta, muitas pessoas foram mandadas para a Arca, uma espécie de estação espacial onde foi formada uma nova colônia, com seu próprio governo e rígidas regras. As pessoas vivem estilos de vida um tanto desiguais: enquanto algumas têm certos benefícios, outras são, de certa forma, largadas pelo governo, assumindo as profissões que ninguém mais quer e sendo os primeiros a serem excluídos quando se trata de medidas de emergência. Essa Arca já ficou no espaço por tempo demais, e seus suprimentos finalmente começaram a acabar. A produção já não dava mais conta de suprir todas as necessidades, o oxigênio já não era mais suficiente, entre mil outros problemas. Unindo o útil ao agradável, o governo decide enviar cem adolescentes que estavam presos no centro de detenção para a Terra, tanto como uma forma de diminuir a população para que os suprimentos durassem mais (mas é claro que isso não é explícito) quanto para se instalarem na Terra e descobrirem se o ambiente pode voltar a ser habitado, para que a Arca possa finalmente pousar.



Durante o lançamento desses adolescentes, mil problemas acontecem, mas eis que eles conseguem chegar à Terra e construírem uma pequena colônia.
As maiores diferenças já estão muito presentes desde o início, e falarei um pouco mais sobre elas (não todas, obviamente, senão esse post ficaria maior que o próprio livro). Vamos lá?

1. A visão de dentro da Arca
Enquanto na série temos a mãe de Clarke e outros personagens na Arca, a visão do espaço no livro fica por conta de Glass, uma das quatro personagens que narram a história (os outros são Clarke, Wells e Bellamy). Glass é uma garota que foi presa por um motivo que garante uma das surpresas do livro, e que por isso teve que se separar de seu namorado. Acontece que ele nunca soube que ela foi presa e, durante o lançamento da nave, quando a garota finalmente consegue escapar e chegar à porta do apartamento do amado, descobre que ele já está namorando outra, e agora fica tarde demais para voltar à expedição para a Terra. É um plot muito bom e que poderia ter sido explorado também na série, mas como os acontecimentos seguem rumos muito diferentes, acho que Glass não teria um lugar na história. Ah, e sobre Clarke, o livro já começa com seus pais mortos, o que já muda muita coisa no enredo.

2. A obediência dos adolescentes
Na série os adolescentes são muito mais rebeldes no que no YA. Todos eles ganham braceletes que comunicarão seus sinais vitais à Arca, para que possam monitorar sua saúde e verem se não estão sendo afetados com a radiação. Isso no livro se torna obsoleto com o tempo, mas na série gera muita treta: Bellamy, líder da revolução, convence a maioria dos 100 a retirarem seus braceletes, para que a Arca não consiga saber se eles estão vivos ou não, não desçam para Terra e, bem, que se danem. Isso dá um toque muito mais sério à história, e torna ainda mais interessante.

3. O impacto das revelações
Não revelarei qual informação é essa para não dar spoilers, mas digo que algumas coisas que no livro são dadas como >a< revelação da história e "ai meu Deus que cliffhanger louco o que será que vai acontecer" na série são dadas já muito antes, e, surpreendentemente, ficam muito melhores do que foi no livro.

4. Personagens irritantes
Um dos piores personagens que já li na minha vida é Wells, o filho do Chanceler (o presidente da Arca, digamos) que dá uma mancada muito grande com Clarke e passa a história inteira (sim, ele existe só pra isso) tentando reconquistá-la e fazer com que ela entenda. E quando ela o entende, ele dá mais mancadas enormes. Mesmo que possamos entender tudo o que ele fez, ele é um personagem incrivelmente bosta (é, pois é) e acredito que o destino que foi dado a ele na série (se você já assistiu, pode lembrar facilmente o momento em que eu vibrei de felicidade) foi muito mais interessante.

5. Casais
O livro foca muito em casais. Muito. Muito mesmo. E isso me cansa. Tudo bem, eu sei, é um young adult, e é difícil um young adult que não se perca da boa história que conta só pra focar desnecessariamente em casais que nada agregam. Mas no livro isso foi bem intenso, enquanto na série os casais e os shippers também estão lá, mas de uma maneira muito mais madura e interessante. E, melhor anda: eles souberam colocar os casais de forma a agregar no enredo, enquanto no livro eles só emperraram tudo.

Ao terminar de ler, a sensação que me restou foi a de que é um livro curto demais. Mas não pelo tamanho em si (embora não seja longo mesmo), mas pelo mau aproveitamento que teve. Como falei acima, é dada uma importância imensa pra esses conflitos de casais e muita coisa que poderia ser explorada de forma muito interessante pela autora acaba por ser largada de lado. 
A única coisa de que realmente gostei no YA foi a maneira como ela narra a estupefação dos adolescentes diante da natureza pela primeira vez. Como eles eram os primeiros em muitas gerações a pisarem na Terra, senti que foi bem construída, além de bem natural, a maneira como eles não conhecem praticamente nada e ficam com medo até de uma simples chuva.
A série, ao meu ver, conseguiu captar os pontos positivos do livro e fazê-los de tornarem ainda melhores na telinha, os potencializaram. Os pontos negativos foram, de certa forma, consertados, e o seriado consegue nos apresentar uma história muito mais madura e consistente do que aquela que lemos. É como se ela valorizasse o espectador, enquanto Kass Morgan devesse pensar que compramos qualquer livro baseados nos casais e que perder muito tempo escrevendo clichezões mudando apenas a ocasião já tornaria o livro satisfatório. E isso é uma pena.
Não sei se chegarei a ler o segundo, Dia 21, mas certamente a série seguirei vendo e não pararei mais. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Vamos falar sobre: Marvel's Daredevil


Oi, como vai? 
Hoje estou aqui para falar sobre esta série que me pegou de surpresa e já se tornou uma das melhores que vi no ano. Trata-se de Demolidor, a primeira de muitas séries por vir da parceria entre as gigantes Marvel e Netflix.
A Marvel vem investindo cada vez mais nos TV shows, tornando-se um complemento ao seu universo cinemático com séries como Agents of S.H.I.E.L.D e Agent Carter. Da segunda não gostei logo no piloto e decidi não continuar, mas da primeira gostei muito (mesmo sendo alvo de críticas por demorar mais de meia temporada para se acertar e mostrar a que veio), e logo terminarei a primeira temporada. Demolidor, embora não esteja tão envolvido assim com tudo o que acontece no resto do universo Marvel (MAOS, por exemplo, faz crossovers com os filmes mais recentes do estúdio e está introduzindo os Inumanos, que ganharão um filme futuramente), se passa relativamente perto de todos os eventos, em uma cidadezinha chamada Hell's Kitchen.
Conhecemos a história de Matt Murdock, o filho de um dos mais famosos boxeadores da cidade, que fica cego aos 9 anos ao sofrer um acidente, no qual determinado produto químico acaba atingindo seus olhos.
Acontece que a cegueira, ao invés de debilita-lo, fez com que desenvolvesse dons extraordinários, como uma audição muito desenvolvida (a ponto de ouvir os batimentos cardíacos dos outros, e assim saber se estão mentindo, se estão nervosos, etc), a capacidade de sentir o calor dos corpos ao seu redor, entre muitas outras.
Recebendo um treinamento um tanto duro para uma criança de sua idade após perder o pai, Matt cresce e entra na faculdade de Direito, onde conhece Foggy Nelson, seu melhor amigo e sócio no novo escritório de advocacia que abrem na cidade: Nelson & Murdock.
Com as habilidades que possui, Matt descobriu que poderia fazer justiça com as próprias mãos, sem esperar que a polícia falha e um tanto corrupta agisse. É assim que se envolve com as diversas máfias presentes na cidade, todas ligadas a Wilson Fisk, um poderoso homem que tem como objetivo "fazer o melhor para a cidade".
Wilson, um dos vilões mais complexos que conheci, desenvolve sentimentos por Vanessa, que trabalha em uma galeria de arte, e por ela acabará colocando em risco seus negócios.
Com muita violência, os 13 episódios da primeira temporada se desenrolam, nos apresentando ainda importantes flashbacks sobre os personagens e uma trama inteligente, com um desfecho imperdível e que ainda promete muito para a já anunciada segunda temporada.



O mais interessante de Daredevil foi o fato de ser uma série de super-herói destinada ao público adulto, com uma abordagem dark dos fatos e muitas cenas de ação e violência. Porém não há exageros. A violência é necessária, se tratando da saga de Murdock, e a equipe não mede esforços ao nos mostrar muitas lutas e assassinatos (como a marcante cena em que um personagem x esmaga a cabeça de um personagem y com a porta de um carro). 
As lutas são muito bem coreografadas, e destaco uma cena de mais de 5 minutos envolvendo o Demolidor e muitos capangas, gravada em plano-sequência, ou seja, sem corte algum. É difícil se ver tamanho cuidado com essas cenas até mesmo no cinema, e a produção da Netflix foi incrivelmente caprichada em todos esses detalhes.
Outro ponto de que gostei muito e que considerei um dos maiores diferenciais da série foi a forma como os personagens foram representados, muito humanos e com muita profundidade. É incrível descobrir o que levou Wilson Fisk a ser o que é agora, e a maneira como consegue cometer enormes atrocidades e ainda se sentir apaixonado e protetor por uma mulher que conheceu. Essa "humanidade" está presente, também, na maneira como Demolidor apanha. Sim. Enquanto na maioria dos filmes da Marvel os personagens apanham muito e logo estão de volta às lutas, acordados e aparentemente sem nenhuma sequela, vemos Matt lutar cambaleante, passar por toda uma fase de recuperação dos ferimentos (com a ajuda de uma aliada muito especial) e carregar cicatrizes, sem milagres.
Com diálogos bem construídos e uma trama inteligente que envolve máfia, tráfico (de drogas, de armas, de pessoas) e diversas outras questões, Daredevil é uma produção que valoriza a inteligência do espectador.
É uma série que recomendo muito, e que se tornou uma das maiores surpresas que a Marvel já me proporcionou. Se você, assim como eu antigamente, não se interessa pelo herói por conta do filme protagonizado por Ben Affleck, não se deixe influenciar. Vale muito a pena!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 12 de abril de 2015

Game of Thrones: The Wars to Come


- não contém spoilers do episódio - 

Oi, como vai?
Hoje estou aqui, neste lindo domingo de estreia da nova temporada de Game of Thrones, para falar sobre The Wars to Come, o primeiro episódio! Espero tornar isso uma nova coluna no blog, no qual farei uma crítica para cada episódio de GoT. Esses posts sairão toda segunda ou terça, mas este é uma ocasião especial, e por isso o Filme da Semana ficará de lado mais uma vez. 
A estreia mundial só ocorrerá às 22:00, pela HBO, mas, como a internet é uma coisa maravilhosa, os quatro primeiros episódios da quinta temporada vazaram, e pude baixar e assistir! Só não assisto aos outros de uma vez porque senão terei que ficar praticamente um mês sem a série novamente, mas não pude deixar de conferir o primeiro, que está incrível!
A temporada começa com um flashback de Cersei, que nos mostra a visita que faz a uma bruxa, no meio da floresta, para descobrir seu futuro. Acontece que o futuro que recebe não é exatamente o que esperava, e podemos entender melhor a grande preocupação que agora ela tem com Tommen.
Neste episódio, descobrimos onde foi parar Tyrion, e a participação importante que terá em uma conspiração para definir quem se sentará no Trono de Ferro.
Vemos Daenerys enfrentando novos desafios como rainha em Meereen, onde uma sociedade de assassinos ataca os escravos que ela libertou.
Acompanhamos, também, a quantas anda Sansa Stark, que se tornou Alayne Stone no final da quarta temporada e agora vive sob esta identidade, enquanto também se vê envolvida em conspirações. Sansa é, ao menos para mim, a personagem que mais reserva surpresas nesta temporada, porque a maneira como terminou na season anterior é também a maneira como termina nos livros, e tudo o que virá de agora em diante será uma completa novidade.



Os momentos de maior tensão do episódio ficam por conta de algo que acontece na Muralha, e que, assim como tudo nesta season première, desencadearão muitos acontecimentos no futuro.
Até mesmo as cenas mais simples e paradas são importantes, e são partes chave que demonstram as intenções dos personagens, os planos que guardam, suas preocupações e o que influenciará em decisões que tomarão futuramente. O nome, The Wars to Come, se encaixa perfeitamente ao episódio.
Eu já sentia falta desse ótimo e inteligente roteiro, dessas atuações perfeitas e dessas cenas carregadas de tensão, como é o caso de certas cenas sobre as quais não falarei para não estragar o clima.
Já percebemos aqui a maneira como os dois últimos livros publicados de As Crônicas de Gelo e Fogo, Festim dos Corvos e Dança dos Dragões, serão misturados. Tivemos acontecimentos do quarto e do quinto livros, que se passam simultaneamente, e tudo se tornará uma grande bagunça organizada daqui para a frente.
Senti falta de Arya nesta season première, mas ela provavelmente aparecerá no próximo, juntamente com personagens importantes de Dorne, das Ilhas de Ferro e muito mais.
Mesmo com comentários de que foi "parado", achei The Wars to Come incrível, que cumpre muito bem o papel de primeiro episódio ao "preparar o terreno" para o que há de vir nesta temporada, que tem de tudo para ser a melhor.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vamos falar sobre: How I Met Your Mother



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma série que terminei ainda no final de 2014 mas que, até hoje, não consegui organizar meus pensamentos e sentimentos com relação a ela para escrever um bom review. Trata-se da comédia How I Met Your Mother, uma das séries mais divertidas e cruéis que já tive o prazer de ver. 
HIMYM, como o próprio nome sugere, trata-se de um homem, Ted Mosby, contando para seus dois filhos adolescentes a história de como conheceu sua mãe. História esta que nos é contada ao longo de nove temporadas, que passam num piscar de olhos.
Ao longo dos episódios, conhecemos Ted e seus amigos, Barney, Marshall, Lily e Robin, aquele típico grupo de amigos que todos gostaríamos de ter.
Ted é um arquiteto cujo maior sonho é ter um prédio com sua assinatura modificando a silhueta de Nova York. Bastante sonhador, busca em cada mulher encontrar >aquela<, a única que se tornará mãe de seus filhos e com quem ficará "até que a morte os separe". Essa busca pela tão aguardada mãe é justamente o que move a série, aliado, é claro, pelos personagens muito carismáticos e suas tramas.
Barney é o pegador do grupo, que vive dentro de caros ternos e usa de artimanhas, presentes, inclusive, em um livro que ele próprio escreveu, para conquistar garotas em basicamente qualquer lugar a que vai. 
Marshall e Lily são aquele casal que, convenhamos, todo mundo (menos os Barneys, obviamente) gostaria de ser: juntos há muitos anos, desde o início da faculdade, os dois conhecem mais um ao outro do que a si próprios, e se complementam e ornam em todos os sentidos possíveis. Isso não os impede de passar por muitos maus bocados ao longo da série, nos quais você chega a temer que o único casal que você acreditava estar garantido na história talvez possa acabar. 
Por fim, temos Robin, uma canadense (fato que é zoado durante toda a série) que foi trabalhar como apresentadora de um telejornal em Nova York e se encontra sozinha na cidade. Até que conhece Ted, que se apaixona por ela, e, depois de muitas "aventuras", digamos, acaba por se tornar um membro integral do grupo.



Sim, é uma série de comédia. Mas te deixará mal e te levará às lágrimas com mais frequência do que você imagina. E isso é uma das coisas que mais admiro na série: consegue mesclar muito bem os momentos de riso com os momentos de choro, fazendo com que uma série de comédia não se torne dramática demais mas, ao mesmo tempo, também não seja zoeira demais. 
As relações entre os personagens são muito bem construídas e bastante sólidas. Percebemos o poder da amizade entre eles, e o quão longe cada um irá desde que seja ao lado de um amigo. 
Casais se formam, se rompem, novos casais se formam, novos casais se rompem, e diversas tramas fazem com que os pouco mais de duzentos episódios (de vinte minutos) passem num piscar de olhos. 
Mesmo que o episódio piloto pareça um pouco forçado, agradeço por não ter desistido ali. A série e os personagens amadurecem muito e, quando você chega ao último episódio da última temporada, os olhos se enchem de lágrimas só de lembrar todo o caminho que percorreram e como mudaram. 
Esse último episódio é bastante polêmico, por ser odiado por aproximadamente 99% dos fãs. É, de fato, muito cruel pelos acontecimentos, e um pouco mal feito na forma como foi montado: a última temporada se passa praticamente inteira acerca de um único acontecimento para, nesse último, muitos fatos e uma enorme passagem de tempo ser jogada na sua cara. Torna metade da nona temporada inútil, ou uma décima temporada mais do que útil. Mas, ainda assim, consegue concluir bem o que começou e, mesmo me deixando um pouco revoltado, não acredito que deva ser levado em consideração por alguém que deseja começar a série, que recomendo extremamente.
Não sou muito fã de séries de comédia, justamente por achar zoeira demais e drama de menos (e eu adoro drama, não há como negar). Mas How I Met Your Mother agrada nesses dois sentidos, e te conquista facilmente.
Ainda pretendo ver Friends, que é um pouco maior do que HIMYM, mas preciso de uma boa dose de coragem (ou talvez loucura, o que me levou a começar a jornada de Ted Mosby). Desde que conheci a premissa da série me interessei, e me lembro de um dia em que queria começar uma série nova por estar um tanto cansado das minhas e simplesmente abri a primeira que vi pela frente no painel da Netflix. Não me arrependo nem um pouco disso, pelo contrário! 
Recomendo muito a série e, se você tem preguiça de começar ou se sente acuado pelo tamanho, recomendo também uma boa dose de loucura para dar o primeiro play. Você não irá se arrepender!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

TOP 5: Séries maravilhosas que descobri em 2014

Oi, como vai?
Nessa pegada de retrospectivas e balanços sobre leituras e outras coisas do ano, resolvi fazer um sobre as séries que vi, um top 5 com as que eu descobri neste ano (mas não necessariamente são deste ano) e mais gostei. Algumas das minhas favoritas como Sherlock e Game of Thrones não contarei, afinal, descobri em 2013 (quando eu entrei no mundo das séries de fato), mas 2014 foi um ano em que vi muitas séries sensacionais e que mexeram bastante comigo.
Vamos lá?

5. Breaking Bad


É uma série sensacional, que conta a história de Walter White, um professor de química que descobre ter um câncer de pulmão que encurtará muito a sua vida e passa a produzir metanfetamina para sustentar sua família depois que morrer. Coloquei-a em último do top 5 (mas, de tantas séries que vejo, ainda é uma posição de muito prestígio) porque só vi até a segunda temporada, e não tive momentos de sofrimento ou nada do tipo. Mesmo assim, considero uma das melhores séries que assisto e terminarei em 2015.

4. Skins



Embora essa série comece parecendo um besteirol adolescente, com muitos palavrões, drogas e sexo, isso não fica por muito tempo. Conforme se desenvolve, notamos toda a profundidade dos personagens e da história e sofremos juntos. Vi só a primeira geração, e logo quero fazer um post só sobre ela. Mas foi, sem dúvida, uma das melhores que descobri no ano. 

3. How I Met Your Mother

Terminei recentemente e adorei! É uma série que mescla muito bem comédia e drama, e, embora seja muito longa (9 temporadas, 208 episódios ao todo), é muito rápida de ser vista por causa de seus episódios de 20 minutos. Não quero falar muito, pois logo farei um post somente sobre ela, mas é, sem dúvida, uma das que mais mexeram comigo nesse ano.


Fiquei muito em dúvida sobre colocar DW em segundo ou em primeiro lugar, mas decidi deixa-la aqui mesmo por ter sido sensacional no início, mas me desanimado bastante na oitava temporada (também falarei sobre isso logo logo). Ainda assim, é uma série incrível e uma das minhas favoritas na vida.

Das séries que comecei a acompanhar da Fall Season deste ano, esta é a única que continuo acompanhando. É uma série sensacional que me arrebatou de uma tal forma que chega a ser doloroso o fato de ter só um episódio por semana. Quando comecei, não sabia que seria tão sensacional e viria a se tornar uma de minhas favoritas. Recomendo demais, e aguardo ansiosamente o fim do hiatus, dia 30 de janeiro.

Assim como falei sobre as séries que deixei de ver neste ano, falei também sobre as melhores surpresas do ano. E vocês, que séries descobriram em 2014 que levarão pra vida?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 28 de dezembro de 2014

5 séries que não voltarei a ver em 2015

Oi, como vai?
Estava passeando pelo site Hypable (que traz muitas notícias dos fandoms que sigo, como Doctor Who, Harry Potter, etc) e eis que achei um post chamado Fandoms to unfriend in 2015, no qual a equipe do site fala sobre séries que abandonou e o porquê. Vejo séries demais (e com muitas outras que ainda pretendo começar) e acabo ficando perdido com muitos episódios novos para ver a cada semana. Quando vou me dar conta, sempre deixei uma série muito atrasada, e, enquanto algumas me dão vontade de ver todo o resto em maratona, outras simplesmente me desanimam. Como fiz uma "faxina" nas séries que vejo recentemente, fiquei inspirado para escrever também, então falarei um pouco sobre as séries que deixei de ver e os motivos. A maioria das séries já tem resenha, se quiserem conferir um por um é só clicar nos links nos títulos!
Vamos lá?


Bates Motel é uma ótima série que conta a adolescência de Norman Bates, um dos personagens mais marcantes quando se trata de histórias de terror. Como falei, é ótima, e gostei bastante um dia. Depois de ver a primeira temporada inteira e acompanhar até o episódio 2 da segunda, simplesmente me esqueci de ver por um tempo e quando vi tinha 8 episódios em atraso. Ao invés de me animar para ver em maratona, simplesmente deixei de lado, até que resolvi abandona-la de vez. Mas, quem sabe, depois de terminar todas as séries que pretendo ver e tudo o mais, eu volte a ver. 


Outra série que, pelo mesmo motivo de Bates, acabei desanimando. Eu acompanhava fielmente, até que um dia eu fui vendo outras e outras e, quando percebi, estava bastante atrasado e pensei "ah, qualquer dia eu vejo". Mas não vi. Talvez volte a ver algum dia, porque realmente gostava, mas não será tão logo.


Eu até que gostei de Gotham quando comecei e achei uma boa série, mas, conforme os episódios iam passando, me encontrava querendo que acabassem logo e, quando acabavam, não me sentia inclinado a ver os próximos. Até que desanimei, e esta não pretendo voltar a ver. 

Once Upon a Time



Eu já havia abandonado a série uma vez. Mas, depois de um tempo, voltei a ver e não me arrependi, porque ficou muito melhor. Mas chegou em uma época (no final da terceira temporada) em que eu já estava vários episódios atrasado. Resolvi voltar a ver porque sabia que uma coisa muito legal acontecia e quando isso, que deveria ser legal mas foi bem forçado e mal feito, aconteceu, me decepcionei de vez e larguei a série para sempre. 


Vi até a quinta temporada de Supernatural e é uma série boa, mas é aquele tipo que dura tanto que já deu o que tinha que dar e eles insistem em continuar. Já são dez temporadas e essa série não acaba nunca, desisti. 

Bem, essas são as séries que eu abandonei (algumas definitivamente) neste ano. Cada vez mais séries (e séries boas) são lançadas, e, para não ficar sobrecarregado, tenho que ir largando algumas pelo caminho. Ou, no caso de Once Upon a Time, só ficou ruim demais para o bom-senso. Estou bastante atrasado em The Blacklist e pensando em abandonar American Horror Story (Freak Show não está ruim, mas não está ótima como foi há muito tempo com Asylum e ando bem desanimado), e pode ser que esses nomes apareçam em um possível próximo post desse tipo. Mas são algumas para as quais darei mais uma chance e espero que me animem novamente!
E vocês, que séries abandonaram pelo caminho neste ano?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 13 de dezembro de 2014

Algumas metas para as férias



Oi, como vai?
Estou de férias já há mais de uma semana e fico refletindo sobre o que irei fazer com todo o meu tempo livre. Como já cheguei a comentar (e ainda farei o prometido post só sobre ela), tenho uma lista de filmes para ver em 2014 que de início era para dar 50 filmes, de uma hora para a outra chegou a 80 e agora passou de 100. Também tenho algumas metas para séries e livros, e resolvi compartilha-las com vocês, até mesmo como um estímulo maior para cumpri-las nas férias. 
Vamos lá?

Filmes


A minha lista de 100 filmes para 2014 não foi cumprida com muuuuito êxito (até agora, sequer assisti a 20), mas nas férias pretendo assistir a mais e mais longas daquela lista, alguns que sempre quis assistir direito mas nunca me sobrou tempo.

- A Trilogia Batman

Como falei no penúltimo post, comprei os dvds da trilogia Batman: the Dark Knight na Black Friday e farei uma maratona com eles nas férias!

- Animações




Gosto muito de animações, mas vi pouquíssimas neste ano. Nessas férias, já vi A Origem dos Guardiões (só o início, porque não gostei nem um pouco) e Detona Ralph, e, até o final do meu período de nada-pra-fazer pretendo assistir: Universidade Monstros, Valente, Meu Malvado Favorito 2 e Madagascar 3

Séries


- How I Met Your Mother



Estou há pouco mais de um mês assistindo a essa divertida série, e estou na oitava temporada. Até o final da férias, quero finalizar suas nove temporadas, o que não é muito difícil, afinal os episódios são de cerca de 20 minutos. 

- Skins



Já assisti à primeira geração de Skins (as duas primeiras temporadas) e adorei. Agora me resta ver as duas últimas, mas não me sinto, ao menos agora, muito interessado pela terceira. Portanto, para as férias, pretendo assistir apenas à segunda geração da série (mas, quem sabe, se a terceira me animar...). 

Livros


- Sob a Redoma



Como também falei no penúltimo post, finalmente comprei esse livro, e estou muito animado com a leitura. Adoraria termina-lo ainda esse ano, mas, por se tratarem de mais de 900 páginas, estendo a meta para as férias inteiras. 

- Garota Exemplar



Não é um livro grande, e a leitura é bem fluida. É o primeiro livro que estou lendo 100% pelo ebook, e estou gostando bastante. Pretendo termina-lo também nessas férias. 

Bom, essa são só algumas das metas que tenho para as férias. São coisas que eu sinto que não posso deixar de fazer nesse grande período de tempo livre que me resta e que sinto que conseguirei cumprir até o dia 26 de janeiro, quando minhas aulas voltam. Mas também pretendo terminar várias outras séries, começar algumas outras e ver muito mais filmes. E vocês, que metas têm para as suas férias?

Até a próxima ;D

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Projeto Fall Season: Red Band Society

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para o último post do Projeto Fall Season, que será sobre a maravilhosa Red Band Society.
Eu já havia me interessado por assistir o episódio piloto, mas não comecei com as maiores expectativas do mundo. Digo, orgulhosamente, que fui pego de surpresa. A cada episódio (já temos três) gosto mais dessa série, e é sofrido imaginar que pode ser cancelada no final da primeira temporada.
A série conta a história de um grupo de adolescentes que vivem dentro de um hospital. Temos Leo, que já perdeu uma perna por causa do câncer, mas continua com jeito de "heartbreaker" da história (embora seja ele quem sempre saia de coração partido). Tenho a declarar sobre ele que o efeito usado é tão bem feito, que realmente acreditei que o ator tinha uma só perna. Emma, uma garota estilosa e muito fofa que sofre de bulimia e já teve um relacionamento (que não deu certo, claro) com Leo. Kara, ex-líder de torcida que, como toda líder de torcida deve ser, é má com todos os outros e não aceita facilmente as ordens que lhe são impostas. A questão é que ela sofre de uma doença no coração que a fará precisar de um transplante, o que será realmente difícil, já que usa drogas e é adepta de outras práticas que a colocariam no fim da lista para a operação. Temos também Dash, o amigo de Leo, que ocupa basicamente essa função na história (mas que não deixa de ser muito legal), e Charlie, um garoto em coma sobre quem falarei mais, logo logo.
Tudo começa a mudar quando chega Jordi, um garoto que veio do México, dizendo que não tinha família, para tratar de um câncer na sua perna, que terá que ser amputada.
Além dos pacientes, temos Nurse Jackson, a enfermeira considerada "o carrasco" do hospital, e o dr. McAndrew, que se envolve de verdade na história dos pacientes, entre diversos outros membros muito divertidos da equipe.
Veja só o trailer do primeiro episódio:


Tinha tudo para ser uma série triste, carregada, narrando de maneira sofrível os dramas que os adolescentes passam no hospital. Mas a história é contada com tanta sensibilidade e doçura que não há como não simpatizar pelos personagens e torcer por eles. Sem perder a seriedade, nos apresenta a história com muito bom-humor e menos pieguismo. 



A única coisa que acho estranha na série é o fato de ser narrada por Charlie, o garoto em coma. Ele brinca com esse fato no primeiro episódio, mas realmente fiquei pensando sobre isso. Seria até natural narrar o que está acontecendo ao seu redor, com base apenas no que ouvia. Mas não, ele é um narrador observador, que acompanha os personagens para todos os cantos. E não é só isso: quando algum personagem está desacordado (como depois de um desmaio, ou anestesiado para uma cirurgia) acaba indo para um espaço não-morte-e-não-vida, que tem a forma do hospital vazio e onde se encontra com Charlie, que serve como um guia espiritual e é mais sábio que qualquer paciente mais velho naquele hospital. Essa parte é um tanto sem sentido, mas acabei por me acostumar e o senso de humor de Charlie dá um toque a mais à série.
Pode parecer clichê, e, no fundo, pode ser mesmo. Mas a maneira como é montada e contada a torna irresistível! As atuações e o roteiro são ótimos, assim como a trilha sonora (uma das melhores trilhas sonoras de séries), e os personagens são tão carismáticos que não há como não se apegar.
É uma série muito gostosa de acompanhar, e, se for mesmo cancelada, irá deixar muitas saudades. Mesmo correndo esse risco (que, no fim das contas, todas as estreias da fall season correm), vale muito a pena e recomendo a todos.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 12 de outubro de 2014

Projeto Fall Season: How to Get Away With Murder


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, dando continuidade ao projeto Fall Season, que foi iniciado no último post, para falar sobre a espetacular How to Get Away With Murder (em tradução livre, "Como Sair Impune de um Assassinato")! O nome é grande e a qualidade também. Só para você ter uma noção, o episódio piloto é tão bom, mas tão bom, que no meio dele já estava decidido que eu iria acompanhar por quanto tempo a série durar. 
Da mesma produtora de Greys Anatomy e Scandal (duas séries que quero muito ver), HTGAWM (tenho que abreviar, porque né) conta a história de um grupo de estudantes de uma faculdade de direito americana, que têm como professora Annalise Keating, um mito entre as advogadas de defesa do país. Ela escolherá quatro dos alunos da turma para trabalhar com ela, e dá lições para os alunos que vão além da teoria.
Confira só o trailer estendido da série:


No primeiro episódio, Keating assume a defesa de uma mulher suspeita de tentar envenenar o marido. Mesmo sabendo que a mulher é culpada, precisa encontrar argumentos e provas suficientes para tirar a culpa de sua cliente, o que não necessariamente é feito por meios honestos, e a professora acaba por envolver os alunos no caso. Como aula prática, leva a turma para os tribunais, e vemos cada aluno tentando se destacar para conquistar um lugar entre os quatro que a mestre levará para seu escritório.
Só a premissa já me conquistou, mas as qualidades não terminam por aí. Paralelamente à história principal, temos o mesmo grupo principal de alunos escolhidos pro Keating, três meses depois, tentando se livrar de um corpo, no meio da noite, saindo da casa da professora. De quem será esse corpo? Por que foi morto? E qual é o papel dos estudantes em tudo aquilo? 
Pelo primeiro episódio, já dá para imaginar que será uma série sensacional! Foi um dos melhores pilotos que já vi. Consegue responder às perguntas certas e também plantar as perguntas certas, que motivarão a assistir semana a semana. 
As atuações, o roteiro, tudo é muito bom, e não tenho sequer uma crítica a fazer a esse pilot. Recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Projeto Fall Season: Gotham



Oi, como vai?
Começou o outono, caros amigos, e com ele temos o que? Se você pensou em folhas amareladas caindo das árvores, esqueça. Estou falando da Fall Season, uma das épocas mais brilhantes do ano. Fall Season é o período entre setembro e outubro em que a maioria das séries que estavam em hiatus retornam (a não ser as séries do contra, como as da HBO, que lança suas séries quando quer) e novas séries nos são apresentadas!
No ano passado, comecei a acompanhar The Blacklist, Hostages, Reign, entre outras. Hostages foi ligeiramente decepcionante pelo fato de não ter sido tão boa durante todos os episódios (que eu assisti, um por um, na esperança de uma luz no fim do túnel) e no final ainda ter sido cancelada, mas séries como The Blacklist fazem tudo valer a pena e tenho orgulho de acompanhar até hoje.
Neste ano, estou me deparando com séries novas realmente boas, e, depois de receber umas recomendações e ver umas promos, me decidi por começar a ver algumas.




A primeira da Fall Season que vi foi Gotham, e  já estou gostando bastante! Ela conta a história de ninguém menos que o Batman, mas sem que ele seja o protagonista. Vamos esclarecer...
Gotham conta a história de Jim Gordon, que, nos filmes de Nolan, é interpretado por Gary Oldman. Mesmo tendo achado o ator que interpreta o Jim tem uma cara de batata, gostei (ou me acostumei) dele e hoje o considero um bom protagonista. Ele é, digamos, o único policial honesto no departamento de Gotham City, que é cheio de policiais corrompidos. Justamente por isso, bate de frente com seu colega e foge das regras que eles impõem.
No primeiro episódio, os pais de Bruce Wayne são assassinados (acontecimento que contribui, acima de tudo, para ele ser o Batman no futuro) e Jim promete ao garoto que irá encontrar o culpado.
Além do Batman, temos Pinguim, Charada, Hera Venenosa e Mulher Gato, também em suas origens, já mostrando seus traços, mas sem saber no que se tornarão futuramente.
Confira só o trailer oficial:



O mais criativo de tudo, e realmente o diferencial da série, é que continua sendo uma série policial, com um caso por episódio, mas todos eles são estritamente ligados ao universo do super herói. Até agora temos três episódios, e são lançados novos toda segunda feira!  
As atuações são boas, com destaque para David Mazouz, fazendo um bom trabalho como Bruce Wayne, Camren Bicondova como Selina Kyle, a Mulher Gato, e principalmente Robin Lord Taylor, o Pinguim (que está se saindo um ótimo vilão). Essa série promete muito para a temporada, e melhora a cada episódio. Batman é o único herói que gosto da DC, e a premissa da série me conquistou instantaneamente. Certamente continuarei acompanhando, e recomendo a todos vocês que gostam do herói ou de séries policiais em si, afinal Gotham agradará a todos os gostos.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 20 de setembro de 2014

Vamos falar sobre: The 100



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre a ótima série The 100!
Imagine um mundo devastado por uma guerra nuclear. Tão devastado, que a vida na Terra foi praticamente impossível, e, por um século, os humanos tiveram que se refugiar no espaço, em uma nave gigantesca chamada de Arca. Bem, essa é a base da história de The 100.
O problema é que os recursos lá no espaço estão acabando, e é hora de ver se a Terra pode ser habitada novamente. Assim, nos encontramos com nosso grupo de adolescentes, todos detentos da prisão da Arca por terem cometido algum crime (que não necessariamente são crimes como roubo é assassinato, mas, por exemplo, o fato de ser uma segunda filha em um lugar onde cada casal só pode ter um filho). Esses cem jovens são enviados para o nosso planeta, "liderados" (entre aspas, porque não havia um líder em si) por Clarke, filha de uma renomada médica da Arca. Temos também Finn (que realmente não me lembro o motivo de ter sido preso, mas creio que seja por roubo), Bellamy (que tentou matar o Chanceler, o "presidente" da Arca), Octavia (irmã de Bellamy, que foi presa por ser a "filha extra"), e 96 outros. O problema maior começa quando Bellamy, "em protesto", incita os outros adolescentes a quebrarem as pulseiras que mostravam à Arca que estavam vivos, seu estado de saúde, etc. Sua intenção é fazer com que os habitantes da nave não voltem para o planeta (e também evitar a punição maior que virá pela tentativa de assassinato), mas ao mesmo tempo acaba por colocar o grupo em uma enrascada: se a Arca pensar que estão todos mortos e que a Terra não é um local seguro para se viver, nenhuma ajuda será enviada.
E como se não bastassem todos esses problemas, se deparam com mais um: os Grounders, pessoas que conseguiram sobreviver à radioatividade e vivem de maneira quase pré-histórica desde então.
Em meio a tantos desafios, o grupo de jovens terá que lidar contra as ameaças que a Terra reserva, lutar contra os Grounders e ainda resolver os problemas entre eles próprios, ao mesmo tempo em que tentam avisar a Arca de que estão vivos e que a Terra é habitável novamente.
Simplesmente adoro essa série. A premissa já é ótima, e o desenvolvimento é muito... uau!


















Uma das coisas mais interessantes é que a história não é contada linearmente. Ao mesmo tempo em que sabemos o que está acontecendo com os habitantes na Arca e os adolescentes na Terra, seu passado e acontecimentos relevantes são contados por meio de flashbacks.
Conta com algumas falhas, como por exemplo um nascimento sem cordão umbilical e coisas do tipo. Mesmo assim, são probleminhas irrelevantes e que podem muito bem ser consertados (ou melhor, deixarem de ser cometidos) na próxima temporada, com um pouco mais de atenção da produção.
Não posso dizer que sou realmente apegado aos personagens, porque eles não são os mais marcantes que você verá na vida, mas são muito bons, bem construídos e bem representados. 
Uma coisa de que reclamam bastante e que está presente na maioria esmagadora de séries da CW é o irritante triângulo amoroso. Mas não cheguei a me incomodar (e olha que eu me incomodo muito com essas coisas). Isso porque os personagens envolvidos não têm momentos de dramalhão por causa disso. Você sabe que o triângulo amoroso está lá, mas preferem nos contar a história principal do que dedicar muito tempo a essa parte tão irritante, e isso é um ponto mais do que positivo. 
As personagens oscilam: Clarke, por exemplo, em um dos momentos é a personagem mais irritante de todas as séries, e de uma hora pra outra torna-se uma líder nata e uma personagem tão (desculpe o vocabulário) foda, que não há como não gostar, enquanto muitos personagens me irritaram completamente e eu os odiava apenas por terem nascido, como é o caso de Wells e Charlotte.
A serie tem 13 episódios de, em média, 40 minutos. A história é intrigante e boa de ser acompanhada, e cada episódio planta uma dúvida que só irá acabar quando vier o próximo.
A season finale é épica, de arrepiar, e deixa um gostinho de quero mais que só será saciado no dia 22 de outubro, data de estreia da segunda temporada. Aguardo ansiosamente, e recomendo a todos aqueles que buscam uma ágil e envolvente série. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: Doctor Who


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, poucos dias antes da estreia da nova temporada, para falar sobre a sensacional, incrível e todos os adjetivos para elogiar que você imaginar Doctor Who!
Estou há muito tempo (desde que terminei, há uns dois meses, para ser mais sincero) pensando em escrever esse post, e eis que fui me sentar para escreve-lo só agora, alguns dias antes da estreia da tão aguardada oitava temporada, que trará um novo Doctor e muitas outras histórias!
Doctor Who conta a história do Doctor (quem?), o único sobrevivente de uma guerra que envolveu sua espécie e os Daleks, os maiores vilões da história (sobre os quais falarei mais depois), e desde então vaga pelo tempo e espaço em sua máquina disfarçada de cabine policial inglesa ajudando pessoas e outros tipos de seres (e quando digo outros tipos, quero dizer alienígenas bizarros e tudo o mais). Mas o Doctor não viaja sozinho. Ele sempre encontra uma companion, uma garota (embora alguns garotos tenham assumido o papel de companions em alguns momentos) que o ajudará nas missões e o completará de certa forma, cada uma trazendo uma característica diferente e estabelecendo algum tipo de relação com o Doctor. Ele é imortal, a não ser que algum dos vilões o mate de fato, e tem a habilidade de se regenerar (transformar todas as células de seu corpo, continua o mesmo Doctor mas com um jeito e uma personalidade completamente diferentes), e é aí que uma das coisas que mais gosto na série entra. 
Assisti a "nova geração" de Doctor Who, que estreou em 2005, mas a verdade é que a série é considerada a mais longa de todos os tempos. Só para vocês terem uma noção, em 2013 fez 50 anos...
São 13 episódios, de em média 40 minutos, por temporada, e até agora temos sete temporadas. Assisti à série em maratona, e cada tempo livre que me restava, ou até mesmo horas em que eu deveria estar fazendo alguma obrigação (como estudar, por exemplo), a deixava para outra hora só pra assistir (o que, em parte, justifica minha quase completa ausência alguns meses atrás). Quando faltavam duas temporadas para terminar, praticamente dobrei a "carga diária de episódios", e quando terminei foi como se eu precisasse me lembrar de como se vivia sem passar metade dos dias assistindo hahahah
Para não perder o fôlego e cair na mesmice, as temporadas alternam entre novos Doctors e novas companions, e é uma melhor que a outra!
Ao todo, são 12 Doctors, mas como não assisti à série clássica falarei apenas sobre a "nova geração" que comentei acima. Nessas 7 temporadas tivemos três Doctors, e a próxima já contará com um novo ator na pele do protagonista, Peter Capaldi!
Minha relação com Doctor Who é um tanto engraçada porque, confesso, de início achei a série um lixo. Sem exageros, o episódio piloto é o cúmulo do ridículo, e os efeitos especiais são sofríveis. Fiquei muito tempo sem ver (quase um ano), e em um belo dia a encontrei na Netflix e resolvi dar mais uma chance. Nos primeiros episódios ainda fiquei com um certo receio e não conseguia levar a sério, mas a série evoluiu de tal maneira que hoje é simplesmente uma de minhas favoritas! 
Justamente por isso, quero falar detalhadamente sobre alguns dos elementos da série, então já lhes aviso que sim, esse post ficará enorme. Vamos lá?

9th - Cristopher Eccleston



Esse é o Doctor de que menos gosto, mas não porque não gosto, só porque, bem, gosto menos. Confesso, quando comecei a assistir, tinha em mente apenas Matt Smith, o décimo primeiro, e um dos motivos porque desanimei foi por descobrir que ele só entraria na quinta temporada. Cristopher é um ator realmente legal, depois de alguns episódios, e o nono Doctor é ótimo. Por só ter participado da primeira temporada, não desenvolvi nenhum carinho especial por ele ou coisa do tipo, e até eu aprender a ignorar os efeitos especiais ruins e realmente embarcar na história a temporada já havia passado da metade. Mesmo assim, foi com ele que realmente "aprendi" a gostar da série, e não dá para ignora-lo. 

10th - David Tennant


Aí sim a brincadeira fica realmente boa. Em determinado momento (não contarei qual, porque faz parte da surpresa da série), ocorre a tão aguardada regeneração do Doctor, e eis que nos deparamos com o décimo, que é meu Doctor favorito! Eu conhecia muito pouco do trabalho de David Tennant, o havia visto apenas em Harry Potter e o Cálice de Fogo, então não comecei com grandes expectativas. Mas Tennant toma seu espaço na série e no coração dos fãs, e não tem como não se enlevar em seu jeito de resolver as coisas e em sua relação com Rose, sua companion, sobre a qual falarei mais tarde. Ele é brilhante, e sua regeneração, além de vir no final de um episódio lindo (de chorar, e não estou exagerando), é muito emocionante, e é como se eu quisesse adiar a entrada do Doctor que me fez começar a ver a série só para ter por mais um tempinho o décimo.

11th - Matt Smith


Matt Smith, digamos, nasceu para ser o Doctor! Sua participação na série já começa em uma cena nada fácil e desde então ele consegue carrega-la muito bem. Muito engraçado e engenhoso, é um tanto "peculiar" no seu jeito de resolver as coisas, e não tem como não adora-lo logo de cara. Podemos dividir a história em era Tennant e era Smith. Com o início da era Smith, nenhum dos personagens sensacionais da era Tennant voltam e são inseridos muitos outros. Talvez por esse motivo ainda prefira a era do décimo Doctor: o conjunto era muito mais carismático. Isso não significa que os personagens que chegam com Matt não sejam bons, mas não há como esquecer os antigos.

O Doctor é o personagem principal, mas sem a tradicional companion nada seria. Elas são trocadas geralmente de temporada em temporada, e apenas algumas ficaram por mais tempo.

Rose Tyler 


Rose Tyler é uma das minhas companions favoritas. Foi a primeira, e isso a coloca em um lugarzinho especial no coração de todo fã. Ela acompanha o nono e o décimo Doctors, e sua relação com eles é incrível! Com o nono há uma certa química, mas nada que os torne shippáveis. Já com o décimo...
Eles são incríveis juntos! A segunda temporada, a que passam juntos, é uma das minhas favoritas, e o final é de sofrer, sofrer muito, muito mesmo.

Martha Jones


Martha é a personagem mais engraçada graças aos fãs. Isso porque a grande maioria do fandom não gosta dela e vive fazendo piadinhas. O problema de ter vindo depois de Rose é que sua partida acabou tanto com as estruturas emocionais dos fãs que qualquer outra personagem vindo depois ainda não faria jus. Desde o início gostei de Jones, mas, no balanço geral de todas, foi a que menos gostei. Mas não por odiar, só por não gostar tanto quanto gostei das outras mesmo. Ainda assim, é muito importante em sua temporada e faz muito pelo Doctor.

Donna Noble


Donna Noble é... Donna Noble! Não há outra maneira de definir. Sempre que penso isso me sinto mal pela Rose, mas a verdade é que Donna é minha companion favorita de todas. É a mais engraçada, em disparada, e seu reencontro com o Doctor (eles já haviam formado uma dupla e tanto em um dos especiais, mas estou evitando ao máximo dar detalhes) é de gargalhar. Não há como não se apaixonar de cara, assim como não há como não sofrer com sua despedida, a mais (perdoem o vocabulário chulo) filha da puta de todas. É de doer o coração, e quem já assistiu sabe bem do que estou falando. Compete muito bem com o final de Rose em Doomsday, e são as personagens de quem mais senti falta.

Amy Pond (e o Rory)


Amy é uma companion muito legal, mas só. Ela se encontrou com o Doctor quando era criança e desde então esperou por seu retorno. Acontece que ele demorou tanto que quando voltam a se ver ela já é uma mulher formada que começa a acreditar que tudo aquilo não passou de um sonho. Interpretada pela linda Karen Gillian, é uma das mais carismáticas e nos faz simpatizar logo de cara, mas, ao menos para mim, sua participação muito longa (mais de duas temporadas) acaba por tirar um pouco de sua magia, e em sua despedida de fato não senti nada parecido com o que senti com os finais de Rose e Donna. Foi simplesmente... ok, tchau, que venha a próxima.
Além de Amy, temos Rory, seu marido, que ganha muito destaque na série e evolui muito rumo à utilidade. Rory é um personagem um tanto mala sem alça no início, e sinceramente tenho algo contra companions masculinos. Eles só servem de estorvo, deixem apenas o Doctor e sua companion e tudo fica melhor!

Clara Oswald


Uma boa palavra para definir Clara é "amorzinho". Isso porque ela é realmente muito amorzinho, e é como uma paixão à primeira vista quando começa a ser companion de verdade (depois de alguns encontros, que são brilhantemente ligados à sua história e função na série). Ela é a última da lista, e estará na próxima temporada com Peter Capaldi. Formou uma ótima dupla com Matt, e acho que será ainda melhor com Peter. Há boatos de que se despedirá na próxima temporada, e ao mesmo tempo que não quero me despedir tão cedo de sua personagem, quero que seja encerrada logo para que não haja o mesmo desgaste que tive com os Ponds.

Além das companions, temos muitos outros personagens importantíssimos e muito carismáticos, e cujas histórias são bem construídas e muito legais de se acompanhar. Destacarei os meus favoritos nesse quesito: River Song e Jack Harkness. Este chega como quem não quer nada, e ganha um destaque enorme ao longo do tempo. É um dos personagens mais legais de todos, e como se não bastasse é um dos mais engraçados (e que tem um destino surpreendente!), e um enorme poder de sedução. Já River é a personagem com a história mais confusa, porém muito interessante, que já vi na minha vida. Já passei muito tempo tentando entender, mas como continuo na estaca zero só sorrio e aceito o que quer que eles falem. O tempo passa para River "ao contrário", então quando o Doctor a conhece, ela já o conhece há muito tempo, e cada vez que se encontram é como se ela o conhecesse menos... sim, é muito confusa, não consigo sequer explicar direito. Mas vale muito a pena, e sua ligação com os personagens é surpreendente!
Sobre os inimigos, temos alguns passageiros, cujas histórias duram apenas um episódio e logo são resolvidas, e outros que são destinados a pegar no pé do Doctor por toda a eternidade. São eles os Daleks, personagens com a voz mais irritante da série e que, mesmo parecendo um saleiro com rodinhas, contam com grande poder de destruição e foram os maiores inimigos dos Time Lords, o povo do nosso protagonista.


















Temos também os ótimos Cybermen e os melhores inimigos do Doctor, Weeping Angels. Eles são os mais puxados para o terror que podemos encontrar, e o episódio em que são inseridos, Blink, é um dos melhores da série! São seres que não podem se mexer enquanto estão sendo vistos, mas quando não estão, movem-se extremamente rápido... Moral da história: se você se deparar com um, não pisque, nem pense em piscar, não desvie o olhar, e não pisque.



As diferenças que citei há pouco entre a "era Tennant" e a "era Smith" também pode ser explicada pela mudança de showrunner. Nas primeiras temporadas, tínhamos Russel T. Davies, e nas últimas temos Steven Moffat. Ambos são excelentes, mas suas abordagens são diferentes. Russel aborda mais os feelings dos fãs. As temporadas mais choráveis e mais destruidoras de estruturas emocionais são sem dúvida as primeiras, e adoro isso. Já Moffat dá à série um ar mais "obscuro", digamos, e foca nas reviravoltas e surpresas. As temporadas com mais segredos e mais loucuras no tempo (como a história da River, por exemplo) são as últimas. Também adoro. Sinceramente, ainda prefiro as primeiras temporadas, porque mechem com o emocional de uma forma que Moffat não consegue, mesmo nos deixando na ponta da cadeira e revelando segredos de tirar o fôlego. De qualquer maneira, a série no geral é incrível, perfeita, e as mudanças sempre são bem vindas.
Ontem, dia 18, ocorreu um evento no Rio de Janeiro com o showrunner Moffat e os atores Peter Capaldi e Jenna Coleman, que interpretam, respectivamente, o décimo segundo Doctor e Clara. Confira uma das fotos do evento, que foi postada pela equipe da página Doctor Who Brasil:



































O evento deve ter sido incrível, e além dessa entrevista com o elenco e a oportunidade de tirar fotos e tudo o mais, quem esteve presente pode assistir ao primeiro episódio da nova temporada (que estreia no sábado, dia 23), e segundo eles a série conta com uma abordagem totalmente nova, resgatando um pouco do jeito da clássica, e que vamos amar. Espero, mas sei que Doctor Who não nos decepcionará!
Em resumo, a série é sensacional, surpreendente, fácil de se apegar, e recomendo muito, tipo muito mesmo, a todos! Mesmo com os primeiros cinco episódios ruins, depois que essa fase passa (ou depois que nos acostumamos, enfim) a série só melhora e prende de tal forma que não há como simplesmente abandona-la!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D