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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Prova de Fogo e a síndrome do protagonista


Oi, como vão? 
Este é um post que fiz há muito tempo, mais precisamente no final de semana da estreia do longa. Ele está prontinho bonitinho desde então e pela ação de forças obscuras (aquelas que fizeram o Jânio renunciar) eu não postei até hoje, mas aqui estou eu tomando vergonha na cara e voltando a cuidar do blog, agora que as minhas férias se encontram batendo à porta (e eu estou sentindo uma saudade louca de escrever, sério).
Hoje estou aqui para falar sobre Prova de Fogo, sequência do longa The Maze Runner, ambos baseados na série de livros homônima de James Dashner. Como sempre digo, tento ao máximo separar o filme da adaptação, porque eu entendo que não da pra se colocar tudo o que está no livro e muitos elementos nem ficariam muito bons nas telonas. Mas não há como não misturar as coisas quando a discrepância é tamanha, e eu acabo gostando menos do filme como um filme em si só por pensar em tudo o que poderia estar acontecendo... mas não está. 
Terminei a leitura de Scorch Trials alguns dias antes de assistir e logo mais virei escrever sobre ele. Parte da minha pressa para ler foi para justamente para conseguir terminar antes do filme, mas acontece que não teria feito muita diferença. Há um aproveitamento muito superficial de tudo o que acontece no livro. O longa já começa de forma absurda e termina mais absurda ainda, tomando um rumo completamente diferente do que lemos e que, inclusive, sequer te dá spoilers da obra (o mínimo que uma adaptação pode fazer).
Em Prova de Fogo, Thomas e os outros garotos da Clareira se encontram agora aparentemente a salvo dos problemas nas instalações da organização que os retirou do Labirinto no final do primeiro longa. 
Acontece que eles não estão muito mais seguros do que estavam anteriormente, e, ao descobrirem os planos de seus "salvadores", resolvem fugir e encarar o grande deserto que o mundo se tornou.

As diferenças começam por aí: a motivação que tinham para enfrentar todo o deserto e os perigos que o habitam são muito diferentes e detalhes importantes da história que só são apresentados no final são dados logo no início como se não fosse nada de mais. Eu não reclamaria tanto se a nova história criada estivesse a altura, mas acontece que não está. Há certas coisas que ficam mal explicadas, enquanto no livro não temos este problema.
O longa abrange vários temas em voga na cultura pop atual, saltando de um filme distópico para um de zumbis, para, logo após, virar um filme de ação frenética, e assim seguimos (para que Thomas termine quase uma Katniss Everdeen, o que não é nenhum spoiler mas que, se você assistiu, certamente vai entender). 
Se o roteiro demonstra habilidade em saltar por todos esses gêneros, demonstra sua inabilidade com os personagens em si. Mesmo que alguns garantam seus momentos passageiros de glória, a história sofre fortemente com a síndrome do protagonista. 
Thomas é um protagonista muito... protagonista, não há outra maneira de descrever. Ele é muito heroico, em níveis absurdos e irreais, sempre tendo as ideias e liderando todo mundo, inspirando a confiança instantânea sem dar maiores explicações. Trata-se de uma reclamação que eu tenho também do livro, mas deixemos isso para a resenha do próprio. 
Mesmo com outros bons personagens, como Newt e Minho, tudo acontece só com Thomas, e a maneira como ele sempre estará certo e sempre conseguirá salvar todos no final das contas faz com que a experiência não se torne tão interessante quanto poderia ser, e que ainda conte com alguns clichês que dão vontade de arrancar os cabelos.  Foi criado um personagem principal tão perfeito e idealizado que é como se todos os outros personagens fossem descartáveis. 
Os efeitos especiais, ao menos, estão incríveis, e a caracterização dos Cranks e a maneira como são explorados faz com que você se sinta assistindo a uma genuína produção de zumbis, uma mescla de Guerra Mundial Z com uma pitada de Eu Sou a Lenda.
Essa pegada mais pesada tenta atingir um público diferente e mais abrangente que o do livro, buscando também os adultos. Não sei se a estratégia funcionou ou não, mas em alguns momentos nos esquecemos de que estamos assistindo a uma distopia adolescente, e vejo isso como um ponto positivo (não que eu não goste, só fiquei saturado com tantas delas). 
A cena da batalha final, embora não tenha nada a ver com a do livro, acaba se saindo melhor nas telonas do que o que realmente ocorre, então está perdoado, mas é tão repleta de "ufa acabou NÃO NÃO ACABOU NÃO ok agora acabou NÃO AINDA NÃO" que depois de um tempo você já está cansado e rezando para que acabe logo. 
É um filme aceitável naquilo que se propõe, oferecendo ação do início ao fim, e te satisfará desde que você não espere mais do que um blockbusterzão para te entreter por duas horas. 
E vocês, o que acharam do longa?

A periodicidade não foi das melhores, mas espero que tenham gostado, até a proxima ;D 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

3 partes de The Maze Runner que não podiam ter ficado de fora do filme, mas ficaram



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o filme The Maze Runner, adaptação do livro homônimo, de James Dashner, que conta a história de um adolescente que certo dia chega à Clareira, um lugar cercado por um imenso labirinto onde, uma vez por mês, são trazidos garotos, que não se lembram de nada sobre seu passado, apenas o primeiro nome. Nesse lugar, eles acabam por constituir uma verdadeira sociedade e precisam achar uma saída no labirinto, que, todas as noites, é ocupado pelos verdugos, seres enormes e de forma esquisita que, quando não matam, picam e depositam um veneno capaz de levar os rapazes à loucura. Essa é a história do primeiro livro da saga de forma bem resumida, e o filme acabou retratando bem isso. Digamos que chegou ao mesmo fim, mas por outros meios. Meios estes que não precisavam ser mudados, mesmo que tenham constituído uma boa história nas telonas.
Costumo avalias as adaptações que assisto em dois quesitos: primeiro, como um filme em si, a qualidade de suas atuações, da produção, enfim, de tudo; e segundo, como uma adaptação. The Maze Runner é um bom filme. Suas atuações são boas, consegue prender do início ao fim, a caracterização da Clareira e do Labirinto ficou muito boa e os efeitos especiais estão ótimos. Agora, como adaptação, nada é tão ótimo assim. Conseguiu sintetizar bem os elementos do livro e fazer uma história que, ainda que com diferenças, chegou aos mesmos finalmentes e tem continuação pronta para ser gravada.
Mas, como um bom leitor, me enlevei muito com o livro e fiquei aguardando ansiosamente por algumas partes que foram inescrupulosamente esquecidas. Por isso resolvi fazer esse "top 3" (pelo menos as mudanças mais feias se encaixam só em três pontos, isso é bom) com as partes que não podiam, de maneira alguma, ter ficado de fora do filme, mas ficaram. Daqui para frente, esse post conterá spoilers tanto do livro como do filme, e se você ainda não leu ou assistiu e não quer detalhes, melhor parar de ler por aqui.
Vamos lá?

3. O buraco dos Verdugos
Quem leu se lembra bem desse tal buraco dos Verdugos (os seres monstruosos que ficam no Labirinto à noite), e a importância dele para a história. No livro, é uma porta invisível que fica em um penhasco. É muito interessante a descoberta de que os verdugos saltavam no meio do nada e de repente sumiam, e o momento em que os próprios clareanos pulam lá dentro. Fiquei muito curioso para saber como caracterizariam esse momento no filme, e, bem... NÃO FIZERAM! 
No filme, Thomas e Minho correm entre umas lâminas gigantes, como uma prova do labirinto para os adolescentes, e chegam a uma espécie de túnel. No final desse túnel, os clareanos encontram uma porta, por onde entram e saem os Verdugos e por onde eles sairão também. A "guerra" que acontece no local é boa, sim, mas não chega a ser tão emocionante. E a maneira como conseguem passar, embora não seja péssima, não é nem de perto tão boa e impactante quanto no livro e passa rápido demais, como se pudessem ter feito mais, mas talvez o limite de tempo não tenha deixado. De qualquer maneira, gostei de terem deixado de fora aquele tal botão do livro. Achei forçado demais, e um tanto babaca, os garotos passarem por todos aqueles maus bocados durante o livro inteiro para chegar no final e ter um belo botão vermelho esperando para ser apertado... sério mesmo?

2. O sumiço do sol
Um dos maiores anúncios de que tudo estava para mudar na Clareira foi, no livro, o sumiço do sol. Isso mesmo, o sol some!!!! A maneira como esse fenômeno é descrito é muito boa, e o desespero dos clareanos também, principalmente quando as portas do Labirinto não se fecham. No filme esse fato é ignorado, mas os acontecimentos seguem o curso normal e logo depois temos o não fechamento das portas e a invasão dos Verdugos acontece no meio da noite. Foi uma boa cena, mas, por estar escuro, não tínhamos noção do que estava acontecendo de verdade e me senti muito perdido. Se o céu tivesse ficado cinzento como no livro, não teríamos o acréscimo de muito tempo na duração total do filme e ainda teríamos melhor noção do que estava acontecendo depois. Odeio me sentir "perdido" em cenas, mais ou menos o mesmo problema que acontece em Transformers, quando os robôs estão lutando e você não sabe de quem é aquele braço, ou aquela perna, ou aquelas estruturas. 

1. A descoberta do recado do Labirinto
Uma das melhores partes do livro, o raciocínio que Thomas, Newt, Teresa e Minho seguem para descobrir o recado que o Labirinto dava, as palavras que ele mostrava e como elas interferem na saída deles do local, tudo isso foi ignorado. De certa forma, é como se o Labirinto desse um recado diferente no filme, e tudo se restringe aos números das seções que mudam. Entendo dos limites de tempo e orçamento que os filmes têm, mas ainda não entendo como isso sairia mais caro, por exemplo, do que fazer da maneira como foi. De qualquer maneira, essa foi a cereja do bolo, para completar uma série de mudanças que poderiam muito bem não terem sido feitas. 

Enfim, essas foram as maiores mudanças com relação ao livro, as que mais incomodaram e que fariam toda a diferença e tornariam o filme muito melhor. Não me ligo muito pra detalhes como, por exemplo, o fato de não aparecer Caçarola cozinhando (mas assisti com gente mais chata que eu para detalhes, e que reclamou até disso hahah). Isso realmente não fez diferença nenhuma, agora esses três pontos principais eram os que eu mais tinha expectativa de ver e que foram ignorados. O único lado bom que consigo enxergar é que essa adaptação poderia ter sido desastrosa como foram as de Percy Jackson, já que também é da Fox, mas, depois de ver recentes adaptações de distopias tão fiéis, como Jogos Vorazes, Em Chamas e Divergente, não consigo entender por que essa teve de ser diferente. Por isso disse acima e repito: como um filme normal é muito bom, mas como adaptação, vamos combinar, foi um tanto meia-boca. 
Ainda assim, houve, em meio a todas as mudanças, uma que considerei melhor do que estava no próprio livro. Toda a cena final no filme foi sensacional, com o recado da líder do experimento e tudo o mais, e principalmente o momento em que os clareanos sobem de helicóptero e observam o Labirinto e a Clareira de cima, logo depois partindo no meio do deserto. Isso foi incrível! A cena do livro também foi boa, com os clareanos indo embora de ônibus e todo o desastre do Fulgor sendo narrado, mas para a mídia visual não haveria maneira melhor de retratar do que esta. 
Por incrível que pareça, quando terminei o livro, não me senti tão inclinado a ler (pelo menos não tão logo) o segundo volume da série, Prova de Fogo. Mas quando o filme terminou, senti uma vontade enorme de sair da sala de cinema no final da sessão e correr até a livraria para comprar a continuação. 
James Dashner, o autor, confirmou em seu perfil no twitter que a adaptação de Prova de Fogo está confirmada para 18 de setembro de 2015, e já estou curioso e ansioso para ver como será. Se não para amar e avaliar como uma ótima adaptação, pelo menos para reclamar um pouquinho mais.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vamos falar sobre: The Maze Runner



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o incrível The Maze Runner: Correr ou Morrer, de James Dashner. É um daqueles livros que a sinopse te conquista quase que instantaneamente, e desde que a li pela primeira vez o livro estava na minha wishlist. Agora consegui finalmente compra-lo, passando na frente de vários outros que estavam em minhas metas, e não me arrependi nem um pouco.
The Maze Runner conta a história de Thomas, um adolescente que acorda de repente dentro de um elevador escuro que subia, se lembrando apenas de seu nome. O elevador finalmente para e ele é recebido (não da maneira mais calorosa, posso dizer) pelos Clareanos, outros adolescentes, todos meninos, que já haviam sido entregues pelo elevador e sabiam tanto quanto Thomas sobre seus respectivos passados. Os garotos se intitularam Clareanos pois vivem na Clareira, um amplo local cercado por gigantescas paredes de pedra, que se encontra bem no centro de um labirinto. Todas as noites, quatro enormes portas de pedra maciça se fecham, protegendo-os dos males que circulam pelos corredores do labirinto. 
Nada estava bem, é claro, mas consegue ficar ainda pior e mais confuso quando, um dia depois da chegada de Thomas, o elevador, que trazia um garoto a cada mês, chega trazendo uma garota! E como se não bastasse isso, ela traz mensagens um tanto quanto enigmáticas, e tem uma ligação com Thomas que nenhum dos dois sabe de onde vem.



Esta é a premissa, já ótima, do livro. Não darei mais detalhes para não estragar sua leitura, afinal recomendo veementemente essa obra a todos os que gostam de distopias e de livros com uma temática "luta pela sobrevivência". 
No início, confesso, não estava conseguindo me simpatizar com o protagonista, Thomas, e com a escrita de James. Mas, com o virar das páginas, coisas incríveis acontecem e, além de colocar Thomas em uma posição mais alta no meu conceito, me fizeram até gostar do modo como o livro é escrito. É uma narrativa em terceira pessoa que acompanha apenas Thomas, e nos coloca em pé de igualdade com os personagens: sabemos tanto quanto eles, e somente quando eles descobrem alguma revelação é que ficamos sabendo também.



É uma leitura angustiante, mas no bom sentido. James Dashner consegue construir toda a tensão da Clareira e todo o mistério acerca do indecifrável labirinto. Praticamente devorei a obra, simplesmente porque não dá para parar de ler! Cada capítulo (que são mais curtos) acaba de um modo que não te deixará fazer nada mais enquanto não ler o próximo, e assim sucessivamente. Muitas revelações são feitas, muitas reviravoltas acontecem, muitos personagens morrem, e no final das contas, depois de um desfecho incrível, ficamos com aquele gostinho de quero mais, aquela fome que só será saciada com o próximo volume, Prova de Fogo, com muito mais perguntas a serem respondidas.
Para finalizar, não posso deixar de ressaltar que, se você pode estar receoso de ler este livro por causa de romance adolescente, pode ficar sossegado! Ele até existe, dependendo do ponto de vista, mas não temos "melação" nenhuma, nada daquela enrolação e juras de amor que atrapalham o andamento da história, que flui muito bem e foca principalmente na ação e na busca por respostas e por um meio de sair daquele lugar sufocante e enfrentar o mundo real, que pode até mesmo ser pior do que o que viviam na Clareira.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D