sábado, 18 de abril de 2015

Playlist: músicas para melhorar o humor



Sabe quando você acorda, todos os dias, e mal amanheceu, e você tem que se trocar e ir para a escola? Ou quando você teve que ficar estudando por muito tempo para a prova de uma matéria que você não está entendendo? Essa e muitas outras são situações que deixam com um humor péssimo.
Quando estou nesses momentos, sempre encontro alguma música que melhora muito o meu humor, e, ao terminar de ouvir algumas delas, é como se o motivo que me deixou naquele estado nem existisse mais.
Pensando nisso, resolvi fazer este post, montando uma playlist com as músicas que me deixam com um humor lindo novamente e que sei que serão de bastante ajuda para vocês. São músicas muito boas e muito gostosas de algumas das minhas bandas favoritas, que não posso deixar de compartilhar. Algumas vocês já conhecem. Outras são daquelas minhas bandas que ninguém mais conhece, e, por isso, tenho gosto em apresentar (e, se você já conhece, venha aqui e me dê um abraço).
Vamos lá?

1. The Captain - Biffy Clyro



2. Guns For Hands - Twenty One Pilots



3. Take a Walk - Passion Pit



4. Ocean - Coasts



5. I Bet My Life - Imagine Dragons



6. The Nights - Avicii



7. Let Me In - Grouplove



8. Miracle Mile - Cold War Kids



9. We are Young - Fun. ft. Janelle Monáe



10. Taken By Sleep - Tyler Joseph



Esta música é um caso a parte, porque é muito triste, mas que, paradoxalmente, me deixa em um ótimo humor e adoro cantar junto.

Bem, esta são dez músicas que, sempre que ouço, o mundo fica mais belo. Temos músicas agitadas, músicas mais lentas, algumas antigas mas que até hoje não perderam seu efeito (e que nunca perderão, como é o caso de We Are Young). E vocês, que músicas ajudam a alegrar o seu dia?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Então eu assisti... Cinquenta Tons de Cinza


- contém spoilers -

Pois é, caros amigos, assisti ao filme Cinquenta Tons de Cinza, e já adianto que foi uma experiência surpreendente.
Desde que os livros se tornaram um fenômeno mundial, tive a curiosidade de ler. A literatura erótica sempre fora meio rejeitada: os livros eram invisíveis nas prateleiras das livrarias e acredito que muitas mulheres tinham vergonha de serem vistas comprando (caso se interessassem por ler livros assim). Já aí, a curiosidade mórbida me foi instigada: o que esse livro tem que os outros não têm? Por que todos comentam abertamente sobre o senhor Grey e suas peripécias, mas não se sentiam tão confortáveis para comentar antes? 
Baixei o ebook do livro e não consegui prosseguir: muito mal escrito e com uma protagonista irritante, não aguentei ler muitas páginas e logo abandonei-o, concordando com todas as críticas feitas a ele. Eu sei, os livros eróticos são destinados  a mulheres (ao menos a maioria), mas creio que o bom-senso esteja presente em ambos os sexos (ou devia estar) e não consegui entender como a história se tornou tudo aquilo. 
Quando surgiram as primeiras notícias sobre a adaptação, de certa forma acompanhei, pois estava novamente curioso, dessa vez para saber que atores seriam os desvairados (e um pouco mercenários, talvez?) de encararem o projeto. Eis que surgiram os nomes Jamie Dornan (que fazia um papel completamente oposto em Once Upon a Time) e Dakota Johnson. 
No mês retrasado, o filme estreou, e as críticas por parte das fãs do livro foram incrivelmente negativas: elas, que esperavam uma adaptação aos ares de Ninfomaníaca (um filme muito bom sobre o qual falarei em um dos próximos Filmes da Semana), receberam um filme com muito romance e poucas cenas de (perdoem-me o uso do termo) putaria forte. 
Com tantos comentários acerca de uma história assim, mesmo que você seja um ser humano dotado de bom gosto e até uma certa erudição, não importa o sexo, fica difícil não ter a curiosidade desperta, e não há como resistir. Portanto, lá fui eu baixar o filme (já em qualidade HD, mas com uma legenda em chinês que rapidamente aprendi a ignorar), e sinto que consigo entender um pouco de todo o hype acerca da "história de amor e sado" entre Grey e Steele.



Grey é um empresário jovem, influente e muito rico, porém dono de um passado perturbador, que é entrevistado por Anastasia quando ela vai substituir sua amiga, a verdadeira estudante de jornalismo. Em uma das cenas mais ridículas que já presenciei, Ana cai (de quatro) na porta da sala de Christian, e desde então já percebi que não deveria levar o filme muito a sério.
Com o tempo, a história dos dois se desenvolve, mas esse desenvolvimento acontece de uma maneira um tanto controversa, pela qual não culpo os envolvidos com o filme em si, mas a autora e o forte cheiro de Crepúsculo do qual a história é impregnada. Christian decide que não pode mais viver com Anastasia por ela se declarar uma garota romântica. A manda para casa, dizendo que eles não devem ficar juntos, e é só a mulher chegar em casa que recebe presentes do empresário. 
A história dos dois se desenrola de maneira um tanto estranha, sem a química que esperamos encontrar entre os protagonistas de filmes românticos, com o homem rico se mostrando atencioso, cuidadoso e enchendo a moça de presentes caríssimos. Basicamente, o homem dos sonhos de muitas por aí. Até que ele revela seus gostos um pouco peculiares: é adepto do sadomasoquismo, um dominador que possui em sua casa um quarto destinado somente aos "jogos" que gosta de praticar. 
Chega a ser interessante a cena em que os dois discutem os termos de um contrato que Grey faz acerca das práticas que os dois terão, no qual ela concordaria tanto com a parte "divertida" quanto com coisas um tanto humilhantes e que não parecem ser tão prazerosas assim.
Anastasia, como não podia deixar de ser, acaba concordando com os termos de Grey (e somos obrigados a ouvir o clássico "I don't make love, I fuck hard"), e conhecemos um pouco mais sobre o playground do rapaz e as relações que eles têm lá dentro.



Para quem já viu Ninfomaníaca, o filme mais explícito que você pode imaginar, é um tanto engraçado ver as cenas amenizadas deste, justo o contrário do que todos esperavam. 
Acontece que, junto com essa parte que eu disse ser a "divertida", podemos perceber como Christian leva seus termos ao pé da letra, chegando a ser doentio: Ana não pode tocar nele a não ser que ele autorize (quando ele vai beija-la, sempre coloca os braços dela para trás, e isso já diz bastante sobre sua personalidade), faz com que ela espere de joelhos, como uma escrava, na porta do quarto vermelho, e ainda (o mais absurdo) quer puni-la fisicamente por atos que toma. E essa punição quer dizer palmadas fortes e cintadas, o extremo da humilhação.
E foi justamente isso que salvou o filme e me surpreendeu, me mostrando que não é tão ruim quanto eu pensava (mas isso não quer dizer que seja bom). Tudo o que eu conseguia pensar ao longo do filme era em como seria interessante um momento em que Christian abusasse de tudo aquilo, despirocasse (termo que não tem nada a ver com a palavra "piroca", deixando claro) e fizesse algo de que Ana realmente não gostasse. Dito e feito.
Na que, para mim, foi a melhor cena do filme, Grey dá fortes cintadas em Ana como punição, e ela toma as rédeas da sua vida, deixando de ser simplesmente a submissa que concordara em ser, e toma uma atitude. Eu sei, isso tudo será estragado no segundo filme, mas não importa. Como conclusão para este, mesmo que seja aquele clássico cliffhanger para te manter esperando pelo próximo capítulo, acredito que não poderia ter terminado de maneira melhor.
Mesmo que não seja um bom filme em questão de conteúdo, com diálogos um tanto imbecis e com um ar de fanfic de Crepúsculo que sempre se faz presente, e um romance que também não se mostra dos melhores, é um filme muito interessante de se acompanhar.
As brechas abertas para reflexão não foram implantadas estrategicamente pela autora, como Machado fez em Dom Casmurro, mas são resultado de uma péssima escrita que se refletiu no filme. De qualquer forma, essas brechas para reflexão existem, e não há como simplesmente assistir como um filme qualquer sem se pegar tentando entender a cabeça de Christian e de Ana.
Também é muito interessante para se entender todo o hype, a expectativa que foi criada em torno dessa história. É até "entendível" o modo como a história sobre um homem que praticamente utiliza a garota como escrava sexual, agredindo-a e expondo-a ao ridículo em certos momentos, consiga ser tão gostada e o lugar de Steele seja tão desejado em tempos de manifestações de feminismo e de um sentimento de que a mulher não precisa se submeter a homem nenhum. 
Assim como Crepúsculo atingiu adolescentes sonhadoras com um príncipe, Cinquenta Tons atingiu até mesmo as mais mulheres mais independentes que sonham com um homem teoricamente atencioso e cuidadoso que as encham de presentes e ainda seja "bom de cama". Esse tipo de livro mexe com um lado um tanto primitivo da mulher, que pode até ser renegado, mas não deixa de estar presente em boa parte delas. 
Há muito sobre o que pensar quando se trata de Cinquenta Tons de Cinza, desde que você não veja o filme pensando só em como serão representadas as cenas de sexo. Desta forma, as duas horas de duração simplesmente não são horas perdidas, e recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 15 de abril de 2015

TAG: Baralho de Cartas

Oi, como vai?
Hoje estou aqui, matando as saudades das tags, para responder uma que me foi passada pela Jéssica do Fofocas Literárias. A tag é muito bem elaborada e diferente das que eu estava habituado a responder e, mesmo não manjando nada de baralhos (a não ser de Uno), fiquei bastante curioso para faze-la! Vamos lá?

Ás de ouros - Ter muitos livros pode ser considerado uma herança. A quem deixaria seus livros em um testamento?
Como não pretendo morrer antes de chegar a uma idade bem avançada em uma cama quentinha (se os médicos não inventarem um elixir da vida antes), deixarei a vasta biblioteca que acumularei até lá para os meus filhos, porque a genética funcionará e eles obviamente vão desenvolver gosto pela literatura também.

Sete de paus - Depois do trabalho árduo, a recompensa. Aquele livro com uma escrita difícil, mas super endoidecedora.
O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Não é uma escrita exatamente difícil, mas é um tanto cansativa, com muitas explicações sobre muitas coisas que acabam atrapalhando o ritmo da leitura e dando sono em alguns momentos. Mas, com um pouco de paciência, tudo vale a pena e a recompensa é muito boa: é um livro incrível, sobre o qual falarei logo logo!

Valete de espadas - De batalhas é feita a história. Escolha uma passagem descritiva de uma batalha que tenha gostado de ler.
Eu adoro ler cenas de guerras e me sentir imerso nas batalhas, e os livros que mais conseguem me deixar dessa maneira são, sem dúvida, os de George R. R. Martin. Uma das passagens de batalhas de que mais gosto não só da série, mas de todos os livros que já li, é a batalha em Porto Real entre as tropas dos Lannister e Stannis Baratheon, no final de Fúria dos Reis. Confira um dos trechos, no qual Tyrion Lannister decide liderar a surtida contra o exército rival, que tenta invadir a cidade.

"A distância Tyrion ouviu outro grande estrondo. Por sobre as muralhas, o céu que escurecia estava inundado de camadas de luz laranja e verde. Quanto tempo o portão aguentaria?
Isso é uma loucura, pensou, mas, mais vale a loucura do que a derrota. A derrota é morte e vergonha. 
- Muito bem, eu liderarei a surtida.
(...)
- Você?
Tyrion via a incredulidade nos rostos deles.
- Eu. Sor Mandon levará o estandarte do rei. Pod, o meu elmo - o rapaz obedeceu correndo. (...)
Seu grande garanhão vermelho usava focinheira e testeira. Seda carmesim envolvia seus quartos traseiros, por cima da cota de malha. A sela elevada era dourada. Podrick Payne entregou-lhe o elmo e o escudo, feito de pesado carvalho enfeitado com uma mão dourada sobre fundo vermelho, rodeada por pequenos leões dourados. Levou o cavalo a descrever um círculo, observando a pequena força de homens. Só um punhado tinha respondido à sua ordem, não mais de vinte. Montavam seus cavalos com olhos tão brancos como o do Cão de Caça. Olhou com desprezo para os outros, os cavaleiros e mercenários que tinham acompanhado Clegane.
- Dizem que sou meio homem - Tyrion disse. - O que isso faz de vocês?
Aquilo os envergonhou bastante. Um cavaleiro montou, sem elmo, e veio juntar-se aos outros. Seguiu-se um par de mercenários. Depois mais homens. O Portão do Rei voltou a estremecer. Poucos momentos depois, o tamanho da força de Tyrion havia duplicado. Tinha encurralado os homens. Se eu lutar, terão de fazer o mesmo, senão são menos que anões. 
- Não me ouvirão gritar o nome de Joffrey - disse-lhes. - Tampouco me ouvirão gritar por Rochedo Casterly. É a sua cidade que Stannis pretende saquear, e aquele portão que tenta derrubar é o seu. Portanto, venham comigo e matem o filho da puta! - Tyrion desembainhou o machado, fez o garanhão rodar, e trotou na direção da porta de surtida. Achava que o seguiam, mas não se atreveu a olhar."

Rainha de copas - Figura forte e cheia de poder. Revele-nos um livro escrito por uma mulher de que tenha gostado muito. 
Isso é fácil, afinal muitos (talvez a maioria, mas nunca parei para contar) dos livros que leio são escritos por mulheres e são espetaculares. Estou lendo atualmente Persuasão, de Jane Austen, e estou amando, mas, para essa resposta, escolho E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, obra que não tenho palavras para descrever quão boa é. 

Coringa - Num jogo, sempre que o coringa aparece o valor das cartas se altera. Qual foi o autor que entrou na sua vida e mudou muita coisa?
Como disse a Jéssica, não citarei JK Rowling porque seria uma resposta muito óbvia. Mas, para quem lê meu blog, não há como fugir da resposta óbvia, e escolho George R. R. Martin. Se JK me deu gosto por livros cada vez maiores, George serviu como um divisor de águas em minhas leituras: passei a esperar mais, não me contentar com pouco em livros, buscar escritas cada vez mais elaboradas e histórias mais profundas, o que me fez repensar os conceitos sobre muitos livros que antes eu considerava muito bons. Martin, digamos, refinou meus gostos literários, e sou eternamente grato por isso.

Essas foram as minhas respostas para a Tag Baralho de Cartas! Deixei uma pergunta de fora por absolutamente não ter o que responder, e por isso preferi não inclui-la a responder qualquer coisa sem sentido só para estar com a tag completa. Repasso esta tag aos blogs Eu + Livros, Poréns & ETCs, Na Próxima Página e Veias Literárias. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 12 de abril de 2015

Game of Thrones: The Wars to Come


- não contém spoilers do episódio - 

Oi, como vai?
Hoje estou aqui, neste lindo domingo de estreia da nova temporada de Game of Thrones, para falar sobre The Wars to Come, o primeiro episódio! Espero tornar isso uma nova coluna no blog, no qual farei uma crítica para cada episódio de GoT. Esses posts sairão toda segunda ou terça, mas este é uma ocasião especial, e por isso o Filme da Semana ficará de lado mais uma vez. 
A estreia mundial só ocorrerá às 22:00, pela HBO, mas, como a internet é uma coisa maravilhosa, os quatro primeiros episódios da quinta temporada vazaram, e pude baixar e assistir! Só não assisto aos outros de uma vez porque senão terei que ficar praticamente um mês sem a série novamente, mas não pude deixar de conferir o primeiro, que está incrível!
A temporada começa com um flashback de Cersei, que nos mostra a visita que faz a uma bruxa, no meio da floresta, para descobrir seu futuro. Acontece que o futuro que recebe não é exatamente o que esperava, e podemos entender melhor a grande preocupação que agora ela tem com Tommen.
Neste episódio, descobrimos onde foi parar Tyrion, e a participação importante que terá em uma conspiração para definir quem se sentará no Trono de Ferro.
Vemos Daenerys enfrentando novos desafios como rainha em Meereen, onde uma sociedade de assassinos ataca os escravos que ela libertou.
Acompanhamos, também, a quantas anda Sansa Stark, que se tornou Alayne Stone no final da quarta temporada e agora vive sob esta identidade, enquanto também se vê envolvida em conspirações. Sansa é, ao menos para mim, a personagem que mais reserva surpresas nesta temporada, porque a maneira como terminou na season anterior é também a maneira como termina nos livros, e tudo o que virá de agora em diante será uma completa novidade.



Os momentos de maior tensão do episódio ficam por conta de algo que acontece na Muralha, e que, assim como tudo nesta season première, desencadearão muitos acontecimentos no futuro.
Até mesmo as cenas mais simples e paradas são importantes, e são partes chave que demonstram as intenções dos personagens, os planos que guardam, suas preocupações e o que influenciará em decisões que tomarão futuramente. O nome, The Wars to Come, se encaixa perfeitamente ao episódio.
Eu já sentia falta desse ótimo e inteligente roteiro, dessas atuações perfeitas e dessas cenas carregadas de tensão, como é o caso de certas cenas sobre as quais não falarei para não estragar o clima.
Já percebemos aqui a maneira como os dois últimos livros publicados de As Crônicas de Gelo e Fogo, Festim dos Corvos e Dança dos Dragões, serão misturados. Tivemos acontecimentos do quarto e do quinto livros, que se passam simultaneamente, e tudo se tornará uma grande bagunça organizada daqui para a frente.
Senti falta de Arya nesta season première, mas ela provavelmente aparecerá no próximo, juntamente com personagens importantes de Dorne, das Ilhas de Ferro e muito mais.
Mesmo com comentários de que foi "parado", achei The Wars to Come incrível, que cumpre muito bem o papel de primeiro episódio ao "preparar o terreno" para o que há de vir nesta temporada, que tem de tudo para ser a melhor.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 5 de abril de 2015

Filme da semana: Capitão América: o Primeiro Vingador


Oi, como vai? 
Hoje estou aqui, no primeiro domingo de abril (mês de estreia de The Avengers: Age of Ultron!), para falar sobre um filme que superou minhas expectativas e do qual gostei bastante, tanto do longa quanto do herói: Capitão América. Desde que foi lançado, nunca me interessei muito, porque, sinceramente, não via graça alguma em Steve Rogers. Gostei bastante dele em Os Vingadores, mas nunca me senti inclinado a ver seu filme solo. Até que o descobri na Netflix, e descobrir algum filme na Netflix significa passa-lo na frente de muitos outros na lista. Embarcando na surpresa que tive com Steve Rogers, coloquei até Thor na lista, outro herói no qual não via a menor graça mas que decidi dar uma chance.
Steve era um homem magricela, que tinha o sonho de entrar no exército para lutar contra os nazistas e ajudar a vencer a guerra. Porém, justamente pelo fato de ser magricela, era recusado em todos os pontos em que se alistava, até que seu jeito atraiu a atenção de um cientista que, junto ao pai de Tony Stark (sim, temos muitas conexões com todo o universo Marvel), realiza um projeto para criar um soldado perfeito, com habilidades além de qualquer humano, para coloca-lo na guerra. Mas, ao contrário do que ele esperava, passam a usa-lo como uma alegoria, uma personagem que servirá para dar esperanças à população americana. Assim, tornam-se necessárias medidas um tanto "desesperadas" e improvisadas para que prove seu valor em campo de batalha e realmente se torne um herói.
Do outro lado, temos a Hydra, organização que desenvolve projetos científicos voltados para o mal que era financiada por Hitler. Até que o líder, Caveira Vermelha, resolve estender seus comandos e passar a usar sua tecnologia muito além de seu tempo para mudar os ares da guerra e, quem sabe, dominar o mundo.


Ao terminar o filme, a sensação que me deixou é a de "como eu não assisti antes?". Com atuações boas e personagens carismáticos (principalmente Peggy Carter, a agente que ajuda Steve desde quando ele ainda era um magricela e por quem desenvolve alguns sentimentos a mais), o filme consegue cumprir o que promete e apresentar muito bem o primeiro vingador. Os efeitos especiais não são dos melhores, mas são satisfatórios, e não fazem do filme uma má experiência. As conexões com o universo Marvel são muito grandes, provando cada vez mais que ela é uma máfia e que deixar de ver um filme (pelo menos dos mais recentes) pode significar deixar de ter uma história completa.
Não é um filme de todo previsível, pois vai um pouco além do clássico "preciso derrotar o vilão que quer dominar o mundo", e vale a pena ser visto, principalmente se você gosta do universo Marvel ou apenas busca entretenimento.
Mal posso esperar para assistir ao segundo filme, O Soldado Invernal, e espero que supere as expectativas altas que já estou criando com base no final deste primeiro filme.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 4 de abril de 2015

Resultado do sorteio de O Limiar!


Oi, como vai?
Hoje venho aqui apresentar, finalmente, o vencedor do primeiro sorteio que realizei aqui em meu blog!
No dia 22 de março, lancei o sorteio do livro que recebi da editora Gutenberg: O Limiar, de David Baldacci. Eis que, hoje, finalmente temos o vencedor, ou melhor, a vencedora: Ludmila Cabral!

A única regra do sorteio era bem básica: comentar cinco posts aqui no blog, só deixando o email no final para identificação. Ludmila comentou cinco posts e foi escolhida aleatoriamente pelo Raffflecopter, site especializado na realização de sorteios online. 
Entrarei em contato com ela pelo email, e ela terá até segunda-feira para fornecer as informações. Ainda nesta semana o livro será enviado. 
Parabéns à vencedora! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 29 de março de 2015

Filme da Semana: 12 Anos de Escravidão



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, no retorno da minha coluna dominical (depois de uma semana de hiatus para dar lugar ao meu sorteio), para falar sobre o incrível 12 Anos de Escravidão!
O filme nos conta a história real de Solomon Northup, um grande violinista negro e livre que vive com sua mulher e os dois filhos em Nova York em um período em que a escravidão ainda tomava conta de metade dos EUA. 
Sua vida começa a mudar quando ele recebe a proposta de dois homens para trabalhar em um circo que passaria pelo sul do país. Vendo aí uma grande oportunidade, Solomon aceita. Porém não imaginava que isso era apenas um pretexto usado para sequestra-lo e entrega-lo a vendedores de escravos.
Ele é vendido primeiramente a Ford (interpretado por Benedict Cumberbatch), que, de um jeito meio torto, acaba sendo bom para ele. Mas problemas com um dos capatazes do senhor faz com que ele seja vendido a Epps (interpretado por Michael Fassbender), onde passa a maior parte de seus anos como escravo e onde conhece Patsey, uma escrava jovem e eficaz que é frequentemente assediada e abusada pelo seu senhor e, por conta disso, maltratada pela senhora.
Dessa forma Solon passa doze anos de sua vida, impossibilitado de fazer contato com sua família e vivendo as mais terríveis atrocidades nos campos de algodão americanos.



Pode parecer um filme chato, eu sei, mas não só não tem nada de chato como é interessantíssimo e incrivelmente bem feito. Como falei em meu post sobre Capitão Phillips, por ser uma cinebiografia já sabemos como terminará, mas isso não minimiza a emoção que sentimos ao assistir, a apreensão pelos personagens e a vontade de acompanhar e descobrir o desfecho.
As atuações são espetaculares, com destaque, obviamente, para Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o, respectivamente Solomon e Patsey. Ela, aliás, recebeu o Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio que, ao final do longa, vemos ser muito merecido.
Patsey é uma das personagens mais sofredoras de todos os filmes que já vi, e merece tanto destaque quanto o protagonista: além do assédio de Epps, ela é constantemente maltratada pela esposa dele, interpretada por Sarah Paulson (atriz que conheci em American Horror Story e adoro). Determinadas cenas chegam a ser doentias e extremamente perturbadoras, e o elenco representa com tanta perfeição que não há como não sofrer junto. E esse sentimento de pena com uma pitada de revolta são intensificados quando nos lembramos de que se trata de uma história real e que, há muitas e muitas décadas, alguém realmente passou por tudo aquilo. Não somente os personagens retratados no longa, mas a imensa quantidade de escravos (tanto nos EUA como aqui mesmo, no Brasil), além daqueles negros que, mesmo sendo livres, acabaram sendo sequestrados (por homens que, por viverem em um lugar onde a justiça favorece o branco, sequer foram condenados por isso) e transformados em escravos.
É, certamente, um filme que te fará pensar muito sobre essa questão, e que te apresentará uma maravilhosa história de superação que precisa ser conhecida. Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de março de 2015

Resenha + Sorteio: O Limiar, David Baldacci

Excepcionalmente neste domingo, não teremos o Filme da Semana, mas para dar lugar a uma novidade muito bacana!

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre O Limiar, de David Baldacci, um dos lançamentos do mês que me foi enviado pela editora Gutenberg!
O livro nos conta a história de Vega Jane, uma garota de 14 anos que tem mais responsabilidades do que seria natural para a sua idade, tendo que trabalhar para sustentar a si e ao seu irmão. Ela vive no vilarejo de Artemísia, um lugar relativamente pacífico (porém cheio de injustiças e não tão bom para se viver), cercado por uma densa e perigosíssima floresta chamada Pântano, onde vivem criaturas terríveis que atacarão qualquer um que se aventurar por lá. Dessa forma, os habitantes (chamados de wugs) vivem presos na cidade, sem saber o que há além dos limites do Pântano, ou se há alguma coisa de fato. 
Vega, de certa forma, se conformava em viver assim, até que vê um de seus amigos fugindo do vilarejo. E tudo fica ainda mais estranho quando descobre que ele a deixou um mapa do Pântano e um livro contendo informações sobre as criaturas que lá viviam e meios de atravessa-lo. 
Enquanto nossa protagonista tenta descobrir o que há para além do limiar da cidade, deverá lidar também com os membros do Conselho, que querem tornar a população cada vez mais submissa e presa dentro dos limites de Artemísia. 
Daqui em diante, não darei mais detalhes, afinal o livro apresenta reviravoltas a cada capítulo e não quero dar o mínimo spoiler sequer!



É um livro agitadíssimo, para começo de conversa. A todo momento alguma coisa está acontecendo, e é um daqueles livros fáceis de se devorar. A escrita de Baldacci é agradável, tornando a leitura fluida mas sem uma linguagem bobinha. 
Uma coisa que achei bem interessante foi a maneira como o autor criou um vocabulário único para a história, dando um nome diferente aos cidadãos do vilarejo, aos minutos, a diversos animais e bestas que só existem no universo da história.
Mesmo que toda essa imaginação torne a leitura empolgante e diferente de qualquer outra obra, em certos momentos me fez pensar que o autor escreveu o livro sob o efeito de alucinógenos. Isso porque muitas cenas beiram o surreal, mesmo para um livro de fantasia. Embora sejam bem descritas, as cenas narram acontecimentos que deixam o leitor com a clássica expressão de "what the fuck?" no rosto, mas isso não é necessariamente negativo. Isso torna a leitura mais empolgante, e me deixou ávido por algumas respostas que espero encontrar na sequência.
Sim, O Limiar é o primeiro livro do que promete ser uma trilogia. Isso me deixou desanimado no início, porque cansei de distopias adolescentes e livros do gênero. Mas a obra não é distópica, e sim de ficção fantástica, e Vega Jane não é uma protagonista como outras do gênero, mas uma garota encrenqueira e muito corajosa por quem não há como não torcer.
A única coisa que me desanimou neste livro (mas não é uma reclamação desta obra em si, e sim de todos os que se encaixam neste caso) é o fato de ficar 100% claro quem é a protagonista e, por isso, tudo que há na história sempre acontecer com ela. Todos os lugares que nos são introduzidos ou apenas citados serão, em algum momento, visitados por ela, e é ela quem passará por todos os problemas imagináveis. Dessa forma, sempre que Vega entra em perigo de vida, mesmo que a maneira como ela irá se safar daquilo seja uma completa surpresa, já sabemos que ela não morrerá. Podemos ficar sem fôlego pelas ações dela, mas não chegamos a temer por sua vida de fato, afinal, se ela morrer, o livro acabará naquele ponto, o que sabemos que não acontece. Mas esses momentos de risco à vida são necessários em qualquer obra, e são eles que dão a agilidade que torna O Limiar impossível de largar. 
Mesmo que certos acontecimentos acabem desafiando de forma louca a realidade, não há como não se deixar levar pela narrativa, e não só recomendo como presentearei um dos leitores do blog com um exemplar do livro!

Sim, caros amigos, agora vem a segunda parte do post. Recebi dois exemplares de O Limiar e, mesmo que a Gutenberg não tenha me especificado nada ou me "mandado" sortear o livro, resolvi fazê-lo. Como nunca realizei nenhum sorteio aqui no Mundos na Estante, aceito sugestões e avisos caso esteja cometendo algum erro.
Para participar, você deverá:

1. Morar no Brasil;
2. Comentar pelo menos 5 (cinco) posts no meu blog, deixando seu email como assinatura para que eu possa saber quem você é e entrar em contato com o ganhador. Este post pode ser um dos comentados!

Estabeleci somente essas duas regrinhas porque nem todos possuem blog para me seguir aqui e eu não tenho página no Facebook para pedir para curtirem ou coisa parecida. O único requisito serão os comentários. O sorteio começará hoje e irá até o dia 4 de abril, um sábado, no qual farei um post com os resultados e enviarei o exemplar. Clique abaixo para participar!

a Rafflecopter giveaway Espero que tenham gostado, que participem, e boa sorte a todos!

Até a próxima ;D

sábado, 21 de março de 2015

Primeiras Impressões: A Playlist de Hayden

Oi, como vai?
No mês passado a editora Novo Conceito me enviou o release de A Mais Pura Verdade que, como vocês devem ter percebido, não foi uma experiência muito agradável. Pensei que era somente como um "prêmio de consolação" àqueles que não conseguiram parceria, mas há alguns dias, surpreendentemente, recebi outro release da editora: A Playlist de Hayden, livro que, ao contrário do anterior, amei!
A Playlist de Hayden nos conta a história de Sam, um garoto meio nerd que só tem um amigo, o inseparável Hayden. Os dois são aquele clássico grupo de nerds dos colégios americanos, que sofrem bullying dos valentões babacas e gostam de jogar RPGs. 
A relação que Sam e Hayden constroem faz com que a amizade um do outro seja o suficiente, sem que precisassem de outros amigos ou se deixassem levar por toda a zoação que sofriam. Isso é o que Sam pensava.
Depois de uma festa, os dois têm uma grande briga sobre a qual ainda não sabemos muito (o release contém as primeiras 86 páginas do livro de 288), os dois se separam e, no dia seguinte, quando Sam vai até a casa de Hayden, o encontra morto em sua cama. O garoto cometeu suicídio e, no chão ao seu lado havia um pen drive com um bilhete. No pen drive, Hayden montou para Sam uma playlist, que este deverá ouvir enquanto busca o porquê do suicídio e tenta superar a morte do único amigo. 
Tudo já estava muito estranho, até que Sam descobre Astrid, uma garota muito legal e descolada que se diz amiga de Hayden, mas que não quer contar onde ou como o conheceu, e o porquê de o amigo nunca tê-la mencionado. 


Daqui em diante não darei mais detalhes, nem tanto para não dar spoiler, mas para ter o que falar na resenha do livro completo, que certamente quero ler! 
Além da história, que achei bastante intrigante e cujo desenrolar estou curiosíssimo para descobrir, achei a maneira como o livro foi montado bem bacana: cada capítulo é uma das músicas da playlist de Hayden, que já me fez descobrir muitas músicas ótimas. 
Quando comentei com amigos a história, muitos se lembraram na hora do livro Os 13 Porquês, no qual uma garota se mata e deixa a todos aqueles, que, de alguma forma, contribuíram para isso, fitas com uma espécie de acusação. Deste livro não gostei nem um pouco, e creio que A Playlist de Hayden não tenha nada a ver. No primeiro, temos uma garota dizendo a muitas pessoas "olha, eu me matei por sua causa", enquanto neste temos apenas músicas, que foram deixadas ao amigo por algum motivo que ainda descobriremos. 
A autora constrói muito bem a atmosfera de suspense, e estou cada vez mais curioso para saber como terminará!
A Playlist de Hayden será lançado no dia 6 de abril!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 20 de março de 2015

Vamos falar sobre: Insurgent



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um dos filmes cuja estreia mais aguardei em 2015 e, infelizmente, um dos piores a que assisti no ano, Insurgente.
É doloroso falar uma coisa dessas, especialmente quando se trata da adaptação de livros que eu gosto tanto e da sequência de um filme do qual gostei bastante. Mas é mais doloroso ainda dizer que tem pouco do livro que adorei, e mal parece ser sequência do filme do qual gostei bastante também. 
O longa continua contando a história de Tris, Four e seus amigos, que se tornaram refugiados em sua própria cidade e precisam combater o governo quase ditatorial imposto por Jeanine, que passa a caçar divergentes predatoriamente em busca daquele que poderia abrir uma caixa misteriosa, que contém uma mensagem dos fundadores da cidade. 
Enquanto a líder da Erudição empreende esta caça, vemos quase uma conspiração (mais tarde explicarei o porquê do "quase") sendo formada, para que Jeanine fosse deposta do poder e uma revolução fosse instaurada no sistema de facções. Mas, aparentemente, o recado que a caixa traz pode mudar tudo, e daqui não darei mais detalhes, por mais que ache que a maioria já leu à obra de Veronica Roth.



Prior passa, neste filme, pelas facções que nos faltavam conhecer: estava refugiada na Amizade e, de lá, passa pelo alojamento dos sem-facção, pela Franqueza e adentra, finalmente, a Erudição. Ao menos a caracterização das facções foi satisfatória, e conseguimos conhecer aquilo que começamos no primeiro filme. Pena que isso seja um dos únicos pontos positivos que tenho a falar.
Não ficarei enchendo minha crítica com "no livro tinha isso, no filme não tem aquilo", mas, quando isso se alia a um claro interesse comercial do diretor, não posso deixar de relatar aqui as muitas diferenças que o livro apresenta da obra em que se baseou.
Divergente, o primeiro filme, consegue ser uma adaptação bastante fiel e que ainda prende o espectador do início ao fim, se mantendo fiel à realidade criada por Veronica Roth. Este segundo, que já descobri ser de um diretor diferente, é quase o oposto. Muitas cenas incríveis e passagens interessantíssimas do livro foram retiradas do roteiro, mas não por questões de adaptação ou porque daria um filme muito mais longo, mas para dar lugar a cenas que parecem ter saído de um videogame e que não trariam nenhum prejuízo à história caso fossem omitidas. 
Certamente você notou todas essas coisinhas explodindo na nossa cara nos trailers e até mesmo no pôster do filme, que, de início, achei até interessantes mas que, vendo o filme, estragaram tudo. Fica claro o interesse comercial quando você nota o quanto da história foi alterado para dar lugar a cenas que justificam o uso do 3D, que é simplesmente desnecessário. Basicamente, são pretextos para jogar coisas na sua cara e fazer uma profundidade forçada só para justificar às pessoas o fato de estarem pagando mais nos ingressos, mas não agrega nada de positivo para o filme em si.
Essas cenas fazem todas partes de simulações, e agora entendo o porquê do slogan "desafie a realidade". Só que até isso incomodou um pouco. Não tenho problemas com alguns momentos em filmes em que ficamos sem saber se se trata de um sonho/simulação ou a realidade em si, mas isso é explorado ao longo do filme todo, e chega a incomodar o modo como somos feitos de trouxas uma vez atrás da outra. 
Como disse, as cenas feitas parecem fazer parte de um videogame. São movimentos que passam muito longe do natural, mesmo se tratando de simulações, e que só me fizeram perceber que toda a conspiração (explicando, aqui, o "quase" do início) e ideais que no livro são tão bem expressos sejam jogados fora para apenas um filme comercial, absolutamente descartável.
E mais triste ainda é dizer que este mesmo diretor dirigirá os próximos filmes (sim, próximos), Convergente: partes 1 e 2. Até Harry Potter isso de dividir o livro final em duas partes não era explorado, mas creio que nesta saga funcionou bem. Em Jogos Vorazes, acredito que um filme mais longo tiraria a necessidade de duas partes de A Esperança, mas também relevemos. Mas, em Convergente, fica mais uma vez claro que o que pretendem é poder fazer mais filmes simplesmente para lucrar mais, e que isso não trará benefício nenhum para o entendimento da história.
Se um olhar profundo fosse acrescentado ao livro, duas partes seriam muito bem-vindas. Mas é óbvio que isso lhes dará mais tempo para acrescentar todos esses enfeites tão desnecessários em Insurgente.
Uma série de filmes que começou muito bem desandou completamente com as mudanças que foram trazidas e que, teoricamente, serviriam para o bem da trilogia. 
Recomendo? Se você é fã, pode querer ver com seus próprios olhos o estrago que fizeram. Mas não recomendo como um filme em si, independentemente da questão de adaptação ou não. 

Até a próxima ;D

domingo, 15 de março de 2015

Filme da Semana: Valente



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre este lindo filme da Disney, Valente, que traz uma história um tanto inovadora para os padrões do estúdio.
O longa nos conta a história de Merida, uma princesa bem diferente de todas as outras. Ela tem um instinto aventureiro, preza muito por sua liberdade e está 100% nem aí pra casamento ou para suas obrigações como princesa, que são incansavelmente cobradas por sua mãe. 
Conforme Merida cresce, a pressão que sofre torna-se maior, até que chega o dia em que três lordes chegam ao reino para oferecer a ela seus filhos em casamento. Para conquistar a mão de Merida, eles deveriam participar de um torneio, e, já neste torneio, a garota se mostra completamente diferente do resto do universo Disney.
O tal ato da garota neste torneio (que não contarei, obviamente), porém, é completamente desaprovado por sua mãe, e, depois de uma grande briga, Merida sai do castelo e foge para a floresta, indo parar na casa de uma misteriosa feiticeira. A esta feiticeira, a princesa pede algo que mude sua mãe, afinal não quer ser obrigada a se casar. Mas se esquece de especificar que quer que a >ideia< da rainha mude, e não, bem, a rainha em si.
Sua mãe, então, passa por uma enorme transformação, que a coloca em grande perigo. E, como se não bastasse tamanho problema, se determinada "missão" não for cumprida até o segundo nascer do sol, sua mãe se manterá naquela forma para sempre.



Daí em diante, você precisará assistir para descobrir, o que recomendo muito. Além de ser um filme da Disney (quem não gosta de filmes da Disney?), é uma animação maravilhosa, tanto em conteúdo quanto na estética. 
O longa gira em torno do amor de família, de mãe e filha, mais um motivo pelo qual falei que se diferencia dos outros filmes de princesa. Enquanto em outros filmes (com exceção de Frozen) da Disney temos uma princesa sendo salva pelo amor de um príncipe encantado, em Valente temos uma princesa lutando para salvar sua família.
As animações da Disney (e, com isso, me refiro à Disney e à Pixar) são as melhores por não nos apresentarem somente uma história ou belas imagens, mas uma grande lição por trás de tudo aquilo, representada de maneira doce e inteligente. 
Basicamente, é um filme que beira a perfeição, e se você, assim como eu há algum tempo, ainda não assistiu, o que está esperando?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vamos falar sobre: Perdão, Leonard Peacock

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick, autor de O Lado Bom da Vida, mais um dos ebooks que li nas férias e que só agora consegui reunir meus pensamentos e opiniões de forma decente para poder escrever sobre!
O livro conta a história do jovem Leonard Peacock, um garoto que passou por certos acontecimentos um tanto "traumatizantes" no início de sua adolescência e que hoje se encontra perturbado, completamente descrente com a humanidade, e que chega a uma extrema decisão: cometer um assassinato, e depois se matar.
Mas antes, nesse célebre dia, Leonard deseja empreender uma jornada, visitando as pessoas que, de alguma forma, fizeram diferença em sua vida, e dando-lhes um presente especial.
Assim, o jovem visita seu vizinho idoso com quem se reunia para assistir a filmes antigos de Bogart, uma garota por quem sentiu um tipo peculiar de paixão, seu professor favorito, que lhe ajudou a desenvolver um pensamento crítico e com quem se identifica muito, entre outros personagens, sempre com a arma nazista que herdou de seu avô na mochila e com uma única certeza: no final do dia, irá usa-la.

É um livro, acima de tudo, muito crítico, trazendo interessantes reflexões e questionamentos acerca da vida em si, do comportamento de adolescentes e adultos, do consumismo, etc. Como é narrado em primeira pessoa, conseguimos mergulhar na maneira que Leonard vê o mundo, e como tudo, para ele, parece sem esperanças.
Em passagens muito interessantes, por exemplo, Peacock comenta que gosta de se vestir como um adulto, pegar uma maleta (vazia) e ir até a estação de metrô no horário em que estão indo e voltando do trabalho. Lá, escolhe aquele que lhe parece mais infeliz para seguir e observar. Isso o mostra que muitos dos adultos são infelizes com seus empregos e suas vidas, e o faz pensar que talvez se tornar um adulto não valha tanto a pena.
É um ótimo livro para pensar, mas aviso: as críticas, embora sejam verdadeiras e pertinentes, não devem ser levadas tão a sério, ou você poderá se tornar alguém depressivo e sem esperanças na humanidade como nosso protagonista. E não é exagero.
Todas esses ideais são expressos em uma narrativa leve, fluida, com interessantes diálogos e, mesmo o final não sendo o mais surpreendente (pela premissa escolhida, não havia muitos caminhos para seguir na conclusão), vale a pena ser lido.
Não é um dos melhores que li no ano, e não se equiparou ou superou O Lado Bom da Vida, do mesmo autor, mas é um bom livro, e não deixa de ser recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 8 de março de 2015

Filme da Semana: A Teoria de Tudo

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre A Teoria de Tudo, também um dos maiores ganhadores do Oscar neste ano (sim, o Oscar fornece muitos bons filmes para a minha lista), protagonizado por Eddie Redmayne e Felicity Jones.
O longa nos conta a história do físico Stephen Hawking e sua relação com sua esposa, Jane. Hawking, um dos cientistas mais renomados da atualidade, estudava na universidade de Cambridge quando conheceu Jane Wild, uma aluna de literatura. Os dois viviam uma história de amor como qualquer outra entre jovens dessa idade, até que Stephen descobriu sofrer de uma doença degenerativa, que lhe daria pouquíssimo tempo de vida. 
Os dois, então, ficam ainda mais unidos, se casam e lutam juntos contra sua doença, que, no fim das contas, não o mata em poucos meses, mas o faz perder basicamente todos os movimentos voluntários de seu corpo.
Paralelamente, temos Stephen defendendo sua teoria e buscando uma equação para o surgimento, bem, de tudo no universo. 

A partir daqui não darei mais detalhes, mesmo que o filme seja uma cinebiografia e você provavelmente saiba como termina. Como não acompanho a história do cientista, não sabia, então o filme conseguiu me pegar de surpresa e não quero correr o risco de estragar qualquer surpresa também.
Sobre o longa em si, o primeiro e maior ponto a ser falado e elogio a ser feito é, sem dúvida, o desempenho impecável de Redmayne, que consegue retratar todas as fases do personagem tão bem que torna estranho imaginar que é só uma atuação. E quando vemos uma atuação e não conseguimos conceber a ideia de que é somente isso, aí sim podemos afirmar que foi impecável. 
Embora o desempenho de todos os outros atores seja eclipsado pelo de Eddie, eles não deixam a desejar e também nos apresentam boas atuações, como é o caso de Felicity Jones.
A trilha sonora também é um dos pontos que mais gostei no filme. Foi só encontrar a música instrumental que acompanha o longa que não consigo mais parar de ouvir. Confiram:



Mesmo com todos esses pontos positivos, o filme é cansativo, e por isso, como um longa em si, não foi tudo aquilo que eu esperava e não ficou entre os melhores do ano. Mesmo que eu estivesse acompanhando atentamente, em determinado ponto é como se não conseguisse mais prender tanto a atenção, e precisei pausar e voltar um pouco depois para poder termina-lo. Isso não quer dizer que seja chato, apenas não consegue entreter ao longo de toda a sua duração. 
De qualquer forma, recomendo bastante, juntamente com um pouquinho de paciência para chegar ao final sem cochilar. É quase um privilégio ser brindado com tão boa atuação, e só por isso o filme já vale muito a pena (além de, é claro, poder saber um pouco mais sobre a vida do brilhante cientista). 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

sábado, 7 de março de 2015

Primeiras impressões sobre A Mais Pura Verdade e bajuladores de editoras


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre algo bastante polêmico e pelo que certamente muitos blogs podem até me odiar. 
Há algumas semanas, a editora Novo Conceito me enviou um release do livro A Mais Pura Verdade, do iniciante Dan Gemeinhart, e deu a nós, blogueiros, a missão de lê-lo e, ao final, fazer um post com as primeiras impressões para que nos enviassem o livro todo. 
O livro conta a história de um garotinho com uma certa doença que decide fugir de casa (também por um certo motivo que faz parte das descobertas do livro) para viver uma aventura nas montanhas. Basicamente, uma mistura de Extraordinário, de R. J. Palacio (que amei) com Into the Wild. Fiquei muito empolgado com a premissa, e me prontifiquei a ler, já pensando em como seria legal receber o livro da editora, mesmo não sendo um blog parceiro (ainda não tenho 1000 seguidores nem página no Facebook, amigos). 
Pois bem, comecei o livro animado, segui com a leitura, relevando alguns pontos que já me deixaram com um pé atrás, até que cheguei em um ponto em que não conseguia prosseguir, tamanha era a falta de qualidade em tudo aquilo.
Me perdoem a sinceridade, mas me pediram para escrever um post com as minhas primeiras impressões do livro, e é o que farei, para o bem ou para o mal.


A Mais Pura Verdade, para começar, é incrivelmente mal escrito. Eu sei, o personagem principal é uma criança e não teria um vocabulário elevado ou recursos linguísticos machadianos. Mas o livro conta com capítulos alternados, um seguindo o garoto e outro nos mostrando o que está acontecendo com sua família. Esses são os que mais me incomodaram, escritos de maneira muito pobre para a qual tenho duas teorias: 1. o autor talvez tenha tentado criar uma atmosfera onírica, como quando estamos em um flashback ou em um sonho em algum filme ou série e a imagem ganha um certo desfoque, ou outras cores... talvez ele tenha pensado que isso ficaria legal em um livro (não ficou); 2. ele escreve muito mal mesmo.
Sinto dizer que creio na segunda teoria. 
Outro ponto que me incomodou muito foi o quão clichê todas as situações são. É como se Dan tivesse relembrado todas as situações já batidas de tudo o que pode acontecer com um garotinho sozinho e juntasse sem qualquer inovação no livro. O garoto começa sua viagem com planos de filmes de ação e, conforme sua "saga" avança, não é como se descobríssemos nada de novo.
O personagem vai parar em um desses clássicos cafés mal iluminados de esquina dos filmes americanos, com aquela garçonete que masca chiclete de boca aberta e alguns transeuntes aleatórios nos cantos, como um homem bêbado ou um mendigo no balcão. E, sempre nessas histórias, tem alguém que será bonzinho com o personagem perdido. Conte-me novidades.
Depois de saltar para um capítulo mal escrito (como o usual) da família dele, voltamos para a saga de nosso pequeno peregrino, e ele se encontra sozinho, na rua, no meio da noite, com um grupo de malvados parado em um ponto próximo. Adivinhe só o que acontece? Dou-lhe uma chance...
Sim, exatamente, o grupo de malvados segue o garoto. Bate nele. Rouba suas coisas. Deixa-o no chão, depois de apanhar, pensando que morreu. Criatividade para quê, se você pode simplesmente juntar situações prontas?
Como se não bastasse tudo isso, há ainda uma vontade imensa do autor em nos mostrar o porquê de o nome do livro ser A Mais Pura Verdade. Essa frase é repetida ao longo do livro por várias, várias vezes. Chega a ser muito irritante.
Esses são apenas alguns dos exemplos que ilustram meu ponto e que demonstram com justeza minhas primeiras impressões do livro.



Pensei, sinceramente, em não escrever nada sobre. Afinal de contas, a ideia de escrever era para poder ganhar o livro na base dos elogios e, se eu não elogiar, de que serviria?
Ou eu poderia inventar elogios do além, escrevê-los com desgosto, só para que pudesse ganhar o livro futuramente, mas de que isso adiantaria? Eu teria um livro do qual não gosto nem um pouco na estante, e ainda teria violado meus princípios de não mudar minha opinião por causa de editora nenhuma.
Mas resolvi escrever esse post justamente por ver muitas pessoas violando esses princípios (se elas o tiverem). Sim, você pode ter até gostado do livro e achado bem escrito, como já cheguei a ler. Não é minha culpa o fato de muitos terem começado lendo livros bobinhos e simplesmente parado neles. Cada um é cada um. Mas me incomoda o modo como muitos blogs se transformam em prol de editoras, e vi isso em muitos posts de primeiras impressões sobre este livro. 
Venho me segurando para não escrever nada sobre isso desde janeiro, quando o período de parcerias começou, mas agora tudo se juntou e se tornou inevitável.
Nesse tal período de editoras selecionando parceiros, foi incrível como o número de resenhas (positivas, é claro) aumentou muito em alguns blogs. Como todos se desesperavam pedindo seguidores e likes em páginas (não estou falando de retribuição de seguidores, algo que faço numa boa, estou falando de "sigam meu blog, por favor!") só para se mostrarem mais "selecionáveis" que outros (alguns até deixavam esse motivo explícito nas postagens, lastimável). 
Era incrível como, de repente, todas as editoras faziam um ótimo trabalho, como todos os livros dela eram maravilhosos, e como tudo isso diminuiu drasticamente depois que a seleção da maioria das editoras acabou.
Recentemente, tornei-me um parceiro da editora Gutenberg, o que já me rendeu um livro e tudo o mais. Mas consegui isso sendo eu mesmo, Eles gostaram de mim, mesmo sabendo que posso detonar um livro se não gostar. Portanto não estou falando que não se deve tentar parcerias. Isso seria uma enorme hipocrisia. E parceria com editoras é muito legal. Estou falando que é ridículo o modo como muitos blogs se modificam só para serem escolhidos. Como de repente se tornaram robozinhos, babando ovo bajulando as editoras e os livros só para ganharem livros de graça.
Se você tem um blog literário só para ganhar livros, uma dica: baixe ebooks, ou arrume dinheiro e compre os livros. Isso economizará muito trabalho, e ainda nos poupará de muitos blogs vazios de conteúdo e cheios de "interesses comerciais". 
O blog é um dos espaços mais pessoais que existem, no qual você poderá ser 100% você e os outros que se  danem. Se não gostar, é só não entrar. Não se tornem algo que vocês não são só por um punhado de livros de graça. Como diz o novo (e já linchado verbalmente por mim) autor Dan Gemeinhart, esta é a mais pura verdade. 

domingo, 1 de março de 2015

Filme da Semana: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o espetacular Birdman, um dos maiores vencedores do Oscar deste ano, levando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. E todos esses prêmios foram perfeitamente merecidos! 
O filme conta a história de Riggan Thomson, um ator muito conhecido pelo papel de Birdman (um famosíssimo super-herói), que recusou o convite para mais uma sequência e agora ingressou no mundo do teatro da Broadway para poder se reconstruir e perder a imagem que o super-herói deixou. 
Em um dos ensaios para esse teatro, que narra o drama de uma família, traições e crises existenciais, um dos atores do elenco sofre um acidente, e é substituído por Mike Shiner, interpretado por Edward Norton. Mike é um grande ator, porém com certos problemas comportamentais nos sets. 
Conhecemos também Sam, interpretada pela deusa Emma Stone, que acabou de sair da reabilitação e já está se envolvendo com drogas novamente, que tem certos problemas com o pai devido à falta de atenção e presença deste em seu crescimento, e que diz boas verdades em um dos melhores e mais profundos diálogos do filme. 
Para piorar, o teatro enfrenta a forte ameaça de uma influente crítica de peças, que odeia a indústria cinematográfica dos blockbusters da qual Riggan veio e promete destruir a peça e sua credibilidade, fazendo com que seja fechada nas primeiras sessões.



Essa é, em suma, a história de Birdman, que já se tornou um forte concorrente de Nightcrawler (confira a crítica aqui) entre os melhores filmes que já vi em 2015. Primeiramente, o que mais chama atenção e o que sempre é comentado em todas as críticas é o modo como foi filmado, completamente diferente do habitual e que rendeu ao longa o prêmio no quesito fotografia. 
O modo como foi gravado é praticamente um plano-sequência, e realmente pensei que fosse, até ler depois que não foi, mas foi feito para parecer um. Plano-sequência é aquele tipo de gravação sem edições nem cortes, em que a câmera é ligada em um ponto e passeia pelo cenário suavemente, fazendo parecer que as duas horas de filme foram gravadas em apenas um take. Nem os cortes mais básicos dos filmes são feitos, o que foi surpreendente e deu um toque muito diferente ao filme. Se lembre daquelas cenas em que dois personagens estão conversando. Geralmente, a câmera fica parada no rosto de um e, quando o outro começa a falar, há um corte e a câmera está apontando para o outro. Em Birdman, a câmera simplesmente se move até chegar ao rosto do outro personagem, mas de maneira sutil. Eu poderia citar diversos outros exemplos de como esse estilo de gravação é completamente diferenciado e muito bom, mas acho que já deu para entender.
Outro ponto que chama muito a atenção e que é uma das melhores coisas do filme é toda a crítica ao próprio cinema que ele traz. Os diretores de filmes "normais" (não digo indies, porque esses já não são feitos para alcançar um sucesso estrondoso mesmo (embora alguns alcancem)) odeiam blockbusters por não apresentarem tanto conteúdo e, ainda assim, monopolizarem a indústria cinematográfica. Os filmes de super-heróis são os maiores exemplos disso, e são criticados de maneira inteligentíssima, que vai desde à fonte do cartaz de Birdman na parede do camarim de Riggan ser igual à fonte dos cartazes de Homem de Ferro (inclusive, em um momento, a luz tampa o "bird" do nome, fazendo parecer que poderia estar escrito Iron Man 3) até ao desfile de personagens fantasiados ridiculamente de transformers e heróis. 
Uma das falas que mais me marcou foi a que a crítica disse para Riggan, depois de discutirem seu "passado" como ator: "você é uma celebridade, você não atua". Continuarei assistindo a filmes de super-heróis e tudo o mais, mas não há como discordar: a maioria dos filmes desse gênero não apresentam atuações boas, um roteiro bom ou tramas complexas e profundas, mas ainda assim atraem muito mais espectadores que filmes inteligentes como este.
Outro tema discutido é justamente a imagem que o ator traz de seu personagem mais famoso. O filme mostra que os atores "mascarados" interpretam por tanto tempo esses personagens por lucro que, quando se dão conta, perderam sua identidade como atores e se tornaram apenas o herói. Essa reflexão trazida não poderia ser mais pertinente, em tempos em que os atores principais de blockbusters famosos buscam papéis cada vez mais diferentes para mostrarem que podem mais e se livrarem da imagem que os deixou estrondosamente famosos.



O roteiro brinca com os atores: Edward Norton, famoso por alguns problemas nos sets, interpreta um personagem que dá problema nos sets. E, principalmente, Michael Keaton, que interpretou o Batman antigamente e anda bem sumido atualmente, interpreta um personagem que interpretou um herói e que agora busca um retorno ao estrelato. 
É incrível o modo como um filme tão crítico ao próprio cinema conseguiu se tornar o maior vencedor do Oscar deste ano. Pelo visto, a Academia também não gosta muito dos blockbusters. 
Esse foi, certamente, a maior crítica de algum filme que já escrevi, mas é digna do filme a que se refere, e não há como não elogiar. Mais do que recomendado! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Leituras obrigatórias: estímulo ou calvário?

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para trazer uma discussão sobre um tema que acho bastante pertinente: as leituras obrigatórias. As leituras obrigatórias são aqueles livros que a escola faz com que você leia para resolver alguma prova, algo que divide opiniões. Afinal, esses livros estimulam o aluno a ler, ou mostram àquele que odeia livros que literatura é algo realmente muito chato? 
Estou no segundo ano do ensino médio e, desde o quinto ano (pelo que me lembro, mas pode ter sido antes) no colégio tenho que ler livros para provas. Os livros de antigamente eram todos fofinhos, cheios de ilustrações, com histórias tranquilas e perguntas fáceis nas provas. Mas, como não poderia deixar de ser, o nível dos livros e das provas aumentou, até que hoje, no colegial, lemos clássicos da literatura brasileira e respondemos a questões com enunciados gigantes e complicados.
Hoje em dia, no colegial, entendo que devemos ler esses livros por causa das listas dos grandes vestibulares. A Fuvest, da USP, o vestibular da Unicamp, todos eles requerem a leitura de alguns livros clássicos da literatura brasileira. Essa lista muda de certo em certo tempo, e é dever das escolas, no colegial, fazer com que os alunos leiam e realizem estudos em cima desses livros para que cheguem a esta grande prova preparados para a pergunta que vier. Nesse campo, não há questão de ser um estímulo ou não, afinal a escola não está nem aí se você gosta de ler fora dela ou não, mas sim que você saiba o que acontece em determinada obra para que passe em uma boa faculdade. 
Mas, por trás de tudo isso, eu, como aluno, observo as reações dos colegas há muitos anos com relação aos livros que devemos ler, e são as mais diversas. Agora, no colégio em que estudo, recebo os livros com as apostilas, já com cara de estudos e não de literatura para, bem, nosso prazer. E posso ver muitos dos colegas deixando os livros completamente de lado, dizendo que pesquisarão resumos e ficará por isso mesmo. 
Certo dia, estava eu com uma colega quando ela me pediu o livro Contos, de Machado de Assis, para ler, pois tinha esquecido o dela em casa. Emprestei no momento, como o cidadão solidário que sou, mas percebi que ela dobrou completamente o livro pra ler, como se fosse uma dessas revistas de fofoca que trazem spoilers dos finais das novelas na capa. Mas o pior foi que, quando pedi a ela para que não segurasse daquela maneira, ela me indagou: "Mas você vai guardar esse livro depois?".
Fiquei um tanto perplexo, pois era óbvio que eu guardaria e que ela não faria o mesmo com o dela. O livro é dela, ela trata da maneira como quiser, mas foi muito estranho observar que, para ela (na verdade, para muitos), o livro era uma coisa descartável, que perderia completamente a utilidade após a prova. 
Ver o descaso com que as pessoas que não têm o costume (talvez o dom) de ler tratam os livros para provas me fazem pensar: qual é a utilidade deles para a formação de leitores, afinal de contas?
Muitos livros podem ser cansativos, como Iracema, de José de Alencar que, confesso, foi o único que recorri aos resumos por não conseguir ler de jeito algum (é uma escrita cansativa e uma história que, ao menos para mim, não trouxe nada de interessante), mas muitos dos livros trazem histórias muito boas e que mereceriam mais... consideração. 
Para uma pessoa como eu, que ama leitura, não é problema algum ler livros da escola, que trato com tanto zelo quanto trato os que compro/ganho, mas fico refletindo sobre o papel deles com aqueles que não gostam. Nunca é tarde para descobrir os prazeres da leitura mas, se aquela pessoa que não gosta de ler tiver que ler apenas livros complexos, que trazem uma linguagem quase estrangeira para ele, que ele será pressionado a terminar para responder a algumas questões, qual será o prazer nisso?
Conversando com alguns amigos há alguns anos, quando ainda estava no fundamental, descobri algumas escolas com esquemas mais interessantes: dos três ou quatro livros do ano, um poderia ser escolhido pelos alunos. Assim, cada um poderia descobrir do que gosta, e talvez, a partir daquele, começar a ler muitos outros que não fossem obrigatórios, só pelo prazer de ler. 
Entendo que isso não pode ser feito no colegial, justamente por causa da enorme carga de matéria e pelo fato de lermos esses livros por um motivo maior que não é a descoberta da leitura, mas, se desde o fundamental esse hábito é tratado de maneira obrigatória, como uma criança/pré-adolescente desenvolverá gosto por isso? 
Os livros obrigatórios, que teriam como objetivo principal estimular o hábito de leitura, pode acabar tornando a prática um calvário para os alunos e, aí, como fazer para que essa imagem seja mudada em suas mentalidades?
Nos meus primeiros dias de aula neste ano, um professor perguntou à sala quantos livros tinham lido no ano, tirando os obrigatórios. Respondi "por volta de trinta", o que foi uma resposta um tanto chocante para os alunos que, em suas respectivas vezes de responder, lançavam "hm... nenhum", ou, o que é pior: "nem os obrigatórios eu li". 
Fazendo uma breve pesquisa, já encontrei manchetes desanimadoras e que provam que as leituras obrigatórias não tem muita força no ato de formar um leitor. Pelo contrário:



A redução da leitura foi medida até entre crianças e adolescentes, que leem por dever escolar. Em 2011, crianças com idades entre 5 e 10 anos leram 5,4 livros, ante 6,9 registrados no levantamento de 2007. O mesmo ocorreu entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos (6,9 ante 8,5) e entre adolescente de 14 a 17 (5,9 ante 6,6 livros).
Fonte: Veja 

Para a supervisora da Fundação Educar DPaschoal, a queda no número de leitores se deve, principalmente, à falta de incentivo dos pais, mas essa é uma discussão para outro post. Como podemos perceber já nesse trecho, a leitura obrigatória nada está fazendo para formar novos leitores, com ou sem incentivo familiar. 
Agora lanço a vocês também essa discussão: você aí, que está lendo esse post, tendo um blog ou não, o que pensa sobre o assunto? Você acha que leituras obrigatórias ajudam a formar novos leitores, ou que acaba deixando-os com ainda menos vontade de ler?
O pior tipo de analfabeto é aquele que sabe ler, mas que não lê. E essa taxa de analfabetismo não para de crescer no Brasil. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Na caixinha de correio: O Limiar, David Baldacci



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma novidade muito legal: sou um blog parceiro da editora Gutenberg!
Na verdade eu já era há um bom tempo, mas não soube que era parceiro porque provavelmente coloquei meu email errado ou não enviam email a todos os que se tornam parceiros mesmo (que são muitos). Descobri quando chegou uma carta da editora em minha casa, com um mapa e uma carta escrita pela protagonista de um novo livro que seria lançado. Me interessei já pela temática e o modo como divulgaram e, depois de entrar em contato com a editora, recebi o livro para resenha! 
Fiquei muito feliz, afinal não tinha parceria com nenhuma editora antes e, embora não seja esse o principal objetivo do meu blog, amo quando o Mundos na Estante me proporciona esse tipo de coisa. Confira algumas fotos do novo lançamento da editora!



Recebi dois exemplares de O Limiar. Não, a editora não enviou errado. Um deles, mesmo que não tenham me aconselhado a nada, decidi sortear aqui no blog! Quando eu terminar de ler, o que não demorará muito (embora eu tenha que terminar alguns outros antes), falarei sobre na resenha e iniciarei o sorteio. 
Confira a sinopse:

Vega Jane nunca saiu do vilarejo de Artemísia. Nem ela e nem ninguém. Isso jamais aconteceu porque ir além dos limites daquele lugar não é algo permitido. Até que um dia Quentin Herms, seu mestre e amigo, ultrapassa o limiar da cidade e desaparece rumo ao desconhecido e escuro Pântano, onde, segundo dizem, só há perigos, abismos e criaturas assustadoras com sede de sangue.

A fuga não é simples. Ele é violentamente caçado, mas deixa para trás uma trilha de pistas para a jovem: um mapa e um anel, que podem levá-la a descobrir o que há além do limiar de Artemísia, mas que ela deverá ocultar, sob pena de ser acusada de cumplicidade. Cada passo seu torna-se arriscado, e aos poucos ela percebe que aquele lugar e a vida que ela conheceu até então foram construídos sobre mentiras, capazes de fazer poderosos matarem para manter seus segredos. Mas Vega Jane se vê disposta a lutar pela liberdade, mesmo que a descoberta da verdade custe sua própria vida.

O livro parece ser muito bom, e mal posso esperar para ler. Fico muito feliz com a confiança que me foi depositada pela editora, e espero que essa parceria ainda renda diversos frutos de agora em diante!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Capitão Phillips



Oi, como vai?
Hoje, neste lindo domingo de Oscar, estou aqui para falar sobre um dos filmes que descobri entre os indicados na edição do ano passado da premiação que só consegui assistir neste ano (seguindo minha lista), e que já se tornou um dos melhores que assisti em 2015: trata-se de Capitão Phillips!
A cinebiografia nos conta a história de Richard Phillips, o capitão de um navio cargueiro que é sequestrado por um grupo de piratas somalis, liderados por Muse, no meio do oceano. Em busca de uma recompensa milionária, os piratas tomam como refém o próprio capitão, e aí se segue uma história tensa de vida ou morte, que envolve toda a marinha e equipes de resgate em operações especiais para que o capitão consiga voltar para casa e para sua família são e salvo. 


















A premissa é basicamente esta, e foi, certamente, o resumo de filme mais curto que já fiz. Mas isso já é o suficiente para introduzir muito bem a história do filme sem qualquer risco de spoilers, mesmo que seja uma história real e você provavelmente saiba como termina. 
Com um roteiro muito bem feito, o filme consegue transmitir toda a tensão da aproximação dos piratas, de quando eles finalmente invadem o navio e, bem, de tudo o que acontece depois.
Aliado ao roteiro, temos uma atuação espetacular de Tom Hanks que, nos momentos finais, conseguiu me deixar arrepiado e coroou o filme, que já é ótimo desde o princípio. 
A atuação de Barkhad Abdi, que interpreta o capitão pirata Muse, também chama bastante atenção. Li certa vez que ele e Tom Hanks se viram pela primeira vez na cena em que Phillips e Muse também se veem pela primeira vez, na invasão do navio, para que um clima tenso e de estranheza fosse mantido. E, por todo o longa, Abdi nos presenteia com o pirata que não é mau em si, mas que segue ordens de um chefe misterioso e sonha com a América (como se referem ao Estados Unidos, ignorando toda a quantidade de países que temos no continente. Mas tudo bem, não estamos aqui discutindo a cultura imperialista estadunidense no momento). 
Eu não costumava ver cinebiografias, mas estou vendo cada vez mais e me interessando muito por esse tipo de filme. A história que o longa retrata se passou em 2009, e, baseando-se num livro publicado pelo próprio Richard Phillips (A Captain's Duty, lançado em 2010), o filme estreou em 2013 e concorreu ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, entre outras.
Quando assisto a filmes que descobri em premiações, busco analisar os quesitos em que concorreu e tentar entender se foi mesmo merecido. Mesmo que não tenha vencido em nenhuma, no caso de Capitão Phillips todas as indicações foram mais do que merecidas, e, ao meu leigo ver, ainda acredito que uma indicação de Melhor Ator para Tom Hanks também seria completamente merecida.
Mais um filme que recomendo muito, e que acho que todos deveriam conhecer e apreciar, vale muito a pena! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D