domingo, 3 de maio de 2015

Filme da Semana: Interestelar


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o filme Interestelar, do incrível diretor Cristopher Nolan.
Nolan ficou mais conhecido com sua trilogia Batman: the Dark Knight, considerada a melhor adaptação que o obscuro herói já recebeu e um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Recentemente assisti a todos os filmes da trilogia e mal posso esperar para falar sobre ela!
Nolan também dirigiu o paradoxal Inception (A Origem, aqui no Brasil), e, só para não perder o costume, nos brindou com um ainda mais paradoxal e ainda mais complexo longa, Interestelar.
O filme, de quase três horas, nos conta a história de Cooper, um ex-piloto de naves espaciais que hoje em dia se dedica a cuidar da família, constituída por seus dois filhos e seu sogro.
Por conta de um fenômeno da gravidade que acontece no quarto de sua filha, Cooper acaba descobrindo uma central secreta da NASA, na qual um grande projeto está sendo realizado. Por causa de certos fenômenos, o mundo está prestes a acabar, e a organização planeja enviar para o espaço uma equipe de corajosos astronautas que irão visitar planetas distantes e realizar pesquisas para determinar se há condições de se estabelecer a vida, para que a população da Terra possa se mudar para lá. Acontece que esses planetas se situam em outra dimensão, e o espaço-tempo são tão bagunçados que a passagem do tempo para ele não será a mesma que na Terra. Além disso, há uma forte possibilidade de que nunca mais possam voltar.




Assim esse incrível longa se desenrola, fazendo uma zoeira enorme e genial com a nossa mente. O mais incrível é o modo como o tempo para os astronautas é diferente do tempo para nós, e, em determinado planeta, por exemplo, uma hora equivale a sete anos para o povo da Terra. Com um roteiro que dispensa comentários, além de nos apresentar uma história bem amarrada, nos apresenta momentos muito emocionantes e que podem levar às lágrimas. É uma história, acima de tudo, sobre o amor que Cooper tem pelos filhos, e sobre como a o amor é a única coisa que vence as barreiras do tempo e do espaço (não me lembro exatamente da frase para cita-la, mas, em suma, é isso).
Há um casamento perfeito entre efeitos especiais espetaculares e atuações incríveis. Não há como se deslumbrar com a maneira como o espaço, os buracos negros e tudo o mais foram feitos, e o mesmo pode ser dito sobre os atores
Também não posso deixar de elogiar a maravilhosa trilha sonora, que conseguiu captar com maestria a atmosfera que o filme constrói e consegue nos deixar completamente imersos.
É um filme que recomendo muito e, se você gosta bastante de ficção científica, é praticamente obrigatório! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Vamos falar sobre: Marvel's Daredevil


Oi, como vai? 
Hoje estou aqui para falar sobre esta série que me pegou de surpresa e já se tornou uma das melhores que vi no ano. Trata-se de Demolidor, a primeira de muitas séries por vir da parceria entre as gigantes Marvel e Netflix.
A Marvel vem investindo cada vez mais nos TV shows, tornando-se um complemento ao seu universo cinemático com séries como Agents of S.H.I.E.L.D e Agent Carter. Da segunda não gostei logo no piloto e decidi não continuar, mas da primeira gostei muito (mesmo sendo alvo de críticas por demorar mais de meia temporada para se acertar e mostrar a que veio), e logo terminarei a primeira temporada. Demolidor, embora não esteja tão envolvido assim com tudo o que acontece no resto do universo Marvel (MAOS, por exemplo, faz crossovers com os filmes mais recentes do estúdio e está introduzindo os Inumanos, que ganharão um filme futuramente), se passa relativamente perto de todos os eventos, em uma cidadezinha chamada Hell's Kitchen.
Conhecemos a história de Matt Murdock, o filho de um dos mais famosos boxeadores da cidade, que fica cego aos 9 anos ao sofrer um acidente, no qual determinado produto químico acaba atingindo seus olhos.
Acontece que a cegueira, ao invés de debilita-lo, fez com que desenvolvesse dons extraordinários, como uma audição muito desenvolvida (a ponto de ouvir os batimentos cardíacos dos outros, e assim saber se estão mentindo, se estão nervosos, etc), a capacidade de sentir o calor dos corpos ao seu redor, entre muitas outras.
Recebendo um treinamento um tanto duro para uma criança de sua idade após perder o pai, Matt cresce e entra na faculdade de Direito, onde conhece Foggy Nelson, seu melhor amigo e sócio no novo escritório de advocacia que abrem na cidade: Nelson & Murdock.
Com as habilidades que possui, Matt descobriu que poderia fazer justiça com as próprias mãos, sem esperar que a polícia falha e um tanto corrupta agisse. É assim que se envolve com as diversas máfias presentes na cidade, todas ligadas a Wilson Fisk, um poderoso homem que tem como objetivo "fazer o melhor para a cidade".
Wilson, um dos vilões mais complexos que conheci, desenvolve sentimentos por Vanessa, que trabalha em uma galeria de arte, e por ela acabará colocando em risco seus negócios.
Com muita violência, os 13 episódios da primeira temporada se desenrolam, nos apresentando ainda importantes flashbacks sobre os personagens e uma trama inteligente, com um desfecho imperdível e que ainda promete muito para a já anunciada segunda temporada.



O mais interessante de Daredevil foi o fato de ser uma série de super-herói destinada ao público adulto, com uma abordagem dark dos fatos e muitas cenas de ação e violência. Porém não há exageros. A violência é necessária, se tratando da saga de Murdock, e a equipe não mede esforços ao nos mostrar muitas lutas e assassinatos (como a marcante cena em que um personagem x esmaga a cabeça de um personagem y com a porta de um carro). 
As lutas são muito bem coreografadas, e destaco uma cena de mais de 5 minutos envolvendo o Demolidor e muitos capangas, gravada em plano-sequência, ou seja, sem corte algum. É difícil se ver tamanho cuidado com essas cenas até mesmo no cinema, e a produção da Netflix foi incrivelmente caprichada em todos esses detalhes.
Outro ponto de que gostei muito e que considerei um dos maiores diferenciais da série foi a forma como os personagens foram representados, muito humanos e com muita profundidade. É incrível descobrir o que levou Wilson Fisk a ser o que é agora, e a maneira como consegue cometer enormes atrocidades e ainda se sentir apaixonado e protetor por uma mulher que conheceu. Essa "humanidade" está presente, também, na maneira como Demolidor apanha. Sim. Enquanto na maioria dos filmes da Marvel os personagens apanham muito e logo estão de volta às lutas, acordados e aparentemente sem nenhuma sequela, vemos Matt lutar cambaleante, passar por toda uma fase de recuperação dos ferimentos (com a ajuda de uma aliada muito especial) e carregar cicatrizes, sem milagres.
Com diálogos bem construídos e uma trama inteligente que envolve máfia, tráfico (de drogas, de armas, de pessoas) e diversas outras questões, Daredevil é uma produção que valoriza a inteligência do espectador.
É uma série que recomendo muito, e que se tornou uma das maiores surpresas que a Marvel já me proporcionou. Se você, assim como eu antigamente, não se interessa pelo herói por conta do filme protagonizado por Ben Affleck, não se deixe influenciar. Vale muito a pena!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vamos falar sobre: Persuasão



Oi, como vai? 
Hoje estou aqui para falar sobre Persuasão, segundo livro de Jane Austen que li, porém o último concluído pela autora. 
Nesta primorosa obra, conhecemos a história de Anne Elliot, filha do vaidoso e superficial Sir. Walter, que gasta além do que pode para manter as aparências e, por conta disso, acaba perdendo as propriedades de sua família. Assim, ele, Anne e Elizabeth, sua outra filha (que puxou ao pai nas piores características), precisam se mudar e alugar sua antiga propriedade. 
Anne é uma garota que já fora muito bela, mas que, hoje, é desprovida de grande beleza pelo peso de uma grande tristeza, arrependimento e oportunidade perdida que teve quando era mais jovem. A protagonista desistira de se casar com o homem que amava, Frederick Wentworth, persuadida pelas pessoas ao seu redor, que não consideravam o casamento vantajoso.
O rapaz, que era marinheiro, após a desilusão que teve com a amada, acabou por voltar aos mares, enriquecer muito e tornar seu nome importante. Basicamente, tornou-se o partido almejado por todos aqueles que influenciaram Anne.
Agora, oito anos depois, Wentworth, parente dos novos proprietários da antiga casa dos Elliot, volta a viver nas redondezas e a participar do círculo de conhecidos de Anne. Acontece que a oportunidade que tiveram fora perdida, e parece ser tarde demais para que possam voltar a ter algo parecido do que o que tiveram e fora interrompido no passado.
Anne, agora mais madura e com uma personalidade mais forte e menos influenciável do que antes, vê suas chances diminuírem cada vez mais, inversamente proporcionais ao seu arrependimento, enquanto Wentworth se envolve com Louisa Musgrove, membro de uma família bem próxima, e um casamento é dado como certo.



A partir daqui, não darei mais detalhes deste livro que recomendo muito e que, inclusive, considero o melhor que já li da autora, colocando em segundo o queridinho dos leitores Orgulho e Preconceito. 
Com uma narrativa deliciosa, Austen consegue retratar toda a atmosfera pesada da história que criou, nos fazendo pensar sobre a influência que a opinião alheia tem em nossas vidas e em como o arrependimento de não tentar algo pode ser ainda maior do que o de tenta-lo. 
Entrando na cabeça de Anne e de outros personagens, Jane Austen nos brinda com personagens muito bem construídos e donos de uma profundidade ímpar, que se tornam o diferencial de seus livros. 
A ironia também está muito presente na obra, retratando os costumes e os perfis da sociedade da época, outra marca registrada da autora. 
Neste livro, diferentemente de Orgulho e Preconceito, ainda nos deparamos com algo próximo de um vilão, um personagem cuja identidade não revelarei para que não seja spoiler para ninguém. Este personagem, maquiavélico, realizou diversas barbaridades para alcançar seus perversos objetivos no passado, e pretende fazê-lo novamente, e não imaginei me deparar com algo tão sério assim em um livro da autora.
Embora saibamos que a principal história no romance é a de Wentworth e Anne, o foco não está somente nisso, o que faz com que o livro não seja cansativo e aborde temas que o tornam ainda mais completo.
Ler Persuasão só reforçou minha opinião de quão sensacional é Jane Austen, e não tardarei a ler mais um livro de sua autoria. Recomendo muito!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D