domingo, 7 de julho de 2013

Vamos falar sobre Sombras da Noite


Oi, como vai?
Hoje eu quero falar sobre um dos mais recentes (e pra mim o melhor) filme do Tim Burton, Sombras da Noite. Ok, eu sei, ele já estreou faz muito tempo, inclusive já foi lançado em dvd, mas só ontem eu fui assistir e posso falar mais sobre ele. O filme tem no elenco Johnny Depp, Helena Bonham Carter (novidade), Chloë Moretz, Michelle Pfeiffer, entre vários ótimos atores. Conta a história de Barnabas Collins, um jovem muito cobiçado pelas garotas que foi rejeitar justamente uma bruxa para ficar com Josette. Essa bruxa lançou uma maldição sobre o casal: Jossette se jogou de um penhasco e Barnabas, devastado, se joga também. A mulher morre (não, não é spoiler, fiquem tranquilos), mas não Barnabas. Este se transforma em um vampiro! A bruxa, Angelique, atiça a população contra ele dizendo ser um monstro, e o deixam trancafiado em um caixão por 200 anos. 
Quando sai, no ano de 1972, resolve retornar à antiga casa de sua família, aristocratas que praticamente ergueram a cidade de Collinsport, que hoje anda meio falida graças à uma indústria de pesca concorrente comandada adivinha por quem? Pela bruxa. 
O início da sinopse que vem na caixinha do dvd já define bem o filme: "Fruto da imaginação maravilhosamente deformada de Tim Burton.". O filme tem bem o toque de Tim Burton:  maquiagem dos atores, que interpretam personagens muito brancos e com olheiras profundas, cabelos diferentes, cenários exuberantes e mais escuros e ótimos efeitos especiais. Tim meio que cria uma caricatura de pessoas reais para seus personagens. Pessoas excêntricas, à sua maneira hilárias, mas que no fundinho são pessoas bem reais, humanas. Escondidos atrás de uma pele muito branca estão uma mãe que quer fazer de tudo para reerguer a fortuna da família, que anda mal das pernas, um irmão ganancioso, uma filha rebelde, um filho que não consegue superar a morte da mãe, a quem todos chamam de louco por ver seu espírito pela casa. Ainda temos doutora Hoffman, interpretada pela brilhante Helena Bonham Carter, uma médica alcoólatra que tenta usar o sangue de Barnabas para se tornar imortal. 



Como dormiu por 200 anos, Barnabas tem que se acostumar às novidades dos anos 70, uma passagem hilária do filme. 
Eis que a bruxa, dona da indústria concorrente da família Collins, descobre que o vampiro retornou, e vai atrás dele com a proposta: "Ou você me ama ou eu te destruo." Simples assim. E ele, como aconteceu 200 anos antes, não a aceitou, o que desencadeia uma série de acontecimentos que vão tirar a tranquilidade da cidade.


O filme é maravilhoso, vale realmente a pena ser assistido. É classificado como comédia, e aí eu discordo um pouquinho... ok, ele é engraçado, mas esse não é o foco principal do filme. Eu classificaria como aventura, alguma coisa do gênero, mas não comédia. Não sei porque, mas sempre que falam comédia eu me lembro de filmes tosquinhos como American Pie que lança piadas e peitos na cara do espectador de um jeito meio forçado, e Sombras da Noite definitivamente não é assim.
As atuações são muito boas. A única que eu não aprovei 100% foi a de Chloë Moretz. As caras que ela faz em sua primeira aparição no filme foram meio forçadas, um tantinho vulgares (não dizendo que ela é vulgar, eu adoro Chloë, principalmente em A Invenção de Hugo Cabret, mas no início desse filme parece que ela não se encaixava tão bem na personagem). Nada que não seja resolvido. Depois de então ela entra na personagem mesmo, está mais à vontade, e a atuação fica muito melhor. Além disso seu papel no final foi sensacional (inesperado, mas depois da explicação de tudo aquilo sensacional). A história é muito bem contada, e se algo fica mal explicado a explicação vem rapidamente. 
Johnny Depp se mostra confortável no papel desde o início, passando pelo jovem galante ao jovem sofredor, e então ao excêntrico vampiro. O personagem de Barnabas Collins, ao contrário do que eu pensava depois de ver o filme, não foi completamente criado por Tim Burton. É claro, ganhou o toque dark do diretor, mas foi baseado na novela Dark Shadows, que foi exibida na década de 1970 nos Estados Unidos 5 dias por semana (foram mais de 1500 capítulos ao ar), mais ou menos como são exibidas novelas hoje no Brasil.
Este filme, pra mim, foi o melhor de Tim Burton. Não está tão no topo assim, A Fantástica Fábrica de Chocolate compete lado a lado. Mas foi muito melhor que Alice no País das Maravilhas, que foi legal, mas não passa disso. Eu esperei muito desse filme, e não correspondeu a todas as minhas expectativas, então não gostei muito. A Fantástica Fábrica de Chocolate se tornou praticamente um clássico e usa muito mais o sentimento do que ação e aventura na história. Sombras da Noite dosa bem emoção e aventura, mas pende um pouco mais pro lado da aventura. Além disso foca bem mais nos atores em si, não em seres computadorizados como em Alice, que tem boa parte dos personagens apenas virtuais. Alguns dizem que Burton é repetitivo. Eu não acho. O que chamam de repetitivo é na verdade o estilo próprio (se um diretor fizer cada filme de um jeito isolado, como construiria uma marca própria? Como conquistaria espaço na memória das pessoas sem um toque só seu?). O diretor sempre se renova, e Sombras da Noite foi um bom exemplo dessa renovação. 
O final é perfeito! Os efeitos especiais, o desfecho dos conflitos, algumas coisas novas, tudo é muito bom! Recomendadíssimo! 
Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Rick Riordan e autores que escrevem por dinheiro



Oi, como vai? 
Hoje vim aqui, digamos, propor uma discussão sobre um assunto que vem me deixando com a pulga atrás da orelha há um bom tempo (mais ou menos desde quando eu terminei de ler The Mark of Athena). Rick Riordan é um bom escritor, é, não vamos falar que não. Mas ultimamente está me decepcionando demais. Sua qualidade, desde Percy Jackson até o último livro de Os Heróis do Olimpo caiu demais (eu gosto muito de Percy Jackson, então não digam que é implicância). A primeira saga conta a história de Percy Jackson, filho de um deus grego que vai para um acampamento onde moram (ou apenas passam as férias) filhos de outros deuses gregos, os semideuses. É uma história divertida, que te prende (eu li os cinco livros da saga em um mês, Mar de Monstros por exemplo eu li em apenas dois dias), te surpreende, você realmente cria uma afeição pelos personagens. E o final da saga foi maravilhoso! Eu adorei. Tudo o que a saga prometeu ela cumpriu. Já estava ótimo por aí, por que não parar?
Aí entra o capitalismo.
Alguns dizem que os cinco livros de Percy Jackson foram um exagero, que poderiam ser resumidos em menos. Disso eu não reclamo. Cinco livros foi a quantidade ideal. A história teve um começo, meio e fim. Sem contar que só esses cinco já renderam um lucro tremendo para o Rick. A história terminou? Ótimo, vamos começar uma nova. Nova. O que Rick não fez. 
Vamos usar como exemplo JK Rowling. Depois dos sete livros de Harry Potter que a tornaram a única mulher a ficar bilionária escrevendo livros ela ficou um bom tempo sem publicar nada, e no ano passado publicou The Casual Vacancy (ou Morte Súbita, como preferir), que, como a própria deixou claro, não tem n-a-d-a a ver com Harry Potter. JK investiu no novo. Muitos se decepcionaram com o novo livro, mas me digam, o que vocês esperavam, que ela continuasse escrevendo sobre bruxos pelo resto da vida? Que publicasse um livro por ano apresentando sempre a mesma história, só moldada de uma forma um pouco diferente? 
Todos os dias (é, todos os dias) vejo pessoas clamando por uma continuação, por um HP8. Qual seria a necessidade? Ok, iria satisfazer os fãs, e eu estaria no meio dos milhares que comprariam no lançamento e devorariam o livro, mas qual seria o sentido disso? A história que JK se propôs a contar ela contou. Muitos pedem para que a cicatriz volte a doer, para que Voldemort retorne... isso seria mais do mesmo. Mais uma vez Harry lutaria com Voldemort, mais uma vez os amigos ajudariam, não acrescentaria nada de novo. Um prequel (história que vem antes da já contada, como O Hobbit de Senhor dos Anéis ou Universidade Monstros de Monstros S.A.) seria bem-vindo, contando a história dos fundadores de Hogwarts ou dos Marotos com muito mais detalhes. Mas uma continuação? Qual seria seu valor?
Mas é claro que JK é brilhante demais pra cair nessas pegadinhas do capitalismo. Rick Riordan (não ofendendo os fãs nem o próprio) infelizmente caiu nessas pegadinhas. Depois de Percy Jackson escreveu As Crônicas dos Kane, com deuses da mitologia egípcia, na qual dois irmãos lutam contra Seth (um novo Cronos, pra resumir).
Mas ok, tudo bem, pelo menos tem personagens completamente novos, outros deuses, etc.
Eis que vem Os Heróis do Olimpo. Aí começa o problema. Os Heróis do Olimpo narra o encontro dos semideuses romanos e gregos para impedir com que Gaia (adivinha? Uma nova Cronos) desperte e destrua tudo. Voltamos a conviver com os personagens antigos do Acampamento Meio-Sangue e conhecemos os do Acampamento Júpiter, que no fim são quase a mesma coisa, só que romanos. O que isso acrescentou à primeira saga? Nada. Nadica de nada. Os personagens são muito parecidos com os da primeira saga (Leo é uma espécie de novo Grover, já que o sátiro... onde foi parar o sátiro, afinal?). Os dramas ficaram piores. Temos Annabeth seguindo A Marca de Atena, pra mim a única coisa que vale a pena, mas e o resto? Piper e Jason são os personagens que eu mais odeio. Qual é o drama dos dois? Eles apenas são um casal. Só. Nada mais.
Temos sete semideuses principais na saga. Percy em dramas amorosos com Annabeth. Frank num drama amoroso com Hazel. Leo em uma paixonite por Hazel. Piper em dramas amorosos com Jason. Estou lendo um livro ou assistindo à Malhação? 
Eu "convivo" com fãs da saga todos os dias por causa do fã clube no Twitter, e posso dizer que nunca vi nenhum deles levantando discussões sobre questões filosóficas da série (cadê elas?) como por exemplo os Potterheads discutem sobre a importância da família, dos amigos, as escolhas que cada personagem toma... as únicas discussões que eu vejo sobre a saga e os personagens são: "Eu shippo Percabeth" (shippar, pra quem não sabe, é torcer por um casal da história) "Te odeio, eu shippo Perachel" "Eu shippo Hazel e Frank" "Eu queria que a Hazel ficasse com o Leo" "Eu não shippo Jason e Piper". Mais uma vez comparando: quando será que parei de conviver com fãs de Percy Jackson e passei a conviver com fãs de Malhação? 
Percy Jackson ainda trazia discussões melhores, como por exemplo as escolhas que Luke tomou, a ausência dos pais olimpianos, etc. Mas Os Heróis do Olimpo? Um livro é muito maior que seus shippers. Que ensinamentos eles trazem? Que novidade trazem? É apenas mais do mesmo. Mais uma vez semideuses lutando contra monstros e vencendo no último momento, conhecendo deuses excêntricos e um tanto duas caras... Rick, pela criatividade que você apresentou em Percy Jackson e os Olimpianos eu esperava muito mais de você, ein?
Decepção.
Além disso, Rick está decepcionando em outro quesito... os tratamento que ele dá aos fãs. Havia uma época em que ele era legal, simpático, respondia a todos que mandavam perguntas (quase todos, ele sempre me ignorava) e postava coisas legais no Twitter. Hoje em dia ele bloqueia todos aqueles que mandam perguntas e aqueles que não bloqueia ele responde ironicamente. Como você quer que gostemos de você, Rick? Depois que já deram o dinheiro e a fama que te colocam onde está é fácil fazer isso, né?
Muitos dizem que Nicholas Sparks e Dan Brown também só escrevem por dinheiro, que têm uma fórmula pronta e apenas a moldam com novos personagens, enfiam em novos locais e publicam. Eu nunca li nenhum desses autores, mas li Rick Riordan e posso dizer que ultimamente ele está se encaixando nesse perfil.
"Vamos colocar semideuses de outro acampamento, já que explorei os gregos ao máximo" "Vamos pegar os conflitos antigos e reformular pra parecerem novos" "Quase pronto, só falta uma pitadinha de romance adolescente porque os jovens amam isso".
Acho que algo está errado...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

7 personagens fictícios que eu adoraria conhecer pessoalmente

Oi, como vai?
Todos nós temos aqueles personagens com quem nos identificamos, aqueles que odiamos e queremos matar de uma maneira bem dolorosa e aqueles que gostamos tanto que desejamos que eles existissem de verdade, em carne e osso, e que fossem bem próximos de nós. Pensando nisso, eu fiz um top 7 com os personagens que eu adoraria que existissem de verdade, que eu pudesse conhecer, conversar, de quem eu gostaria de tomar conselhos, etc.
Bom, vamos lá:

1. Tyrion Lannister

Eu simplesmente adoro o Tyrion. Eu ainda não vi a série (estou esperando pelo menos terminar o segundo livro da série, Fúria dos Reis, pra começar a ver Game of Thrones... aliás, estou quase acabando), mas no livro... no livro... Tyrion é um dos meus personagens favoritos não apenas de As Crônicas de Gelo e Fogo mas de todos os livros que eu já li até hoje. O humor mais negro que as vestes dos guardas da Patrulha da Noite, as estratégias que ele usa, como a que usou para descobrir o informante da rainha Cersei, em todos os quesitos ele é um personagem muito (desculpe o palavreado) foda! Não sei dizer com certeza se ele é o personagem POV (Point of View character) com mais capítulos no livro, mas que ele é o que mais chama a atenção, isso é! 


2. Alvo Dumbledore

Alvo Dumbledore é um personagem calmo, sereno, que sempre tem bons conselhos pra dar. E além disso é um velhinho bem simpático. Eu adoraria me sentar para tomar chá com ele, ou café, ou o que quer que seja, e ouvir atentamente a tudo o que ele disser! Ou mesmo como Harry faz, ainda mais no sexto livro, quando vai até a sala de Dumbledore, onde tem longas reuniões. Eu não me incomodaria de passar horas e horas com ele...


3. Hermione Granger

De todos os personagens da saga Harry Potter, Hermione é com quem eu mais me identifico. Seria legal sentar na biblioteca e estudar com ela. E não só para os estudos... Hermione é aquele tipo de amiga para todas as horas. Precisa de ajuda nos estudos? Fale com ela. Quer desabafar? Fale com ela. Precisa lutar contra o mal? Fale com ela! 


4. Augustus Waters

Augustus Waters é aquele cara descolado, quee se não tivesse todos os problemas que tem em a Culpa é das Estrelas se encaixaria bem em um daqueles filmes de colegial americano que mostram um garoto muito popular andando com mil garotas e garotos em volta pelos corredores. A diferença é que ele não é arrogante como esses personagens populares, que geralmente são os vilõezões da história. Ele tem uns pensamentos muito legais e filosóficos e todas as suas falas em A Culpa é das Estrelas não são simplesmente... falas. Não sei, mas elas te pegam de algum jeito, e te fazem pensar. Seria legal ter umas discussões sobre qualquer coisa com ele (discussões, não brigas, até porque se fosse assim ele sempre sairia na razão). 


5, 6 e 7. Charlie, Sam e Patrick

Não teria como colocá-los separados. Eles são um dos grupos de amigos da ficção mais legais que eu conheço! Ao mesmo tempo que os meio-irmãos Sam e Patrick são os "amigos retardados" que levam Charlie para as festas, eles são como pais dele em alguns momentos. Bons amigos são assim. Me senti um amigo íntimo de Charlie, aquele que recebe todas as cartas. Estar no meio de todas aquelas "aventuras", digamos, seria o máximo (mas não trocaria meus amigos por nada... será que poderíamos misturar os dois grupos?)! 


Bom, esses são os 7 personagens da literatura que eu adoraria conhecer pessoalmente. A verdade é que todos os personagens que eu leio eu gostaria de conhecer, seja pra falar "oi, te amo", "ri demais com você, você não tem ideia", ou até mesmo pra falar "te odeio, sai daqui". Pessoinhas feitas de letras poderiam muito bem ser feitas de carne e osso, o mundo seria muito mais divertido se os personagens de livros não fossem apenas personagens de livros. Pensando bem, alguns personagens como Voldemort e Gregor Clegane poderiam continuar apenas feitos de letras, desses eu não sentiria falta...
Bom, espero que tenham gostado, e se quiserem coloquem nos comentários aqueles personagens que vocês adorariam conhecer pessoalmente também!
Até a próxima ;D