domingo, 20 de outubro de 2013

Hostages: primeiras impressões

Oi, como vai?
Nesse post vou falar um pouco sobre a nova série Hostages, que anda dividindo opiniões por aí. Hoje eu assisti aos 4 episódios disponíveis até então, e posso dizer que está longe de ser perfeita, mas também está longe de ser essa série ruim que muitos dizem.
Tudo ia bem para a família Sanders, até que Ellen, a mãe da família e uma renomada cirurgiã é escolhida para realizar uma importante cirurgia no presidente dos Estados Unidos. Duncan, um ex agente do FBI, junto a um grupo de criminosos, faz Ellen e sua família reféns, com a simples proposta: ou ela mataria o presidente, ou eles matariam sua família. 
A principal reclamação é que este é um enredo para filme e sim, estão certos. Quando assisti ao episódio piloto, gostei, mas não consegui imaginar uma série dessas indo para frente. Agora, tendo visto os quatro episódios que já foram ao ar, vejo que estava errado. Não sei como será daqui pra frente, mas pelo menos até então a série conseguiu se segurar e não se perder no caminho, sem deixar com que os episódios sejam repetitivos ou previsíveis. Consegue manter a tensão durante os 40 minutos, e de início eu só decidi prosseguir pela curiosidade (como eles conseguiriam manter uma temporada com aquele enredo?), mas agora estou ansioso pelos próximos episódios porque realmente gostei da série.
As atuações são medianas, assim como o roteiro, que é um tanto clichê, sem contar que, em alguns momentos, me pareceu que os bandidos estavam servindo de babás da família. O roteiro tem muitos furos, como por exemplo: se a doutora iria realizar a cirurgia do >presidente dos Estados Unidos<, não seria o mais correto, em vista de todos os cuidados que o país toma, deixar um membro do serviço secreto na cola dela? Mas não, nenhuma medida foi tomada e ela acabou nas mãos dos bandidos. Mas mesmo com tudo isso em mente, não consigo não gostar da série. Fiquei realmente apreensivo em alguns momentos, torcendo pela família. E estou cada vez mais curioso para saber quais são as reais intenções de Duncan, o líder dos sequestradores, que tem uma esposa em tratamento contra o câncer. Segundo algumas falas, ela seria a principal motivação da operação, mas o que isso teria a ver com a morte do presidente?
A falta de explicações não é uma reclamação. Um enredo desses por si só pode segurar um filme de duas horas mas não seguraria uma temporada com no mínimo dez episódios, então precisam deixar os maiores segredos para o final. Não acredito que será uma série de muitas temporadas, porque, mais uma vez, o enredo não é para tanto. A não ser que façam como foi feito em American Horror Story e a segunda temporada tenha uma história diferente, mas ainda assim na temática sequestros. 
O episódio piloto não é dos melhores, a invasão da casa não é das mais emocionantes, mas resolvi dar uma chance para a série e não me arrependi, pois melhora a cada episódio. O episódio 2 foi melhor, o 3 muito bom e o 4 foi ótimo! Sim, continua com as falhas, mas conforme fui me envolvendo com os personagens comecei a torcer por eles e estou louco pra ver no que isso tudo vai dar. 
A série veio na Fall Season de 2013, a leva de estreias deste ano, com séries como The Blacklist (que estou louco pra começar a ver) e Once Upon a Time in Wonderland (não sei como essa série ainda não foi cancelada), além de muitas outras. 
Once Upon a Time in Wonderland, o spin-off de Once Upon a Time que se passa no País das Maravilhas é tão ruim que não chega a merecer um post só pra ele. Abandonei já no primeiro episódio, assim como a terceira temporada de Once Upon a Time (algum dia falo mais sobre isso).
Enfim, Hostages não é uma série sensacional, mas é uma série muito legal e que te prende aos episódios, e como provavelmente só irá durar uma temporada, não tomará tanto o seu tempo, vale à pena dar uma chance.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D


sábado, 19 de outubro de 2013

TAG: A minha vida como leitor

Oi, como vai?
Hoje eu estou aqui para responder à tag "A minha vida como leitor", criada pelo blog Central de Leitura. Quem me tagueou foi a Jéssica, do blog Fofocas Literárias (<3). Ela consiste em responder perguntas sobre, bem, a minha vida como leitor: como eu comecei a ler, com que idade, quantos livros eu tenho, essas coisas. É uma tag muito interessante (quase uma entrevista), vou adorar responder!
Vamos lá?

Passado:


1. Com que idade você começou a ler?

Com uns 3, 4 anos... eu aprendi com a minha mãe, que sempre me trazia livros infantis da faculdade (que, aliás, guardo até hoje).

2. Qual o nome do primeiro romance que você leu?

O primeiro livro "grandão" que eu li foi Harry Potter e a Pedra Filosofal. Até então eu lia apenas livros menores (e bobinhos).

3. Que livro considera ter desenvolvido o gosto pela leitura?

Desde os primeiros livros que eu li (A Bezerrinha Mumu, O Macaquinho Pirueta, livrinhos desse tipo) eu já desenvolvi gosto pela leitura e quis cada vez mais. Mas o que desenvolveu um gosto por livros maiores e grandes histórias foi mesmo Harry Potter. Com ele eu descobri que eu conseguia de ler livros com mais de 100 páginas, e que eu realmente gostava disso!

4. Qual é a sua primeira recordação de você lendo?

Eu me lembro até hoje (não sei como) de quando eu estava sentado na cama da minha mãe, eu era muito novinho, e eu li a primeira página de um dos livrinhos que ela me trazia.

Presente:


5. Atualmente, quantos livros você tem?

Segundo meu Skoob, eu tenho exatos 50 livros. Mas ainda tem aqueles que eu tive muito antes de ter vontade de organiza-los, que estão por aí, no meu guarda-roupas, ou em outros quartos... mas vamos levar em conta os 50 oficiais. 

6. Qual deles é o seu favorito?

Não consigo escolher um só, mas dentre os favoritos escolho Guerra dos Tronos. Ele me apresentou o mundo criado por George R. R. Martin e deu início à minha série de livros (e também de TV) favorita.

7. Qual é o mais odiado?

The Mark of Athena, sem dúvidas.

8. Qual é seu gênero literário favorito?

Eu gosto muito de fantasia, mas sou um tanto eclético pra livros. Tirando auto-ajuda, leio qualquer gênero, desde que a história me interesse.

9. Com que frequência você lê?

Eu leio diversas vezes por dia. Alguns dias eu acabo não conseguindo, ou porque estou com muito sono, ou porque tenho muitas coisas pra fazer, mas eu gosto de ler pelo menos 30 páginas por dia. Não é muito, mas é uma média (quando a história me prende, ou quando tenho bastante tempo livre, chego a ler mais de 100 páginas no mesmo dia).

10. Prefere literatura infantil, juvenil ou adulta?

Adulta. É, eu sou adolescente, mas a literatura adulta pra mim é a melhor por não precisar de papas na língua. Não é como a infantil ou a juvenil que ainda tentam passar alguns valores morais, ensinar lições, aqueles em que os heróis sempre vão se dar bem e os vilões sempre vão acabar mal, aquelas histórias mais inocentes em que tudo de mais pesado é mostrado apenas por insinuações e não narrado de fato. Os livros adultos mostram o que tem que mostrar, contam a história que tiver de ser contada, e cabe o leitor ter uma "cabeça boa" para não se deixar levar pelos vilões que se dão bem ou algo do tipo.

11. Defina sua leitura: lenta, intermediária ou rápida?

Intermediária...

12. Quem é o seu autor favorito e por que?

Me sinto culpado por não responder J.K. Rowling, como sempre fazia, mas hoje em dia (e duvido que alguém tome esse posto), sem dúvidas é George R. R. Martin. E não só pela sua escrita. Os métodos que ele utiliza, as entrevistas que ele dá... são brilhantes! Eu admiro muito esse homem.

13. Prefere livros com capa dura ou brochura?

Por beleza, claro que os livros em capa dura sempre serão mais charmosos. Mas para ler os livros brochura são bem melhores e mais confortáveis (e não deixam de ser bonitos).

14. Qual seu protagonista favorito e por que?

É nesse momento em que eu paro, olho pros meus livros e percebo que eu não sei o que responder. Eu gosto de muitos protagonistas, como Harry Potter, Katniss, Tris... mas ainda assim não são os meus favoritos. Eu vejo Rony Weasley como um dos protagonistas da saga Harry Potter (injusto uma saga dessa magnitude ter apenas um protagonista), então escolho Rony.

15. Qual seu antagonista favorito e por que?

Voldemort. Conheço muitos vilões, mas todos se perdem em algum ponto, ou são exagerados demais. Voldemort é meio que um ditador, pode ter toda a magia ao redor mas JK fez um vilão bem realista. 

16. Qual livro você quer ler, mas ainda não conseguiu?

Sob a Redoma. Eu quero ler desde que foi lançado (aliás, foi o primeiro livro que conheci de Stephen King), mas por causa do preço duvido que eu vá conseguir ler logo. O mesmo acontece com os livros da saga O Senhor dos Aneis. Vontade não falta, mas falta o dinheiro.

Futuro:


17. Pretende ou já trabalha em uma carreira relacionada a livros?

Depois de me formar pretendo trabalhar com publicidade, mas tenho ideias demais pra minhas próprias histórias e ainda quero publicar um livro. Além disso, o máximo que eu puder ligar minha profissão à literatura, eu vou fazer com prazer. 

18. Acredita que os e-books ultrapassarão as vendas de livros físicos?

Nunca. Eles podem até se tornar mais raros, mas nunca vão ser substituídos por completo. Os ebooks já estão em alta, e podem crescer ainda mais, mas não acredito que possam ultrapassar os livros físicos. 

19. Pretende incentivar a leitura para seus filhos?

Claro que sim! Assim como minha mãe me incentivou, pretendo ensina-los a ler e comprar livros desde cedo também, para estimular a leitura, a criatividade e o cuidado para com esses objetos tão preciosos.

20. Você acha que seu país vai se tornar uma nação de leitores?

Hoje em dia não são tantas as pessoas que leem, mas cada vez mais os adolescentes estão se interessando pela leitura e ué, nós é que seremos o futuro da nação, então acho que ainda há esperanças.


Bom, essas foram as minhas respostas pra tag "A minha vida como leitor". Por mais que seja longa, adorei responde-la. Se você deseja responder também, sinta-se tagueado, só não se esqueça de dar os créditos ao blog que a criou!


Espero que tenham gostado, até a próxima ;D


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vamos falar sobre: Cidade de Vidro


Oi, como vai?
Vim aqui pra falar sobre o sensacional terceiro volume da ex-trilogia e nova sextologia (essa denominação existe?) Os Instrumentos Mortais! Sim, sim, era pra ser uma trilogia. E vemos isso a todo momento no livro. Seria um final épico para a série, porque a maioria dos problemas se resolvem e a batalha que ocorre durante o livro é simplesmente... uau. 
Esse post não terá spoilers deste volume, mas não conseguirei falar sobre o terceiro livro sem dar alguns detalhes sobre o primeiro e o segundo, então se você ainda não começou a ler a série e se incomoda com spoilers eu sugiro que leia essa resenha outra hora.
A história começa pouco tempo depois do término de Cidade das Cinzas, e consegue fazer uma conexão muito boa com os dois outros livros. Cassandra Clare consegue interligar muito bem os fatos, as pessoas, as tramas menores envolvendo os personagens.
Um dos melhores pontos desse livro é que ele se passa em Idris (Idris ou Aidris, como pronunciar?), mais precisamente em Alicante, um lugar muito bonito e interessante. 
Clary quer ir até Alicante conhecer o feiticeiro Ragnor Fell, o único que pode salvar sua mãe da espécie de coma em que ela se encontra. Os Lightwood vão para Idris também, mas Jace não a quer por perto, e tem seus motivos. Por causa do poder que Clary revelou ter no final de Cidade das Cinzas, de criar símbolos poderosos, ele imagina que a Clave poderia colocar a garota na frente da batalha que acontecerá contra Valentim. 
Jace é um personagem chato. Sim, vamos combinar, ele é. Mas não é em período integral. Em alguns momentos ele fala ou faz coisas realmente heroicas e badass que salvam a todos na hora H. Clary é uma personagem chata. Sim, vamos combinar, ela é. E em período integral. Desde o segundo livro ela vem me irritando, pelas coisas que fala ou faz, atos extremamente egoístas de sua parte. Jace também incomoda em alguns aspectos, quando se torna protetor demais com relação a Clary e acaba se esquecendo de fazer outras coisas e das vontades dela também. Uma mania insuportável de Clary é com relação a Jace e Simon. Durante o segundo livro, se Jace a colocava contra a parede ela adorava, mas quando Simon via, ela agia com Jace como se ele fosse a pior pessoa do mundo por isso.
Cassandra Clare tem o dom de fazer protagonistas irritantes e personagens secundários muito legais. Alec, Isabelle, Simon, Magnus e Luke são personagens muito mais legais que Clary e Jace. 
Clary e Jace ficam o tempo todo nesse "romance proibido" que vivem, a todo momento "se pegando" (não tem como usar termo melhor) e se sentindo culpados por estarem fazendo isso. O bom é que, com tanta ação acontecendo e tantos segredos sendo revelados, isso não atrapalhou tanto. 
Cassandra divide bem os personagens ponto de vista, fazendo com que a história seja contada como um todo sem que nada fique de fora.
Enfim, voltemos à história. Jace não queria que Clary fosse para a Cidade de Vidro, Alicante. Clary queria ir. E Clary foi. Não com Jace, mas com Luke, por meio de um portal que a levou até o centro do Lago Lyn, que vai se revelar muito importante mais pra frente. Ela fica na casa de Amatis, irmã de Luke, e se encontra com os Lightwood, que estão na casa dos Penhallow, uma importante família de Caçadores de Sombras. Com os Penhallow, ela se envolve (não um envolvimento de romance, mas um outro tipo) com Sebastian, um garoto misterioso e aparentemente perfeito em todos os aspectos.  
Os personagens são bem construídos, e por mais que Clary irrite temos uma gama de outros que cobrem suas falhas. Simon continua sendo o melhor personagem. Ele também não ia para Idris, pois é um vampiro e membros do Submundo não são bem-vindos por lá, mas por causa de um ataque que ocorreu no Instituto pouco antes de entrarem no Portal, ele ficou ferido e não poderia ser deixado para trás. Quando achou que poderia voltar para casa, os membros da Clave o aprisionam em uma cela no Gard, onde os membros da Clave se reúnem. 
É um livro ótimo! Pode ser repetitivo em alguns momentos, como no romance (e nos vilões insistentes, o que chega a ser um pouco engraçado: eles são atacados, fogem e quando os bonzinhos pensam que estão a salvo os vilões voltam a atacar), mas todo o resto não deixa a desejar.
Eu fiquei preso à história, não conseguia parar de ler, porque um capítulo leva a outro, que leva a outro, que leva a outro, e quando você percebe já passou da metade do livro. 
Eu não entendo por que Cassandra Clare continuou esta história. Na verdade, todos sabemos o porquê: money. A série dá um lucro tremendo. Por que não duplicar o lucro duplicando o número de livros?
Muitas resenhas do quarto livro dizem que Clare continua com a mesma habilidade de escrita e consegue desenvolver a história muito bem de qualquer jeito, mas este terceiro é como o fechamento de uma trilogia. O desfecho épico. O final do livro, devo confessar, não me deixou nem um pouco curioso ou com aquela pulga atrás da orelha pelo próximo livro, como os finais dos dois primeiros me deixaram. Ele simplesmente... acaba. Problemas resolvidos. Felizes para sempre. Mas mesmo assim não resisto à série e vou ler os próximos livros com certeza, mesmo sabendo que são fruto da pressão dos editores e da necessidade de colocar comida na mesa da autora.
Um livro recomendadíssimo de uma série recomendadíssima.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D