sábado, 5 de abril de 2014

TAG: Guerra dos Tronos

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para responder a uma tag que vi no blog Fofocas Literárias e adorei, que se chama Guerra dos Tronos! 
Essa tag consiste em responder a algumas perguntas sobre a série, sobre os personagens, as famílias, enfim. Como estou na expectativa para a quarta temporada (que já estreia amanhã!), resolvi responder já hoje, em uma espécie de "esquenta" para o retorno da série. 
Vamos lá? 

1. Como descobriu a série/livros?
Não me lembro exatamente como descobri a série, mas creio que acabei descobrindo-a primeiro. Sabia muito pouco sobre ela (ainda estava sendo exibida a segunda temporada), e quando descobri que era baseada em livros fui logo pesquisar. Ler a sinopse de Guerra dos Tronos foi como amor à primeira vista, e mal podia esperar para ler. E para que alguns spoilers da série não estragassem as surpresas do livro, esperei ler até o segundo livro, Fúria dos Reis, para assistir à primeira temporada, e depois esperar até ler Tormenta de Espadas (o terceiro volume) para ver a segunda e a terceira temporadas. E cá estou hoje, já tendo lido os cinco livros e aguardando ansiosamente pela quarta temporada hahah

2. Qual é a tua família favorita (sem ser os Stark e os Lannister)?
Minha família favorita é na realidade os Lannister, mas como o criador da tag não me permite, escolho a família Targaryen. Gosto bastante dos Tyrell, mas os Targaryen são a família com a história mais legal de toda a história (ultrapassando também a dos Lannister). Sua história com o Trono de Ferro e o modo como "acabou" são realmente sensacionais, e no final das contas torço para que algum Targaryen (de preferência Daenerys) conquiste Westeros e faça com que o Trono de Ferro volte ao poder da família.

3. Qual é o seu personagem favorito da família Stark?
Se for um Stark legítimo, escolho Arya Stark, mas sem dúvida meu personagem favorito da família é Jon Snow (bastardo, mas ainda sangue de Ned). Ele e Arya estabeleceram uma bela relação irmão mais velho-irmã caçula, e cada um tomou rumos muito diferentes, porém intrigantes e mal posso esperar para ver o que acontecerá com cada um deles. Jon, carregando sobre os ombros o peso do comando da Muralha e de todos os seus problemas e Arya, uma loba que teve que aprender a viver completamente separada do resto da alcateia. Não somente da família Stark, mas são alguns dos personagens que mais gosto de todos. 

4. Qual é o seu personagem Lannister favorito?
Não poderia deixar de ser Tyrion Lannister. O anão é um dos meus personagens favoritos de toda a série, e sua inteligência, suas estratégias, suas sábias falas e seu bom humor o colocam mais alto do que qualquer outro em Westeros. Sempre esperava seus capítulos com ansiedade, pois são alguns dos mais interessantes. E, vendo por outro lado, é o único personagem (desculpe o palavreado) não filho da puta da família. 



5. Qual é o seu personagem favorito?
Assim como sou indeciso para escolher um livro, uma música, uma banda, um filme, sou indeciso para escolher um único personagem nessa série. Os meus favoritos (e tenho certeza que sou só mais um de muitos) são Tyrion e Daenerys. São os personagens que me conquistaram mais facilmente, aqueles que apresentam as tramas mais interessantes e os as reviravoltas mais surpreendentes. 

6. Qual é o personagem de que menos gosta?
Eu poderia responder Joffrey Baratheon, mas a verdade é que secretamente gosto dele. Ele é um dos piores personagens da história, mas sem Joffrey alguns dos melhores (ou piores) momentos da série não aconteceriam. Mas um personagem que definitivamente não gosto é Stannis Baratheon. Não é um "não gostar" de odiar, é um "não gostar" de simplesmente não sentir nada. Stannis é o personagem mais desprovido de carisma que já conheci. Não chama atenção, não tem falas sensacionais, e se morrer não será alguém que fará falta. 

7. O que pensa da série/livros?
Ambos são perfeitos! Não consigo escolher apenas um dos dois, porque se complementam. Graças aos livros tive acesso a essa maravilhosa história e desenvolvi um senso crítico maior com relação a outros livros. Por serem ricos demais, quando leio livros mais pobres (em questão de narrativa, riqueza de detalhes, qualidade das falas e de todo o conjunto da obra) acabo notando essa falta de detalhes e já passo a não gostar tanto do livro, algo em que eu não veria problema algum antes. Além disso, como é uma série que mexeu bastante comigo e posso dizer que mudou minha vida e minha maneira de lidar com alguns livros (algo como o que a saga Harry Potter fez com os livros maiores quando era criança, As Crônicas de Gelo e Fogo me fez com livros mais adultos), e quando termino um livro sempre faço um balanço: o que isso mudou em minha vida? 
E a série complementa o livro pois não preciso apenas ficar na imaginação, mas sim imaginar quando leio e depois ver tudo aquilo se concretizar nas telas.
Estão entre as minhas séries favoritas, tanto televisivas como literárias.

8. Se pudesse ser um dos personagens, qual deles seria e por que?
Eu adoraria ser algum camponês que vive uma vida pacata em terras longe de toda a guerra, estupros e matança. Todos os personagens morrem, e os que não morrem sofrem, e por isso não seria nada mau viver como alguém aleatório e distante de todos os problemas.


9. Qual teu episódio/temporada favorito?
A minha temporada favorita até agora, mesmo com a segunda e a terceira sendo sensacionais, é a primeira. Sobre o meu episódio favorito, separo um de cada temporada: a season finale da primeira temporada, Fire and Blood; Blackwater, o episódio 9 da segunda temporada; e The Rains of Castamere, o traumático episódio 9 da terceira.

10. Quem é a tua "crush" de Guerra dos Tronos?
Traduzo essa pergunta como "alguém que eu pegaria na série", e minha resposta é, sem dúvida, Daenerys. Ela, ao contrário da bela Sansa que seria a segunda opção, é forte e não apenas uma garotinha sonhadora, e por isso teria uma "crush" por ela fácil fácil.

Bom, essas foram as minhas respostas à Tag "Guerra dos Tronos", que foi muito divertida de responder. Se você também gosta da série, dos livros ou dos dois, sinta-se obrigatoriamente tagueado. Adorarei ver as suas respostas também!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vamos falar sobre: Dança dos Dragões



- contém (pequenos) spoilers - 
Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o último (e chocante) livro publicado da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Já começo dizendo que sofri (não no sentido literal, mas daquele jeito que ficamos quando terminamos um livro com final misterioso e não temos ideia de quando o mistério será solucionado). 
Esse livro gigantesco, ao contrário do quarto livro da série, foca mais nos personagens do Norte (como aquele-que-não-sabe-nada Jon Snow) e do outro lado do Mar Estreito, onde as histórias mais interessantes e as reviravoltas mais sensacionais acontecem.
Tyrion Lannister, que no final do terceiro livro foge da prisão, mata Tywin na latrina e Shae na cama do pai, é colocado em uma embarcação e enviado até o outro lado do Mar Estreito, até Pentos (onde Daenerys se encontra com Khal Drogo em Guerra dos Tronos). Vamos descobrindo uma espécie de conspiração envolvendo o magíster Illyrio, Varys e muitos outros para trazer a família Targaryen de volta ao poder. Tyrion será enviado até Daenerys, que reina na cidade de Meereen mas, como se trata de As Crônicas de Gelo e Fogo, é claro que o trajeto não seria tão fácil e tudo não acabaria bem. É também no caminho até Meereen que descobrimos que Daenerys não é a última Targaryen, como até então acreditávamos. 
Victarion Greyjoy, capitão das Frotas de Ferro, se põe no mar e vai até Meereen, onde acredita que encontrará Daenerys e fará dela sua esposa. 
Quentyn Martell, personagem que nos livros anteriores mal é mencionado, neste quinto volume embarca em direção a Meereen, onde pretende honrar um contrato de casamento que sua família fez com os Targaryen há muitos anos e se tornar o marido de Dany.
Como podemos perceber até então, grande parte do livro está relacionada a Daenerys. Desde o primeiro livro ela foi uma das personagens mais importantes (senão a mais importante, ao menos para mim), mas nesse livro atinge seu auge. Rainha da cidade de Meereen e com um grande exército, além de seus três dragões, cada vez maiores, ela atrai os olhos de muitos. Todos planejam encontra-la, toma-la para si ou ajuda-la a conquistar Westeros. 
A garota se sente a mãe ("Mhysa") dos habitantes, por isso não consegue simplesmente abandonar seus novos domínios e marchar para Westeros, onde revindicará o Trono de Ferro. Dany, cercada de poucos amigos e diversos inimigos e no meio de muitas intrigas, vê sua população ser ameaçada pela onda crescente de violência na cidade, causada pelos misteriosos Filhos da Harpia. Para parar os criminosos e conseguir a proteção de seus "filhos" de volta, ela concorda em se casar com o nobre Hizdahr zo Loraq, mesmo apaixonada pelo mercenário Daario Naharis. Seus dragões estão cada vez maiores e mais perigosos, e rendem algumas das melhores partes do livro. 
No Norte temos Jon Snow, o novo Senhor Comandante da Patrulha da Noite, que está afundando em cada vez mais problemas. Também cercado de muitas intrigas, se envolve com Melissandre (não no sentido carnal da coisa, mas acaba aceitando aquilo que a mulher vê em suas chamas e acaba no meio de planos arquitetados por ela). Mesmo todos os personagens ao redor xingando Melissandre, ela é uma das personagens mais interessantes, e um tanto incompreendida.
Em determinada parte, Dança dos Dragões alcança o momento em que Festim dos Corvos termina (para quem não sabe, o quarto e o quinto volumes se passam simultaneamente) e alguns personagens do livro anterior dão as caras, como Cersei Lannister. Se você achou que a personagem já tinha tido cenas grandiosas o suficiente, é porque ainda não leu esse livro. Em um dos melhores capítulos do livro e o melhor capítulo de Cersei até então, a personagem paga por seus pecados de uma maneira... peculiar, digamos, mas não menos sensacional.



O confronto entre religiões vem sendo cada vez mais marcante nos livros da série. Os deuses do norte, Os Sete, o deus vermelho R'llor, entre outros. Tudo isso faz com que o livro (como não poderia deixar de ser, se tratando de George R. R. Martin) seja completo. Mesmo que o excesso de detalhes acabe sendo cansativo em alguns momentos e tamanha descrição acabe "travando" um pouco a leitura, nada é simplesmente porque é. Tudo tem um motivo, tudo tem uma explicação, e se ainda não teve é porque algo surpreendente está por vir. Mesmo sendo um livro de fantasia, é mais real que muitos, pois constrói uma sociedade completa, vista de muitos ângulos, e completamente verossímil. 
Mais uma vez Martin prova sua habilidade em ser imprevisível. Se você pensa que acabará de uma maneira, a única certeza que você pode ter é que não acabará assim, mas sim de um jeito bem melhor. Muitas das vezes, durante a leitura, eu parava e me lembrava de como os personagens em questão estavam no primeiro livro, e como nunca passaria pela minha cabeça que aquilo pudesse vir a acontecer com eles. Tyrion Lannister, vivendo na luxúria em Porto Real no primeiro volume, agora sendo vendido como escravo (um pequeno, porém saudável spoiler). Arya Stark, a filha de Ned, que passou por maus bocados e agora está do outro lado do Mar Estreito em um templo, aprendendo a se tornar uma assassina (mais um spoiler saudável). Tudo isso torna a série cada vez mais maravilhosa, intrigante e chocante. Sim, chocante.
O final de muitos personagens foi realmente chocante. Fiquem calmos, eu não contarei nada para não estragar o seu sofrimento também hahah. Não sei o que é pior: tudo aquilo acontecer no final, ou não ter a mínima ideia de quando descobrirei os desenlaces.
Esse é um assunto polêmico entre os fãs da série: há aqueles que pressionam George e reclamam de seus outros projetos, querendo que foque apenas em ASOIAF, e aqueles que são contra os que pressionam (mas que devem ter o mesmo sentimento de "pare de fazer outra coisa e apenas escreva o próximo livro logo"). Particularmente, estou no meio do caminho. Não é como se eu me revoltasse com os outros projetos de George, mas sou da opinião de que deve focar mesmo no sexto livro e escrever como se não houvesse amanhã. Nâo podemos exigir nada muito rapidamente, afinal um trabalho sensacional desses não é feito do dia pra noite e a pressa é inimiga da perfeição. Mas, como todo leitor, aguardo ansiosamente pelo sexto livro e fico imaginando o que aconteceria (quero nem ver) caso George morra antes de conseguir terminar os próximos volumes. Com o fato de que terminarei de ler a série quando estiver na faculdade já me acostumei, mas não consigo conceber a ideia de não haver próximos livros e ter que esperar para ver os finais apenas na série. 
Um livro sensacional, um dos melhores da série (perdendo apenas para Tormenta de Espadas, obviamente), vai te deixar feliz, triste, sorridente e chocado ao mesmo tempo, e é imperdível (falando agora da série em si e não apenas de Dança dos Dragões) para todos aqueles fãs de boas histórias e que desejam uma bela prova da alta literatura fantástica.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 18 de março de 2014

Vamos falar sobre: Anjo Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Anjo Mecânico, o primeiro volume da trilogia As Peças Infernais, escrita por Cassandra Clare. Assim como Os Instrumentos Mortais, da mesma autora, As Peças Infernais se passa no mundo dos Caçadores de Sombras, mas dessa vez no ano de 1835, na Inglaterra. 
Tessa Gray é uma garota órfã de 17 anos que morava com a tia em Nova York. Quando sua tia morre, Tessa recebe uma passagem de navio para Londres, onde mora seu irmão Nathaniel Gray. E é aí que começam os problemas.
Ao chegar ao porto, Tessa é recebida por duas senhoras muito suspeitas, que se revelam as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e sra. Black. Elas treinam a garota para se casar com o Magistrado, um poderoso homem cuja identidade é desconhecida, e fazem aflorar um poder que Tessa não sabia ter: ela pode se transformar em qualquer pessoa apenas tocando em um objeto que a pertence. Mas não é só isso. Ao contrário de outros feiticeiros, Tessa consegue realmente ser a pessoa em que se transformou, com seus pensamentos e tudo o mais. 
Tudo isso despertou o interesse do Magistrado, mas também dos Caçadores de Sombras. Tessa é resgatada do bordel onde estava com as Irmãs Sombrias e é levada ao Instituto, onde conhece mais sobre os Nephilim e ainda se enturma com seus moradores: Will Herondale, um garoto irritante e presunçoso porém habilidoso e um bom guerreiro (talvez um Jace 2, só que mais legal); Jem Carstairs, um garoto sereno de cabelos e olhos muito claros que ajuda Tessa a entender muitos assuntos e ainda a salva de muitos apuros; Charlotte e Henry, o casal que lidera Instituto; Jessamine, uma garota que odeia a vida de Caçadora de Sombras e mal pode esperar para se casar e se tornar uma clássica dona de casa.
Para derrotar os Nephilim, o Magistrado começa a criar um exército com autômatos, poderosos robôs humanoides que funcionam à base de energia demoníaca, e não medirá esforços para ter em suas mãos Tessa e suas habilidades únicas.
Isso foi uma coisa de que gostei bastante. A história não foca apenas nos membros do Submundo (embora eles sejam muito legais). Temos muitos embates incríveis entre os Caçadores e esses humanoides, que dão um novo ar para a história e tornam esse prequel realmente útil (afinal, qual seria a graça de uma nova série contando os mesmos tipos de conflitos de Os Instrumentos Mortais?).




É perceptível a melhora de Clare como escritora. Embora a saga de Clary e Jace seja muito boa, a autora conseguiu fazer desta uma saga bem melhor! Não posso, claro, dar uma opinião concreta sobre a série toda tendo lido apenas o primeiro livro mas, em comparação com Cidade dos Ossos, é superior tanto na qualidade da escrita quanto no enredo em si.
E a maneira como Cassandra inseriu os ideais da época foi muito inteligente. Todo o preconceito com Charlotte no comando do Instituto, e ainda esse sentimento de inferioridade nas próprias mulheres, como é o caso de Jessamine, que não se sente bem como uma mulher poderosa e sonha em se casar e cuidar pelo resto da vida de seu marido, da casa e dos filhos.
Tudo isso torna o livro bastante interessante, e fica mais fácil ignorar o triângulo amoroso clichê que acaba se formando entre Tessa, Will e Jem (algum probleminha tinha que dar, não é mesmo?).
As ligações com Os Instrumentos Mortais são muito legais. Temos, por exemplo, Magnus Bane, presente em ambas as histórias (afinal, ele é imortal), a história de como os Caçadores de Sombra encontraram Church, o gato do Instituto de Nova York, e ainda algumas relações familiares entre os personagens das duas séries. No terceiro livro desta série (Princesa Mecânica), inclusive, há uma árvore genealógica com as ligações entre os personagens, e descobrimos coisas que acho melhor não citar agora porque poderia ser spoiler para muitos. Mesmo assim, Os Instrumentos Mortais não é extremamente necessário para a leitura de As Peças Infernais. Tudo o que o leitor precisa saber é explicado novamente, até um pouco melhor (como com trechos do Códex dos Caçadores de Sombras), e o leitor não se perde na história por causa de detalhes.
Um livro e uma série altamente recomendáveis, mesmo para aqueles que não se interessaram tanto pelos outros trabalhos de Cassandra Clare!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D