sexta-feira, 20 de junho de 2014

Vamos falar sobre: Faking It



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Faking It, a curtinha, porém muito divertida nova série da MTV. Até então só temos a primeira temporada, de 8 episódios, cada um com 20 minutos de duração!
Mesmo que a história tenha despertado a curiosidade, este foi o fato que mais me deu vontade de ver a série. E terminei em pouquíssimo tempo, já ansioso para uma próxima temporada.
A série conta a história de duas melhores amigas, Karma e Amy, que são muito ligadas desde o jardim de infância mas nunca foram muito populares na escola. E agora surgiu a oportunidade de ganhar toda essa popularidade que sonharam em um colégio um tanto quanto "alternativo", onde o normal (ou seja, as patricinhas de escolas normais) não é valorizado. 
Na primeira festa em que vão, feita por Shane (um dos personagens mais divertidos da série), são tomadas por lésbicas, e tudo o que tentavam usar para explicar que eram só amigas acaba sendo entendido como uma desculpa para não se assumirem de verdade. Quando são expostas e são aplaudidas por todos na festa, enquanto Amy fica constrangida, Karma logo vê uma maneira de mudar sua situação, de se colocar entre as mais populares da escola. E é o que consegue. Karma e Amy são, agora, o "casal" mais popular da escola, e concorrem inclusive ao posto de rainhas do baile.
Enquanto isso temos Liam Booker, o garoto mais popular da escola e um dos melhores amigos de Shane, que desenvolve uma certa obsessão por Karma (que, por sua vez, tem uma certa obsessão por ele).
Todo o fingimento corria bem até que, para Amy, deixou de ser apenas fingimento. A garota (minha personagem favorita na série) acaba desenvolvendo aqueles sentimentos "mais que amizade" por Karma, enquanto esta somente a usa para conquistar popularidade. 
E o desenrolar disso é imperdível! Pode parecer previsível, mas não é. O modo como tudo vai acontecendo, como a mentira muda suas vidas (não somente na escola, mas nas próprias relações familiares) e o incidente a que tudo aquilo leva faz toda a série valer a pena!
Sim, é uma série bastante teen (afinal, é uma série da MTV), mas é muito divertida. É gostosa de assistir, um ritmo bom de ser acompanhado, e mesmo que pareça "vai e volta" em alguns momentos, isso é importante para a história. 
Se tem algo que me incomodou foi o fato de começarem algumas histórias para depois não terminarem. A história da família de Liam Booker, por exemplo, que esconde muitos segredos, é apenas citada em alguns momentos, e acaba ficando algo "queríamos explicar mais, mas não dá tempo", e não um "aguarde a próxima temporada" como deveria.
Os personagens são típicos estereótipos de colegial americano: o popular da escola, a patricinha, aquela que faz de tudo por popularidade. Amy se tornou minha personagem favorita justamente por não se encaixar nesses estereótipos, por ser uma personagem de profundidade maior do que os outros, e é ela quem me motiva a continuar assistindo à série. Destaque para Rita Volk, que interpreta a personagem, e que conquista mais o espectador a cada cena.
Já que não temos um vilão propriamente dito na série, podemos dizer que Karma ocupa a posição daquele personagem que está lá para irritar o espectador e fazer a protagonista sofrer. Mesmo que sejam amigas, fica claro que Karma só está usando Amy, e não é nada raro encontrar xingamentos e mais xingamentos feitos à personagem nos comentários dos episódios (vale ressaltar que concordo plenamente com todos os apelidos pejorativos que são feitos).
Não apresenta efeitos especiais, nem sangue, nem mortes, é uma ótima série para descontrair. Se você procura uma série leve, porém não desprovida de conflitos, que  prenderá sua atenção e ainda te fará dar boas risadas, Faking It é mais do que recomendada!
Com uma segunda temporada já confirmada, nos resta agora aguardar pelas próximas novidades, e pelos próximos episódios dessa divertida saga.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vamos falar sobre: A Culpa é das Estrelas

Oi, como vai?
Hoje eu estou aqui para falar sobre A Culpa é das Estrelas, filme baseado no livro homônimo de John Green, que estreou ontem nos cinemas com todas as sessões lotadas! Comprar meu ingresso e ainda ter um bom lugar foi uma vitória, e cá estou eu, um dia depois, ainda pensando muito no filme e louco para voltar e assistir mais vezes. 
O livro de John Green conquistou tanto sucesso que se tornou uma espécie de referência dos livros YA (Young Adult), e já era de se esperar que o filme alcançasse sucesso parecido. Desde o início prometendo ser uma adaptação bem fiel (com John Green presente nos sets de gravação) e prometendo emocionar da mesma maneira que o livro fez, criei muitas expectativas para o filme. E todas elas foram superadas! 
A história, não há hoje em dia quem não conheça. Hazel Grace e Augustus Waters, dois jovens ligados pelo câncer (o dela, mais agressivo, e o dele já "adormecido"), se conhecem em um grupo de apoio para crianças que sofrem do mesmo problema, grupo este que a garota só frequenta por muita insistência dos pais. Desde que se trombam pela primeira vez, um certo clima surge, que vai culminar em uma das mais tocantes histórias de amor do século XXI.
Para resumir, o filme (e John Green, acima de tudo) nos conta a história de amor que todos queríamos ter, mas em uma situação que ninguém gostaria de estar. Todos (a não ser que a pessoa seja muito amarga, ou já tenha encontrado o que queria) desejam uma história de amor, cheia de particularidades, de química, aquela na qual você olha para a pessoa e sabe que é aquela com quem você quer ficar por muito e muito tempo. Nos faz nos identificar com os personagens, torcer pelo casal, e ao mesmo tempo querer e não querer uma história como aquela. Encontrar a pessoa amada, ser correspondido da mesma maneira, porém com a consciência de que nenhum dos dois terá muito tempo de vida (e que, a qualquer momento, "uma árvore de natal pode se acender").

No quesito adaptação, considero uma das melhores que vi nos últimos tempos, porque, bem, é perfeita! Não só todos os fatos mais importantes do livro estão lá, mas também do modo como estão na obra, algumas cenas inclusive com as mesmas falas. E uma coisa muito interessante que percebi é que, não importa a cena, algum elemento terá o tom de azul da capa do livro. 
A escolha do elenco dispensa comentários. É como se Hazel e Gus tivessem sido criados pensando em Shailene Woodley e Ansel Elgort, tamanho é o modo como combinam com os personagens, e a química entre os dois é incrível. Eu não conhecia o trabalho de Woodley até vê-la como Tris em Divergente, papel em que também deu um show, e a cada filme ela me surpreende mais. Também merecem destaque Nat Wolff, que interpreta Isaac (o amigo de Gus que perdeu os dois olhos para o câncer e sofre com o abandono da namorada, quem sempre dizia que ficariam juntos para sempre), Laura Dern, como a dedicada mãe de Hazel, e Willem Dafoe, ninguém menos que o escritor Peter Van Houten. 
Não cheguei a chorar, mas me lembro bem de um comentário de Markus Zusak (autor de A Menina que Roubava Livros) na capa de A Culpa é das Estrelas, que diz "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais". Pela reação do público é que vemos que o filme cumpriu sua promessa de tocar os espectadores assim como a obra de John Green tocou os leitores. Ao meu lado, pessoas soluçavam de chorar por cenas tristes, e não bem haviam parado de chorar começavam a rir por alguma cena engraçada ou alguma piadinha cheia de humor negro que se seguia. Logo estavam gargalhando, e não muitos momentos depois soluçando novamente. O filme oscila muito bem entre os momentos tristes e alegres, fazendo com que uma história sobre adolescentes com câncer não seja inteiramente depressiva, como muitos a contariam.



Algo que exerce um papel importante na hora de emocionar é a trilha sonora, que, cheia de músicas lindas e muito bem escolhidas (algum dia dedico um post inteiramente a ela), são também muito bem encaixadas e dão um toque de alegria ou melancolia às cenas. 
A maioria dos elogios que tenho à fazer ao filme são também à John Green, afinal é ele quem criou esta história que foi tão brilhantemente adaptada para o cinema, conseguindo passar tudo aquilo que o livro nos passa.
É clichê? Sim, como toda história de amor. E isso não tira em nenhum momento a emoção de descobrir cada novo passo dos dois, como quando se beijam pela primeira vez, ou quando tudo acaba. 
A quem já leu o livro, não preciso nem recomendar pois sei que ou já viram ou estão doidos de ansiedade para ver logo (a não ser que tenha odiado, há essa possibilidade). E a quem ainda não conhece a história, vale muito a pena, recomendadíssimo!

Okay?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Vamos falar sobre: O Pequeno Príncipe


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o (incrível!) O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Antes de mais nada quero deixar claro que sim, é um livro infantil, e sim, o enredo é completamente fora da realidade. Mas, ao mesmo tempo que é fora da realidade, ser mais próximo da nossa realidade é impossível. Isso porque usa do mundo da imaginação para fazer críticas e trazer pensamentos que remetem perfeitamente ao mundo em que vivemos e às "pessoas grandes".
Em um pequenino planeta distante vive um principezinho, com uma flor e três vulcões (um adormecido), que certo dia resolve viajar por outros planetas. Em cada um desses planetas encontra seu morador, personagens alegóricos que nos fazem pensar bastante sobre o nosso comportamento, ou sobre o comportamento da sociedade em geral.
No primeiro planeta conhecemos o Rei, que reina sobre o planeta cujo único morador é, bem, ele próprio. Quando o principezinho chega, o Rei fica muito feliz por ter finalmente alguém em quem mandar, e de seu jeito torto acaba mostrando que não podemos exigir de alguém mais do que aquela pessoa pode dar. 
"- Se eu ordenares a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se numa gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem, ele ou eu, estaria errado?" 
Logo depois conhecemos o vaidoso, o beberrão, o acendedor de lampiões, um empresário que acredita possuir as estrelas e muitos outros personagens, que não detalharei muito para não estragar a graça da história. Sua viagem segue até que vem parar na Terra, no meio do deserto, e se depara com mais personagens (como a serpente e a sensacional raposa), até se encontrar, por fim, com nosso narrador. Não se sabe muito sobre o narrador, só que é (ou foi, mas não há muito tempo) uma criança sonhadora e agora viaja pelo mundo de avião. Seu avião caiu no deserto, no meio do nada, e foi uma grande surpresa encontrar o garotinho de cabelos dourados lhe pedindo um desenho.
A narrativa é muito leve e gostosa, o que não poderia deixar de ser, se tratando de um livro infantil. Porém, ao mesmo tempo, é um livro profundo, com pensamentos sobre a amizade e a vida adulta. E ainda conta com ilustrações do próprio autor, o que me trouxe de volta à infância por um momento e me fez esquecer dos livros cheios de morte, intrigas e sangue que vinha lendo. Por conta de seu tamanho (91 páginas, algumas inteiras ocupadas por ilustrações), é um livro que pode ser lido em uma tarde. 
Há algumas frases incríveis, que dão aquele toque de profundidade à doce história do príncipe:
"- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas." 
"- Que quer dizer 'cativar'?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa - Significa 'criar laços'...

- Criar laços?

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
"- Bom dia - disse o pequeno príncipe.
- Bom dia - disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas especiais que saciavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? - perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo - disse o vendedor - Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.
- E o que se faz com esses cinquenta e três minutos?
- O que a gente quiser...
'Eu', pensou o pequeno príncipe, 'se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando calmamente em direção a uma fonte...'"
Essas são minhas citações favoritas, mas o livro todo é cheio de situações assim, e falas assim que (pelo menos a mim) tocam bastante e fazem pensar sobre muitos dos nossos atos e das pessoas ao redor. 
É um daqueles livros que todo mundo no mundo precisa ler, e pelo tamanho pequeno e o preço muito baixo fico abismado que todos ainda não o tenham feito.
Estou buscando por livros mais profundos, sem aquela superficialidade e aqueles triângulos amorosos dos livros teen (algum dia, dedico um post inteiramente a esse assunto), e O Pequeno Príncipe foi uma incrível surpresa. 
Uma história leve, contagiante e cheio de lições que lhe farão pensar (a não ser que você tenha preguiça, neste caso recomendo que continue nos triângulos amorosos dos livros teen mesmo), é totalmente recomendável, tenha você qualquer idade!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D