sábado, 18 de abril de 2015

Playlist: músicas para melhorar o humor



Sabe quando você acorda, todos os dias, e mal amanheceu, e você tem que se trocar e ir para a escola? Ou quando você teve que ficar estudando por muito tempo para a prova de uma matéria que você não está entendendo? Essa e muitas outras são situações que deixam com um humor péssimo.
Quando estou nesses momentos, sempre encontro alguma música que melhora muito o meu humor, e, ao terminar de ouvir algumas delas, é como se o motivo que me deixou naquele estado nem existisse mais.
Pensando nisso, resolvi fazer este post, montando uma playlist com as músicas que me deixam com um humor lindo novamente e que sei que serão de bastante ajuda para vocês. São músicas muito boas e muito gostosas de algumas das minhas bandas favoritas, que não posso deixar de compartilhar. Algumas vocês já conhecem. Outras são daquelas minhas bandas que ninguém mais conhece, e, por isso, tenho gosto em apresentar (e, se você já conhece, venha aqui e me dê um abraço).
Vamos lá?

1. The Captain - Biffy Clyro



2. Guns For Hands - Twenty One Pilots



3. Take a Walk - Passion Pit



4. Ocean - Coasts



5. I Bet My Life - Imagine Dragons



6. The Nights - Avicii



7. Let Me In - Grouplove



8. Miracle Mile - Cold War Kids



9. We are Young - Fun. ft. Janelle Monáe



10. Taken By Sleep - Tyler Joseph



Esta música é um caso a parte, porque é muito triste, mas que, paradoxalmente, me deixa em um ótimo humor e adoro cantar junto.

Bem, esta são dez músicas que, sempre que ouço, o mundo fica mais belo. Temos músicas agitadas, músicas mais lentas, algumas antigas mas que até hoje não perderam seu efeito (e que nunca perderão, como é o caso de We Are Young). E vocês, que músicas ajudam a alegrar o seu dia?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Então eu assisti... Cinquenta Tons de Cinza


- contém spoilers -

Pois é, caros amigos, assisti ao filme Cinquenta Tons de Cinza, e já adianto que foi uma experiência surpreendente.
Desde que os livros se tornaram um fenômeno mundial, tive a curiosidade de ler. A literatura erótica sempre fora meio rejeitada: os livros eram invisíveis nas prateleiras das livrarias e acredito que muitas mulheres tinham vergonha de serem vistas comprando (caso se interessassem por ler livros assim). Já aí, a curiosidade mórbida me foi instigada: o que esse livro tem que os outros não têm? Por que todos comentam abertamente sobre o senhor Grey e suas peripécias, mas não se sentiam tão confortáveis para comentar antes? 
Baixei o ebook do livro e não consegui prosseguir: muito mal escrito e com uma protagonista irritante, não aguentei ler muitas páginas e logo abandonei-o, concordando com todas as críticas feitas a ele. Eu sei, os livros eróticos são destinados  a mulheres (ao menos a maioria), mas creio que o bom-senso esteja presente em ambos os sexos (ou devia estar) e não consegui entender como a história se tornou tudo aquilo. 
Quando surgiram as primeiras notícias sobre a adaptação, de certa forma acompanhei, pois estava novamente curioso, dessa vez para saber que atores seriam os desvairados (e um pouco mercenários, talvez?) de encararem o projeto. Eis que surgiram os nomes Jamie Dornan (que fazia um papel completamente oposto em Once Upon a Time) e Dakota Johnson. 
No mês retrasado, o filme estreou, e as críticas por parte das fãs do livro foram incrivelmente negativas: elas, que esperavam uma adaptação aos ares de Ninfomaníaca (um filme muito bom sobre o qual falarei em um dos próximos Filmes da Semana), receberam um filme com muito romance e poucas cenas de (perdoem-me o uso do termo) putaria forte. 
Com tantos comentários acerca de uma história assim, mesmo que você seja um ser humano dotado de bom gosto e até uma certa erudição, não importa o sexo, fica difícil não ter a curiosidade desperta, e não há como resistir. Portanto, lá fui eu baixar o filme (já em qualidade HD, mas com uma legenda em chinês que rapidamente aprendi a ignorar), e sinto que consigo entender um pouco de todo o hype acerca da "história de amor e sado" entre Grey e Steele.



Grey é um empresário jovem, influente e muito rico, porém dono de um passado perturbador, que é entrevistado por Anastasia quando ela vai substituir sua amiga, a verdadeira estudante de jornalismo. Em uma das cenas mais ridículas que já presenciei, Ana cai (de quatro) na porta da sala de Christian, e desde então já percebi que não deveria levar o filme muito a sério.
Com o tempo, a história dos dois se desenvolve, mas esse desenvolvimento acontece de uma maneira um tanto controversa, pela qual não culpo os envolvidos com o filme em si, mas a autora e o forte cheiro de Crepúsculo do qual a história é impregnada. Christian decide que não pode mais viver com Anastasia por ela se declarar uma garota romântica. A manda para casa, dizendo que eles não devem ficar juntos, e é só a mulher chegar em casa que recebe presentes do empresário. 
A história dos dois se desenrola de maneira um tanto estranha, sem a química que esperamos encontrar entre os protagonistas de filmes românticos, com o homem rico se mostrando atencioso, cuidadoso e enchendo a moça de presentes caríssimos. Basicamente, o homem dos sonhos de muitas por aí. Até que ele revela seus gostos um pouco peculiares: é adepto do sadomasoquismo, um dominador que possui em sua casa um quarto destinado somente aos "jogos" que gosta de praticar. 
Chega a ser interessante a cena em que os dois discutem os termos de um contrato que Grey faz acerca das práticas que os dois terão, no qual ela concordaria tanto com a parte "divertida" quanto com coisas um tanto humilhantes e que não parecem ser tão prazerosas assim.
Anastasia, como não podia deixar de ser, acaba concordando com os termos de Grey (e somos obrigados a ouvir o clássico "I don't make love, I fuck hard"), e conhecemos um pouco mais sobre o playground do rapaz e as relações que eles têm lá dentro.



Para quem já viu Ninfomaníaca, o filme mais explícito que você pode imaginar, é um tanto engraçado ver as cenas amenizadas deste, justo o contrário do que todos esperavam. 
Acontece que, junto com essa parte que eu disse ser a "divertida", podemos perceber como Christian leva seus termos ao pé da letra, chegando a ser doentio: Ana não pode tocar nele a não ser que ele autorize (quando ele vai beija-la, sempre coloca os braços dela para trás, e isso já diz bastante sobre sua personalidade), faz com que ela espere de joelhos, como uma escrava, na porta do quarto vermelho, e ainda (o mais absurdo) quer puni-la fisicamente por atos que toma. E essa punição quer dizer palmadas fortes e cintadas, o extremo da humilhação.
E foi justamente isso que salvou o filme e me surpreendeu, me mostrando que não é tão ruim quanto eu pensava (mas isso não quer dizer que seja bom). Tudo o que eu conseguia pensar ao longo do filme era em como seria interessante um momento em que Christian abusasse de tudo aquilo, despirocasse (termo que não tem nada a ver com a palavra "piroca", deixando claro) e fizesse algo de que Ana realmente não gostasse. Dito e feito.
Na que, para mim, foi a melhor cena do filme, Grey dá fortes cintadas em Ana como punição, e ela toma as rédeas da sua vida, deixando de ser simplesmente a submissa que concordara em ser, e toma uma atitude. Eu sei, isso tudo será estragado no segundo filme, mas não importa. Como conclusão para este, mesmo que seja aquele clássico cliffhanger para te manter esperando pelo próximo capítulo, acredito que não poderia ter terminado de maneira melhor.
Mesmo que não seja um bom filme em questão de conteúdo, com diálogos um tanto imbecis e com um ar de fanfic de Crepúsculo que sempre se faz presente, e um romance que também não se mostra dos melhores, é um filme muito interessante de se acompanhar.
As brechas abertas para reflexão não foram implantadas estrategicamente pela autora, como Machado fez em Dom Casmurro, mas são resultado de uma péssima escrita que se refletiu no filme. De qualquer forma, essas brechas para reflexão existem, e não há como simplesmente assistir como um filme qualquer sem se pegar tentando entender a cabeça de Christian e de Ana.
Também é muito interessante para se entender todo o hype, a expectativa que foi criada em torno dessa história. É até "entendível" o modo como a história sobre um homem que praticamente utiliza a garota como escrava sexual, agredindo-a e expondo-a ao ridículo em certos momentos, consiga ser tão gostada e o lugar de Steele seja tão desejado em tempos de manifestações de feminismo e de um sentimento de que a mulher não precisa se submeter a homem nenhum. 
Assim como Crepúsculo atingiu adolescentes sonhadoras com um príncipe, Cinquenta Tons atingiu até mesmo as mais mulheres mais independentes que sonham com um homem teoricamente atencioso e cuidadoso que as encham de presentes e ainda seja "bom de cama". Esse tipo de livro mexe com um lado um tanto primitivo da mulher, que pode até ser renegado, mas não deixa de estar presente em boa parte delas. 
Há muito sobre o que pensar quando se trata de Cinquenta Tons de Cinza, desde que você não veja o filme pensando só em como serão representadas as cenas de sexo. Desta forma, as duas horas de duração simplesmente não são horas perdidas, e recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 15 de abril de 2015

TAG: Baralho de Cartas

Oi, como vai?
Hoje estou aqui, matando as saudades das tags, para responder uma que me foi passada pela Jéssica do Fofocas Literárias. A tag é muito bem elaborada e diferente das que eu estava habituado a responder e, mesmo não manjando nada de baralhos (a não ser de Uno), fiquei bastante curioso para faze-la! Vamos lá?

Ás de ouros - Ter muitos livros pode ser considerado uma herança. A quem deixaria seus livros em um testamento?
Como não pretendo morrer antes de chegar a uma idade bem avançada em uma cama quentinha (se os médicos não inventarem um elixir da vida antes), deixarei a vasta biblioteca que acumularei até lá para os meus filhos, porque a genética funcionará e eles obviamente vão desenvolver gosto pela literatura também.

Sete de paus - Depois do trabalho árduo, a recompensa. Aquele livro com uma escrita difícil, mas super endoidecedora.
O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Não é uma escrita exatamente difícil, mas é um tanto cansativa, com muitas explicações sobre muitas coisas que acabam atrapalhando o ritmo da leitura e dando sono em alguns momentos. Mas, com um pouco de paciência, tudo vale a pena e a recompensa é muito boa: é um livro incrível, sobre o qual falarei logo logo!

Valete de espadas - De batalhas é feita a história. Escolha uma passagem descritiva de uma batalha que tenha gostado de ler.
Eu adoro ler cenas de guerras e me sentir imerso nas batalhas, e os livros que mais conseguem me deixar dessa maneira são, sem dúvida, os de George R. R. Martin. Uma das passagens de batalhas de que mais gosto não só da série, mas de todos os livros que já li, é a batalha em Porto Real entre as tropas dos Lannister e Stannis Baratheon, no final de Fúria dos Reis. Confira um dos trechos, no qual Tyrion Lannister decide liderar a surtida contra o exército rival, que tenta invadir a cidade.

"A distância Tyrion ouviu outro grande estrondo. Por sobre as muralhas, o céu que escurecia estava inundado de camadas de luz laranja e verde. Quanto tempo o portão aguentaria?
Isso é uma loucura, pensou, mas, mais vale a loucura do que a derrota. A derrota é morte e vergonha. 
- Muito bem, eu liderarei a surtida.
(...)
- Você?
Tyrion via a incredulidade nos rostos deles.
- Eu. Sor Mandon levará o estandarte do rei. Pod, o meu elmo - o rapaz obedeceu correndo. (...)
Seu grande garanhão vermelho usava focinheira e testeira. Seda carmesim envolvia seus quartos traseiros, por cima da cota de malha. A sela elevada era dourada. Podrick Payne entregou-lhe o elmo e o escudo, feito de pesado carvalho enfeitado com uma mão dourada sobre fundo vermelho, rodeada por pequenos leões dourados. Levou o cavalo a descrever um círculo, observando a pequena força de homens. Só um punhado tinha respondido à sua ordem, não mais de vinte. Montavam seus cavalos com olhos tão brancos como o do Cão de Caça. Olhou com desprezo para os outros, os cavaleiros e mercenários que tinham acompanhado Clegane.
- Dizem que sou meio homem - Tyrion disse. - O que isso faz de vocês?
Aquilo os envergonhou bastante. Um cavaleiro montou, sem elmo, e veio juntar-se aos outros. Seguiu-se um par de mercenários. Depois mais homens. O Portão do Rei voltou a estremecer. Poucos momentos depois, o tamanho da força de Tyrion havia duplicado. Tinha encurralado os homens. Se eu lutar, terão de fazer o mesmo, senão são menos que anões. 
- Não me ouvirão gritar o nome de Joffrey - disse-lhes. - Tampouco me ouvirão gritar por Rochedo Casterly. É a sua cidade que Stannis pretende saquear, e aquele portão que tenta derrubar é o seu. Portanto, venham comigo e matem o filho da puta! - Tyrion desembainhou o machado, fez o garanhão rodar, e trotou na direção da porta de surtida. Achava que o seguiam, mas não se atreveu a olhar."

Rainha de copas - Figura forte e cheia de poder. Revele-nos um livro escrito por uma mulher de que tenha gostado muito. 
Isso é fácil, afinal muitos (talvez a maioria, mas nunca parei para contar) dos livros que leio são escritos por mulheres e são espetaculares. Estou lendo atualmente Persuasão, de Jane Austen, e estou amando, mas, para essa resposta, escolho E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, obra que não tenho palavras para descrever quão boa é. 

Coringa - Num jogo, sempre que o coringa aparece o valor das cartas se altera. Qual foi o autor que entrou na sua vida e mudou muita coisa?
Como disse a Jéssica, não citarei JK Rowling porque seria uma resposta muito óbvia. Mas, para quem lê meu blog, não há como fugir da resposta óbvia, e escolho George R. R. Martin. Se JK me deu gosto por livros cada vez maiores, George serviu como um divisor de águas em minhas leituras: passei a esperar mais, não me contentar com pouco em livros, buscar escritas cada vez mais elaboradas e histórias mais profundas, o que me fez repensar os conceitos sobre muitos livros que antes eu considerava muito bons. Martin, digamos, refinou meus gostos literários, e sou eternamente grato por isso.

Essas foram as minhas respostas para a Tag Baralho de Cartas! Deixei uma pergunta de fora por absolutamente não ter o que responder, e por isso preferi não inclui-la a responder qualquer coisa sem sentido só para estar com a tag completa. Repasso esta tag aos blogs Eu + Livros, Poréns & ETCs, Na Próxima Página e Veias Literárias. 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D