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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

TOP 5: Séries maravilhosas que descobri em 2014

Oi, como vai?
Nessa pegada de retrospectivas e balanços sobre leituras e outras coisas do ano, resolvi fazer um sobre as séries que vi, um top 5 com as que eu descobri neste ano (mas não necessariamente são deste ano) e mais gostei. Algumas das minhas favoritas como Sherlock e Game of Thrones não contarei, afinal, descobri em 2013 (quando eu entrei no mundo das séries de fato), mas 2014 foi um ano em que vi muitas séries sensacionais e que mexeram bastante comigo.
Vamos lá?

5. Breaking Bad


É uma série sensacional, que conta a história de Walter White, um professor de química que descobre ter um câncer de pulmão que encurtará muito a sua vida e passa a produzir metanfetamina para sustentar sua família depois que morrer. Coloquei-a em último do top 5 (mas, de tantas séries que vejo, ainda é uma posição de muito prestígio) porque só vi até a segunda temporada, e não tive momentos de sofrimento ou nada do tipo. Mesmo assim, considero uma das melhores séries que assisto e terminarei em 2015.

4. Skins



Embora essa série comece parecendo um besteirol adolescente, com muitos palavrões, drogas e sexo, isso não fica por muito tempo. Conforme se desenvolve, notamos toda a profundidade dos personagens e da história e sofremos juntos. Vi só a primeira geração, e logo quero fazer um post só sobre ela. Mas foi, sem dúvida, uma das melhores que descobri no ano. 

3. How I Met Your Mother

Terminei recentemente e adorei! É uma série que mescla muito bem comédia e drama, e, embora seja muito longa (9 temporadas, 208 episódios ao todo), é muito rápida de ser vista por causa de seus episódios de 20 minutos. Não quero falar muito, pois logo farei um post somente sobre ela, mas é, sem dúvida, uma das que mais mexeram comigo nesse ano.


Fiquei muito em dúvida sobre colocar DW em segundo ou em primeiro lugar, mas decidi deixa-la aqui mesmo por ter sido sensacional no início, mas me desanimado bastante na oitava temporada (também falarei sobre isso logo logo). Ainda assim, é uma série incrível e uma das minhas favoritas na vida.

Das séries que comecei a acompanhar da Fall Season deste ano, esta é a única que continuo acompanhando. É uma série sensacional que me arrebatou de uma tal forma que chega a ser doloroso o fato de ter só um episódio por semana. Quando comecei, não sabia que seria tão sensacional e viria a se tornar uma de minhas favoritas. Recomendo demais, e aguardo ansiosamente o fim do hiatus, dia 30 de janeiro.

Assim como falei sobre as séries que deixei de ver neste ano, falei também sobre as melhores surpresas do ano. E vocês, que séries descobriram em 2014 que levarão pra vida?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vamos falar sobre: Doctor Who


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, poucos dias antes da estreia da nova temporada, para falar sobre a sensacional, incrível e todos os adjetivos para elogiar que você imaginar Doctor Who!
Estou há muito tempo (desde que terminei, há uns dois meses, para ser mais sincero) pensando em escrever esse post, e eis que fui me sentar para escreve-lo só agora, alguns dias antes da estreia da tão aguardada oitava temporada, que trará um novo Doctor e muitas outras histórias!
Doctor Who conta a história do Doctor (quem?), o único sobrevivente de uma guerra que envolveu sua espécie e os Daleks, os maiores vilões da história (sobre os quais falarei mais depois), e desde então vaga pelo tempo e espaço em sua máquina disfarçada de cabine policial inglesa ajudando pessoas e outros tipos de seres (e quando digo outros tipos, quero dizer alienígenas bizarros e tudo o mais). Mas o Doctor não viaja sozinho. Ele sempre encontra uma companion, uma garota (embora alguns garotos tenham assumido o papel de companions em alguns momentos) que o ajudará nas missões e o completará de certa forma, cada uma trazendo uma característica diferente e estabelecendo algum tipo de relação com o Doctor. Ele é imortal, a não ser que algum dos vilões o mate de fato, e tem a habilidade de se regenerar (transformar todas as células de seu corpo, continua o mesmo Doctor mas com um jeito e uma personalidade completamente diferentes), e é aí que uma das coisas que mais gosto na série entra. 
Assisti a "nova geração" de Doctor Who, que estreou em 2005, mas a verdade é que a série é considerada a mais longa de todos os tempos. Só para vocês terem uma noção, em 2013 fez 50 anos...
São 13 episódios, de em média 40 minutos, por temporada, e até agora temos sete temporadas. Assisti à série em maratona, e cada tempo livre que me restava, ou até mesmo horas em que eu deveria estar fazendo alguma obrigação (como estudar, por exemplo), a deixava para outra hora só pra assistir (o que, em parte, justifica minha quase completa ausência alguns meses atrás). Quando faltavam duas temporadas para terminar, praticamente dobrei a "carga diária de episódios", e quando terminei foi como se eu precisasse me lembrar de como se vivia sem passar metade dos dias assistindo hahahah
Para não perder o fôlego e cair na mesmice, as temporadas alternam entre novos Doctors e novas companions, e é uma melhor que a outra!
Ao todo, são 12 Doctors, mas como não assisti à série clássica falarei apenas sobre a "nova geração" que comentei acima. Nessas 7 temporadas tivemos três Doctors, e a próxima já contará com um novo ator na pele do protagonista, Peter Capaldi!
Minha relação com Doctor Who é um tanto engraçada porque, confesso, de início achei a série um lixo. Sem exageros, o episódio piloto é o cúmulo do ridículo, e os efeitos especiais são sofríveis. Fiquei muito tempo sem ver (quase um ano), e em um belo dia a encontrei na Netflix e resolvi dar mais uma chance. Nos primeiros episódios ainda fiquei com um certo receio e não conseguia levar a sério, mas a série evoluiu de tal maneira que hoje é simplesmente uma de minhas favoritas! 
Justamente por isso, quero falar detalhadamente sobre alguns dos elementos da série, então já lhes aviso que sim, esse post ficará enorme. Vamos lá?

9th - Cristopher Eccleston



Esse é o Doctor de que menos gosto, mas não porque não gosto, só porque, bem, gosto menos. Confesso, quando comecei a assistir, tinha em mente apenas Matt Smith, o décimo primeiro, e um dos motivos porque desanimei foi por descobrir que ele só entraria na quinta temporada. Cristopher é um ator realmente legal, depois de alguns episódios, e o nono Doctor é ótimo. Por só ter participado da primeira temporada, não desenvolvi nenhum carinho especial por ele ou coisa do tipo, e até eu aprender a ignorar os efeitos especiais ruins e realmente embarcar na história a temporada já havia passado da metade. Mesmo assim, foi com ele que realmente "aprendi" a gostar da série, e não dá para ignora-lo. 

10th - David Tennant


Aí sim a brincadeira fica realmente boa. Em determinado momento (não contarei qual, porque faz parte da surpresa da série), ocorre a tão aguardada regeneração do Doctor, e eis que nos deparamos com o décimo, que é meu Doctor favorito! Eu conhecia muito pouco do trabalho de David Tennant, o havia visto apenas em Harry Potter e o Cálice de Fogo, então não comecei com grandes expectativas. Mas Tennant toma seu espaço na série e no coração dos fãs, e não tem como não se enlevar em seu jeito de resolver as coisas e em sua relação com Rose, sua companion, sobre a qual falarei mais tarde. Ele é brilhante, e sua regeneração, além de vir no final de um episódio lindo (de chorar, e não estou exagerando), é muito emocionante, e é como se eu quisesse adiar a entrada do Doctor que me fez começar a ver a série só para ter por mais um tempinho o décimo.

11th - Matt Smith


Matt Smith, digamos, nasceu para ser o Doctor! Sua participação na série já começa em uma cena nada fácil e desde então ele consegue carrega-la muito bem. Muito engraçado e engenhoso, é um tanto "peculiar" no seu jeito de resolver as coisas, e não tem como não adora-lo logo de cara. Podemos dividir a história em era Tennant e era Smith. Com o início da era Smith, nenhum dos personagens sensacionais da era Tennant voltam e são inseridos muitos outros. Talvez por esse motivo ainda prefira a era do décimo Doctor: o conjunto era muito mais carismático. Isso não significa que os personagens que chegam com Matt não sejam bons, mas não há como esquecer os antigos.

O Doctor é o personagem principal, mas sem a tradicional companion nada seria. Elas são trocadas geralmente de temporada em temporada, e apenas algumas ficaram por mais tempo.

Rose Tyler 


Rose Tyler é uma das minhas companions favoritas. Foi a primeira, e isso a coloca em um lugarzinho especial no coração de todo fã. Ela acompanha o nono e o décimo Doctors, e sua relação com eles é incrível! Com o nono há uma certa química, mas nada que os torne shippáveis. Já com o décimo...
Eles são incríveis juntos! A segunda temporada, a que passam juntos, é uma das minhas favoritas, e o final é de sofrer, sofrer muito, muito mesmo.

Martha Jones


Martha é a personagem mais engraçada graças aos fãs. Isso porque a grande maioria do fandom não gosta dela e vive fazendo piadinhas. O problema de ter vindo depois de Rose é que sua partida acabou tanto com as estruturas emocionais dos fãs que qualquer outra personagem vindo depois ainda não faria jus. Desde o início gostei de Jones, mas, no balanço geral de todas, foi a que menos gostei. Mas não por odiar, só por não gostar tanto quanto gostei das outras mesmo. Ainda assim, é muito importante em sua temporada e faz muito pelo Doctor.

Donna Noble


Donna Noble é... Donna Noble! Não há outra maneira de definir. Sempre que penso isso me sinto mal pela Rose, mas a verdade é que Donna é minha companion favorita de todas. É a mais engraçada, em disparada, e seu reencontro com o Doctor (eles já haviam formado uma dupla e tanto em um dos especiais, mas estou evitando ao máximo dar detalhes) é de gargalhar. Não há como não se apaixonar de cara, assim como não há como não sofrer com sua despedida, a mais (perdoem o vocabulário chulo) filha da puta de todas. É de doer o coração, e quem já assistiu sabe bem do que estou falando. Compete muito bem com o final de Rose em Doomsday, e são as personagens de quem mais senti falta.

Amy Pond (e o Rory)


Amy é uma companion muito legal, mas só. Ela se encontrou com o Doctor quando era criança e desde então esperou por seu retorno. Acontece que ele demorou tanto que quando voltam a se ver ela já é uma mulher formada que começa a acreditar que tudo aquilo não passou de um sonho. Interpretada pela linda Karen Gillian, é uma das mais carismáticas e nos faz simpatizar logo de cara, mas, ao menos para mim, sua participação muito longa (mais de duas temporadas) acaba por tirar um pouco de sua magia, e em sua despedida de fato não senti nada parecido com o que senti com os finais de Rose e Donna. Foi simplesmente... ok, tchau, que venha a próxima.
Além de Amy, temos Rory, seu marido, que ganha muito destaque na série e evolui muito rumo à utilidade. Rory é um personagem um tanto mala sem alça no início, e sinceramente tenho algo contra companions masculinos. Eles só servem de estorvo, deixem apenas o Doctor e sua companion e tudo fica melhor!

Clara Oswald


Uma boa palavra para definir Clara é "amorzinho". Isso porque ela é realmente muito amorzinho, e é como uma paixão à primeira vista quando começa a ser companion de verdade (depois de alguns encontros, que são brilhantemente ligados à sua história e função na série). Ela é a última da lista, e estará na próxima temporada com Peter Capaldi. Formou uma ótima dupla com Matt, e acho que será ainda melhor com Peter. Há boatos de que se despedirá na próxima temporada, e ao mesmo tempo que não quero me despedir tão cedo de sua personagem, quero que seja encerrada logo para que não haja o mesmo desgaste que tive com os Ponds.

Além das companions, temos muitos outros personagens importantíssimos e muito carismáticos, e cujas histórias são bem construídas e muito legais de se acompanhar. Destacarei os meus favoritos nesse quesito: River Song e Jack Harkness. Este chega como quem não quer nada, e ganha um destaque enorme ao longo do tempo. É um dos personagens mais legais de todos, e como se não bastasse é um dos mais engraçados (e que tem um destino surpreendente!), e um enorme poder de sedução. Já River é a personagem com a história mais confusa, porém muito interessante, que já vi na minha vida. Já passei muito tempo tentando entender, mas como continuo na estaca zero só sorrio e aceito o que quer que eles falem. O tempo passa para River "ao contrário", então quando o Doctor a conhece, ela já o conhece há muito tempo, e cada vez que se encontram é como se ela o conhecesse menos... sim, é muito confusa, não consigo sequer explicar direito. Mas vale muito a pena, e sua ligação com os personagens é surpreendente!
Sobre os inimigos, temos alguns passageiros, cujas histórias duram apenas um episódio e logo são resolvidas, e outros que são destinados a pegar no pé do Doctor por toda a eternidade. São eles os Daleks, personagens com a voz mais irritante da série e que, mesmo parecendo um saleiro com rodinhas, contam com grande poder de destruição e foram os maiores inimigos dos Time Lords, o povo do nosso protagonista.


















Temos também os ótimos Cybermen e os melhores inimigos do Doctor, Weeping Angels. Eles são os mais puxados para o terror que podemos encontrar, e o episódio em que são inseridos, Blink, é um dos melhores da série! São seres que não podem se mexer enquanto estão sendo vistos, mas quando não estão, movem-se extremamente rápido... Moral da história: se você se deparar com um, não pisque, nem pense em piscar, não desvie o olhar, e não pisque.



As diferenças que citei há pouco entre a "era Tennant" e a "era Smith" também pode ser explicada pela mudança de showrunner. Nas primeiras temporadas, tínhamos Russel T. Davies, e nas últimas temos Steven Moffat. Ambos são excelentes, mas suas abordagens são diferentes. Russel aborda mais os feelings dos fãs. As temporadas mais choráveis e mais destruidoras de estruturas emocionais são sem dúvida as primeiras, e adoro isso. Já Moffat dá à série um ar mais "obscuro", digamos, e foca nas reviravoltas e surpresas. As temporadas com mais segredos e mais loucuras no tempo (como a história da River, por exemplo) são as últimas. Também adoro. Sinceramente, ainda prefiro as primeiras temporadas, porque mechem com o emocional de uma forma que Moffat não consegue, mesmo nos deixando na ponta da cadeira e revelando segredos de tirar o fôlego. De qualquer maneira, a série no geral é incrível, perfeita, e as mudanças sempre são bem vindas.
Ontem, dia 18, ocorreu um evento no Rio de Janeiro com o showrunner Moffat e os atores Peter Capaldi e Jenna Coleman, que interpretam, respectivamente, o décimo segundo Doctor e Clara. Confira uma das fotos do evento, que foi postada pela equipe da página Doctor Who Brasil:



































O evento deve ter sido incrível, e além dessa entrevista com o elenco e a oportunidade de tirar fotos e tudo o mais, quem esteve presente pode assistir ao primeiro episódio da nova temporada (que estreia no sábado, dia 23), e segundo eles a série conta com uma abordagem totalmente nova, resgatando um pouco do jeito da clássica, e que vamos amar. Espero, mas sei que Doctor Who não nos decepcionará!
Em resumo, a série é sensacional, surpreendente, fácil de se apegar, e recomendo muito, tipo muito mesmo, a todos! Mesmo com os primeiros cinco episódios ruins, depois que essa fase passa (ou depois que nos acostumamos, enfim) a série só melhora e prende de tal forma que não há como simplesmente abandona-la!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D