Mostrando postagens com marcador American Horror Story. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador American Horror Story. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Vamos falar sobre American Horror Story: Coven


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre American Horror Story: Coven, a terceira temporada da série de terror, que de terror não teve nada.
Como sabemos, a série conta uma história avulsa em cada temporada, e depois de uma casa mal assombrada e um manicômio, chegou a vez das bruxas de Salém, um tema incrível e que abre um leque para muitas tramas maravilhosas. 
E o que foi realmente feito? Apenas a pior temporada da série.
Tudo começa quando Zoe, uma garota aparentemente normal, mata seu namorado com seu poder de vagina assassina (todos os garotos com quem praticava sexo acabavam mortos por hemorragia interna, poder que, aliás, foi completamente esquecido ao longo da história). Sua mãe revela que a garota é, na verdade, uma bruxa, e ela vai para uma academia de jovens bruxas em New Orleans. 
Uma espécie de Hogwarts, coordenada por Cordelia Foxx (mais uma personagem de Sarah Paulson que, para não perder o costume, sofre, sofre e sofre mais um pouquinho), a academia ainda abrigava outras garotas: Queenie, um boneco de voodoo humano (ela poderia causar ferimentos a qualquer pessoa apenas causando um ferimento a si própria, sem se machucar), Nan, que lia mentes, e Madison, uma ex atriz que causou a morte de um homem com seu poder de telecinesia (movimentar coisas com o poder da mente) e foi parar na academia pensando ser uma celebrity rehab. Temos também Misty Day, uma hippie que tem o poder de trazer coisas de volta à vida, mas que foi queimada na estaca por prática de bruxaria e acabou sendo dada como morta. 
Lá, descobrimos que há um esquema de Supreme na sociedade de bruxas. Dentre todas as bruxas, há uma mais poderosa, soberana, suprema. Ela é a mais forte, que consegue executar qualquer tipo de poder. Mas a Supreme atual, Fiona Goode, é extremamente egoísta e inescrupulosa. Essa personagem, claro, não poderia deixar de ser interpretada pela diva (não há como descreve-la de outra maneira) Jessica Lange. 
Além de tudo isso, temos também as histórias de Delphine LaLaurie e Marie Laveau. A primeira, uma rica senhora do século passado de New Orleans que desenvolveu um gosto um tanto peculiar pela anatomia humana. E para estudar, nada melhor do que abrir seus escravos, remexer em seus órgãos, usar seu sangue como produto de beleza. Laveau era a rainha voodoo, grande defensora do direito dos negros. Quando descobriu as atrocidades de LaLaurie, a deu um frasco com uma poção que a tornou imortal, e depois a aprisionou em um caixão por cerca de cem anos, até ser liberta por Fiona.
Essa é praticamente a base de toda a história, e é uma ótima base. Daria uma temporada sensacional. Mas aí entra Ryan Murphy, que foi capaz de criar uma ótima história, mas não de continua-la. 
Aconteceram algumas coisas legais, sim. Nos foram mostradas cenas chocantes, sim. Mas não passou disso.
Os fatos aconteciam e eram rapidamente esquecidos. Queenie, em determinado episódio, é estuprada por um minotauro. É. Foi uma cena chocante. Me prendeu. Mas não foi levada adiante. Não foi mostrado nada demais (não que eu queria ver o ato em si, mas com tudo o que nos foi mostrado em Murder House e Asylum a cena poderia ter sido muito melhor explorada), e como consequência Queenie apenas ficou um episódio de cama. Fiona Goode era uma assassina fria, que mataria qualquer que fosse a nova Supreme para que continuasse em seu reinado por mais anos (quando uma Supreme surge, a outra morre). E o que fazem com relação a isso? Isso mesmo, nada. Convivem com a mulher numa boa, como se ela não fosse um perigo iminente.
A temporada, mesmo sendo para maiores de 18 anos, contou com um imenso apelo teen. Ao invés de uma história realmente impactante, Ryan nos trouxe um amontoado de bitches e mais bitches tentando sambar uma na outra. Era como se ele nos quisesse obrigar a falar no final de cada episódio "nossa, fulana de tal sambou na cara de fulana de tal", "pisou nas inimigas", "divaaaa".
E o que mais me incomodou, de todos os problemas que já citei, foi a inconsistência e a indecisão de Murphy. Era como se não houvesse planejamento algum e ele simplesmente escrevesse os novos episódios sem se ater aos fatos dos anteriores. Certo dia ele matava uma personagem importante, e era realmente uma morte muito legal. No máximo três episódios depois a personagem era ressuscitada, e todo o impacto acabava. E em algumas vezes as personagens que ressuscitavam não traziam nada de realmente novo pra história. E os problemas eram convenientes demais. Para sinalizar o fim de sua vida e de sua supremisse, Fiona tinha um câncer, que, em tese, pioraria conforme a nova Supreme se fortalecesse. Mas a verdade é que o câncer ia e vinha de acordo com as vontades de Ryan. Em um dia, Fiona estava saudável. No seguinte, estava careca quase morrendo. No outro, ela já estava linda e saudável novamente. Cordelia fica cega em determinado momento, e isso foi muito legal, pois ela desenvolveu uma segunda visão, a habilidade de enxergar a verdade sobre as pessoas apenas tocando nelas. Mas eis que Ryan mudou de ideia e num belo episódio a fez recuperar a visão. Foi uma cena chocante, e muito legal. E podia continuar assim. Mas, em um outro belo dia, Ryan resolve fazer Cordelia ficar cega novamente, porque percebeu que ela tinha se tornado uma personagem inútil quando recuperou a visão. Simples assim. É como um recado de Murphy dizendo "a série é minha eu faço o que quero".
Esse recado também é praticamente esfregado em nossa cara no início da season finale (não é spoiler, isso acontece antes mesmo da abertura), quando Stevie Nicks, vocalista da banda Fleetwood Mac, anda pela academia cantando uma música cuja única ligação é com o nome do episódio, Seven Wonders. Para aqueles que não sabem, Ryan também é o criador de Glee, e quis misturar as duas porque, afinal de contas, a série é dele mesmo.
No início, tudo foi muito legal, mas com o tempo foi se tornando um hábito, e não dava mais pra levar os acontecimentos a sério. Quando uma personagem morria, já ficava claro que ela voltaria a viver, e no mais tardar dois episódios depois ela ressuscitava. As cenas impactantes passaram a ser apenas um amontoado de cenas feitas pra chocar, mas que já acabaram perdendo o efeito.
E outra crítica fica por conta de Evan Peters. O jovem é um ótimo ator e deu um show nos papéis de Tate e Kit em Murder House e Asylum, respectivamente. Mas em Coven foi extremamente mal aproveitado. Kyle nada mais é do que um garoto que Zoe conhece em uma festa e é morto por Madison. Quando elas o ressuscitam ele se torna praticamente um macaco. Não fala nada, não pensa direito, não anda sobre os dois pés corretamente. Acho que Ryan quis coloca-lo como um Frankenstein, mas estava mais para um chimpanzé mesmo. E o curioso é que, de todos os personagens que voltam à vida, apenas ele age daquela maneira (???).
Atualmente, quando falo sobre American Horror Story, costumo recomendar apenas as duas primeiras temporadas. Mas o que me anima é justamente o fato de que a série retrata uma história avulsa por temporada, então por mais que esta tenha sido ridícula ainda podemos esperar por uma salvação vindoura. A quarta temporada, segundo boatos (e estou torcendo para que se concretizem), contará a história de um circo dos horrores na década de 1950. Será uma coisa de épocas antigas, como foi Asylum, e, espero, séria.
Como aconteceu com Coven, está vindo com muitas promessas. Só nos resta esperar que cumpram realmente essas promessas, e não se tornem uma decepção ainda maior do que essa péssima season 3 foi. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

American Horror Story Asylum: bem vindo à Briarcliff



Oi, como vai?
Hoje eu vim falar um pouco sobre American Horror Story Asylum, a segunda temporada da sensacional série de terror que de um episódio pra outro se tornou uma das minhas favoritas. A primeira temporada, Murder House, conta a história da família Harmon, que se mudou para uma casa onde é assombrada pelos espíritos dos antigos moradores, que morreram lá. Foi uma boa temporada? Sim. Mas nada se compara à Asylum. 
Esta temporada conta a história de Briarcliff, um manicômio controlado por freiras, onde os internos sofrem maus tratos e tratamentos pra lá de suspeitos. De um lado, a religião. De outro, a ciência. Ambos acabando com a vida das pessoas. 
A freira Sister Jude, interpretada pela melhor atriz de séries que eu já vi na vida Jessica Lange, comanda Briarcliff e aprova todos esses tratamentos suspeitos, medicamentos fortíssimos e tortura aos pacientes. Quando a repórter Lana Winters descobre as barbaridades que se passam no local e resolve denuncia-las, acaba sendo internada por Jude por ser lésbica, o que na época era considerado uma doença. 
Mary Eunice é a freira mais pura e correta do manicômio. Ou melhor, era até o diabo, que estava no corpo de um paciente, ser exorcizado e entrar no seu corpo. 
Dr. Arden é um médico ex nazista, que não acredita em religião nenhuma mas acaba com a vida dos pacientes em nome da ciência. Ele faz experimentos que, em teoria, melhorariam a vida das pessoas e as tornariam imunes à radiação no caso de uma guerra nuclear. 
Dr Thredson é um psiquiatra, que vai até Briarcliff temporariamente para ajudar alguns pacientes. Aparentemente, é o único personagem correto da série. Aparentemente...
Kit Walker é um rapaz que é preso em Briarcliff acusado de ser o maníaco Bloody Face, que mata mulheres e depois arranca suas peles. Ele não é este maníaco, mas vai preso acusado de matar todas essas mulheres e ainda sua esposa, Alma, que na verdade foi abduzida por alienígenas. 
Essa, pra mim, é a única parte em que a história se perde um pouco. A questão dos alienígenas ficou algo meio deslocado de todo o resto. No final das contas eles acabam se tornando importantes e tudo se encaixa, mas de início fica estranho. 
Vários atores da primeira temporada estão presentes nesta, como Jessica Lange, Evan Peters, Sarah Paulson e Lily Rabe, por exemplo, em personagens completamente diferentes e complexos que mostram o quão bons atores eles são. São personagens cujo humor vive oscilando, e eles não deixam a desejar em nenhum momento. 
Uma atuação que merece todos os elogios é a de Lily Rabe, que consegue transmitir toda a "batalha" que ocorre dentro de seu corpo, lutando contra o diabo. Em alguns momentos ela é provocante, arrogante, maldosa, e em outros é apenas uma garota indefesa que chora por não conseguir resistir ao mal dentro dela.
Sarah Paulson, que não teve tanto destaque na primeira temporada, nesta temporada deu um show de atuação e mostrou a que veio. 
Ao contrário da primeira temporada, em que a história acontecia no presente e eram mostrados alguns flashbacks do passado, nesta a história ocorre no passado, quando Briarcliff ainda funcionava, e algumas poucas cenas vão sendo mostradas hoje em dia, quando Briarcliff já está desativado e em ruínas. 
A história começa com um casal (o homem interpretado por Adam Levine, vocalista da banda Maroon 5 que fez todos aqueles que reclamaram de sua escalação para o elenco queimarem a língua) indo até as ruínas do manicômio passar a lua de mel. Até que são surpreendidos por um Bloody Face. Demoramos um pouco para descobrir quem é esse novo maníaco e a sua ligação com os personagens dos anos 60, e quando descobrimos é um tanto chocante.
É definitivamente melhor e mais assustador do que a primeira temporada. Além do mais, a história é mais madura, e o horror consiste mais nas coisas terríveis pelas quais os internos de Briarcliff passam e das maldades de Bloody Face do que de coisas místicas como espíritos ou coisas do tipo.
Como a tendência é melhorar, mal posso esperar para ver a terceira temporada, Coven, que estreia no dia 9, esta quarta-feira. Ela contará a história de bruxas, e a cada promo (que, como é de praxe, não dá detalhe algum sobre a história, mas consegue te deixar com um friozinho na barriga) fico mais ansioso.
Com atuações impecáveis, uma maquiagem terrível (no bom sentido, pois são realistas demais e chegam a espantar) e ótimos cenários, consegue te prender de uma tal maneira (cheguei a ver oito episódios sem parar) que você não consegue simplesmente largar, parar, sem saber o que acontecerá em seguida. 
Se você não gostou muito da primeira temporada, ou simplesmente não se interessa muito pela série em si, dê uma chance. Vale muito a pena. Não é um terror de tirar o sono, mas é algo que assusta e impressiona.  E com uma história sensacional. Nota dez.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D