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quarta-feira, 11 de março de 2015

Vamos falar sobre: Perdão, Leonard Peacock

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick, autor de O Lado Bom da Vida, mais um dos ebooks que li nas férias e que só agora consegui reunir meus pensamentos e opiniões de forma decente para poder escrever sobre!
O livro conta a história do jovem Leonard Peacock, um garoto que passou por certos acontecimentos um tanto "traumatizantes" no início de sua adolescência e que hoje se encontra perturbado, completamente descrente com a humanidade, e que chega a uma extrema decisão: cometer um assassinato, e depois se matar.
Mas antes, nesse célebre dia, Leonard deseja empreender uma jornada, visitando as pessoas que, de alguma forma, fizeram diferença em sua vida, e dando-lhes um presente especial.
Assim, o jovem visita seu vizinho idoso com quem se reunia para assistir a filmes antigos de Bogart, uma garota por quem sentiu um tipo peculiar de paixão, seu professor favorito, que lhe ajudou a desenvolver um pensamento crítico e com quem se identifica muito, entre outros personagens, sempre com a arma nazista que herdou de seu avô na mochila e com uma única certeza: no final do dia, irá usa-la.

É um livro, acima de tudo, muito crítico, trazendo interessantes reflexões e questionamentos acerca da vida em si, do comportamento de adolescentes e adultos, do consumismo, etc. Como é narrado em primeira pessoa, conseguimos mergulhar na maneira que Leonard vê o mundo, e como tudo, para ele, parece sem esperanças.
Em passagens muito interessantes, por exemplo, Peacock comenta que gosta de se vestir como um adulto, pegar uma maleta (vazia) e ir até a estação de metrô no horário em que estão indo e voltando do trabalho. Lá, escolhe aquele que lhe parece mais infeliz para seguir e observar. Isso o mostra que muitos dos adultos são infelizes com seus empregos e suas vidas, e o faz pensar que talvez se tornar um adulto não valha tanto a pena.
É um ótimo livro para pensar, mas aviso: as críticas, embora sejam verdadeiras e pertinentes, não devem ser levadas tão a sério, ou você poderá se tornar alguém depressivo e sem esperanças na humanidade como nosso protagonista. E não é exagero.
Todas esses ideais são expressos em uma narrativa leve, fluida, com interessantes diálogos e, mesmo o final não sendo o mais surpreendente (pela premissa escolhida, não havia muitos caminhos para seguir na conclusão), vale a pena ser lido.
Não é um dos melhores que li no ano, e não se equiparou ou superou O Lado Bom da Vida, do mesmo autor, mas é um bom livro, e não deixa de ser recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D