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sábado, 21 de março de 2015

Primeiras Impressões: A Playlist de Hayden

Oi, como vai?
No mês passado a editora Novo Conceito me enviou o release de A Mais Pura Verdade que, como vocês devem ter percebido, não foi uma experiência muito agradável. Pensei que era somente como um "prêmio de consolação" àqueles que não conseguiram parceria, mas há alguns dias, surpreendentemente, recebi outro release da editora: A Playlist de Hayden, livro que, ao contrário do anterior, amei!
A Playlist de Hayden nos conta a história de Sam, um garoto meio nerd que só tem um amigo, o inseparável Hayden. Os dois são aquele clássico grupo de nerds dos colégios americanos, que sofrem bullying dos valentões babacas e gostam de jogar RPGs. 
A relação que Sam e Hayden constroem faz com que a amizade um do outro seja o suficiente, sem que precisassem de outros amigos ou se deixassem levar por toda a zoação que sofriam. Isso é o que Sam pensava.
Depois de uma festa, os dois têm uma grande briga sobre a qual ainda não sabemos muito (o release contém as primeiras 86 páginas do livro de 288), os dois se separam e, no dia seguinte, quando Sam vai até a casa de Hayden, o encontra morto em sua cama. O garoto cometeu suicídio e, no chão ao seu lado havia um pen drive com um bilhete. No pen drive, Hayden montou para Sam uma playlist, que este deverá ouvir enquanto busca o porquê do suicídio e tenta superar a morte do único amigo. 
Tudo já estava muito estranho, até que Sam descobre Astrid, uma garota muito legal e descolada que se diz amiga de Hayden, mas que não quer contar onde ou como o conheceu, e o porquê de o amigo nunca tê-la mencionado. 


Daqui em diante não darei mais detalhes, nem tanto para não dar spoiler, mas para ter o que falar na resenha do livro completo, que certamente quero ler! 
Além da história, que achei bastante intrigante e cujo desenrolar estou curiosíssimo para descobrir, achei a maneira como o livro foi montado bem bacana: cada capítulo é uma das músicas da playlist de Hayden, que já me fez descobrir muitas músicas ótimas. 
Quando comentei com amigos a história, muitos se lembraram na hora do livro Os 13 Porquês, no qual uma garota se mata e deixa a todos aqueles, que, de alguma forma, contribuíram para isso, fitas com uma espécie de acusação. Deste livro não gostei nem um pouco, e creio que A Playlist de Hayden não tenha nada a ver. No primeiro, temos uma garota dizendo a muitas pessoas "olha, eu me matei por sua causa", enquanto neste temos apenas músicas, que foram deixadas ao amigo por algum motivo que ainda descobriremos. 
A autora constrói muito bem a atmosfera de suspense, e estou cada vez mais curioso para saber como terminará!
A Playlist de Hayden será lançado no dia 6 de abril!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 7 de março de 2015

Primeiras impressões sobre A Mais Pura Verdade e bajuladores de editoras


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre algo bastante polêmico e pelo que certamente muitos blogs podem até me odiar. 
Há algumas semanas, a editora Novo Conceito me enviou um release do livro A Mais Pura Verdade, do iniciante Dan Gemeinhart, e deu a nós, blogueiros, a missão de lê-lo e, ao final, fazer um post com as primeiras impressões para que nos enviassem o livro todo. 
O livro conta a história de um garotinho com uma certa doença que decide fugir de casa (também por um certo motivo que faz parte das descobertas do livro) para viver uma aventura nas montanhas. Basicamente, uma mistura de Extraordinário, de R. J. Palacio (que amei) com Into the Wild. Fiquei muito empolgado com a premissa, e me prontifiquei a ler, já pensando em como seria legal receber o livro da editora, mesmo não sendo um blog parceiro (ainda não tenho 1000 seguidores nem página no Facebook, amigos). 
Pois bem, comecei o livro animado, segui com a leitura, relevando alguns pontos que já me deixaram com um pé atrás, até que cheguei em um ponto em que não conseguia prosseguir, tamanha era a falta de qualidade em tudo aquilo.
Me perdoem a sinceridade, mas me pediram para escrever um post com as minhas primeiras impressões do livro, e é o que farei, para o bem ou para o mal.


A Mais Pura Verdade, para começar, é incrivelmente mal escrito. Eu sei, o personagem principal é uma criança e não teria um vocabulário elevado ou recursos linguísticos machadianos. Mas o livro conta com capítulos alternados, um seguindo o garoto e outro nos mostrando o que está acontecendo com sua família. Esses são os que mais me incomodaram, escritos de maneira muito pobre para a qual tenho duas teorias: 1. o autor talvez tenha tentado criar uma atmosfera onírica, como quando estamos em um flashback ou em um sonho em algum filme ou série e a imagem ganha um certo desfoque, ou outras cores... talvez ele tenha pensado que isso ficaria legal em um livro (não ficou); 2. ele escreve muito mal mesmo.
Sinto dizer que creio na segunda teoria. 
Outro ponto que me incomodou muito foi o quão clichê todas as situações são. É como se Dan tivesse relembrado todas as situações já batidas de tudo o que pode acontecer com um garotinho sozinho e juntasse sem qualquer inovação no livro. O garoto começa sua viagem com planos de filmes de ação e, conforme sua "saga" avança, não é como se descobríssemos nada de novo.
O personagem vai parar em um desses clássicos cafés mal iluminados de esquina dos filmes americanos, com aquela garçonete que masca chiclete de boca aberta e alguns transeuntes aleatórios nos cantos, como um homem bêbado ou um mendigo no balcão. E, sempre nessas histórias, tem alguém que será bonzinho com o personagem perdido. Conte-me novidades.
Depois de saltar para um capítulo mal escrito (como o usual) da família dele, voltamos para a saga de nosso pequeno peregrino, e ele se encontra sozinho, na rua, no meio da noite, com um grupo de malvados parado em um ponto próximo. Adivinhe só o que acontece? Dou-lhe uma chance...
Sim, exatamente, o grupo de malvados segue o garoto. Bate nele. Rouba suas coisas. Deixa-o no chão, depois de apanhar, pensando que morreu. Criatividade para quê, se você pode simplesmente juntar situações prontas?
Como se não bastasse tudo isso, há ainda uma vontade imensa do autor em nos mostrar o porquê de o nome do livro ser A Mais Pura Verdade. Essa frase é repetida ao longo do livro por várias, várias vezes. Chega a ser muito irritante.
Esses são apenas alguns dos exemplos que ilustram meu ponto e que demonstram com justeza minhas primeiras impressões do livro.



Pensei, sinceramente, em não escrever nada sobre. Afinal de contas, a ideia de escrever era para poder ganhar o livro na base dos elogios e, se eu não elogiar, de que serviria?
Ou eu poderia inventar elogios do além, escrevê-los com desgosto, só para que pudesse ganhar o livro futuramente, mas de que isso adiantaria? Eu teria um livro do qual não gosto nem um pouco na estante, e ainda teria violado meus princípios de não mudar minha opinião por causa de editora nenhuma.
Mas resolvi escrever esse post justamente por ver muitas pessoas violando esses princípios (se elas o tiverem). Sim, você pode ter até gostado do livro e achado bem escrito, como já cheguei a ler. Não é minha culpa o fato de muitos terem começado lendo livros bobinhos e simplesmente parado neles. Cada um é cada um. Mas me incomoda o modo como muitos blogs se transformam em prol de editoras, e vi isso em muitos posts de primeiras impressões sobre este livro. 
Venho me segurando para não escrever nada sobre isso desde janeiro, quando o período de parcerias começou, mas agora tudo se juntou e se tornou inevitável.
Nesse tal período de editoras selecionando parceiros, foi incrível como o número de resenhas (positivas, é claro) aumentou muito em alguns blogs. Como todos se desesperavam pedindo seguidores e likes em páginas (não estou falando de retribuição de seguidores, algo que faço numa boa, estou falando de "sigam meu blog, por favor!") só para se mostrarem mais "selecionáveis" que outros (alguns até deixavam esse motivo explícito nas postagens, lastimável). 
Era incrível como, de repente, todas as editoras faziam um ótimo trabalho, como todos os livros dela eram maravilhosos, e como tudo isso diminuiu drasticamente depois que a seleção da maioria das editoras acabou.
Recentemente, tornei-me um parceiro da editora Gutenberg, o que já me rendeu um livro e tudo o mais. Mas consegui isso sendo eu mesmo, Eles gostaram de mim, mesmo sabendo que posso detonar um livro se não gostar. Portanto não estou falando que não se deve tentar parcerias. Isso seria uma enorme hipocrisia. E parceria com editoras é muito legal. Estou falando que é ridículo o modo como muitos blogs se modificam só para serem escolhidos. Como de repente se tornaram robozinhos, babando ovo bajulando as editoras e os livros só para ganharem livros de graça.
Se você tem um blog literário só para ganhar livros, uma dica: baixe ebooks, ou arrume dinheiro e compre os livros. Isso economizará muito trabalho, e ainda nos poupará de muitos blogs vazios de conteúdo e cheios de "interesses comerciais". 
O blog é um dos espaços mais pessoais que existem, no qual você poderá ser 100% você e os outros que se  danem. Se não gostar, é só não entrar. Não se tornem algo que vocês não são só por um punhado de livros de graça. Como diz o novo (e já linchado verbalmente por mim) autor Dan Gemeinhart, esta é a mais pura verdade.