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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vamos falar (e talvez surtar um pouco) sobre A Esperança: o Final!



Oi, como vai?
Hoje estreia, depois de um ano, o tão aguardado A Esperança: o Final, conclusão épica da franquia iniciada em 2012 baseada nos livros de Suzanne Collins! Fui ontem à pré-estreia, com pessoas surtando na sessão e tudo o mais, e posso adiantar a todos que ainda não viram que o resultado ficou espetacular, assim, em níveis absurdos mesmo.
O longa dá continuidade e conclusão à saga de Katniss Everdeen, que se voluntariou para tomar o lugar da irmã mais nova nos Jogos Vorazes e, lá, por conta de sua personalidade um tanto incontrolável, tornou-se o símbolo da revolução para todos aqueles que viviam em condições desumanas no país, enquanto os habitantes da Capital viviam de luxo e desperdícios. 
No último longa, A Esperança: parte 1, Katniss finalmente conheceu o Distrito 13, que todos acreditavam ter sido completamente destruído pelas tropas da Capital depois de tentar se rebelar. Este filme foi criticado por conta de seu ritmo, as clássicas críticas acerta de qual é a necessidade de se dividir o último livro em dois. Não sei se é porque eu gosto tanto da saga a ponto de não conseguir ser imparcial ou se por outros motivos, mas eu adorei e, particularmente, não entendi o motivo de tamanhas reclamações. Mas, se já gostei tanto assim da parte 1, podem imaginar como me sinto com relação a esta parte final.
Neste, Katniss se encontra cada vez mais próxima de seu objetivo: matar o presidente Snow. Sendo o grande símbolo da revolução, ela conseguiu unir todos os Distritos contra a Capital sob o comando do Distrito 13 e sua líder, Alma Coin, e neste longa as tropas rebeldes finalmente marcham contra o centro do governo do país.
A questão é que Katniss começa a se sentir um tanto desconfiada acerca das intenções de Coin: se sentindo completamente usada pela líder e por Plutarch Heavensbee, antigo idealizador dos Jogos, e percebendo que ela não se mostra muito diferente de tudo aquilo que mais era criticado em Snow e que motivara toda a rebelião de fato, a protagonista deve tomar importantes decisões e aprender a não confiar completamente em ninguém.
Somado a isso temos um Peeta perturbado, depois de ter sido sequestrado e teleguiado pelos agentes da Capital para ser uma arma contra Katniss, e um Gale que se mostra cada vez mais ligado aos ideais do D13 e perdendo os escrúpulos quando o objetivo é atingir o governo. 



O longa começa de forma relativamente calma, mas em nenhum momento perde o climão de final épico de uma saga. 
Com a tensão crescendo continuamente ao longo de suas pouco mais de duas horas de duração, conseguiu me deixar com o coração prestes a sair pela boca mesmo já tendo lido o livro. Acho até que é por ter lido o livro que eu ficava tão nervoso assim: temos muitas mortes e outras cenas chocantes no filme, e só de saber que elas se aproximavam eu já ficava tenso.
Embora muitas pessoas tenham chorado, não sinto que foi um filme para se emocionar. Muitas coisas acontecem continuamente e você fica preso à poltrona, sem conseguir piscar ou parar para respirar calmamente, e a tensão é o que prevalece. 
Francis Lawrence, como sempre, não nos decepciona de forma alguma, e, mesmo que eu não me lembre do livro com detalhes, sei que as partes mais importantes e marcantes estão lá, representadas impecavelmente por alguém que claramente leu o livro e se preocupou com a história original (coisa que está tão em falta no cinema). 
Com cenas simbólicas e assustadoramente realistas, consegue chocar não somente como parte da história mas como algo que poderia (e muito provavelmente acontece) acontecer na vida real (como uma certa cena envolvendo criancinhas da Capital).
A conclusão de tudo é tão bem feita que arrepia, sendo fiel a tudo o que acontece no livro e não deixando pontas soltas (não que eu tenha percebido, pelo menos).
Com muito boas atuações, com destaque óbvio para a espetacular Jennifer Lawrence, que se destaca e consegue transmitir impecavelmente o sentimento de qualquer personagem que se proponha a interpretar, também rende elogios a Donald Sutherland e a rainha Julianne Moore, respectivamente Snow e Coin, além de Josh Hutcherson, lidando com todos os seus conflitos internos e sua mente bagunçada pela Capital. 
Mesmo que seja um filme relativamente longo, a história é tão bem distribuída e amarrada que passa muito rápido.
Por algum motivo, meu filme favorito da franquia continua sendo o segundo, Em Chamas, mas A Esperança: o Final dá um grandioso show e se tornou o meu segundo acirrado favorito.
Agora acabou de vez, depois de quatro anos e quatro incríveis filmes, e fico muito feliz e orgulhoso ao lembrar que fui em todas as estreias, desde o primeiro longa. Marcante, certamente deixará saudades e já se tornou insubstituível para todos os fãs! 
E vocês, já assistiram ou assistirão logo à conclusão da saga? E, se sim, o que acharam? 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

[ATUALIZADO] Divulgada caracterização de Eddie Redmayne em Animais Fantásticos e Onde Habitam!



Com as gravações já iniciadas e com os sets e diversas outras coisinhas sendo divulgadas aos poucos, Animais Fantásticos e Onde Habitam já está nos deixando muito ansiosos e só estreará em 26 de novembro de 2016!
Hoje foi divulgada pela Warner, por meio da Entertainment Weekly, a primeira imagem que traz a caracterização de Eddie Redmayne como Newt Scamander, o protagonista da nova história que se passará cerca de 70 anos antes dos eventos de Harry Potter. 
Veja só as imagens divulgadas

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Com essa caracterização incrível, que faz Eddie se encaixar perfeitamente até mesmo no papel do próximo Doctor em Doctor Who, o longa (roteirizado, aliás, pela própria JK Rowling, e dirigido por David Yates, responsável pelos 4 últimos filmes da saga Harry Potter) nos contará as aventuras de Newt pelo mundo, visitando os lugares mais peculiares e enfrentando diversos perigos enquanto reúne informações para seu livro, Animais Fantásticos e Onde Habitam. 
Rowling afirmou que não se trata de um prequel ou uma sequência de Harry Potter, mas de uma extensão do mundo mágico apresentado na saga, que se passará em Nova York e, como já mencionado, 70 anos antes de o Menino Que Sobreviveu sobreviver. 
Estou muito ansioso pela produção! E vocês, o que acharam da caracterização de Eddie? 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;)

Oi, voltei! Isso porque, passeando pela internet, encontrei mais imagens divulgadas do filme, que mostram ainda melhor a caracterização do resto do elenco e ainda algumas fotos dos sets de gravação. Vejam só! 

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Já conquistou o posto de um dos filmes mais aguardados de 2016, mal posso esperar! 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Prova de Fogo e a síndrome do protagonista


Oi, como vão? 
Este é um post que fiz há muito tempo, mais precisamente no final de semana da estreia do longa. Ele está prontinho bonitinho desde então e pela ação de forças obscuras (aquelas que fizeram o Jânio renunciar) eu não postei até hoje, mas aqui estou eu tomando vergonha na cara e voltando a cuidar do blog, agora que as minhas férias se encontram batendo à porta (e eu estou sentindo uma saudade louca de escrever, sério).
Hoje estou aqui para falar sobre Prova de Fogo, sequência do longa The Maze Runner, ambos baseados na série de livros homônima de James Dashner. Como sempre digo, tento ao máximo separar o filme da adaptação, porque eu entendo que não da pra se colocar tudo o que está no livro e muitos elementos nem ficariam muito bons nas telonas. Mas não há como não misturar as coisas quando a discrepância é tamanha, e eu acabo gostando menos do filme como um filme em si só por pensar em tudo o que poderia estar acontecendo... mas não está. 
Terminei a leitura de Scorch Trials alguns dias antes de assistir e logo mais virei escrever sobre ele. Parte da minha pressa para ler foi para justamente para conseguir terminar antes do filme, mas acontece que não teria feito muita diferença. Há um aproveitamento muito superficial de tudo o que acontece no livro. O longa já começa de forma absurda e termina mais absurda ainda, tomando um rumo completamente diferente do que lemos e que, inclusive, sequer te dá spoilers da obra (o mínimo que uma adaptação pode fazer).
Em Prova de Fogo, Thomas e os outros garotos da Clareira se encontram agora aparentemente a salvo dos problemas nas instalações da organização que os retirou do Labirinto no final do primeiro longa. 
Acontece que eles não estão muito mais seguros do que estavam anteriormente, e, ao descobrirem os planos de seus "salvadores", resolvem fugir e encarar o grande deserto que o mundo se tornou.

As diferenças começam por aí: a motivação que tinham para enfrentar todo o deserto e os perigos que o habitam são muito diferentes e detalhes importantes da história que só são apresentados no final são dados logo no início como se não fosse nada de mais. Eu não reclamaria tanto se a nova história criada estivesse a altura, mas acontece que não está. Há certas coisas que ficam mal explicadas, enquanto no livro não temos este problema.
O longa abrange vários temas em voga na cultura pop atual, saltando de um filme distópico para um de zumbis, para, logo após, virar um filme de ação frenética, e assim seguimos (para que Thomas termine quase uma Katniss Everdeen, o que não é nenhum spoiler mas que, se você assistiu, certamente vai entender). 
Se o roteiro demonstra habilidade em saltar por todos esses gêneros, demonstra sua inabilidade com os personagens em si. Mesmo que alguns garantam seus momentos passageiros de glória, a história sofre fortemente com a síndrome do protagonista. 
Thomas é um protagonista muito... protagonista, não há outra maneira de descrever. Ele é muito heroico, em níveis absurdos e irreais, sempre tendo as ideias e liderando todo mundo, inspirando a confiança instantânea sem dar maiores explicações. Trata-se de uma reclamação que eu tenho também do livro, mas deixemos isso para a resenha do próprio. 
Mesmo com outros bons personagens, como Newt e Minho, tudo acontece só com Thomas, e a maneira como ele sempre estará certo e sempre conseguirá salvar todos no final das contas faz com que a experiência não se torne tão interessante quanto poderia ser, e que ainda conte com alguns clichês que dão vontade de arrancar os cabelos.  Foi criado um personagem principal tão perfeito e idealizado que é como se todos os outros personagens fossem descartáveis. 
Os efeitos especiais, ao menos, estão incríveis, e a caracterização dos Cranks e a maneira como são explorados faz com que você se sinta assistindo a uma genuína produção de zumbis, uma mescla de Guerra Mundial Z com uma pitada de Eu Sou a Lenda.
Essa pegada mais pesada tenta atingir um público diferente e mais abrangente que o do livro, buscando também os adultos. Não sei se a estratégia funcionou ou não, mas em alguns momentos nos esquecemos de que estamos assistindo a uma distopia adolescente, e vejo isso como um ponto positivo (não que eu não goste, só fiquei saturado com tantas delas). 
A cena da batalha final, embora não tenha nada a ver com a do livro, acaba se saindo melhor nas telonas do que o que realmente ocorre, então está perdoado, mas é tão repleta de "ufa acabou NÃO NÃO ACABOU NÃO ok agora acabou NÃO AINDA NÃO" que depois de um tempo você já está cansado e rezando para que acabe logo. 
É um filme aceitável naquilo que se propõe, oferecendo ação do início ao fim, e te satisfará desde que você não espere mais do que um blockbusterzão para te entreter por duas horas. 
E vocês, o que acharam do longa?

A periodicidade não foi das melhores, mas espero que tenham gostado, até a proxima ;D 

domingo, 4 de outubro de 2015

Vamos falar sobre o incrível Perdido em Marte!


Oi, como vai?
Hoje estou aqui, neste belo domingo, para falar sobre filmes! Não, não é a volta do Filme da Semana (aliás, faz muito tempo que não assisto a nenhum dos filmes do projeto, preciso voltar logo). Falarei um pouco sobre o espetacular lançamento da semana, Perdido em Marte (The Martian, nome que soa muito legal em inglês mas que, se fosse traduzido ao pé da letra para o português, tiraria a seriedade do filme (quem acreditaria em um longa chamado O Marciano?)).
A produção conta a história de um grupo de astronautas da Nasa que vai até Marte com a missão de coletar amostras e realizar pesquisas para trazer para a Terra. Enquanto eles se encontram em solo marciano, uma tempestade (como essas tempestades de areia) os atinge, e eles são obrigados a voltar para a nave e abortar a missão. Acontece que um dos astronautas, Mark Watney, é atingido por um dos equipamentos, sendo lançado muito longe de todo o grupo e tendo sua comunicação cortada. Depois de muito tentarem, todos acabam dando-o como morto e resolvem voltar para a Terra sem ele.
A questão é: Mark não morreu. Ele ficou temporariamente desacordado e, quando recobrou a consciência, já se encontrava completamente sozinho no planeta vermelho, contando apenas com os equipamentos que deixaram para trás, uma espécie de estação de habitação que eles construíram e os suprimentos que foram enviados para todo o time. 
Determinado a não morrer em Marte, Watney deve encontrar uma maneira de sobreviver naquele lugar, produzindo novos mantimentos e adaptando os equipamentos de que dispõe enquanto espera uma nova expedição ir resgata-lo, ao mesmo tempo em que busca encontrar uma forma de entrar em contato com a Nasa e mostrar que, surpresa, ele não morreu.



O filme acompanha os dois lados da história: em paralelo com a vida de Mark em Marte, temos toda a movimentação do diretor, dos cientistas e dos engenheiros da Nasa ao descobrirem que o astronauta está vivo e precisa ser resgatado antes que seja tarde demais (o que é um grande problema, já que missões espaciais tripuladas demoram anos e anos para serem realizadas).
O elenco conta com grandes atores, como Matt Damon, que vive o marciano Mark, Kate Mara (que não tem muuuito destaque mas é uma atriz de quem gosto bastante então preciso colocar seu nome em algum lugar do post), Chiwetel Ejiofor (o protagonista de 12 Anos de Escravidão, lembra?), entre muitos outros. 
É muito interessante a maneira como o longa insere o humor em meio a uma história tão tensa e angustiante, nos arrancando boas risadas ao longo de suas duas horas e meia de duração. 
Sentimos com o personagem toda a sensação de vazio, todo o peso de se estar completamente sozinho em um planeta inteiro, cujas condições não são propícias para a vida humana. Aliás, toda a caracterização de Marte está incrível!
A ciência tem presença muito forte na produção, e ainda assim os roteiristas conseguiram inseri-la de forma a não ficar incompreendida pelos espectadores, fazendo com que consigamos entender tudo o que os personagens estão planejando e realizando. 
Outro elogio que não posso deixar de fazer é com relação à trilha sonora. Sim, eu presto muita atenção à trilha sonora instrumental dos filmes, e esta é maravilhosa!
Filmes com essa temática me conquistam quase instantaneamente (se bem feitos, lógico), como é o caso de Gravidade e Interestelar. Perdido em Marte certamente entrou para esse grupo, e nunca deixarei de recomenda-lo a quem quer que ainda não o tenha assistido! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 17 de maio de 2015

Filme da Semana: Para Sempre Alice

Oi, como vai?
Gostaria de, primeiramente, justificar minha grande ausência aqui no blog. Mesmo quando não posto nada durante a semana, pelo menos o Filme da Semana precisa estar aqui, e nem este eu postei no último domingo. Acontece que eu estava com dengue, e o ânimo em que ela me deixou me impediu de escrever novos posts e até mesmo vir aqui para postar os que já estavam salvos nos rascunhos. De qualquer forma, agora já estou bem melhor e espero tirar o atraso!
Hoje estou aqui para falar sobre este filme espetacular que rendeu a Julianne Moore a estatueta de melhor atriz no Oscar 2015 e a mim muitas, muitas lágrimas: Para Sempre Alice (Still Alice). 
O longa conta a história de Alice Howland, uma mulher de 50 anos inteligentíssima e bem sucedida, que dá aulas em uma universidade, realiza estudos envolvendo a língua e as palavras e é mãe de três filhos (uma delas é a Kristen Stewart). Tudo corria muito bem em sua vida até que começou a se esquecer de palavras comuns, de receitas que fazia sempre e a se perder dentro do próprio campus onde corria todos os dias. Alice, ao procurar ajuda de um neurologista, é diagnosticada com Alzheimer, e toda a sua vida começa a ruir.
A partir de então vemos toda a evolução da doença de Alice, toda a sua deterioração, e como ela e sua família acabam lidando com isso.



Pode não parecer a introdução mais interessante de todas, mas é um filme que certamente você levará para a vida, de alguma forma. No meu caso, será um filme inesquecível pela sensação que me trouxe. Nunca tive nenhum caso de Alzheimer na família, ou conheci alguém que tivesse, mas o longa mexeu comigo de tal forma que, ao terminar, eu simplesmente desabei. E não é exagero. 
Eu gosto de avaliar filmes não tanto por seus quesitos técnicos (embora eu repare bastante), mas pela emoção que ele me passou. E, neste quesito, Still Alice é estupendo. Não há como não se emocionar com a história de Alice, com sua luta, com seus problemas.
A evolução de sua doença é exibida de forma delicada, e a atuação de Julianne Moore é impecável. É como se ela realmente sofresse do mal da personagem, e fica difícil imaginar que tudo aquilo está simplesmente acontecendo dentro de um set de filmagens, para as câmeras. Até o olhar vago que a doença traz foi captado pela atriz, que dá um show e contribui muito para toda a emoção que a produção desperta.
A atuação de Kristen Stewart também está muito boa, provando que sua má atuação em Crepúsculo é culpa da personagem. Ela surge como a filha "renegada" da família, que se dedica ao sonho de ser uma artista e acaba sendo reprovada tanto pelos irmãos quanto pela própria mãe, que tem como sonho ver a filha na faculdade. 
Os diálogos são muito bem construídos, e há um discurso de Alice que traduz tudo o que a personagem passa tão bem que me arrepio só de relembra-lo para escrever aqui.
A trilha sonora também é maravilhosa, e acompanha muito bem tudo pelo que a protagonista passa. Ganha seu ar doce, delicado, mas também triste, devastador.
Em minhas pesquisas sobre o filme após assisti-lo, descobri uma curiosidade que me fez admira-lo ainda mais: um dos diretores, Richard Glatzer, sofria de ALS, uma doença que causa a paralisia do corpo e que foi o que motivou todos aqueles Ice Bucket Challenge. A maneira como passou por tudo isso e ainda conseguiu nos apresentar um filme perfeito dessa forma torna-o ainda mais especial.
É um longa extremamente recomendado, mas certifique-se de que deixar uma caixinha com lencinhos de papel do seu lado! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 3 de maio de 2015

Filme da Semana: Interestelar


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o filme Interestelar, do incrível diretor Cristopher Nolan.
Nolan ficou mais conhecido com sua trilogia Batman: the Dark Knight, considerada a melhor adaptação que o obscuro herói já recebeu e um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Recentemente assisti a todos os filmes da trilogia e mal posso esperar para falar sobre ela!
Nolan também dirigiu o paradoxal Inception (A Origem, aqui no Brasil), e, só para não perder o costume, nos brindou com um ainda mais paradoxal e ainda mais complexo longa, Interestelar.
O filme, de quase três horas, nos conta a história de Cooper, um ex-piloto de naves espaciais que hoje em dia se dedica a cuidar da família, constituída por seus dois filhos e seu sogro.
Por conta de um fenômeno da gravidade que acontece no quarto de sua filha, Cooper acaba descobrindo uma central secreta da NASA, na qual um grande projeto está sendo realizado. Por causa de certos fenômenos, o mundo está prestes a acabar, e a organização planeja enviar para o espaço uma equipe de corajosos astronautas que irão visitar planetas distantes e realizar pesquisas para determinar se há condições de se estabelecer a vida, para que a população da Terra possa se mudar para lá. Acontece que esses planetas se situam em outra dimensão, e o espaço-tempo são tão bagunçados que a passagem do tempo para ele não será a mesma que na Terra. Além disso, há uma forte possibilidade de que nunca mais possam voltar.




Assim esse incrível longa se desenrola, fazendo uma zoeira enorme e genial com a nossa mente. O mais incrível é o modo como o tempo para os astronautas é diferente do tempo para nós, e, em determinado planeta, por exemplo, uma hora equivale a sete anos para o povo da Terra. Com um roteiro que dispensa comentários, além de nos apresentar uma história bem amarrada, nos apresenta momentos muito emocionantes e que podem levar às lágrimas. É uma história, acima de tudo, sobre o amor que Cooper tem pelos filhos, e sobre como a o amor é a única coisa que vence as barreiras do tempo e do espaço (não me lembro exatamente da frase para cita-la, mas, em suma, é isso).
Há um casamento perfeito entre efeitos especiais espetaculares e atuações incríveis. Não há como se deslumbrar com a maneira como o espaço, os buracos negros e tudo o mais foram feitos, e o mesmo pode ser dito sobre os atores
Também não posso deixar de elogiar a maravilhosa trilha sonora, que conseguiu captar com maestria a atmosfera que o filme constrói e consegue nos deixar completamente imersos.
É um filme que recomendo muito e, se você gosta bastante de ficção científica, é praticamente obrigatório! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 26 de abril de 2015

Filme da Semana: A Onda (Die Welle)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um filme especialíssimo e praticamente obrigatório para ser assistido, mas que não é muito conhecido aqui no Brasil. Trata-se do longa alemão A Onda, um dos melhores que vi no ano!
Die Welle (o nome em alemão) nos conta a história de Reiner Vengel, um professor de ensino médio que fica encarregado de dar a uma turma de ensino médio aulas extras sobre autocracia, que se trata do poder concentrado nas mãos apenas de um governante, ou de uma organização, etc. Para tornar a matéria mais interessante para os alunos, Vengel decide criar, de fato, uma autocracia na sala de aula. Nesse projeto, o grupo escolhe seu líder, seus uniformes, sua saudação especial, um símbolo e até um nome para o movimento, tornando-se um grupo como os nazistas, imagem da qual a Alemanha tem grande vergonha e até um certo medo de trazer à tona.
Acontece que o que era para ser apenas um projeto na sala se torna um verdadeiro movimento pela cidade. O símbolo é pichado pelos alunos em ambientes públicos, novos membros são recrutados e, o pior, aqueles que não fazem parte do movimento acabam sendo discriminados.
Movidos por esses novos ideais e pelo fato de se sentirem parte de um grupo, os adolescentes são levados a cometerem atos que não fazem parte de sua natureza, fugindo completamente do controle do professor.
Dessa forma, Vengel deverá tentar acabar com o projeto, antes que este vá ainda mais longe do que já foi e traga consequências até mesmo trágicas.



A premissa do filme já é incrível, e o desenvolvimento consegue fazer jus a isso e nos apresentar uma história completa e espetacular, que nos faz pensar muito e que não é esquecida com facilidade.
Gosto de filmes que não acabam quando terminam. Você sabe que assistiu a um longa realmente incrível quando o termina mas a história não consegue sair de sua cabeça. Com A Onda é exatamente assim.
Podemos acompanhar toda a transformação, e observar como os alunos se tornam, cheios de orgulho, algo que se assemelha ao que mais abominam e a mancha que querem esquecer em sua história. 
Com tudo isso, torna-se até repetitivo fazer elogios ao roteiro, e, embora as atuações não sejam o que nos chama a atenção para o filme, não deixam de ser boas. 
Com menos de duas horas de duração, é um tempo que certamente não será desperdiçado. Filmes, assim como livros e séries, podem ser divididos entre aqueles que agregam alguma coisa em nossas vidas, e aqueles que não agregam nada, passam batido. Nem preciso dizer em qual dos grupos Die Welle se encaixa, e recomendo muito! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Vamos falar sobre Os Vingadores: A Era de Ultron

- não contém spoilers - 

A espera acabou, amigos! Hoje, dia 23 de abril, estreia a tão esperada sequência, um dos filmes mais aguardados de 2015: A Era de Ultron!
A experiência com o filme já foi diferente pois fui um desses sortudos e loucos fãs que puderam ir à pré-estreia, que aconteceu ontem, às 23h00. Eu já adoro ir a estreias, e prés são ainda mais emocionantes. Contando com pessoas de cosplays muito criativos e fãs que não ligavam para o fato de a sessão terminar no meio da madrugada, a sala estava deliciosamente lotada e deu um gostinho a mais ao fato de ter visto o filme, que já adianto que é incrível.
Neste novo longa do grupo de heróis que se tornou uma das maiores bilheterias de todos os tempos, temos uma trama diferente e que, embora eu não consiga apontar qual dos filmes tenha sido melhor, considerei melhor construída por fugir da luta contra alienígenas do começo.
O longa já começa com cenas de muita ação, nas quais o grupo deve recuperar o cetro de Loki, que está em poder da antagônica organização Hydra. Com o cetro em mãos, Tony Stark, o Homem de Ferro, descobre que conseguirá finalmente desenvolver seu projeto Ultron, no qual criará um sistema de inteligência artificial que garantiria a proteção do mundo, funcionando em armaduras desenvolvidas por Stark como sentinelas. 
As intenções são boas, claro. Mas o resultado é catastrófico: Ultron, possuindo sua própria consciência, foge do que Tony planejara, e entende que a maneira de proteger o mundo é destruindo-o. Dessa forma, é dever dos Vingadores deter um vilão mais perigoso que qualquer um que já tenham enfrentado, e que promete, com seus aliados Feiticeira Escarlate e Mercúrio, levar o grupo à extinção. 
Enquanto tudo isso se desenvolve, temos também tramas paralelas, como a crise de Banner com seu alter ego, Hulk. Acompanhamos também sua relação com Natasha Romanoff, a Viúva Negra, e conhecemos um pouco mais sobre o passado da personagem. Tendo essa história como pano de fundo, acredito que um filme solo da heroína seja uma ideia bem bacana.



A Era de Ultron cumpre muito bem o que promete: com cenas de ação de arrepiar, muito bem coreografadas e desenvolvidas, consegue fazer suas duas horas e meia de duração passarem muito rápido.
Os efeitos são de encher os olhos, e há muito para se observar em cada cena, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Em cenas de batalhas envolvendo todo o grupo em um só quadro (ótimas, por sinal), é como se fosse necessário pausar para dar conta de observar tudo o que está acontecendo, cada movimento. 
Gosto bastante deste elenco, e adorei a escolha de James Spader (um dos atores que mais admiro pelo trabalho incrível na série The Blacklist) para Ultron. Com sua voz calma, hipnotizante, quase irônica em diversos momentos, deu um toque único para o vilão, que certamente não será esquecido tão fácil. Por isso, não pense duas vezes antes de escolher uma sessão legendada para ir. Não faço ideia de como se saiu a dublagem, mas certamente não terá o mesmo efeito. Também gostei bastante da participação dos gêmeos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, que se tornam personagens muito importantes e que certamente serão mais aproveitados pelo universo cinemático da Marvel futuramente. 
Com um 3D muito bem aproveitado e um roteiro que, mesmo se tratando de um filme de heróis e, sendo assim, indigno de altas expectativas, consegue agradar bastante. O filme mescla muito bem as cenas de ação com humor e ironia, e acredito que este seja um grande diferencial do grupo de heróis, algo que contribuiu para torna-los tão queridos como são hoje.
É, em resumo, um filme grandioso, e vale muito a pena ver. Não preciso de clarevidência para prever que se tornará mais um enorme sucesso de bilheterias, e a contagem regressiva para Guerra Civil, próximo lançamento da Marvel envolvendo os heróis, já começa!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 19 de abril de 2015

Filme da Semana: Antes de Dormir



Oi, como vai?
Vocês já devem estar acostumados a ler apenas críticas positivas sobre os filmes que falo aqui na minha coluna dominical, e eu adoro indicar longas que amei e fazer com que vocês queiram assistir também. Acontece que nem tudo na vida são flores e, em meio tantos filmes bons que coloquei em minha lista para 2015 que já falei e que ainda virei a falar, surgirão alguns mais ou menos, e outros péssimos. Este é o caso de Antes de Dormir, sobre o qual falarei hoje.
O longa, de suspense, conta a história de Christine (interpretada por Nicole Kidman), que sofreu um acidente e por isso sua memória não retém mais os acontecimentos, se apagando sempre que dorme. Todas as manhãs, Christine acorda ao lado de um homem que não conhece, em uma casa que não sabe de quem é, para logo descobrir que se tratam de seu marido e sua própria casa. Ben (interpretado por Colin Firth), seu marido, a "introduz" de volta em sua vida, lhe explicando o que aconteceu: eu sou seu marido, somos casados há tantos anos, você sofreu um acidente, etc, etc.
Sempre que Ben sai para trabalhar, Christine recebe uma ligação de seu psiquiatra, Dr. Nash, que a instrui a encontrar uma câmera, onde grava todos os dias, antes de dormir, suas lembranças sobre o dia, para que possa relembra-las no dia seguinte. 
Tudo segue em paz até que descobrimos que a protagonista não sofreu um acidente qualquer: ela foi encontrada nua e coberta de sangue no estacionamento de um aeroporto, depois de ter sofrido um forte trauma na cabeça e ter sido deixada para morrer. Assim, sem se lembrar de nada, sendo ajudada por um psiquiatra em quem não conseguimos confiar inteiramente e um marido completamente suspeito, precisa descobrir quem realizou o ataque contra ela e o que realmente aconteceu naquela noite. 



É uma premissa muito legal, não é? Sim, é. Mas o uso que fizeram dela é ridículo. 
Acho muito interessantes histórias em que começamos no presente e tentamos descobrir o passado, enquanto acompanhamos os acontecimentos e descobrimos fato a fato do ponto de vista de um protagonista que não consegue se lembrar do que aconteceu (como é o caso do incrível livro Mentirosos). Isso foi o que me atraiu para o filme, que me pareceu muito interessante e conquistou minha atenção quase que instantaneamente.
O mais surpreendente é o quão medianas, beirando o ruim, são as atuações, mesmo com grandes atores no elenco. Colin Firth, vencedor do Oscar de melhor ator em O Discurso do Rei, e Nicole Kidman, de quem sempre ouvi elogios e esperei muito mais em um papel "complexo" como este. Não sei se é o roteiro que não ajuda ou os atores que simplesmente não sentiram vontade de atuar, mas sei que o resultado foi o pior possível, tornando os personagens rasos e chegando a incomodar (depois de ver muitos filmes seguidos com atuações estupendas, é triste me deparar com um longa cheio de atuações... assim). 
Sobre o roteiro, não tenho elogios a acrescentar: é pobre, raso, malfeito e cheio de inconsistências. Muitos atos são desnecessários e inconsistentes, e me pergunto até agora qual foi a intenção do roteirista ao coloca-los. Em certa cena, por exemplo, certo personagem (não contarei, porque vai que alguém tenha coragem para assistir) leva Christine ao local onde seu "acidente" aconteceu para convencê-la de algo, e me pergunto: por que cargas d'água se esse personagem quer convencê-la a gostar dele, a leva no pior lugar possível, onde já fez todas aquelas atrocidades com ela? E piora: sempre que este personagem pergunta algo a ela e ela responde, ele a bate! Sem mais nem menos! Simplesmente a agride. Lembrando que, teoricamente, isso era para fazer com que ela gostasse dele. Como ele pensou que conseguiria algo dessa forma? Tão malfeito que chega a ser paradoxal.
Sempre que um filme é ruim mas decidimos continuar, é porque esperamos algo de bom do desfecho. Realmente tive esperanças. Mas o desfecho só me ajudou a concluir que o filme foi um desastre total. Pobre, é incrivelmente malfeito como todo o resto e, quando tudo se conclui, apenas encarei a tela e pensei "mas já?". 
O longa chega a garantir uma surpresa ou outra com o passar do tempo, revelando novas informações e trazendo loucas reviravoltas. Mas isso não é o suficiente para consertar a grande tragédia que foi, e não consegue tirar o gosto de filme de Tela Quente que o filme traz tão forte. 
Temos exemplos de filmes que, mesmo que sejam ruins, servem como um bom entretenimento, ignorando-se qualquer aspecto técnico (e, muitas vezes, o bom gosto). Mas Antes de Dormir não consegue nem isso, sendo quase um insulto ao espectador, ignorando-se o bom gosto e o bom senso ou não.
Depois de muitos domingos falando sobre filmes maravilhosos, venho de modo a fazer uma indicação de filme que não deve ser visto. Afinal de contas, a premissa interessante pode pegar desavisados como eu era, e minha função é salvar-vos de uma hora e meia perdidas.

Espero que tenham gostado, até a próxima (com um filme bom, prometo) ;D

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Então eu assisti... Cinquenta Tons de Cinza


- contém spoilers -

Pois é, caros amigos, assisti ao filme Cinquenta Tons de Cinza, e já adianto que foi uma experiência surpreendente.
Desde que os livros se tornaram um fenômeno mundial, tive a curiosidade de ler. A literatura erótica sempre fora meio rejeitada: os livros eram invisíveis nas prateleiras das livrarias e acredito que muitas mulheres tinham vergonha de serem vistas comprando (caso se interessassem por ler livros assim). Já aí, a curiosidade mórbida me foi instigada: o que esse livro tem que os outros não têm? Por que todos comentam abertamente sobre o senhor Grey e suas peripécias, mas não se sentiam tão confortáveis para comentar antes? 
Baixei o ebook do livro e não consegui prosseguir: muito mal escrito e com uma protagonista irritante, não aguentei ler muitas páginas e logo abandonei-o, concordando com todas as críticas feitas a ele. Eu sei, os livros eróticos são destinados  a mulheres (ao menos a maioria), mas creio que o bom-senso esteja presente em ambos os sexos (ou devia estar) e não consegui entender como a história se tornou tudo aquilo. 
Quando surgiram as primeiras notícias sobre a adaptação, de certa forma acompanhei, pois estava novamente curioso, dessa vez para saber que atores seriam os desvairados (e um pouco mercenários, talvez?) de encararem o projeto. Eis que surgiram os nomes Jamie Dornan (que fazia um papel completamente oposto em Once Upon a Time) e Dakota Johnson. 
No mês retrasado, o filme estreou, e as críticas por parte das fãs do livro foram incrivelmente negativas: elas, que esperavam uma adaptação aos ares de Ninfomaníaca (um filme muito bom sobre o qual falarei em um dos próximos Filmes da Semana), receberam um filme com muito romance e poucas cenas de (perdoem-me o uso do termo) putaria forte. 
Com tantos comentários acerca de uma história assim, mesmo que você seja um ser humano dotado de bom gosto e até uma certa erudição, não importa o sexo, fica difícil não ter a curiosidade desperta, e não há como resistir. Portanto, lá fui eu baixar o filme (já em qualidade HD, mas com uma legenda em chinês que rapidamente aprendi a ignorar), e sinto que consigo entender um pouco de todo o hype acerca da "história de amor e sado" entre Grey e Steele.



Grey é um empresário jovem, influente e muito rico, porém dono de um passado perturbador, que é entrevistado por Anastasia quando ela vai substituir sua amiga, a verdadeira estudante de jornalismo. Em uma das cenas mais ridículas que já presenciei, Ana cai (de quatro) na porta da sala de Christian, e desde então já percebi que não deveria levar o filme muito a sério.
Com o tempo, a história dos dois se desenvolve, mas esse desenvolvimento acontece de uma maneira um tanto controversa, pela qual não culpo os envolvidos com o filme em si, mas a autora e o forte cheiro de Crepúsculo do qual a história é impregnada. Christian decide que não pode mais viver com Anastasia por ela se declarar uma garota romântica. A manda para casa, dizendo que eles não devem ficar juntos, e é só a mulher chegar em casa que recebe presentes do empresário. 
A história dos dois se desenrola de maneira um tanto estranha, sem a química que esperamos encontrar entre os protagonistas de filmes românticos, com o homem rico se mostrando atencioso, cuidadoso e enchendo a moça de presentes caríssimos. Basicamente, o homem dos sonhos de muitas por aí. Até que ele revela seus gostos um pouco peculiares: é adepto do sadomasoquismo, um dominador que possui em sua casa um quarto destinado somente aos "jogos" que gosta de praticar. 
Chega a ser interessante a cena em que os dois discutem os termos de um contrato que Grey faz acerca das práticas que os dois terão, no qual ela concordaria tanto com a parte "divertida" quanto com coisas um tanto humilhantes e que não parecem ser tão prazerosas assim.
Anastasia, como não podia deixar de ser, acaba concordando com os termos de Grey (e somos obrigados a ouvir o clássico "I don't make love, I fuck hard"), e conhecemos um pouco mais sobre o playground do rapaz e as relações que eles têm lá dentro.



Para quem já viu Ninfomaníaca, o filme mais explícito que você pode imaginar, é um tanto engraçado ver as cenas amenizadas deste, justo o contrário do que todos esperavam. 
Acontece que, junto com essa parte que eu disse ser a "divertida", podemos perceber como Christian leva seus termos ao pé da letra, chegando a ser doentio: Ana não pode tocar nele a não ser que ele autorize (quando ele vai beija-la, sempre coloca os braços dela para trás, e isso já diz bastante sobre sua personalidade), faz com que ela espere de joelhos, como uma escrava, na porta do quarto vermelho, e ainda (o mais absurdo) quer puni-la fisicamente por atos que toma. E essa punição quer dizer palmadas fortes e cintadas, o extremo da humilhação.
E foi justamente isso que salvou o filme e me surpreendeu, me mostrando que não é tão ruim quanto eu pensava (mas isso não quer dizer que seja bom). Tudo o que eu conseguia pensar ao longo do filme era em como seria interessante um momento em que Christian abusasse de tudo aquilo, despirocasse (termo que não tem nada a ver com a palavra "piroca", deixando claro) e fizesse algo de que Ana realmente não gostasse. Dito e feito.
Na que, para mim, foi a melhor cena do filme, Grey dá fortes cintadas em Ana como punição, e ela toma as rédeas da sua vida, deixando de ser simplesmente a submissa que concordara em ser, e toma uma atitude. Eu sei, isso tudo será estragado no segundo filme, mas não importa. Como conclusão para este, mesmo que seja aquele clássico cliffhanger para te manter esperando pelo próximo capítulo, acredito que não poderia ter terminado de maneira melhor.
Mesmo que não seja um bom filme em questão de conteúdo, com diálogos um tanto imbecis e com um ar de fanfic de Crepúsculo que sempre se faz presente, e um romance que também não se mostra dos melhores, é um filme muito interessante de se acompanhar.
As brechas abertas para reflexão não foram implantadas estrategicamente pela autora, como Machado fez em Dom Casmurro, mas são resultado de uma péssima escrita que se refletiu no filme. De qualquer forma, essas brechas para reflexão existem, e não há como simplesmente assistir como um filme qualquer sem se pegar tentando entender a cabeça de Christian e de Ana.
Também é muito interessante para se entender todo o hype, a expectativa que foi criada em torno dessa história. É até "entendível" o modo como a história sobre um homem que praticamente utiliza a garota como escrava sexual, agredindo-a e expondo-a ao ridículo em certos momentos, consiga ser tão gostada e o lugar de Steele seja tão desejado em tempos de manifestações de feminismo e de um sentimento de que a mulher não precisa se submeter a homem nenhum. 
Assim como Crepúsculo atingiu adolescentes sonhadoras com um príncipe, Cinquenta Tons atingiu até mesmo as mais mulheres mais independentes que sonham com um homem teoricamente atencioso e cuidadoso que as encham de presentes e ainda seja "bom de cama". Esse tipo de livro mexe com um lado um tanto primitivo da mulher, que pode até ser renegado, mas não deixa de estar presente em boa parte delas. 
Há muito sobre o que pensar quando se trata de Cinquenta Tons de Cinza, desde que você não veja o filme pensando só em como serão representadas as cenas de sexo. Desta forma, as duas horas de duração simplesmente não são horas perdidas, e recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 5 de abril de 2015

Filme da semana: Capitão América: o Primeiro Vingador


Oi, como vai? 
Hoje estou aqui, no primeiro domingo de abril (mês de estreia de The Avengers: Age of Ultron!), para falar sobre um filme que superou minhas expectativas e do qual gostei bastante, tanto do longa quanto do herói: Capitão América. Desde que foi lançado, nunca me interessei muito, porque, sinceramente, não via graça alguma em Steve Rogers. Gostei bastante dele em Os Vingadores, mas nunca me senti inclinado a ver seu filme solo. Até que o descobri na Netflix, e descobrir algum filme na Netflix significa passa-lo na frente de muitos outros na lista. Embarcando na surpresa que tive com Steve Rogers, coloquei até Thor na lista, outro herói no qual não via a menor graça mas que decidi dar uma chance.
Steve era um homem magricela, que tinha o sonho de entrar no exército para lutar contra os nazistas e ajudar a vencer a guerra. Porém, justamente pelo fato de ser magricela, era recusado em todos os pontos em que se alistava, até que seu jeito atraiu a atenção de um cientista que, junto ao pai de Tony Stark (sim, temos muitas conexões com todo o universo Marvel), realiza um projeto para criar um soldado perfeito, com habilidades além de qualquer humano, para coloca-lo na guerra. Mas, ao contrário do que ele esperava, passam a usa-lo como uma alegoria, uma personagem que servirá para dar esperanças à população americana. Assim, tornam-se necessárias medidas um tanto "desesperadas" e improvisadas para que prove seu valor em campo de batalha e realmente se torne um herói.
Do outro lado, temos a Hydra, organização que desenvolve projetos científicos voltados para o mal que era financiada por Hitler. Até que o líder, Caveira Vermelha, resolve estender seus comandos e passar a usar sua tecnologia muito além de seu tempo para mudar os ares da guerra e, quem sabe, dominar o mundo.


Ao terminar o filme, a sensação que me deixou é a de "como eu não assisti antes?". Com atuações boas e personagens carismáticos (principalmente Peggy Carter, a agente que ajuda Steve desde quando ele ainda era um magricela e por quem desenvolve alguns sentimentos a mais), o filme consegue cumprir o que promete e apresentar muito bem o primeiro vingador. Os efeitos especiais não são dos melhores, mas são satisfatórios, e não fazem do filme uma má experiência. As conexões com o universo Marvel são muito grandes, provando cada vez mais que ela é uma máfia e que deixar de ver um filme (pelo menos dos mais recentes) pode significar deixar de ter uma história completa.
Não é um filme de todo previsível, pois vai um pouco além do clássico "preciso derrotar o vilão que quer dominar o mundo", e vale a pena ser visto, principalmente se você gosta do universo Marvel ou apenas busca entretenimento.
Mal posso esperar para assistir ao segundo filme, O Soldado Invernal, e espero que supere as expectativas altas que já estou criando com base no final deste primeiro filme.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 29 de março de 2015

Filme da Semana: 12 Anos de Escravidão



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, no retorno da minha coluna dominical (depois de uma semana de hiatus para dar lugar ao meu sorteio), para falar sobre o incrível 12 Anos de Escravidão!
O filme nos conta a história real de Solomon Northup, um grande violinista negro e livre que vive com sua mulher e os dois filhos em Nova York em um período em que a escravidão ainda tomava conta de metade dos EUA. 
Sua vida começa a mudar quando ele recebe a proposta de dois homens para trabalhar em um circo que passaria pelo sul do país. Vendo aí uma grande oportunidade, Solomon aceita. Porém não imaginava que isso era apenas um pretexto usado para sequestra-lo e entrega-lo a vendedores de escravos.
Ele é vendido primeiramente a Ford (interpretado por Benedict Cumberbatch), que, de um jeito meio torto, acaba sendo bom para ele. Mas problemas com um dos capatazes do senhor faz com que ele seja vendido a Epps (interpretado por Michael Fassbender), onde passa a maior parte de seus anos como escravo e onde conhece Patsey, uma escrava jovem e eficaz que é frequentemente assediada e abusada pelo seu senhor e, por conta disso, maltratada pela senhora.
Dessa forma Solon passa doze anos de sua vida, impossibilitado de fazer contato com sua família e vivendo as mais terríveis atrocidades nos campos de algodão americanos.



Pode parecer um filme chato, eu sei, mas não só não tem nada de chato como é interessantíssimo e incrivelmente bem feito. Como falei em meu post sobre Capitão Phillips, por ser uma cinebiografia já sabemos como terminará, mas isso não minimiza a emoção que sentimos ao assistir, a apreensão pelos personagens e a vontade de acompanhar e descobrir o desfecho.
As atuações são espetaculares, com destaque, obviamente, para Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o, respectivamente Solomon e Patsey. Ela, aliás, recebeu o Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio que, ao final do longa, vemos ser muito merecido.
Patsey é uma das personagens mais sofredoras de todos os filmes que já vi, e merece tanto destaque quanto o protagonista: além do assédio de Epps, ela é constantemente maltratada pela esposa dele, interpretada por Sarah Paulson (atriz que conheci em American Horror Story e adoro). Determinadas cenas chegam a ser doentias e extremamente perturbadoras, e o elenco representa com tanta perfeição que não há como não sofrer junto. E esse sentimento de pena com uma pitada de revolta são intensificados quando nos lembramos de que se trata de uma história real e que, há muitas e muitas décadas, alguém realmente passou por tudo aquilo. Não somente os personagens retratados no longa, mas a imensa quantidade de escravos (tanto nos EUA como aqui mesmo, no Brasil), além daqueles negros que, mesmo sendo livres, acabaram sendo sequestrados (por homens que, por viverem em um lugar onde a justiça favorece o branco, sequer foram condenados por isso) e transformados em escravos.
É, certamente, um filme que te fará pensar muito sobre essa questão, e que te apresentará uma maravilhosa história de superação que precisa ser conhecida. Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sexta-feira, 20 de março de 2015

Vamos falar sobre: Insurgent



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um dos filmes cuja estreia mais aguardei em 2015 e, infelizmente, um dos piores a que assisti no ano, Insurgente.
É doloroso falar uma coisa dessas, especialmente quando se trata da adaptação de livros que eu gosto tanto e da sequência de um filme do qual gostei bastante. Mas é mais doloroso ainda dizer que tem pouco do livro que adorei, e mal parece ser sequência do filme do qual gostei bastante também. 
O longa continua contando a história de Tris, Four e seus amigos, que se tornaram refugiados em sua própria cidade e precisam combater o governo quase ditatorial imposto por Jeanine, que passa a caçar divergentes predatoriamente em busca daquele que poderia abrir uma caixa misteriosa, que contém uma mensagem dos fundadores da cidade. 
Enquanto a líder da Erudição empreende esta caça, vemos quase uma conspiração (mais tarde explicarei o porquê do "quase") sendo formada, para que Jeanine fosse deposta do poder e uma revolução fosse instaurada no sistema de facções. Mas, aparentemente, o recado que a caixa traz pode mudar tudo, e daqui não darei mais detalhes, por mais que ache que a maioria já leu à obra de Veronica Roth.



Prior passa, neste filme, pelas facções que nos faltavam conhecer: estava refugiada na Amizade e, de lá, passa pelo alojamento dos sem-facção, pela Franqueza e adentra, finalmente, a Erudição. Ao menos a caracterização das facções foi satisfatória, e conseguimos conhecer aquilo que começamos no primeiro filme. Pena que isso seja um dos únicos pontos positivos que tenho a falar.
Não ficarei enchendo minha crítica com "no livro tinha isso, no filme não tem aquilo", mas, quando isso se alia a um claro interesse comercial do diretor, não posso deixar de relatar aqui as muitas diferenças que o livro apresenta da obra em que se baseou.
Divergente, o primeiro filme, consegue ser uma adaptação bastante fiel e que ainda prende o espectador do início ao fim, se mantendo fiel à realidade criada por Veronica Roth. Este segundo, que já descobri ser de um diretor diferente, é quase o oposto. Muitas cenas incríveis e passagens interessantíssimas do livro foram retiradas do roteiro, mas não por questões de adaptação ou porque daria um filme muito mais longo, mas para dar lugar a cenas que parecem ter saído de um videogame e que não trariam nenhum prejuízo à história caso fossem omitidas. 
Certamente você notou todas essas coisinhas explodindo na nossa cara nos trailers e até mesmo no pôster do filme, que, de início, achei até interessantes mas que, vendo o filme, estragaram tudo. Fica claro o interesse comercial quando você nota o quanto da história foi alterado para dar lugar a cenas que justificam o uso do 3D, que é simplesmente desnecessário. Basicamente, são pretextos para jogar coisas na sua cara e fazer uma profundidade forçada só para justificar às pessoas o fato de estarem pagando mais nos ingressos, mas não agrega nada de positivo para o filme em si.
Essas cenas fazem todas partes de simulações, e agora entendo o porquê do slogan "desafie a realidade". Só que até isso incomodou um pouco. Não tenho problemas com alguns momentos em filmes em que ficamos sem saber se se trata de um sonho/simulação ou a realidade em si, mas isso é explorado ao longo do filme todo, e chega a incomodar o modo como somos feitos de trouxas uma vez atrás da outra. 
Como disse, as cenas feitas parecem fazer parte de um videogame. São movimentos que passam muito longe do natural, mesmo se tratando de simulações, e que só me fizeram perceber que toda a conspiração (explicando, aqui, o "quase" do início) e ideais que no livro são tão bem expressos sejam jogados fora para apenas um filme comercial, absolutamente descartável.
E mais triste ainda é dizer que este mesmo diretor dirigirá os próximos filmes (sim, próximos), Convergente: partes 1 e 2. Até Harry Potter isso de dividir o livro final em duas partes não era explorado, mas creio que nesta saga funcionou bem. Em Jogos Vorazes, acredito que um filme mais longo tiraria a necessidade de duas partes de A Esperança, mas também relevemos. Mas, em Convergente, fica mais uma vez claro que o que pretendem é poder fazer mais filmes simplesmente para lucrar mais, e que isso não trará benefício nenhum para o entendimento da história.
Se um olhar profundo fosse acrescentado ao livro, duas partes seriam muito bem-vindas. Mas é óbvio que isso lhes dará mais tempo para acrescentar todos esses enfeites tão desnecessários em Insurgente.
Uma série de filmes que começou muito bem desandou completamente com as mudanças que foram trazidas e que, teoricamente, serviriam para o bem da trilogia. 
Recomendo? Se você é fã, pode querer ver com seus próprios olhos o estrago que fizeram. Mas não recomendo como um filme em si, independentemente da questão de adaptação ou não. 

Até a próxima ;D

domingo, 15 de março de 2015

Filme da Semana: Valente



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre este lindo filme da Disney, Valente, que traz uma história um tanto inovadora para os padrões do estúdio.
O longa nos conta a história de Merida, uma princesa bem diferente de todas as outras. Ela tem um instinto aventureiro, preza muito por sua liberdade e está 100% nem aí pra casamento ou para suas obrigações como princesa, que são incansavelmente cobradas por sua mãe. 
Conforme Merida cresce, a pressão que sofre torna-se maior, até que chega o dia em que três lordes chegam ao reino para oferecer a ela seus filhos em casamento. Para conquistar a mão de Merida, eles deveriam participar de um torneio, e, já neste torneio, a garota se mostra completamente diferente do resto do universo Disney.
O tal ato da garota neste torneio (que não contarei, obviamente), porém, é completamente desaprovado por sua mãe, e, depois de uma grande briga, Merida sai do castelo e foge para a floresta, indo parar na casa de uma misteriosa feiticeira. A esta feiticeira, a princesa pede algo que mude sua mãe, afinal não quer ser obrigada a se casar. Mas se esquece de especificar que quer que a >ideia< da rainha mude, e não, bem, a rainha em si.
Sua mãe, então, passa por uma enorme transformação, que a coloca em grande perigo. E, como se não bastasse tamanho problema, se determinada "missão" não for cumprida até o segundo nascer do sol, sua mãe se manterá naquela forma para sempre.



Daí em diante, você precisará assistir para descobrir, o que recomendo muito. Além de ser um filme da Disney (quem não gosta de filmes da Disney?), é uma animação maravilhosa, tanto em conteúdo quanto na estética. 
O longa gira em torno do amor de família, de mãe e filha, mais um motivo pelo qual falei que se diferencia dos outros filmes de princesa. Enquanto em outros filmes (com exceção de Frozen) da Disney temos uma princesa sendo salva pelo amor de um príncipe encantado, em Valente temos uma princesa lutando para salvar sua família.
As animações da Disney (e, com isso, me refiro à Disney e à Pixar) são as melhores por não nos apresentarem somente uma história ou belas imagens, mas uma grande lição por trás de tudo aquilo, representada de maneira doce e inteligente. 
Basicamente, é um filme que beira a perfeição, e se você, assim como eu há algum tempo, ainda não assistiu, o que está esperando?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 8 de março de 2015

Filme da Semana: A Teoria de Tudo

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre A Teoria de Tudo, também um dos maiores ganhadores do Oscar neste ano (sim, o Oscar fornece muitos bons filmes para a minha lista), protagonizado por Eddie Redmayne e Felicity Jones.
O longa nos conta a história do físico Stephen Hawking e sua relação com sua esposa, Jane. Hawking, um dos cientistas mais renomados da atualidade, estudava na universidade de Cambridge quando conheceu Jane Wild, uma aluna de literatura. Os dois viviam uma história de amor como qualquer outra entre jovens dessa idade, até que Stephen descobriu sofrer de uma doença degenerativa, que lhe daria pouquíssimo tempo de vida. 
Os dois, então, ficam ainda mais unidos, se casam e lutam juntos contra sua doença, que, no fim das contas, não o mata em poucos meses, mas o faz perder basicamente todos os movimentos voluntários de seu corpo.
Paralelamente, temos Stephen defendendo sua teoria e buscando uma equação para o surgimento, bem, de tudo no universo. 

A partir daqui não darei mais detalhes, mesmo que o filme seja uma cinebiografia e você provavelmente saiba como termina. Como não acompanho a história do cientista, não sabia, então o filme conseguiu me pegar de surpresa e não quero correr o risco de estragar qualquer surpresa também.
Sobre o longa em si, o primeiro e maior ponto a ser falado e elogio a ser feito é, sem dúvida, o desempenho impecável de Redmayne, que consegue retratar todas as fases do personagem tão bem que torna estranho imaginar que é só uma atuação. E quando vemos uma atuação e não conseguimos conceber a ideia de que é somente isso, aí sim podemos afirmar que foi impecável. 
Embora o desempenho de todos os outros atores seja eclipsado pelo de Eddie, eles não deixam a desejar e também nos apresentam boas atuações, como é o caso de Felicity Jones.
A trilha sonora também é um dos pontos que mais gostei no filme. Foi só encontrar a música instrumental que acompanha o longa que não consigo mais parar de ouvir. Confiram:



Mesmo com todos esses pontos positivos, o filme é cansativo, e por isso, como um longa em si, não foi tudo aquilo que eu esperava e não ficou entre os melhores do ano. Mesmo que eu estivesse acompanhando atentamente, em determinado ponto é como se não conseguisse mais prender tanto a atenção, e precisei pausar e voltar um pouco depois para poder termina-lo. Isso não quer dizer que seja chato, apenas não consegue entreter ao longo de toda a sua duração. 
De qualquer forma, recomendo bastante, juntamente com um pouquinho de paciência para chegar ao final sem cochilar. É quase um privilégio ser brindado com tão boa atuação, e só por isso o filme já vale muito a pena (além de, é claro, poder saber um pouco mais sobre a vida do brilhante cientista). 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 1 de março de 2015

Filme da Semana: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o espetacular Birdman, um dos maiores vencedores do Oscar deste ano, levando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. E todos esses prêmios foram perfeitamente merecidos! 
O filme conta a história de Riggan Thomson, um ator muito conhecido pelo papel de Birdman (um famosíssimo super-herói), que recusou o convite para mais uma sequência e agora ingressou no mundo do teatro da Broadway para poder se reconstruir e perder a imagem que o super-herói deixou. 
Em um dos ensaios para esse teatro, que narra o drama de uma família, traições e crises existenciais, um dos atores do elenco sofre um acidente, e é substituído por Mike Shiner, interpretado por Edward Norton. Mike é um grande ator, porém com certos problemas comportamentais nos sets. 
Conhecemos também Sam, interpretada pela deusa Emma Stone, que acabou de sair da reabilitação e já está se envolvendo com drogas novamente, que tem certos problemas com o pai devido à falta de atenção e presença deste em seu crescimento, e que diz boas verdades em um dos melhores e mais profundos diálogos do filme. 
Para piorar, o teatro enfrenta a forte ameaça de uma influente crítica de peças, que odeia a indústria cinematográfica dos blockbusters da qual Riggan veio e promete destruir a peça e sua credibilidade, fazendo com que seja fechada nas primeiras sessões.



Essa é, em suma, a história de Birdman, que já se tornou um forte concorrente de Nightcrawler (confira a crítica aqui) entre os melhores filmes que já vi em 2015. Primeiramente, o que mais chama atenção e o que sempre é comentado em todas as críticas é o modo como foi filmado, completamente diferente do habitual e que rendeu ao longa o prêmio no quesito fotografia. 
O modo como foi gravado é praticamente um plano-sequência, e realmente pensei que fosse, até ler depois que não foi, mas foi feito para parecer um. Plano-sequência é aquele tipo de gravação sem edições nem cortes, em que a câmera é ligada em um ponto e passeia pelo cenário suavemente, fazendo parecer que as duas horas de filme foram gravadas em apenas um take. Nem os cortes mais básicos dos filmes são feitos, o que foi surpreendente e deu um toque muito diferente ao filme. Se lembre daquelas cenas em que dois personagens estão conversando. Geralmente, a câmera fica parada no rosto de um e, quando o outro começa a falar, há um corte e a câmera está apontando para o outro. Em Birdman, a câmera simplesmente se move até chegar ao rosto do outro personagem, mas de maneira sutil. Eu poderia citar diversos outros exemplos de como esse estilo de gravação é completamente diferenciado e muito bom, mas acho que já deu para entender.
Outro ponto que chama muito a atenção e que é uma das melhores coisas do filme é toda a crítica ao próprio cinema que ele traz. Os diretores de filmes "normais" (não digo indies, porque esses já não são feitos para alcançar um sucesso estrondoso mesmo (embora alguns alcancem)) odeiam blockbusters por não apresentarem tanto conteúdo e, ainda assim, monopolizarem a indústria cinematográfica. Os filmes de super-heróis são os maiores exemplos disso, e são criticados de maneira inteligentíssima, que vai desde à fonte do cartaz de Birdman na parede do camarim de Riggan ser igual à fonte dos cartazes de Homem de Ferro (inclusive, em um momento, a luz tampa o "bird" do nome, fazendo parecer que poderia estar escrito Iron Man 3) até ao desfile de personagens fantasiados ridiculamente de transformers e heróis. 
Uma das falas que mais me marcou foi a que a crítica disse para Riggan, depois de discutirem seu "passado" como ator: "você é uma celebridade, você não atua". Continuarei assistindo a filmes de super-heróis e tudo o mais, mas não há como discordar: a maioria dos filmes desse gênero não apresentam atuações boas, um roteiro bom ou tramas complexas e profundas, mas ainda assim atraem muito mais espectadores que filmes inteligentes como este.
Outro tema discutido é justamente a imagem que o ator traz de seu personagem mais famoso. O filme mostra que os atores "mascarados" interpretam por tanto tempo esses personagens por lucro que, quando se dão conta, perderam sua identidade como atores e se tornaram apenas o herói. Essa reflexão trazida não poderia ser mais pertinente, em tempos em que os atores principais de blockbusters famosos buscam papéis cada vez mais diferentes para mostrarem que podem mais e se livrarem da imagem que os deixou estrondosamente famosos.



O roteiro brinca com os atores: Edward Norton, famoso por alguns problemas nos sets, interpreta um personagem que dá problema nos sets. E, principalmente, Michael Keaton, que interpretou o Batman antigamente e anda bem sumido atualmente, interpreta um personagem que interpretou um herói e que agora busca um retorno ao estrelato. 
É incrível o modo como um filme tão crítico ao próprio cinema conseguiu se tornar o maior vencedor do Oscar deste ano. Pelo visto, a Academia também não gosta muito dos blockbusters. 
Esse foi, certamente, a maior crítica de algum filme que já escrevi, mas é digna do filme a que se refere, e não há como não elogiar. Mais do que recomendado! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Capitão Phillips



Oi, como vai?
Hoje, neste lindo domingo de Oscar, estou aqui para falar sobre um dos filmes que descobri entre os indicados na edição do ano passado da premiação que só consegui assistir neste ano (seguindo minha lista), e que já se tornou um dos melhores que assisti em 2015: trata-se de Capitão Phillips!
A cinebiografia nos conta a história de Richard Phillips, o capitão de um navio cargueiro que é sequestrado por um grupo de piratas somalis, liderados por Muse, no meio do oceano. Em busca de uma recompensa milionária, os piratas tomam como refém o próprio capitão, e aí se segue uma história tensa de vida ou morte, que envolve toda a marinha e equipes de resgate em operações especiais para que o capitão consiga voltar para casa e para sua família são e salvo. 


















A premissa é basicamente esta, e foi, certamente, o resumo de filme mais curto que já fiz. Mas isso já é o suficiente para introduzir muito bem a história do filme sem qualquer risco de spoilers, mesmo que seja uma história real e você provavelmente saiba como termina. 
Com um roteiro muito bem feito, o filme consegue transmitir toda a tensão da aproximação dos piratas, de quando eles finalmente invadem o navio e, bem, de tudo o que acontece depois.
Aliado ao roteiro, temos uma atuação espetacular de Tom Hanks que, nos momentos finais, conseguiu me deixar arrepiado e coroou o filme, que já é ótimo desde o princípio. 
A atuação de Barkhad Abdi, que interpreta o capitão pirata Muse, também chama bastante atenção. Li certa vez que ele e Tom Hanks se viram pela primeira vez na cena em que Phillips e Muse também se veem pela primeira vez, na invasão do navio, para que um clima tenso e de estranheza fosse mantido. E, por todo o longa, Abdi nos presenteia com o pirata que não é mau em si, mas que segue ordens de um chefe misterioso e sonha com a América (como se referem ao Estados Unidos, ignorando toda a quantidade de países que temos no continente. Mas tudo bem, não estamos aqui discutindo a cultura imperialista estadunidense no momento). 
Eu não costumava ver cinebiografias, mas estou vendo cada vez mais e me interessando muito por esse tipo de filme. A história que o longa retrata se passou em 2009, e, baseando-se num livro publicado pelo próprio Richard Phillips (A Captain's Duty, lançado em 2010), o filme estreou em 2013 e concorreu ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, entre outras.
Quando assisto a filmes que descobri em premiações, busco analisar os quesitos em que concorreu e tentar entender se foi mesmo merecido. Mesmo que não tenha vencido em nenhuma, no caso de Capitão Phillips todas as indicações foram mais do que merecidas, e, ao meu leigo ver, ainda acredito que uma indicação de Melhor Ator para Tom Hanks também seria completamente merecida.
Mais um filme que recomendo muito, e que acho que todos deveriam conhecer e apreciar, vale muito a pena! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Her (Ela)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, em mais um domingo da minha coluna cinematográfica (que estou amando escrever, nossa), para falar sobre um filme um tanto peculiar, mas ainda assim muito bom e digno de atenção: Her.
O longa nos apresenta Theodore, um homem solitário que trabalha escrevendo cartas para pessoas que não conhece a pedido de outras. Sim, há um escritório especializado para isso. Lá ele escreve agradecimentos, recados de homens que se encontram longe de casa para suas esposas, cartas de filhos para mães, entre muitos outros tipos. É um homem sentimental, porém que não tem a quem dedicar todo esse sentimento.
Nas ruas, todas as pessoas andam com pequenos fones de ouvido, que funcionam como um moderno computador ativado por um assistente de voz, que lê emails, escreve, envia mensagens, como uma evolução dos nosso smartphones de hoje.
Theodore tem apenas uma amiga verdadeira, Amy (interpretada pela amorzão Amy Adams, que está em um relacionamento conturbado com seu marido), e vive dia a dia na solidão. Até que uma nova tecnologia é lançada: novos tipos de assistentes de voz, que não somente ajudam o usuário, mas que apresentam consciência, quase como uma pessoa de verdade, e que poderão ajudar não só nas tarefas básicas diárias, mas em conselhos e coisas mais pessoais.
Um pouco desacreditado, Theodore resolve comprar o software para experimentar. E é aí que entra a personagem de Scarlett Johansson, Samantha, uma... voz. Ela se mostra surpreendentemente humana para seu dono, e, indo com ele para qualquer lugar dentro de seu fone de ouvido, começa a ser construída uma amizade, que, como era de se esperar, evolui para algo maior.
Sim, Theodore se apaixona por sua assistente de voz. Com ela, é como se houvesse encontrado a parceira perfeita, e para de se preocupar em encontrar uma pessoa "de carne e osso" para lhe fazer companhia. À partir daí, diversos conflitos se desenrolam, e é aqui que paro de dar detalhes sobre o enredo, para que não corra o risco de soltar qualquer spoiler.



Delicado, o filme nos presenteia com um ótimo roteiro e personagens muito profundos, conseguindo dar profundidade emocional até a uma assistente de voz. Aliado a isso, temos as grandes atuações do longa, principalmente a de Joaquim Phoenix, que interpreta Theodore. Até mesmo Scarlett Johansson não deixa a desejar, mesmos sendo apenas uma voz em todo o filme.
É evidente e interessantíssima a crítica feita à dependência da tecnologia. Podemos observar o quão ridículo é cada um andando sozinho na rua, falando apenas com seus assistentes de voz, e como fazemos basicamente a mesma coisa nos dias de hoje, apenas com nossos celulares ou fones de ouvido. É como uma grande metáfora feita para nos mostrar como, muitas vezes, acabamos substituindo relações "verdadeiras", mais pessoais, por relações virtuais e, muitas vezes, sem valor.
A fotografia do filme também é maravilhosa, de encher os olhos e tornando o longa uma ótima experiência em todos os sentidos.
Pode ser um filme bem parado, sim, mas na maioria dos casos é nesses filmes parados que encontramos muito conteúdo (que muitas vezes é deixado de lado em filmes de ação e muita correria), portanto ser parado não é necessariamente uma reclamação.
É, certamente, um filme muito recomendado, que vale muito a pena!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D