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domingo, 17 de maio de 2015

Filme da Semana: Para Sempre Alice

Oi, como vai?
Gostaria de, primeiramente, justificar minha grande ausência aqui no blog. Mesmo quando não posto nada durante a semana, pelo menos o Filme da Semana precisa estar aqui, e nem este eu postei no último domingo. Acontece que eu estava com dengue, e o ânimo em que ela me deixou me impediu de escrever novos posts e até mesmo vir aqui para postar os que já estavam salvos nos rascunhos. De qualquer forma, agora já estou bem melhor e espero tirar o atraso!
Hoje estou aqui para falar sobre este filme espetacular que rendeu a Julianne Moore a estatueta de melhor atriz no Oscar 2015 e a mim muitas, muitas lágrimas: Para Sempre Alice (Still Alice). 
O longa conta a história de Alice Howland, uma mulher de 50 anos inteligentíssima e bem sucedida, que dá aulas em uma universidade, realiza estudos envolvendo a língua e as palavras e é mãe de três filhos (uma delas é a Kristen Stewart). Tudo corria muito bem em sua vida até que começou a se esquecer de palavras comuns, de receitas que fazia sempre e a se perder dentro do próprio campus onde corria todos os dias. Alice, ao procurar ajuda de um neurologista, é diagnosticada com Alzheimer, e toda a sua vida começa a ruir.
A partir de então vemos toda a evolução da doença de Alice, toda a sua deterioração, e como ela e sua família acabam lidando com isso.



Pode não parecer a introdução mais interessante de todas, mas é um filme que certamente você levará para a vida, de alguma forma. No meu caso, será um filme inesquecível pela sensação que me trouxe. Nunca tive nenhum caso de Alzheimer na família, ou conheci alguém que tivesse, mas o longa mexeu comigo de tal forma que, ao terminar, eu simplesmente desabei. E não é exagero. 
Eu gosto de avaliar filmes não tanto por seus quesitos técnicos (embora eu repare bastante), mas pela emoção que ele me passou. E, neste quesito, Still Alice é estupendo. Não há como não se emocionar com a história de Alice, com sua luta, com seus problemas.
A evolução de sua doença é exibida de forma delicada, e a atuação de Julianne Moore é impecável. É como se ela realmente sofresse do mal da personagem, e fica difícil imaginar que tudo aquilo está simplesmente acontecendo dentro de um set de filmagens, para as câmeras. Até o olhar vago que a doença traz foi captado pela atriz, que dá um show e contribui muito para toda a emoção que a produção desperta.
A atuação de Kristen Stewart também está muito boa, provando que sua má atuação em Crepúsculo é culpa da personagem. Ela surge como a filha "renegada" da família, que se dedica ao sonho de ser uma artista e acaba sendo reprovada tanto pelos irmãos quanto pela própria mãe, que tem como sonho ver a filha na faculdade. 
Os diálogos são muito bem construídos, e há um discurso de Alice que traduz tudo o que a personagem passa tão bem que me arrepio só de relembra-lo para escrever aqui.
A trilha sonora também é maravilhosa, e acompanha muito bem tudo pelo que a protagonista passa. Ganha seu ar doce, delicado, mas também triste, devastador.
Em minhas pesquisas sobre o filme após assisti-lo, descobri uma curiosidade que me fez admira-lo ainda mais: um dos diretores, Richard Glatzer, sofria de ALS, uma doença que causa a paralisia do corpo e que foi o que motivou todos aqueles Ice Bucket Challenge. A maneira como passou por tudo isso e ainda conseguiu nos apresentar um filme perfeito dessa forma torna-o ainda mais especial.
É um longa extremamente recomendado, mas certifique-se de que deixar uma caixinha com lencinhos de papel do seu lado! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 3 de maio de 2015

Filme da Semana: Interestelar


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o filme Interestelar, do incrível diretor Cristopher Nolan.
Nolan ficou mais conhecido com sua trilogia Batman: the Dark Knight, considerada a melhor adaptação que o obscuro herói já recebeu e um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Recentemente assisti a todos os filmes da trilogia e mal posso esperar para falar sobre ela!
Nolan também dirigiu o paradoxal Inception (A Origem, aqui no Brasil), e, só para não perder o costume, nos brindou com um ainda mais paradoxal e ainda mais complexo longa, Interestelar.
O filme, de quase três horas, nos conta a história de Cooper, um ex-piloto de naves espaciais que hoje em dia se dedica a cuidar da família, constituída por seus dois filhos e seu sogro.
Por conta de um fenômeno da gravidade que acontece no quarto de sua filha, Cooper acaba descobrindo uma central secreta da NASA, na qual um grande projeto está sendo realizado. Por causa de certos fenômenos, o mundo está prestes a acabar, e a organização planeja enviar para o espaço uma equipe de corajosos astronautas que irão visitar planetas distantes e realizar pesquisas para determinar se há condições de se estabelecer a vida, para que a população da Terra possa se mudar para lá. Acontece que esses planetas se situam em outra dimensão, e o espaço-tempo são tão bagunçados que a passagem do tempo para ele não será a mesma que na Terra. Além disso, há uma forte possibilidade de que nunca mais possam voltar.




Assim esse incrível longa se desenrola, fazendo uma zoeira enorme e genial com a nossa mente. O mais incrível é o modo como o tempo para os astronautas é diferente do tempo para nós, e, em determinado planeta, por exemplo, uma hora equivale a sete anos para o povo da Terra. Com um roteiro que dispensa comentários, além de nos apresentar uma história bem amarrada, nos apresenta momentos muito emocionantes e que podem levar às lágrimas. É uma história, acima de tudo, sobre o amor que Cooper tem pelos filhos, e sobre como a o amor é a única coisa que vence as barreiras do tempo e do espaço (não me lembro exatamente da frase para cita-la, mas, em suma, é isso).
Há um casamento perfeito entre efeitos especiais espetaculares e atuações incríveis. Não há como se deslumbrar com a maneira como o espaço, os buracos negros e tudo o mais foram feitos, e o mesmo pode ser dito sobre os atores
Também não posso deixar de elogiar a maravilhosa trilha sonora, que conseguiu captar com maestria a atmosfera que o filme constrói e consegue nos deixar completamente imersos.
É um filme que recomendo muito e, se você gosta bastante de ficção científica, é praticamente obrigatório! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 26 de abril de 2015

Filme da Semana: A Onda (Die Welle)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre um filme especialíssimo e praticamente obrigatório para ser assistido, mas que não é muito conhecido aqui no Brasil. Trata-se do longa alemão A Onda, um dos melhores que vi no ano!
Die Welle (o nome em alemão) nos conta a história de Reiner Vengel, um professor de ensino médio que fica encarregado de dar a uma turma de ensino médio aulas extras sobre autocracia, que se trata do poder concentrado nas mãos apenas de um governante, ou de uma organização, etc. Para tornar a matéria mais interessante para os alunos, Vengel decide criar, de fato, uma autocracia na sala de aula. Nesse projeto, o grupo escolhe seu líder, seus uniformes, sua saudação especial, um símbolo e até um nome para o movimento, tornando-se um grupo como os nazistas, imagem da qual a Alemanha tem grande vergonha e até um certo medo de trazer à tona.
Acontece que o que era para ser apenas um projeto na sala se torna um verdadeiro movimento pela cidade. O símbolo é pichado pelos alunos em ambientes públicos, novos membros são recrutados e, o pior, aqueles que não fazem parte do movimento acabam sendo discriminados.
Movidos por esses novos ideais e pelo fato de se sentirem parte de um grupo, os adolescentes são levados a cometerem atos que não fazem parte de sua natureza, fugindo completamente do controle do professor.
Dessa forma, Vengel deverá tentar acabar com o projeto, antes que este vá ainda mais longe do que já foi e traga consequências até mesmo trágicas.



A premissa do filme já é incrível, e o desenvolvimento consegue fazer jus a isso e nos apresentar uma história completa e espetacular, que nos faz pensar muito e que não é esquecida com facilidade.
Gosto de filmes que não acabam quando terminam. Você sabe que assistiu a um longa realmente incrível quando o termina mas a história não consegue sair de sua cabeça. Com A Onda é exatamente assim.
Podemos acompanhar toda a transformação, e observar como os alunos se tornam, cheios de orgulho, algo que se assemelha ao que mais abominam e a mancha que querem esquecer em sua história. 
Com tudo isso, torna-se até repetitivo fazer elogios ao roteiro, e, embora as atuações não sejam o que nos chama a atenção para o filme, não deixam de ser boas. 
Com menos de duas horas de duração, é um tempo que certamente não será desperdiçado. Filmes, assim como livros e séries, podem ser divididos entre aqueles que agregam alguma coisa em nossas vidas, e aqueles que não agregam nada, passam batido. Nem preciso dizer em qual dos grupos Die Welle se encaixa, e recomendo muito! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 19 de abril de 2015

Filme da Semana: Antes de Dormir



Oi, como vai?
Vocês já devem estar acostumados a ler apenas críticas positivas sobre os filmes que falo aqui na minha coluna dominical, e eu adoro indicar longas que amei e fazer com que vocês queiram assistir também. Acontece que nem tudo na vida são flores e, em meio tantos filmes bons que coloquei em minha lista para 2015 que já falei e que ainda virei a falar, surgirão alguns mais ou menos, e outros péssimos. Este é o caso de Antes de Dormir, sobre o qual falarei hoje.
O longa, de suspense, conta a história de Christine (interpretada por Nicole Kidman), que sofreu um acidente e por isso sua memória não retém mais os acontecimentos, se apagando sempre que dorme. Todas as manhãs, Christine acorda ao lado de um homem que não conhece, em uma casa que não sabe de quem é, para logo descobrir que se tratam de seu marido e sua própria casa. Ben (interpretado por Colin Firth), seu marido, a "introduz" de volta em sua vida, lhe explicando o que aconteceu: eu sou seu marido, somos casados há tantos anos, você sofreu um acidente, etc, etc.
Sempre que Ben sai para trabalhar, Christine recebe uma ligação de seu psiquiatra, Dr. Nash, que a instrui a encontrar uma câmera, onde grava todos os dias, antes de dormir, suas lembranças sobre o dia, para que possa relembra-las no dia seguinte. 
Tudo segue em paz até que descobrimos que a protagonista não sofreu um acidente qualquer: ela foi encontrada nua e coberta de sangue no estacionamento de um aeroporto, depois de ter sofrido um forte trauma na cabeça e ter sido deixada para morrer. Assim, sem se lembrar de nada, sendo ajudada por um psiquiatra em quem não conseguimos confiar inteiramente e um marido completamente suspeito, precisa descobrir quem realizou o ataque contra ela e o que realmente aconteceu naquela noite. 



É uma premissa muito legal, não é? Sim, é. Mas o uso que fizeram dela é ridículo. 
Acho muito interessantes histórias em que começamos no presente e tentamos descobrir o passado, enquanto acompanhamos os acontecimentos e descobrimos fato a fato do ponto de vista de um protagonista que não consegue se lembrar do que aconteceu (como é o caso do incrível livro Mentirosos). Isso foi o que me atraiu para o filme, que me pareceu muito interessante e conquistou minha atenção quase que instantaneamente.
O mais surpreendente é o quão medianas, beirando o ruim, são as atuações, mesmo com grandes atores no elenco. Colin Firth, vencedor do Oscar de melhor ator em O Discurso do Rei, e Nicole Kidman, de quem sempre ouvi elogios e esperei muito mais em um papel "complexo" como este. Não sei se é o roteiro que não ajuda ou os atores que simplesmente não sentiram vontade de atuar, mas sei que o resultado foi o pior possível, tornando os personagens rasos e chegando a incomodar (depois de ver muitos filmes seguidos com atuações estupendas, é triste me deparar com um longa cheio de atuações... assim). 
Sobre o roteiro, não tenho elogios a acrescentar: é pobre, raso, malfeito e cheio de inconsistências. Muitos atos são desnecessários e inconsistentes, e me pergunto até agora qual foi a intenção do roteirista ao coloca-los. Em certa cena, por exemplo, certo personagem (não contarei, porque vai que alguém tenha coragem para assistir) leva Christine ao local onde seu "acidente" aconteceu para convencê-la de algo, e me pergunto: por que cargas d'água se esse personagem quer convencê-la a gostar dele, a leva no pior lugar possível, onde já fez todas aquelas atrocidades com ela? E piora: sempre que este personagem pergunta algo a ela e ela responde, ele a bate! Sem mais nem menos! Simplesmente a agride. Lembrando que, teoricamente, isso era para fazer com que ela gostasse dele. Como ele pensou que conseguiria algo dessa forma? Tão malfeito que chega a ser paradoxal.
Sempre que um filme é ruim mas decidimos continuar, é porque esperamos algo de bom do desfecho. Realmente tive esperanças. Mas o desfecho só me ajudou a concluir que o filme foi um desastre total. Pobre, é incrivelmente malfeito como todo o resto e, quando tudo se conclui, apenas encarei a tela e pensei "mas já?". 
O longa chega a garantir uma surpresa ou outra com o passar do tempo, revelando novas informações e trazendo loucas reviravoltas. Mas isso não é o suficiente para consertar a grande tragédia que foi, e não consegue tirar o gosto de filme de Tela Quente que o filme traz tão forte. 
Temos exemplos de filmes que, mesmo que sejam ruins, servem como um bom entretenimento, ignorando-se qualquer aspecto técnico (e, muitas vezes, o bom gosto). Mas Antes de Dormir não consegue nem isso, sendo quase um insulto ao espectador, ignorando-se o bom gosto e o bom senso ou não.
Depois de muitos domingos falando sobre filmes maravilhosos, venho de modo a fazer uma indicação de filme que não deve ser visto. Afinal de contas, a premissa interessante pode pegar desavisados como eu era, e minha função é salvar-vos de uma hora e meia perdidas.

Espero que tenham gostado, até a próxima (com um filme bom, prometo) ;D

domingo, 29 de março de 2015

Filme da Semana: 12 Anos de Escravidão



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, no retorno da minha coluna dominical (depois de uma semana de hiatus para dar lugar ao meu sorteio), para falar sobre o incrível 12 Anos de Escravidão!
O filme nos conta a história real de Solomon Northup, um grande violinista negro e livre que vive com sua mulher e os dois filhos em Nova York em um período em que a escravidão ainda tomava conta de metade dos EUA. 
Sua vida começa a mudar quando ele recebe a proposta de dois homens para trabalhar em um circo que passaria pelo sul do país. Vendo aí uma grande oportunidade, Solomon aceita. Porém não imaginava que isso era apenas um pretexto usado para sequestra-lo e entrega-lo a vendedores de escravos.
Ele é vendido primeiramente a Ford (interpretado por Benedict Cumberbatch), que, de um jeito meio torto, acaba sendo bom para ele. Mas problemas com um dos capatazes do senhor faz com que ele seja vendido a Epps (interpretado por Michael Fassbender), onde passa a maior parte de seus anos como escravo e onde conhece Patsey, uma escrava jovem e eficaz que é frequentemente assediada e abusada pelo seu senhor e, por conta disso, maltratada pela senhora.
Dessa forma Solon passa doze anos de sua vida, impossibilitado de fazer contato com sua família e vivendo as mais terríveis atrocidades nos campos de algodão americanos.



Pode parecer um filme chato, eu sei, mas não só não tem nada de chato como é interessantíssimo e incrivelmente bem feito. Como falei em meu post sobre Capitão Phillips, por ser uma cinebiografia já sabemos como terminará, mas isso não minimiza a emoção que sentimos ao assistir, a apreensão pelos personagens e a vontade de acompanhar e descobrir o desfecho.
As atuações são espetaculares, com destaque, obviamente, para Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o, respectivamente Solomon e Patsey. Ela, aliás, recebeu o Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio que, ao final do longa, vemos ser muito merecido.
Patsey é uma das personagens mais sofredoras de todos os filmes que já vi, e merece tanto destaque quanto o protagonista: além do assédio de Epps, ela é constantemente maltratada pela esposa dele, interpretada por Sarah Paulson (atriz que conheci em American Horror Story e adoro). Determinadas cenas chegam a ser doentias e extremamente perturbadoras, e o elenco representa com tanta perfeição que não há como não sofrer junto. E esse sentimento de pena com uma pitada de revolta são intensificados quando nos lembramos de que se trata de uma história real e que, há muitas e muitas décadas, alguém realmente passou por tudo aquilo. Não somente os personagens retratados no longa, mas a imensa quantidade de escravos (tanto nos EUA como aqui mesmo, no Brasil), além daqueles negros que, mesmo sendo livres, acabaram sendo sequestrados (por homens que, por viverem em um lugar onde a justiça favorece o branco, sequer foram condenados por isso) e transformados em escravos.
É, certamente, um filme que te fará pensar muito sobre essa questão, e que te apresentará uma maravilhosa história de superação que precisa ser conhecida. Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 15 de março de 2015

Filme da Semana: Valente



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre este lindo filme da Disney, Valente, que traz uma história um tanto inovadora para os padrões do estúdio.
O longa nos conta a história de Merida, uma princesa bem diferente de todas as outras. Ela tem um instinto aventureiro, preza muito por sua liberdade e está 100% nem aí pra casamento ou para suas obrigações como princesa, que são incansavelmente cobradas por sua mãe. 
Conforme Merida cresce, a pressão que sofre torna-se maior, até que chega o dia em que três lordes chegam ao reino para oferecer a ela seus filhos em casamento. Para conquistar a mão de Merida, eles deveriam participar de um torneio, e, já neste torneio, a garota se mostra completamente diferente do resto do universo Disney.
O tal ato da garota neste torneio (que não contarei, obviamente), porém, é completamente desaprovado por sua mãe, e, depois de uma grande briga, Merida sai do castelo e foge para a floresta, indo parar na casa de uma misteriosa feiticeira. A esta feiticeira, a princesa pede algo que mude sua mãe, afinal não quer ser obrigada a se casar. Mas se esquece de especificar que quer que a >ideia< da rainha mude, e não, bem, a rainha em si.
Sua mãe, então, passa por uma enorme transformação, que a coloca em grande perigo. E, como se não bastasse tamanho problema, se determinada "missão" não for cumprida até o segundo nascer do sol, sua mãe se manterá naquela forma para sempre.



Daí em diante, você precisará assistir para descobrir, o que recomendo muito. Além de ser um filme da Disney (quem não gosta de filmes da Disney?), é uma animação maravilhosa, tanto em conteúdo quanto na estética. 
O longa gira em torno do amor de família, de mãe e filha, mais um motivo pelo qual falei que se diferencia dos outros filmes de princesa. Enquanto em outros filmes (com exceção de Frozen) da Disney temos uma princesa sendo salva pelo amor de um príncipe encantado, em Valente temos uma princesa lutando para salvar sua família.
As animações da Disney (e, com isso, me refiro à Disney e à Pixar) são as melhores por não nos apresentarem somente uma história ou belas imagens, mas uma grande lição por trás de tudo aquilo, representada de maneira doce e inteligente. 
Basicamente, é um filme que beira a perfeição, e se você, assim como eu há algum tempo, ainda não assistiu, o que está esperando?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 8 de março de 2015

Filme da Semana: A Teoria de Tudo

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre A Teoria de Tudo, também um dos maiores ganhadores do Oscar neste ano (sim, o Oscar fornece muitos bons filmes para a minha lista), protagonizado por Eddie Redmayne e Felicity Jones.
O longa nos conta a história do físico Stephen Hawking e sua relação com sua esposa, Jane. Hawking, um dos cientistas mais renomados da atualidade, estudava na universidade de Cambridge quando conheceu Jane Wild, uma aluna de literatura. Os dois viviam uma história de amor como qualquer outra entre jovens dessa idade, até que Stephen descobriu sofrer de uma doença degenerativa, que lhe daria pouquíssimo tempo de vida. 
Os dois, então, ficam ainda mais unidos, se casam e lutam juntos contra sua doença, que, no fim das contas, não o mata em poucos meses, mas o faz perder basicamente todos os movimentos voluntários de seu corpo.
Paralelamente, temos Stephen defendendo sua teoria e buscando uma equação para o surgimento, bem, de tudo no universo. 

A partir daqui não darei mais detalhes, mesmo que o filme seja uma cinebiografia e você provavelmente saiba como termina. Como não acompanho a história do cientista, não sabia, então o filme conseguiu me pegar de surpresa e não quero correr o risco de estragar qualquer surpresa também.
Sobre o longa em si, o primeiro e maior ponto a ser falado e elogio a ser feito é, sem dúvida, o desempenho impecável de Redmayne, que consegue retratar todas as fases do personagem tão bem que torna estranho imaginar que é só uma atuação. E quando vemos uma atuação e não conseguimos conceber a ideia de que é somente isso, aí sim podemos afirmar que foi impecável. 
Embora o desempenho de todos os outros atores seja eclipsado pelo de Eddie, eles não deixam a desejar e também nos apresentam boas atuações, como é o caso de Felicity Jones.
A trilha sonora também é um dos pontos que mais gostei no filme. Foi só encontrar a música instrumental que acompanha o longa que não consigo mais parar de ouvir. Confiram:



Mesmo com todos esses pontos positivos, o filme é cansativo, e por isso, como um longa em si, não foi tudo aquilo que eu esperava e não ficou entre os melhores do ano. Mesmo que eu estivesse acompanhando atentamente, em determinado ponto é como se não conseguisse mais prender tanto a atenção, e precisei pausar e voltar um pouco depois para poder termina-lo. Isso não quer dizer que seja chato, apenas não consegue entreter ao longo de toda a sua duração. 
De qualquer forma, recomendo bastante, juntamente com um pouquinho de paciência para chegar ao final sem cochilar. É quase um privilégio ser brindado com tão boa atuação, e só por isso o filme já vale muito a pena (além de, é claro, poder saber um pouco mais sobre a vida do brilhante cientista). 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D

domingo, 1 de março de 2015

Filme da Semana: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o espetacular Birdman, um dos maiores vencedores do Oscar deste ano, levando as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. E todos esses prêmios foram perfeitamente merecidos! 
O filme conta a história de Riggan Thomson, um ator muito conhecido pelo papel de Birdman (um famosíssimo super-herói), que recusou o convite para mais uma sequência e agora ingressou no mundo do teatro da Broadway para poder se reconstruir e perder a imagem que o super-herói deixou. 
Em um dos ensaios para esse teatro, que narra o drama de uma família, traições e crises existenciais, um dos atores do elenco sofre um acidente, e é substituído por Mike Shiner, interpretado por Edward Norton. Mike é um grande ator, porém com certos problemas comportamentais nos sets. 
Conhecemos também Sam, interpretada pela deusa Emma Stone, que acabou de sair da reabilitação e já está se envolvendo com drogas novamente, que tem certos problemas com o pai devido à falta de atenção e presença deste em seu crescimento, e que diz boas verdades em um dos melhores e mais profundos diálogos do filme. 
Para piorar, o teatro enfrenta a forte ameaça de uma influente crítica de peças, que odeia a indústria cinematográfica dos blockbusters da qual Riggan veio e promete destruir a peça e sua credibilidade, fazendo com que seja fechada nas primeiras sessões.



Essa é, em suma, a história de Birdman, que já se tornou um forte concorrente de Nightcrawler (confira a crítica aqui) entre os melhores filmes que já vi em 2015. Primeiramente, o que mais chama atenção e o que sempre é comentado em todas as críticas é o modo como foi filmado, completamente diferente do habitual e que rendeu ao longa o prêmio no quesito fotografia. 
O modo como foi gravado é praticamente um plano-sequência, e realmente pensei que fosse, até ler depois que não foi, mas foi feito para parecer um. Plano-sequência é aquele tipo de gravação sem edições nem cortes, em que a câmera é ligada em um ponto e passeia pelo cenário suavemente, fazendo parecer que as duas horas de filme foram gravadas em apenas um take. Nem os cortes mais básicos dos filmes são feitos, o que foi surpreendente e deu um toque muito diferente ao filme. Se lembre daquelas cenas em que dois personagens estão conversando. Geralmente, a câmera fica parada no rosto de um e, quando o outro começa a falar, há um corte e a câmera está apontando para o outro. Em Birdman, a câmera simplesmente se move até chegar ao rosto do outro personagem, mas de maneira sutil. Eu poderia citar diversos outros exemplos de como esse estilo de gravação é completamente diferenciado e muito bom, mas acho que já deu para entender.
Outro ponto que chama muito a atenção e que é uma das melhores coisas do filme é toda a crítica ao próprio cinema que ele traz. Os diretores de filmes "normais" (não digo indies, porque esses já não são feitos para alcançar um sucesso estrondoso mesmo (embora alguns alcancem)) odeiam blockbusters por não apresentarem tanto conteúdo e, ainda assim, monopolizarem a indústria cinematográfica. Os filmes de super-heróis são os maiores exemplos disso, e são criticados de maneira inteligentíssima, que vai desde à fonte do cartaz de Birdman na parede do camarim de Riggan ser igual à fonte dos cartazes de Homem de Ferro (inclusive, em um momento, a luz tampa o "bird" do nome, fazendo parecer que poderia estar escrito Iron Man 3) até ao desfile de personagens fantasiados ridiculamente de transformers e heróis. 
Uma das falas que mais me marcou foi a que a crítica disse para Riggan, depois de discutirem seu "passado" como ator: "você é uma celebridade, você não atua". Continuarei assistindo a filmes de super-heróis e tudo o mais, mas não há como discordar: a maioria dos filmes desse gênero não apresentam atuações boas, um roteiro bom ou tramas complexas e profundas, mas ainda assim atraem muito mais espectadores que filmes inteligentes como este.
Outro tema discutido é justamente a imagem que o ator traz de seu personagem mais famoso. O filme mostra que os atores "mascarados" interpretam por tanto tempo esses personagens por lucro que, quando se dão conta, perderam sua identidade como atores e se tornaram apenas o herói. Essa reflexão trazida não poderia ser mais pertinente, em tempos em que os atores principais de blockbusters famosos buscam papéis cada vez mais diferentes para mostrarem que podem mais e se livrarem da imagem que os deixou estrondosamente famosos.



O roteiro brinca com os atores: Edward Norton, famoso por alguns problemas nos sets, interpreta um personagem que dá problema nos sets. E, principalmente, Michael Keaton, que interpretou o Batman antigamente e anda bem sumido atualmente, interpreta um personagem que interpretou um herói e que agora busca um retorno ao estrelato. 
É incrível o modo como um filme tão crítico ao próprio cinema conseguiu se tornar o maior vencedor do Oscar deste ano. Pelo visto, a Academia também não gosta muito dos blockbusters. 
Esse foi, certamente, a maior crítica de algum filme que já escrevi, mas é digna do filme a que se refere, e não há como não elogiar. Mais do que recomendado! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Capitão Phillips



Oi, como vai?
Hoje, neste lindo domingo de Oscar, estou aqui para falar sobre um dos filmes que descobri entre os indicados na edição do ano passado da premiação que só consegui assistir neste ano (seguindo minha lista), e que já se tornou um dos melhores que assisti em 2015: trata-se de Capitão Phillips!
A cinebiografia nos conta a história de Richard Phillips, o capitão de um navio cargueiro que é sequestrado por um grupo de piratas somalis, liderados por Muse, no meio do oceano. Em busca de uma recompensa milionária, os piratas tomam como refém o próprio capitão, e aí se segue uma história tensa de vida ou morte, que envolve toda a marinha e equipes de resgate em operações especiais para que o capitão consiga voltar para casa e para sua família são e salvo. 


















A premissa é basicamente esta, e foi, certamente, o resumo de filme mais curto que já fiz. Mas isso já é o suficiente para introduzir muito bem a história do filme sem qualquer risco de spoilers, mesmo que seja uma história real e você provavelmente saiba como termina. 
Com um roteiro muito bem feito, o filme consegue transmitir toda a tensão da aproximação dos piratas, de quando eles finalmente invadem o navio e, bem, de tudo o que acontece depois.
Aliado ao roteiro, temos uma atuação espetacular de Tom Hanks que, nos momentos finais, conseguiu me deixar arrepiado e coroou o filme, que já é ótimo desde o princípio. 
A atuação de Barkhad Abdi, que interpreta o capitão pirata Muse, também chama bastante atenção. Li certa vez que ele e Tom Hanks se viram pela primeira vez na cena em que Phillips e Muse também se veem pela primeira vez, na invasão do navio, para que um clima tenso e de estranheza fosse mantido. E, por todo o longa, Abdi nos presenteia com o pirata que não é mau em si, mas que segue ordens de um chefe misterioso e sonha com a América (como se referem ao Estados Unidos, ignorando toda a quantidade de países que temos no continente. Mas tudo bem, não estamos aqui discutindo a cultura imperialista estadunidense no momento). 
Eu não costumava ver cinebiografias, mas estou vendo cada vez mais e me interessando muito por esse tipo de filme. A história que o longa retrata se passou em 2009, e, baseando-se num livro publicado pelo próprio Richard Phillips (A Captain's Duty, lançado em 2010), o filme estreou em 2013 e concorreu ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, entre outras.
Quando assisto a filmes que descobri em premiações, busco analisar os quesitos em que concorreu e tentar entender se foi mesmo merecido. Mesmo que não tenha vencido em nenhuma, no caso de Capitão Phillips todas as indicações foram mais do que merecidas, e, ao meu leigo ver, ainda acredito que uma indicação de Melhor Ator para Tom Hanks também seria completamente merecida.
Mais um filme que recomendo muito, e que acho que todos deveriam conhecer e apreciar, vale muito a pena! 

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Her (Ela)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, em mais um domingo da minha coluna cinematográfica (que estou amando escrever, nossa), para falar sobre um filme um tanto peculiar, mas ainda assim muito bom e digno de atenção: Her.
O longa nos apresenta Theodore, um homem solitário que trabalha escrevendo cartas para pessoas que não conhece a pedido de outras. Sim, há um escritório especializado para isso. Lá ele escreve agradecimentos, recados de homens que se encontram longe de casa para suas esposas, cartas de filhos para mães, entre muitos outros tipos. É um homem sentimental, porém que não tem a quem dedicar todo esse sentimento.
Nas ruas, todas as pessoas andam com pequenos fones de ouvido, que funcionam como um moderno computador ativado por um assistente de voz, que lê emails, escreve, envia mensagens, como uma evolução dos nosso smartphones de hoje.
Theodore tem apenas uma amiga verdadeira, Amy (interpretada pela amorzão Amy Adams, que está em um relacionamento conturbado com seu marido), e vive dia a dia na solidão. Até que uma nova tecnologia é lançada: novos tipos de assistentes de voz, que não somente ajudam o usuário, mas que apresentam consciência, quase como uma pessoa de verdade, e que poderão ajudar não só nas tarefas básicas diárias, mas em conselhos e coisas mais pessoais.
Um pouco desacreditado, Theodore resolve comprar o software para experimentar. E é aí que entra a personagem de Scarlett Johansson, Samantha, uma... voz. Ela se mostra surpreendentemente humana para seu dono, e, indo com ele para qualquer lugar dentro de seu fone de ouvido, começa a ser construída uma amizade, que, como era de se esperar, evolui para algo maior.
Sim, Theodore se apaixona por sua assistente de voz. Com ela, é como se houvesse encontrado a parceira perfeita, e para de se preocupar em encontrar uma pessoa "de carne e osso" para lhe fazer companhia. À partir daí, diversos conflitos se desenrolam, e é aqui que paro de dar detalhes sobre o enredo, para que não corra o risco de soltar qualquer spoiler.



Delicado, o filme nos presenteia com um ótimo roteiro e personagens muito profundos, conseguindo dar profundidade emocional até a uma assistente de voz. Aliado a isso, temos as grandes atuações do longa, principalmente a de Joaquim Phoenix, que interpreta Theodore. Até mesmo Scarlett Johansson não deixa a desejar, mesmos sendo apenas uma voz em todo o filme.
É evidente e interessantíssima a crítica feita à dependência da tecnologia. Podemos observar o quão ridículo é cada um andando sozinho na rua, falando apenas com seus assistentes de voz, e como fazemos basicamente a mesma coisa nos dias de hoje, apenas com nossos celulares ou fones de ouvido. É como uma grande metáfora feita para nos mostrar como, muitas vezes, acabamos substituindo relações "verdadeiras", mais pessoais, por relações virtuais e, muitas vezes, sem valor.
A fotografia do filme também é maravilhosa, de encher os olhos e tornando o longa uma ótima experiência em todos os sentidos.
Pode ser um filme bem parado, sim, mas na maioria dos casos é nesses filmes parados que encontramos muito conteúdo (que muitas vezes é deixado de lado em filmes de ação e muita correria), portanto ser parado não é necessariamente uma reclamação.
É, certamente, um filme muito recomendado, que vale muito a pena!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Nightcrawler (O Abutre)


Oi, como vai?
Hoje eu estou aqui para falar sobre o espetacular Nightcrawler, protagonizado por Jake Gyllenhaal!
O filme conta a história de Louis Bloom, um homem desempregado que passa por dificuldades financeiras e busca meios controversos para se manter: tanto procura emprego, quanto furta coisas para tentar vender depois.
Em uma dessas expedições fracassadas em busca de um emprego, Bloom se depara com um acidente na estrada. E, lá, encontra uma equipe de homens que filma acidentes e outras tragédias para poder vender aos canais de televisão.
Vendo nisso uma boa maneira de conseguir dinheiro, Louis decide entrar no ramo. Passa a filmar tragédias, encontra um assistente, Rick, e lucra cada vez mais vendendo suas gravações, que conseguem chegar bem perto das vítimas e recordar imagens chocantes, a um canal sensacionalista de televisão.
Louis nunca foi um homem comum, e esse seu jeito se acentua conforme se embrenha nesse submundo: se torna cada vez mais frio, cada vez mais ambicioso, e se vê envolvido em um caso muito mais sério do que imaginava.



Não darei mais detalhes, porque não quero dar spoilers de um filme que considero obrigatório desde já. É simplesmente o melhor filme que vi no ano (até então), e um dos melhores de todos.
Eu geralmente não faço isso em meus posts de "Filme da Semana", mas, por se tratar de um filme mais recente, não consigo resistir, confira o trailer!



O que mais chama atenção é a espetacular (e com esse adjetivo ainda não consigo demonstrar o quão boa é) atuação de Jake Gyllenhaal. Ele assume uma postura completamente diferente, e uma expressão um tanto insana e assustadoramente real.
Louis Bloom é um dos personagens mais complexos dos filmes que já vi, e a atuação de Jake consegue captar isso muito bem e tornar tudo muito crível.
Com um ótimo roteiro, que consegue mesclar muito bem cenas de ação com cenas mais calmas, ainda assim sempre permeadas de muita tensão, te prende durante toda a sua duração (quase duas horas), e não te deixa desgrudar da tela.
Com um desenvolvimento incrível e todos esses outros elogios que não consigo parar de deferir ao filme, é um longa que você certamente não pode deixar de ver.
Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Now You See Me (Truque de Mestre)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre este filme zoeiro e surpreendente até demais, Truque de Mestre! 
O longa conta a história de quatro mágicos de rua, que alcançavam um certo sucesso, mas nada estrondoso, até que foram reunidos por um ente misterioso, que os transforma em superastros em pouco tempo.
Daniel Atlas, interpretado por Jesse Eisenberg, é mestre em mágicas com cartas, que faz truques nas ruas, atraindo grandes grupos de espectadores. Herritt McKinney, Woody Harrelson (sim, o Haymitch), é um hábil hipnotizador. Já Henley Reeves, ex assistente de palco, agora se destaca na área do escapismo (aquele tipo de truque em que o mágico fica preso de alguma forma e precisa se soltar antes que algo seja desencadeado, no fim da contagem regressiva). E, por fim, Jack Wilder, interpretado por Dave Franco, realiza truques em público para poder roubar os pertences dos espectadores. 
Todos eles viviam suas vidas e praticavam sua mágica até que são descobertos por alguém (que devemos descobrir ao longo do filme), que os convoca, os reúne e, um ano depois, os transforma em The Four Horsemen (Os Quatro Cavaleiros), um quarteto de mágicos reconhecido mundialmente. E também perseguido. 
Além de estarem na mira de Thaddeus Bradley, um homem que lucra desvendando os truques de mágicos de sucesso, os Quatro Cavaleiros são perseguidos pela polícia por causa de seus shows, que envolvem uma filosofia meio Robin Hood: roubar fortunas para distribuir para os espectadores. E é aí que entra a dupla Dylan Rhodes e Alma Dray, um policial e uma agente da Interpol que devem investiga-los e achar um meio de prende-los. 



Assim se desenrola esse filme intrigante, agitado e surpreendente, que te faz ficar com os olhos presos à tela... até demais. No início do post, chamei o filme de zoeiro por realmente "zoar" com o espectador. Nada do que você pensa que é, é de verdade, e se você pensa que desvendou o segredo do filme, a não ser que você seja realmente ninja, você não descobriu nem metade.
Em um certo ponto me incomodou bastante por ser "tudo aquilo que você pensa que é na verdade não é" em um nível bem extremo. É como se o filme seguisse em uma direção para, no final de tudo, dar um mortal carpado e oferecer uma resposta completamente diferente, que chega a beirar o nonsense, tornando basicamente 99% de muitos atos do filme... inúteis.  
A sequência já começou a ser gravada e, embora eu tenha um certo receio com sequências de filmes desse tipo (que geralmente foram feitos para serem únicos e acabam estragados por sequências puramente comerciais), estou curioso para assistir (e trará, ainda, o ator Daniel Radcliffe no elenco).
Mesmo com essas reclamações, trata-se de um bom filme para entretenimento, e, se você buscar um filme que mescla ação, segredos, efeitos visuais e muitas revelações, não deixa de ser recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 25 de janeiro de 2015

Filme da semana: 10 Coisas que Eu Odeio em Você



Oi, como vai?
Hoje, neste segundo domingo da minha nova coluna dominical cinematográfica, estou aqui para falar sobre um dos filmes que mais me deixam "como pude não ver antes?", "10 coisas que eu odeio em você"!
O longa, de 1999, é uma adaptação moderna e "teen" da obra A Megera Domada, de William Shakespeare, nos contando a história de uma garota doce que só poderá namorar quando a rebelde irmã mais velha também o fizer. Tanto no filme quanto na peça, o rapaz que está 
apaixonado pela irmã mais nova passa a buscar alguém que conquiste o coração da irmã mais velha, para que possam ficar juntos com a permissão do pai. 
Joseph Gordon-Levitt é o jovem Cameron, novo no colégio e que se apaixona pela doce (porém um tanto banal) Bianca. A garota, por sua vez, gosta de Joey, um fútil e arrogante modelo que quer apenas ir para cama com ela. Mas nenhum dos dois conseguirá nada, a não ser que a irmã mais velha, Kat, também arrume um companheiro, o que parece impossível.
Acontece que a garota é antissocial e se dedica a não se comportar da maneira que esperam que se comporte. E é aí que entra Patrick, interpretado por Heath Ledger.
Ele é pago por Joey (que o procurou a pedido do único amigo de Cameron na escola) para sair com Kat, e tudo isso era só um jogo, até que, como naquela velha história, Patrick realmente se apaixona por ela. Porém, quando toda essa verdade vier à tona, trará consigo grandes conflitos.


Estou tomando gosto por filmes mais antigos, que eu sempre pensava em ver mas simplesmente não tinha paciência, e este foi mais um da lista, embora não seja tão antigo assim. E, se tenho uma coisa a dizer sobre filmes antigos, é que até os clichês são perdoados.
10 Coisas que Odeio Em Você é um filme um tanto previsível, e não escapa dos clichês, mas isso não o torna nem um pouco menos recomendado! Com um bom roteiro e boas atuações, se diferencia de outros filmes de romances adolescentes, dos quais o mundo está cheio, e se torna um filme muito agradável e nem um pouco desperdício de tempo, como muitos.
Eu me sentia o único no mundo que ainda não tinha visto mas, se você também ainda não assistiu, corra agora mesmo! Recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 18 de janeiro de 2015

Filme da Semana: The Breakfast Club (O Clube dos Cinco)



















Oi, como vai?
Como falei sobre a minha lista/desafio de filmes no domingo passado, hoje finalmente começo o "Filme da Semana", uma nova coluna, digamos assim, aqui no blog, na qual falarei sobre um filme novo a cada domingo. Esses filmes não serão estreias, mas aqueles, recentes ou antigos, que deixei de ver quando estrearam ou tratam-se de clássicos do cinema. 
E não há nenhum filme melhor para estrear esta coluna do que The Breakfast Club, que vi recentemente e que já se tornou um dos meus xodós. 
O longa, clássico dos anos 80, nos conta a história de cinco adolescentes que se encontram em um sábado, na biblioteca da escola, cumprindo detenção por algo de errado que fizeram. 
Os cinco adolescentes são os típicos estereótipos de colegiais: o nerd, a garota popular, a louca, o esportista e o fora da lei. Nessa detenção, que durará oito horas, cada um deverá escrever uma redação de mil palavras sobre quem pensa que é. Eis que essa redação é deixada de lado, e eles passam a conversar e se conhecer melhor, e é aí que o filme torna-se realmente interessante e se mostra diferente de qualquer outro.
Conforme as horas se passam, novas relações são estabelecidas, os personagens passam a confiar e se abrir um com o outro, e não há como não se apaixonar pelo filme.



















O mais interessante é a maneira como o longa, com seu roteiro impecável e ótimas atuações, consegue pegar todos esses clichês de filmes americanos de colegiais e dar a todos eles uma profundidade sem igual. Percebemos que nem todos são o que parecem ser, e que não podem ser rotulados, ou julgados por isso. É como se o longa despisse os adolescentes de seus estereótipos, e, sem eles, nos mostra que no fundo somos todos iguais, com muitas preocupações e conflitos. 
Com um bom ritmo, leve porém nem um pouco parado, e com pitadas bem colocadas de humor, é um filme maravilhoso e que pretendo assistir ainda mais e mais vezes. 
O carisma e a profundidade dos personagens são tão grandes que torna impossível não se apegar, não desenvolver nenhuma opinião ou sentimento por algum deles, e o principal: não há como não se identificar com algum dos personagens.
Sem dúvida, um dos melhores que eu já vi neste ano e na vida, vale muito a pena e é mais do que recomendado, é obrigatório!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D