quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vamos falar sobre: How I Met Your Mother



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma série que terminei ainda no final de 2014 mas que, até hoje, não consegui organizar meus pensamentos e sentimentos com relação a ela para escrever um bom review. Trata-se da comédia How I Met Your Mother, uma das séries mais divertidas e cruéis que já tive o prazer de ver. 
HIMYM, como o próprio nome sugere, trata-se de um homem, Ted Mosby, contando para seus dois filhos adolescentes a história de como conheceu sua mãe. História esta que nos é contada ao longo de nove temporadas, que passam num piscar de olhos.
Ao longo dos episódios, conhecemos Ted e seus amigos, Barney, Marshall, Lily e Robin, aquele típico grupo de amigos que todos gostaríamos de ter.
Ted é um arquiteto cujo maior sonho é ter um prédio com sua assinatura modificando a silhueta de Nova York. Bastante sonhador, busca em cada mulher encontrar >aquela<, a única que se tornará mãe de seus filhos e com quem ficará "até que a morte os separe". Essa busca pela tão aguardada mãe é justamente o que move a série, aliado, é claro, pelos personagens muito carismáticos e suas tramas.
Barney é o pegador do grupo, que vive dentro de caros ternos e usa de artimanhas, presentes, inclusive, em um livro que ele próprio escreveu, para conquistar garotas em basicamente qualquer lugar a que vai. 
Marshall e Lily são aquele casal que, convenhamos, todo mundo (menos os Barneys, obviamente) gostaria de ser: juntos há muitos anos, desde o início da faculdade, os dois conhecem mais um ao outro do que a si próprios, e se complementam e ornam em todos os sentidos possíveis. Isso não os impede de passar por muitos maus bocados ao longo da série, nos quais você chega a temer que o único casal que você acreditava estar garantido na história talvez possa acabar. 
Por fim, temos Robin, uma canadense (fato que é zoado durante toda a série) que foi trabalhar como apresentadora de um telejornal em Nova York e se encontra sozinha na cidade. Até que conhece Ted, que se apaixona por ela, e, depois de muitas "aventuras", digamos, acaba por se tornar um membro integral do grupo.



Sim, é uma série de comédia. Mas te deixará mal e te levará às lágrimas com mais frequência do que você imagina. E isso é uma das coisas que mais admiro na série: consegue mesclar muito bem os momentos de riso com os momentos de choro, fazendo com que uma série de comédia não se torne dramática demais mas, ao mesmo tempo, também não seja zoeira demais. 
As relações entre os personagens são muito bem construídas e bastante sólidas. Percebemos o poder da amizade entre eles, e o quão longe cada um irá desde que seja ao lado de um amigo. 
Casais se formam, se rompem, novos casais se formam, novos casais se rompem, e diversas tramas fazem com que os pouco mais de duzentos episódios (de vinte minutos) passem num piscar de olhos. 
Mesmo que o episódio piloto pareça um pouco forçado, agradeço por não ter desistido ali. A série e os personagens amadurecem muito e, quando você chega ao último episódio da última temporada, os olhos se enchem de lágrimas só de lembrar todo o caminho que percorreram e como mudaram. 
Esse último episódio é bastante polêmico, por ser odiado por aproximadamente 99% dos fãs. É, de fato, muito cruel pelos acontecimentos, e um pouco mal feito na forma como foi montado: a última temporada se passa praticamente inteira acerca de um único acontecimento para, nesse último, muitos fatos e uma enorme passagem de tempo ser jogada na sua cara. Torna metade da nona temporada inútil, ou uma décima temporada mais do que útil. Mas, ainda assim, consegue concluir bem o que começou e, mesmo me deixando um pouco revoltado, não acredito que deva ser levado em consideração por alguém que deseja começar a série, que recomendo extremamente.
Não sou muito fã de séries de comédia, justamente por achar zoeira demais e drama de menos (e eu adoro drama, não há como negar). Mas How I Met Your Mother agrada nesses dois sentidos, e te conquista facilmente.
Ainda pretendo ver Friends, que é um pouco maior do que HIMYM, mas preciso de uma boa dose de coragem (ou talvez loucura, o que me levou a começar a jornada de Ted Mosby). Desde que conheci a premissa da série me interessei, e me lembro de um dia em que queria começar uma série nova por estar um tanto cansado das minhas e simplesmente abri a primeira que vi pela frente no painel da Netflix. Não me arrependo nem um pouco disso, pelo contrário! 
Recomendo muito a série e, se você tem preguiça de começar ou se sente acuado pelo tamanho, recomendo também uma boa dose de loucura para dar o primeiro play. Você não irá se arrepender!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Nightcrawler (O Abutre)


Oi, como vai?
Hoje eu estou aqui para falar sobre o espetacular Nightcrawler, protagonizado por Jake Gyllenhaal!
O filme conta a história de Louis Bloom, um homem desempregado que passa por dificuldades financeiras e busca meios controversos para se manter: tanto procura emprego, quanto furta coisas para tentar vender depois.
Em uma dessas expedições fracassadas em busca de um emprego, Bloom se depara com um acidente na estrada. E, lá, encontra uma equipe de homens que filma acidentes e outras tragédias para poder vender aos canais de televisão.
Vendo nisso uma boa maneira de conseguir dinheiro, Louis decide entrar no ramo. Passa a filmar tragédias, encontra um assistente, Rick, e lucra cada vez mais vendendo suas gravações, que conseguem chegar bem perto das vítimas e recordar imagens chocantes, a um canal sensacionalista de televisão.
Louis nunca foi um homem comum, e esse seu jeito se acentua conforme se embrenha nesse submundo: se torna cada vez mais frio, cada vez mais ambicioso, e se vê envolvido em um caso muito mais sério do que imaginava.



Não darei mais detalhes, porque não quero dar spoilers de um filme que considero obrigatório desde já. É simplesmente o melhor filme que vi no ano (até então), e um dos melhores de todos.
Eu geralmente não faço isso em meus posts de "Filme da Semana", mas, por se tratar de um filme mais recente, não consigo resistir, confira o trailer!



O que mais chama atenção é a espetacular (e com esse adjetivo ainda não consigo demonstrar o quão boa é) atuação de Jake Gyllenhaal. Ele assume uma postura completamente diferente, e uma expressão um tanto insana e assustadoramente real.
Louis Bloom é um dos personagens mais complexos dos filmes que já vi, e a atuação de Jake consegue captar isso muito bem e tornar tudo muito crível.
Com um ótimo roteiro, que consegue mesclar muito bem cenas de ação com cenas mais calmas, ainda assim sempre permeadas de muita tensão, te prende durante toda a sua duração (quase duas horas), e não te deixa desgrudar da tela.
Com um desenvolvimento incrível e todos esses outros elogios que não consigo parar de deferir ao filme, é um longa que você certamente não pode deixar de ver.
Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Now You See Me (Truque de Mestre)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre este filme zoeiro e surpreendente até demais, Truque de Mestre! 
O longa conta a história de quatro mágicos de rua, que alcançavam um certo sucesso, mas nada estrondoso, até que foram reunidos por um ente misterioso, que os transforma em superastros em pouco tempo.
Daniel Atlas, interpretado por Jesse Eisenberg, é mestre em mágicas com cartas, que faz truques nas ruas, atraindo grandes grupos de espectadores. Herritt McKinney, Woody Harrelson (sim, o Haymitch), é um hábil hipnotizador. Já Henley Reeves, ex assistente de palco, agora se destaca na área do escapismo (aquele tipo de truque em que o mágico fica preso de alguma forma e precisa se soltar antes que algo seja desencadeado, no fim da contagem regressiva). E, por fim, Jack Wilder, interpretado por Dave Franco, realiza truques em público para poder roubar os pertences dos espectadores. 
Todos eles viviam suas vidas e praticavam sua mágica até que são descobertos por alguém (que devemos descobrir ao longo do filme), que os convoca, os reúne e, um ano depois, os transforma em The Four Horsemen (Os Quatro Cavaleiros), um quarteto de mágicos reconhecido mundialmente. E também perseguido. 
Além de estarem na mira de Thaddeus Bradley, um homem que lucra desvendando os truques de mágicos de sucesso, os Quatro Cavaleiros são perseguidos pela polícia por causa de seus shows, que envolvem uma filosofia meio Robin Hood: roubar fortunas para distribuir para os espectadores. E é aí que entra a dupla Dylan Rhodes e Alma Dray, um policial e uma agente da Interpol que devem investiga-los e achar um meio de prende-los. 



Assim se desenrola esse filme intrigante, agitado e surpreendente, que te faz ficar com os olhos presos à tela... até demais. No início do post, chamei o filme de zoeiro por realmente "zoar" com o espectador. Nada do que você pensa que é, é de verdade, e se você pensa que desvendou o segredo do filme, a não ser que você seja realmente ninja, você não descobriu nem metade.
Em um certo ponto me incomodou bastante por ser "tudo aquilo que você pensa que é na verdade não é" em um nível bem extremo. É como se o filme seguisse em uma direção para, no final de tudo, dar um mortal carpado e oferecer uma resposta completamente diferente, que chega a beirar o nonsense, tornando basicamente 99% de muitos atos do filme... inúteis.  
A sequência já começou a ser gravada e, embora eu tenha um certo receio com sequências de filmes desse tipo (que geralmente foram feitos para serem únicos e acabam estragados por sequências puramente comerciais), estou curioso para assistir (e trará, ainda, o ator Daniel Radcliffe no elenco).
Mesmo com essas reclamações, trata-se de um bom filme para entretenimento, e, se você buscar um filme que mescla ação, segredos, efeitos visuais e muitas revelações, não deixa de ser recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D