domingo, 29 de março de 2015

Filme da Semana: 12 Anos de Escravidão



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, no retorno da minha coluna dominical (depois de uma semana de hiatus para dar lugar ao meu sorteio), para falar sobre o incrível 12 Anos de Escravidão!
O filme nos conta a história real de Solomon Northup, um grande violinista negro e livre que vive com sua mulher e os dois filhos em Nova York em um período em que a escravidão ainda tomava conta de metade dos EUA. 
Sua vida começa a mudar quando ele recebe a proposta de dois homens para trabalhar em um circo que passaria pelo sul do país. Vendo aí uma grande oportunidade, Solomon aceita. Porém não imaginava que isso era apenas um pretexto usado para sequestra-lo e entrega-lo a vendedores de escravos.
Ele é vendido primeiramente a Ford (interpretado por Benedict Cumberbatch), que, de um jeito meio torto, acaba sendo bom para ele. Mas problemas com um dos capatazes do senhor faz com que ele seja vendido a Epps (interpretado por Michael Fassbender), onde passa a maior parte de seus anos como escravo e onde conhece Patsey, uma escrava jovem e eficaz que é frequentemente assediada e abusada pelo seu senhor e, por conta disso, maltratada pela senhora.
Dessa forma Solon passa doze anos de sua vida, impossibilitado de fazer contato com sua família e vivendo as mais terríveis atrocidades nos campos de algodão americanos.



Pode parecer um filme chato, eu sei, mas não só não tem nada de chato como é interessantíssimo e incrivelmente bem feito. Como falei em meu post sobre Capitão Phillips, por ser uma cinebiografia já sabemos como terminará, mas isso não minimiza a emoção que sentimos ao assistir, a apreensão pelos personagens e a vontade de acompanhar e descobrir o desfecho.
As atuações são espetaculares, com destaque, obviamente, para Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o, respectivamente Solomon e Patsey. Ela, aliás, recebeu o Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio que, ao final do longa, vemos ser muito merecido.
Patsey é uma das personagens mais sofredoras de todos os filmes que já vi, e merece tanto destaque quanto o protagonista: além do assédio de Epps, ela é constantemente maltratada pela esposa dele, interpretada por Sarah Paulson (atriz que conheci em American Horror Story e adoro). Determinadas cenas chegam a ser doentias e extremamente perturbadoras, e o elenco representa com tanta perfeição que não há como não sofrer junto. E esse sentimento de pena com uma pitada de revolta são intensificados quando nos lembramos de que se trata de uma história real e que, há muitas e muitas décadas, alguém realmente passou por tudo aquilo. Não somente os personagens retratados no longa, mas a imensa quantidade de escravos (tanto nos EUA como aqui mesmo, no Brasil), além daqueles negros que, mesmo sendo livres, acabaram sendo sequestrados (por homens que, por viverem em um lugar onde a justiça favorece o branco, sequer foram condenados por isso) e transformados em escravos.
É, certamente, um filme que te fará pensar muito sobre essa questão, e que te apresentará uma maravilhosa história de superação que precisa ser conhecida. Extremamente recomendado!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 22 de março de 2015

Resenha + Sorteio: O Limiar, David Baldacci

Excepcionalmente neste domingo, não teremos o Filme da Semana, mas para dar lugar a uma novidade muito bacana!

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre O Limiar, de David Baldacci, um dos lançamentos do mês que me foi enviado pela editora Gutenberg!
O livro nos conta a história de Vega Jane, uma garota de 14 anos que tem mais responsabilidades do que seria natural para a sua idade, tendo que trabalhar para sustentar a si e ao seu irmão. Ela vive no vilarejo de Artemísia, um lugar relativamente pacífico (porém cheio de injustiças e não tão bom para se viver), cercado por uma densa e perigosíssima floresta chamada Pântano, onde vivem criaturas terríveis que atacarão qualquer um que se aventurar por lá. Dessa forma, os habitantes (chamados de wugs) vivem presos na cidade, sem saber o que há além dos limites do Pântano, ou se há alguma coisa de fato. 
Vega, de certa forma, se conformava em viver assim, até que vê um de seus amigos fugindo do vilarejo. E tudo fica ainda mais estranho quando descobre que ele a deixou um mapa do Pântano e um livro contendo informações sobre as criaturas que lá viviam e meios de atravessa-lo. 
Enquanto nossa protagonista tenta descobrir o que há para além do limiar da cidade, deverá lidar também com os membros do Conselho, que querem tornar a população cada vez mais submissa e presa dentro dos limites de Artemísia. 
Daqui em diante, não darei mais detalhes, afinal o livro apresenta reviravoltas a cada capítulo e não quero dar o mínimo spoiler sequer!



É um livro agitadíssimo, para começo de conversa. A todo momento alguma coisa está acontecendo, e é um daqueles livros fáceis de se devorar. A escrita de Baldacci é agradável, tornando a leitura fluida mas sem uma linguagem bobinha. 
Uma coisa que achei bem interessante foi a maneira como o autor criou um vocabulário único para a história, dando um nome diferente aos cidadãos do vilarejo, aos minutos, a diversos animais e bestas que só existem no universo da história.
Mesmo que toda essa imaginação torne a leitura empolgante e diferente de qualquer outra obra, em certos momentos me fez pensar que o autor escreveu o livro sob o efeito de alucinógenos. Isso porque muitas cenas beiram o surreal, mesmo para um livro de fantasia. Embora sejam bem descritas, as cenas narram acontecimentos que deixam o leitor com a clássica expressão de "what the fuck?" no rosto, mas isso não é necessariamente negativo. Isso torna a leitura mais empolgante, e me deixou ávido por algumas respostas que espero encontrar na sequência.
Sim, O Limiar é o primeiro livro do que promete ser uma trilogia. Isso me deixou desanimado no início, porque cansei de distopias adolescentes e livros do gênero. Mas a obra não é distópica, e sim de ficção fantástica, e Vega Jane não é uma protagonista como outras do gênero, mas uma garota encrenqueira e muito corajosa por quem não há como não torcer.
A única coisa que me desanimou neste livro (mas não é uma reclamação desta obra em si, e sim de todos os que se encaixam neste caso) é o fato de ficar 100% claro quem é a protagonista e, por isso, tudo que há na história sempre acontecer com ela. Todos os lugares que nos são introduzidos ou apenas citados serão, em algum momento, visitados por ela, e é ela quem passará por todos os problemas imagináveis. Dessa forma, sempre que Vega entra em perigo de vida, mesmo que a maneira como ela irá se safar daquilo seja uma completa surpresa, já sabemos que ela não morrerá. Podemos ficar sem fôlego pelas ações dela, mas não chegamos a temer por sua vida de fato, afinal, se ela morrer, o livro acabará naquele ponto, o que sabemos que não acontece. Mas esses momentos de risco à vida são necessários em qualquer obra, e são eles que dão a agilidade que torna O Limiar impossível de largar. 
Mesmo que certos acontecimentos acabem desafiando de forma louca a realidade, não há como não se deixar levar pela narrativa, e não só recomendo como presentearei um dos leitores do blog com um exemplar do livro!

Sim, caros amigos, agora vem a segunda parte do post. Recebi dois exemplares de O Limiar e, mesmo que a Gutenberg não tenha me especificado nada ou me "mandado" sortear o livro, resolvi fazê-lo. Como nunca realizei nenhum sorteio aqui no Mundos na Estante, aceito sugestões e avisos caso esteja cometendo algum erro.
Para participar, você deverá:

1. Morar no Brasil;
2. Comentar pelo menos 5 (cinco) posts no meu blog, deixando seu email como assinatura para que eu possa saber quem você é e entrar em contato com o ganhador. Este post pode ser um dos comentados!

Estabeleci somente essas duas regrinhas porque nem todos possuem blog para me seguir aqui e eu não tenho página no Facebook para pedir para curtirem ou coisa parecida. O único requisito serão os comentários. O sorteio começará hoje e irá até o dia 4 de abril, um sábado, no qual farei um post com os resultados e enviarei o exemplar. Clique abaixo para participar!

a Rafflecopter giveaway Espero que tenham gostado, que participem, e boa sorte a todos!

Até a próxima ;D

sábado, 21 de março de 2015

Primeiras Impressões: A Playlist de Hayden

Oi, como vai?
No mês passado a editora Novo Conceito me enviou o release de A Mais Pura Verdade que, como vocês devem ter percebido, não foi uma experiência muito agradável. Pensei que era somente como um "prêmio de consolação" àqueles que não conseguiram parceria, mas há alguns dias, surpreendentemente, recebi outro release da editora: A Playlist de Hayden, livro que, ao contrário do anterior, amei!
A Playlist de Hayden nos conta a história de Sam, um garoto meio nerd que só tem um amigo, o inseparável Hayden. Os dois são aquele clássico grupo de nerds dos colégios americanos, que sofrem bullying dos valentões babacas e gostam de jogar RPGs. 
A relação que Sam e Hayden constroem faz com que a amizade um do outro seja o suficiente, sem que precisassem de outros amigos ou se deixassem levar por toda a zoação que sofriam. Isso é o que Sam pensava.
Depois de uma festa, os dois têm uma grande briga sobre a qual ainda não sabemos muito (o release contém as primeiras 86 páginas do livro de 288), os dois se separam e, no dia seguinte, quando Sam vai até a casa de Hayden, o encontra morto em sua cama. O garoto cometeu suicídio e, no chão ao seu lado havia um pen drive com um bilhete. No pen drive, Hayden montou para Sam uma playlist, que este deverá ouvir enquanto busca o porquê do suicídio e tenta superar a morte do único amigo. 
Tudo já estava muito estranho, até que Sam descobre Astrid, uma garota muito legal e descolada que se diz amiga de Hayden, mas que não quer contar onde ou como o conheceu, e o porquê de o amigo nunca tê-la mencionado. 


Daqui em diante não darei mais detalhes, nem tanto para não dar spoiler, mas para ter o que falar na resenha do livro completo, que certamente quero ler! 
Além da história, que achei bastante intrigante e cujo desenrolar estou curiosíssimo para descobrir, achei a maneira como o livro foi montado bem bacana: cada capítulo é uma das músicas da playlist de Hayden, que já me fez descobrir muitas músicas ótimas. 
Quando comentei com amigos a história, muitos se lembraram na hora do livro Os 13 Porquês, no qual uma garota se mata e deixa a todos aqueles, que, de alguma forma, contribuíram para isso, fitas com uma espécie de acusação. Deste livro não gostei nem um pouco, e creio que A Playlist de Hayden não tenha nada a ver. No primeiro, temos uma garota dizendo a muitas pessoas "olha, eu me matei por sua causa", enquanto neste temos apenas músicas, que foram deixadas ao amigo por algum motivo que ainda descobriremos. 
A autora constrói muito bem a atmosfera de suspense, e estou cada vez mais curioso para saber como terminará!
A Playlist de Hayden será lançado no dia 6 de abril!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D