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domingo, 27 de julho de 2014

Vamos falar sobre Sherlock Holmes em: Um Estudo em Vermelho



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o espetacular O Estudo em Vermelho, de ninguém menos que Sir Arthur Conan Doyle. Este livro é o primeiro livro publicado por Doyle e a primeiro com Sherlock Holmes e John Watson.
A história é contada a partir do ponto de vista de John Watson, que precisa encontrar um lugar para morar em Londres e conhece Sherlock Holmes, que se encontrava praticamente na mesma condição e procurava um companheiro de apartamento. Assim, os dois se mudam para Baker Street, no famoso apartamento 221B. Conhecemos mais sobre nosso protagonista, e desde o início já temos provas de sua incrível habilidade de dedução. Um dos fatores mais interessantes é que, justamente pelo fato de Watson ser o narrador, sabemos de toda a sua estupefação e admiração por Sherlock, basicamente o mesmo sentimento que o leitor tem ao ler. É incrível como seu raciocínio é rápido e até mesmo engraçado ver a presunção de Holmes por isso.
O caso da vez (que foi descoberto em poucos passos por Sherlock, enquanto a polícia seguia pistas erradas) foi o de um homem encontrado morto em uma casa abandonada, com uma expressão de pavor no rosto e cercado de sangue, mesmo que não apresentasse nenhum ferimento. A polícia o considerava um caso indecifrável, e aí entra nosso detetive consultor, juntamente com seu novo amigo. 
O desenrolar da história é incrível, e a escrita de Doyle é ótima. O livro é dividido em duas partes, e se tem algo que estranhei foi que, no meio da história (sim, exatamente no meio da história), quando um ponto alto é atingido e o leitor anseia pela continuação daquela cena, é iniciada a Parte Dois, contando uma história completamente aleatória e que se passa inclusive em outro continente. 
Fiquei um tanto ressabiado, mas ainda assim a história era interessante e valia a pena ser lida. Conforme a história "aleatória" vai sendo contada, descobrimos aos poucos a ligação que tem com o resto do livro, até que no final (que não é necessariamente o final do livro em si), somos arrebatados e descobrimos o porquê de tudo aquilo. É simplesmente sensacional!



O modo como a obra foi escrita me prendeu de tal maneira que o terminei em apenas dois dias. A leitura flui tão facilmente e é tão gostosa que quando percebi já me encontrava além da metade do livro. Além disso, a história é bem construída, e não dá ponto sem nó. Cada elemento colocado e cada coisinha citada ganha um significado. Nada fica espalhado, não sobram fios soltos, e no final tudo se encaixa.
Já conhecia Hercule Poirot, de Agatha Christie, e Dupin, de Edgar Allan Poe (sobre quem falarei mais no próximo post), e Sherlock conquistou um espaço especial entre esses três. É muito carismático, inteligentíssimo e quero muito ler cada vez mais livros com suas histórias. Dos três detetives (os maiores da ficção, vale ressaltar), o único de quem não gostei muito foi Dupin, e logo (mais precisamente, quando ler mais algum livro com algum desses detetives) farei um post especial colocando os três em pauta.
Além de tudo isso que já falei, o que mais me surpreendeu em Um Estudo em Vermelho foi o fato de não ser uma leitura difícil. Por ser Sherlock Holmes, pensei que as explicações para seu raciocínio seriam difíceis de interpretar e tudo o mais, mas a verdade é que é fácil (mas não a ponto de ser bobo), e quando percebemos estamos seguindo sua linha de raciocínio e pensando sobre o crime sem o menor problema. É uma trama complexa, mas a leveza da escrita de Conan Doyle torna tudo mais fácil e mais gostoso de ser acompanhado.
Incrível, sensacional, espetacular, enfim, todos os elogios imagináveis dispenso a este livro, recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D