domingo, 18 de janeiro de 2015

Filme da Semana: The Breakfast Club (O Clube dos Cinco)



















Oi, como vai?
Como falei sobre a minha lista/desafio de filmes no domingo passado, hoje finalmente começo o "Filme da Semana", uma nova coluna, digamos assim, aqui no blog, na qual falarei sobre um filme novo a cada domingo. Esses filmes não serão estreias, mas aqueles, recentes ou antigos, que deixei de ver quando estrearam ou tratam-se de clássicos do cinema. 
E não há nenhum filme melhor para estrear esta coluna do que The Breakfast Club, que vi recentemente e que já se tornou um dos meus xodós. 
O longa, clássico dos anos 80, nos conta a história de cinco adolescentes que se encontram em um sábado, na biblioteca da escola, cumprindo detenção por algo de errado que fizeram. 
Os cinco adolescentes são os típicos estereótipos de colegiais: o nerd, a garota popular, a louca, o esportista e o fora da lei. Nessa detenção, que durará oito horas, cada um deverá escrever uma redação de mil palavras sobre quem pensa que é. Eis que essa redação é deixada de lado, e eles passam a conversar e se conhecer melhor, e é aí que o filme torna-se realmente interessante e se mostra diferente de qualquer outro.
Conforme as horas se passam, novas relações são estabelecidas, os personagens passam a confiar e se abrir um com o outro, e não há como não se apaixonar pelo filme.



















O mais interessante é a maneira como o longa, com seu roteiro impecável e ótimas atuações, consegue pegar todos esses clichês de filmes americanos de colegiais e dar a todos eles uma profundidade sem igual. Percebemos que nem todos são o que parecem ser, e que não podem ser rotulados, ou julgados por isso. É como se o longa despisse os adolescentes de seus estereótipos, e, sem eles, nos mostra que no fundo somos todos iguais, com muitas preocupações e conflitos. 
Com um bom ritmo, leve porém nem um pouco parado, e com pitadas bem colocadas de humor, é um filme maravilhoso e que pretendo assistir ainda mais e mais vezes. 
O carisma e a profundidade dos personagens são tão grandes que torna impossível não se apegar, não desenvolver nenhuma opinião ou sentimento por algum deles, e o principal: não há como não se identificar com algum dos personagens.
Sem dúvida, um dos melhores que eu já vi neste ano e na vida, vale muito a pena e é mais do que recomendado, é obrigatório!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: O Chamado do Cuco


























Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre o primeiro livro da nova série de romances policiais de JK Rowling, escritos sob o pseudônimo Robert Galbraith, um livro que me deixou muito dividido e que só não abandonei ao meio por ser de uma de minhas autoras favoritas. E fico muito feliz de não tê-lo feito.
O livro nos conta a história do detetive Cormoran Strike, que está, perdoem-me a expressão, "completamente fodido". Perdeu parte da perna direita no Afeganistão, se separou da mulher com quem tinha uma relação conturbada e passou a morar em seu escritório, o qual perderá se não pagar a montanha de aluguéis atrasados. Em um acordo com um agência de secretárias temporárias, já que não pode pagar uma fixa, a cada semana Strike recebe uma temporária nova, e, na semana de seu grande caso, recebe Robin, que se mostra uma ótima ajudante, além de uma personagem muito carismática e que deveria ter uma participação ainda maior na história. 
Neste primeiro livro da nova série prometida por JK, investigamos o caso do assassinato de Lula Landry, uma famosíssima modelo perturbada que buscava suas origens e que foi encontrada morta depois de cair da sacada de seu prédio. Na época, foi alegado suicídio, porém seu irmão, John Bristow, não consegue acreditar nesta ideia, e tem certeza de que Lula foi empurrada por alguém.
Assim, conhecemos melhor a história da modelo, suas relações, principalmente com o namorado drogado e reprovado pela família Duffield, o estilista um tanto obcecado por ela Guy (se pronuncia "gui") Somé, com sua família e muitos outros personagens, adentrando o mundo da fama, da moda, dos paparazzis, e percebendo toda a obscuridade que há por trás disso.























É uma história muito interessante de ser acompanhada, porém a maneira como foi escrita acaba por tirar um pouco a vontade de devorar o livro para descobrir o verdadeiro culpado o quanto antes. Isso porque, embora passemos muitas páginas com os testemunhos, que são ótimos de se acompanhar, sendo narrados, temos boas partes de enrolação, e é como se quebrasse o ritmo da leitura.
É uma narrativa que oscila bastante: em alguns momentos muito legal, e em outros, muito chata. 
O problema deste livro é que o detetive, embora muito inteligente, passa a maior parte do livro sem compartilhar conosco algumas de suas suspeitas, que nos instigariam a ler mais rápido e tentar ligar os pontos. É como se lêssemos todos os depoimentos, mas não conseguíssemos descobrir nada de fato. Isso não é problema algum em uma obra policial mais curta, na qual nos sentimos intrigados com os movimentos inexplicados do detetive mas chegamos rapidamente à conclusão de tudo. Mas, neste caso, se passam cerca de trezentas páginas até que Strike realmente decida compartilhar conosco alguns de seus pensamentos e suspeitas e o livro ganhe um pouco mais de ação.
Como nos livros policiais clássicos, o culpado é revelado bem no final, e, em um capítulo, tudo o que captamos durante o livro sem conseguir ligar de fato é relacionado e explicado de maneira sensacional, que não decepciona nem um pouco. 
A explicação para o caso e o verdadeiro culpado fazem com que até os momentos chatos do livro valham a pena, mas a autora pecou no desenvolvimento (mais ou menos a mesma crítica feita sobre Morte Súbita, no qual o desenvolvimento parece bem "parado" para no final muitas coisas legais acontecerem).
Ainda assim, recomendo a todos os que gostam de romances policiais, desde que tenham, é claro, um pouco de paciência e firmeza para não abandonarem o livro antes do final e persistirem até que tudo passe a valer a pena.
Já tenho o segundo volume, O Bicho-da-Seda, e pretendo não demorar a começar a ler. Pelos comentários que andei lendo, a continuação conserta boa parte dos problemas do primeiro, e mal posso esperar para descobrir se isso é realmente verdade.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

5 motivos pelos quais você precisa ler Agatha Christie



















Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma das melhores escritoras que já tive o prazer de ler, a rainha do crime, Agatha Christie. Dela, já li quatro obras, sobre as quais falarei mais ao longo do post, e tenho muitas outras aqui na estante, só esperando para serem começadas.
O título do post pode soar um tanto pretensioso, mas todos aqueles que já leram a obra de Agatha Christie e convivem com pessoas que não leram vão me entender. 
A autora, que viveu de 1890 a 1976, publicou mais de 70 romances, em sua grande maioria policiais. A primeira obra que li de Agatha foi O Natal de Poirot, e gostei tanto que tomei coragem e prometi que lerei pelo menos a maior parte de toda a sua obra. Ainda estou longe, bem longe, mas chegarei lá. Seus principais personagens são Hercule Poirot e Miss Marple. Ainda não li nenhum livro da autora que conte com Miss Marple, mas já li alguns com Poirot e adorei o personagem e sua maneira de resolver os casos.
Enfim, sem mais delongas, vamos aos motivos:

1. Seus finais surpreendentes

Agatha é famosa por seus finais surpreendentes. Com exceção de Os Elefantes Não Esquecem, nunca consegui chegar perto das respostas de seus livros, dos assassinos de fato. Quando tudo é revelado, é como se a sua vida não fizesse mais sentido e você tivesse sido enganado por todo esse tempo. E o mais incrível: tudo se encaixa perfeitamente, e não são deixados fios soltos ou coisas mal explicadas. 

2. A maneira como seus livros são escritos/montados

A maioria dos livros que li dela, aqueles com o detetive Hercule Poirot, apresentam uma forma clássica dos mistérios: assassinato - investigação da cena do crime - depoimentos das testemunhas - aquele momento em que tudo se encaixa para o detetive - revelação de embaralhar os miolos mas que ainda assim faz todo o sentido do mundo. Isso, além de gostoso de se acompanhar, acaba sendo "didático" para quem pensa em escrever livros policiais (como eu), por exemplo. 

3. A rapidez e fluidez da leitura

Sua escrita é muito gostosa de ser acompanhada e nem um pouco complicada. Seus diálogos são bem apurados e não há falas desperdiçadas. Seus livros não são longos, então não há muito tempo a perder. Qualquer conversa que acompanhamos entre os personagens é importante, para o que virá a seguir ou para acusar o verdadeiro culpado no final do livro. Aliando a escrita ao tamanho menor e o fato de serem muito intrigantes e não te deixarem viver sua vida normalmente sem saber quem é o verdadeiro culpado, são livros muito rápidos de serem lidos. Alguns cheguei a terminar em dois dias, embora seja perfeitamente possível terminar em um dia só. 

4. Os preços dos livros

Como se não bastassem todos esses pontos positivos relacionados à autora, suas edições (as mais novas, pelo menos) são bem feitas e muito baratas, e quando vou comprar um livro de Agatha não consigo sair com apenas um. A editora L&PM tem edições pocket lindas dos livros da autora, assim como a Best Bolso. A Nova Fronteira tinha edições um tanto feinhas, o que foi consertado com maestria nessas últimas edições lançadas pela editora: são edições maravilhosas em capa dura que ainda podem vir separadas ou em um lindo box. Ainda temos alguns publicados pela editora Globo.

5. E Não Sobrou Nenhum

Este livro, por si só, é um enorme motivo para ler a autora. Dela, já li O Natal de Poirot, Assassinato no Expresso do Oriente (um dos meus favoritos), Os Elefantes Não Esquecem (outro dia farei um post só sobre os livros da autora) e este, que é o melhor que já li de Agatha e um dos melhores de todos os policiais/suspenses/thrillers. O livro conta a história de dez pessoas um tanto aleatórias (um médico, um juiz, um ex-detetive, etc) que são convidados a passarem um período na ilha do misterioso senhor U. N. Owen. Ao chegarem lá, descobrem que o anfitrião não estará para recebê-los, e uma gravação tocada em um gramofone revela segredos do passado de todos que estes escondiam a sete chaves. Em todos os quartos há um poeminha infantil, e, baseado neste poema, aos poucos os "prisioneiros" vão morrendo. Tudo piora quando se descobre que estão sozinhos na ilha, ou seja, o assassino é, na verdade, um deles.
É simplesmente uma história de arrancar os cabelos de tão boa. A maneira como é conduzida, a sensação de desconfiança que temos e que podemos sentir entre os personagens, o desfecho e a explicação para tudo aquilo. É um livro que você tem que largar tudo e correr para ler. Acho que é a melhor maneira de descrever o quão esse livro é incrível e imperdível. 

Bem, esses são os cinco principais motivos pelos quais você precisa largar tudo o que está fazendo no momento e correr procurar livros de Agatha Christie. Seu nome na capa de um livro policial já é uma garantia de que será uma ótima leitura, e, depois desse título e do post todo, nem preciso dizer que recomendo, né?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D