quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

One Lovely Blog



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para responder a uma tag muito boa que não me foi passada por ninguém, mas que eu descobri no blog Winter Bird e me interessei muito por fazer!
Há um bom tempo não respondo nenhuma tag, e, embora toda requeiram respostas pessoais, nunca fiz nenhuma realmente pessoal. 
Esta consiste em responder a onze perguntas sobre o meu blog, vamos lá?

Por que decidiu criar um blog e como começou?

Decidi criar meu blog há pouco mais de dois anos, inspirado pelos diversos vlogs literários que eu assistia e motivado pela vontade de falar sobre as coisas que eu gostava mais do que me era permitido no Twitter. Além de, no Twitter, eu me sentir falando com a parede, eu me sentia muito limitado para realmente opinar naqueles 180 caracteres, mesmo que destrinchando minha opinião em diversos tweets. Tudo isso se juntou e eu resolvi criar o Talking About Little Things, que acabou se transformando em Mundos na Estante, e aqui estou eu.

Quais os benefícios que o blog te traz?

A oportunidade de falar sobre o que eu quiser (mesmo meu blog sendo, acima de tudo, literário) quando eu quiser e da maneira que quiser, sem um limite de tamanho, e ainda assim encontrar pessoas que querem ler e opinar comigo. Antes eu terminava um livro e saía falando o que tinha achado para pessoas que sequer sabiam do que se tratava, só pela oportunidade de opinar. Agora eu posso colocar tudo em palavras para pessoas realmente interessadas em ler sobre, e ainda poder moldar o layout e tudo o mais de acordo com os meus gostos, transformando-o em um cantinho só meu. Além do mais, adoro escrever, e esta é a melhor maneira de exercitar minha escrita quase que diariamente. 

Qual é o post mais acessado?

"Livros que não posso deixar de ler em 2014", que postei em janeiro do ano passado, é o mais acessado de todos os tempos, com 3277 visualizações. 

Você usa redes sociais?

Eu não usava por não conseguir dar conta de mais uma atividade além do blog, porém, recentemente, eu e meus amigos criamos um Instagram Literário e é como se fosse do Mundos na Estante também, mesmo não trazendo divulgação nenhuma.

Como o blog têm evoluído?

O Mundos na Estante cresceu muito, e continua crescendo, de uma maneira que, mesmo que eu quisesse muito, não sabia se iria acontecer ou não. E fico muito feliz por isso. O que mais gosto nisso tudo é o aumento na quantidade (e qualidade, obviamente) dos comentários em meus posts (algo que eu ligo mais que número de seguidores). Antes, eu tinha poucos comentários e, em alguns casos, eram pessoas comentando qualquer coisinha só para ter a oportunidade de colocar um "ah, e visite meu blog!" no final. Agora encontrei outros blogueiros (ou até mesmo anônimos) que realmente opinam e leem os posts de fato para poder falar, e gosto bastante dessa interação. Mesmo que eu encontre pessoas discordando de minhas opiniões, dá até orgulho ver como deram atenção ao post e realmente leram para trazer bons argumentos.

Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Sim, a Bienal do Livro de 2014! Eu iria para o evento de qualquer maneira, e já tinha combinado com amigos muito antes de saber que o credenciamento de blogueiros seria possível. Mas, ainda assim, ganhar uma credencial em nome do meu blog para poder "cobrir" o evento (e ainda algumas outras regalias que eu acabei não aproveitando porque não sabia que existiam, mas que estarei ligado na próxima) foi muito gratificante e motivador para continuar melhorando o blog.

De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

Como falei, não consigo me conter sem opinar sobre o que li/vi, então sempre tenho algo sobre o que escrever aqui. Isso também me motiva a continuar com o blog, além dos comentários tanto aqui como por fora (como amigos vindo e me falando que meu blog é muito legal).

O que você tem aprendido à nível pessoal e profissional neste ano?

Em nível pessoal, creio que aprendi a parar de deixar de fazer coisas com medo de me arrepender, porque, em alguns dos casos, eu me arrependo por não ter feito, o que é pior. Não me tornei born to be wild, mas deixei de ser tão hesitante e reflexivo sobre muitas coisas para realmente tomar atitudes e ver no que vai dar. 
Em nível profissional (considerando estudante como uma profissão, mas também pensando em quando eu realmente estiver no mercado de trabalho), aprendi que deixar para depois não traz sucesso algum. Se você quer conquistar seus objetivos, não adianta deixar para última hora. É preciso estabelecer prioridades, ou aquilo em que você poderia ter ido muito melhor acaba malfeito. 

Qual é a sua frase favorita?

"É sempre mais escuro antes do amanhecer" (tradução livre), de Shake it Out, da banda Florence and the Machine. É uma frase muito inspiradora, e adotei para a vida. 

Qual o conselho que você daria para quem está começando agora no mundo dos blogs?

Tenha paciência, e saiba ouvir. Não crie o blog hoje achando que amanhã você terá mil seguidores e pessoas te considerando seu ídolo. Isso vem com o tempo, e não podemos esquecer que aqueles blogs/vlogs dos quais tanto gostamos e que são muito famosos não começaram na semana passada. Tudo isso requer paciência, trabalho (não pense que manter um blog é fácil. É um trabalho muito prazeroso, mas, ainda assim, trabalho) e determinação para não simplesmente largar onde estava. 
E saiba ouvir, porque muitas vezes você pode cometer erros, e não é porque um blog mais experiente ou alguém que tem maior domínio na escrita te corrige ou dá uns toques que o seu blog é um lixo e aquela pessoa te odeia. Na maioria das vezes, são errinhos bobos que podem ser facilmente consertados nos próximos posts (desde confundir "mas" com "mais" até erros de digitação que podem ser evitados com revisão de post). Ignore haters, mas adote as críticas construtivas como uma maneira de melhorar o blog!

O que os blogs que você vai indicar têm em comum?

Mesmo que, muitas vezes, não compartilhemos das mesmas opiniões, compartilhamos o gosto pela leitura e pela escrita, e não simplesmente escrevemos por escrever. São eles Fofocas Literárias (depois de escrever todo o post e ir no blog dela, percebi que ela respondeu e me marcou também, #conectados#), Poréns & ETCs, Na Próxima Página e Veias Literárias! 

Adorei responder a esta tag, e se você se interessou, mesmo não estando marcado aqui, sinta-se a vontade para responder!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vamos falar sobre: Oceano no Fim do Caminho



Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre minha primeira leitura de 2015 (sim, passei diversas outras resenhas na frente), e já a minha primeira decepção. Trata-se de um livro que eu queria ler há muito, muito tempo, morando na minha wishlist há quase tanto tempo quanto Sob a Redoma e Senhor dos Anéis. 
A obra, de Neil Gaiman, começa com o protagonista (cujo nome não é falado, então sempre me referirei a ele como "o protagonista") saindo de um velório (e também não sabemos de quem) e dirigindo sem rumo até se encontrar em sua antiga casa de infância. No final daquela rua, ficava a propriedade das Hempstock, onde passou muitos momentos importantíssimos na infância. 
Descobrimos, ao longo da história, sua relação com Lettie Hempstock, uma garota de 11 anos que o ajuda muito e de quem ele se torna muito amigo; com a mãe dela, Ginnie Hempstock; e sua avó, sra. Hempstock. As três têm certos poderes especiais, sobre os quais não detalharei por um simples motivo: eles não têm explicação.



Acho que, de todas as sinopses dos livros que já escrevi em minhas resenhas, essa foi a mais curta. Isso porque a premissa é basicamente esta, e não há mais para detalhar porque ou seria spoiler ou não foi explicada mesmo. E por este motivo o livro foi uma das minhas grandes decepções literárias.
A história começa como se fosse um livro "normal", digamos, que contaria uma história sem nada de fantasia (embora eu saiba que seja o gênero mais explorado pelo autor), como a história do garoto e de Lettie, o fato de ela pensar que o lago em sua propriedade é um oceano, essas coisas.
A história segue normalmente até que somos jogados no meio da magia e ela continua sendo explorada e explorada de uma maneira, devo dizer, porca. Isso por causa da falta de explicação, e da dificuldade do narrador de descrever bem os seres com quem se depara. Além disso, a origem da magia das Hempstock, como elas chegaram a fazer tudo aquilo que conseguem fazer... simplesmente nada nos é explicado.
Não sei se foi uma falha gravíssima de Neil Gaiman ou se ele pensou que seria interessante esse ar de mistério. Seria interessante se no final pudéssemos descobrir do que se trata, mas passar o livro todo esperando por qualquer explicação que seja e não tê-la não é nada interessante. É decepcionante.
A média do livro no Skoob é tão alta (4.2 de 5) e ouço tantos elogios que fico me perguntando se o problema está no livro ou se eu que não entendi a arte da coisa. Mas, se isso for a arte de Gaiman, não quero ler outro livro seu tão cedo.
As reflexões sobre a infância, a passagem do tempo, sobre como perdemos nossa inocência e passamos a nos importar com outras coisas (que podem nem ser tão importantes assim) enquanto deixamos de aproveitar as coisas simples da vida, são o único ponto positivo que posso ressaltar do livro, mas ainda não faz tudo valer a pena.
Chega a ser ridícula a maneira com que a magia foi inserida no livro. É colocada de maneira muito aleatória, e recebemos pouquíssimos porquês (porquês, estes, que precisariam de outros porquês). É como se Neil quisesse terminar o livro logo, e, fazendo uma comparação bem tosca, é como aquela redação que você não relê antes de entregar e só depois de receber a nota vai reparar em tudo aquilo que faltou e você deixou passar.
Pelo visto Neil Gaiman não releu sua redação. 

Até a próxima ;D

domingo, 25 de janeiro de 2015

Filme da semana: 10 Coisas que Eu Odeio em Você



Oi, como vai?
Hoje, neste segundo domingo da minha nova coluna dominical cinematográfica, estou aqui para falar sobre um dos filmes que mais me deixam "como pude não ver antes?", "10 coisas que eu odeio em você"!
O longa, de 1999, é uma adaptação moderna e "teen" da obra A Megera Domada, de William Shakespeare, nos contando a história de uma garota doce que só poderá namorar quando a rebelde irmã mais velha também o fizer. Tanto no filme quanto na peça, o rapaz que está 
apaixonado pela irmã mais nova passa a buscar alguém que conquiste o coração da irmã mais velha, para que possam ficar juntos com a permissão do pai. 
Joseph Gordon-Levitt é o jovem Cameron, novo no colégio e que se apaixona pela doce (porém um tanto banal) Bianca. A garota, por sua vez, gosta de Joey, um fútil e arrogante modelo que quer apenas ir para cama com ela. Mas nenhum dos dois conseguirá nada, a não ser que a irmã mais velha, Kat, também arrume um companheiro, o que parece impossível.
Acontece que a garota é antissocial e se dedica a não se comportar da maneira que esperam que se comporte. E é aí que entra Patrick, interpretado por Heath Ledger.
Ele é pago por Joey (que o procurou a pedido do único amigo de Cameron na escola) para sair com Kat, e tudo isso era só um jogo, até que, como naquela velha história, Patrick realmente se apaixona por ela. Porém, quando toda essa verdade vier à tona, trará consigo grandes conflitos.


Estou tomando gosto por filmes mais antigos, que eu sempre pensava em ver mas simplesmente não tinha paciência, e este foi mais um da lista, embora não seja tão antigo assim. E, se tenho uma coisa a dizer sobre filmes antigos, é que até os clichês são perdoados.
10 Coisas que Odeio Em Você é um filme um tanto previsível, e não escapa dos clichês, mas isso não o torna nem um pouco menos recomendado! Com um bom roteiro e boas atuações, se diferencia de outros filmes de romances adolescentes, dos quais o mundo está cheio, e se torna um filme muito agradável e nem um pouco desperdício de tempo, como muitos.
Eu me sentia o único no mundo que ainda não tinha visto mas, se você também ainda não assistiu, corra agora mesmo! Recomendo!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D