quarta-feira, 15 de julho de 2015

Oi, voltei!




















Oizão, galera! Olha só quem está de volta (long time no see)!
Fiquei quase dois meses longe do blog por causa, confesso, de um profundo desânimo. Isso porque eu estava enfrentando uma enorme maré de flop aqui. Flop, para quem não sabe, quer dizer fracasso, e resumia a movimentação no meu blog nos últimos tempos em meados de 20 de maio. Eu já vinha meio desanimado, mas nessa época isso se intensificou e deixei o blog de lado definitivamente. Mesmo que eu não estivesse lá dos mais frequentes, pelo menos eu ainda atualizava os Filmes da Semana a cada domingo. Nem isso eu fiz em todo esse tempo, e agora vocês sabem o motivo desse aparente abandono (sempre vejo blogueiros justificando a ausência com "estava muito enrolado com a faculdade, tendo que trabalhar, etc etc". Me sinto bem inútil falando sobre o desânimo, mas pelo menos estou sendo sincero).  
Mas isso não deixou de ser uma coisa boa, porque tive tempo de ver muitos, muitos, muitos episódios de muitas séries que mal posso esperar para falar sobre aqui, e também vi diversos filmes, além de ter lido alguns livros.
Eu estou de férias desde o início do mês e poderia ter voltado muito antes, mas eu esperava, sinceramente, criar um vlog, tentativa que se provou mais flopada que meu blog naqueles tempos. A esperança acabou quando eu descobri que não tinha uma câmera boa o suficiente para gravar e fazer um canal bem caprichado. Mas essa ideia não foi descartada completamente, e assim que eu tiver uma câmera que grave lindamente eu a coloco em prática.
Eu realmente estava com saudades de escrever aqui, mas não tinha vontade de simplesmente voltar a escrever no blog como estava antes e não antes de ter certeza de que o vlog daria certo ou não. Por isso, hoje resolvi fazer mais um lar doce lar aqui no Mundos na Estante, um dos mais radicais, mas sem abandonar os menininhos lendo (a árvore ficou de fora, mas tudo bem).
Espero que tenham gostado do novo layout e que o blog volte a ser o que era antes. O tempo que as férias e a pausa com o MnE me proporcionam serviu para que eu pudesse ter muitas ideias novas, como temas, conteúdos novos, e muito mais!

Até a próxima (que, prometo, não demorará dois meses pra vir) ;D

quarta-feira, 20 de maio de 2015

[HQs] Vamos falar sobre Marvel: Guerra Civil


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Guerra Civil, um dos maiores eventos dos quadrinhos da Marvel e a história que inspirou o próximo filme de Capitão América, que será lançado em 2016. Desde que descobri a premissa desta HQ, a procuro em todos os lugares para ler, mas sempre encontrava apenas o livro baseado na série ou as histórias todas separadas e em uma ordem louca para baixar. Eis que a editora Salvat passou a lançar (na verdade, há muito tempo, mas só descobri agora) uma coleção histórias da Marvel em caprichados encadernados, e finalmente pude ler essa HQ que tanto dá o que falar!
Civil War começa com um grupo de heróis um tanto idiota que usa seus poderes em busca de fama em um reality show que, ao realizar uma operação, acaba gerando a morte de muitos civis em um pacato bairro americano. Como se já não bastasse isso, entre esses civis estavam muitas criancinhas, e a população passou a protestar de vez contra os heróis, que já não eram mais vistos com muito bons olhos. 
Há um projeto de lei sendo discutido que obrigaria todos os super-heróis a revelarem suas identidades secretas e se registrarem no governo, para serem usados por ele como espécies de policiais (com muitos poderes, obviamente). Tony Stark, o Homem de Ferro, apoia este projeto de lei, acreditando que, sem ela, os heróis passarão a ser proibidos de realizar a atividade que existem para exercer: lutar para proteger as pessoas.
Acontece que Capitão América, que todos esperavam ficar do lado do governo, posicionou-se contra, argumentando que isso tiraria toda a liberdade dos super-heróis de exercerem sua função para a humanidade e ainda colocaria-os em risco, afinal teriam que entregar suas verdadeiras identidades.
A instauração desta lei estava longe de ocorrer de forma pacífica: os heróis que não se registravam e eram encontrados ajudando alguém eram caçados e presos (é, pois é), e Steve Rogers decide organizar uma equipe para continuar lutando contra o crime no anonimato, do jeito antigo. 
Enquanto isso, Tony também reúne sua equipe, que se dedicará a caçar aqueles que se rebelarem. Assim, o Homem de Ferro unido ao Quarteto Fantástico, Homem Aranha, She Hulk, Homem Formiga e muitos outros passarão a lutar contra o Capitão América, Demolidor, Luke Cage, Hercules e também muitos outros. Dessa forma, começa a Guerra Civil, com muitas reviravoltas, trocas de lado, revelações e até uma grande morte.



À partir daqui não darei mais spoilers, mesmo que isso seja (percebi de uma maneira não tão legal) algo comum e compartilhado indiscriminadamente no universo Marvel.
Um dos melhores pontos da história é conseguir envolver praticamente todos os heróis dos quadrinhos em uma grande e magistral batalha. Já vou me preparando para o fato de que adaptações de HQs não são das mais fiéis às suas inspirações, e a maioria dos heróis que tanto se destacam não poderão aparecer (como o Quarteto Fantástico, alguns dos principais personagens da HQ e que são, no cinema, da Fox, e não da Marvel em si).
Roteiro em quadrinhos é difícil de se avaliar, porque as falas não são das mais inteligentes, e o vocabulário permite a crianças lerem. Mas a história em si é muito bem construída, e as ideologias de cada vertente dos heróis são apresentadas de maneira bem pensada, fazendo com que não haja um certo e um errado. Mesmo que alguns deles tomem atitudes erradas, estão em busca da conquista de seus ideais, e é difícil escolher um dos lados para defender. Mesmo já tendo terminado, ainda não consigo me posicionar, pois ambos os grupos trazem pontos positivos e negativos para a comunidade de heróis e apresentam seus argumentos de forma concreta.
Por se tratar de quadrinhos, não há como não falar sobre os desenhos que, neste caso, são maravilhosos. Há um grande detalhamento e todas as cenas são muito bem ilustradas e coloridas, e não há como não parar para admirar um quadro e outro enquanto se segue na leitura.
Esta foi a primeira HQ de super-heróis que li, e adorei a experiência! Eu esperava, sinceramente, que a guerra fosse mais longa, e descobri certos acontecimentos importantíssimos e muito chocantes que não estão presentes na versão brasileira da história. Mas, ainda assim, a Salvat realizou um ótimo trabalho com esta linda edição, e minha lista de encadernados que quero comprar e ler aumenta cada vez mais. Como se já não bastassem todos os livros, séries e filmes, agora estou adquirindo um novo gosto, os quadrinhos, e mal posso esperar para mergulhar ainda mais nessas histórias!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

domingo, 17 de maio de 2015

Filme da Semana: Para Sempre Alice

Oi, como vai?
Gostaria de, primeiramente, justificar minha grande ausência aqui no blog. Mesmo quando não posto nada durante a semana, pelo menos o Filme da Semana precisa estar aqui, e nem este eu postei no último domingo. Acontece que eu estava com dengue, e o ânimo em que ela me deixou me impediu de escrever novos posts e até mesmo vir aqui para postar os que já estavam salvos nos rascunhos. De qualquer forma, agora já estou bem melhor e espero tirar o atraso!
Hoje estou aqui para falar sobre este filme espetacular que rendeu a Julianne Moore a estatueta de melhor atriz no Oscar 2015 e a mim muitas, muitas lágrimas: Para Sempre Alice (Still Alice). 
O longa conta a história de Alice Howland, uma mulher de 50 anos inteligentíssima e bem sucedida, que dá aulas em uma universidade, realiza estudos envolvendo a língua e as palavras e é mãe de três filhos (uma delas é a Kristen Stewart). Tudo corria muito bem em sua vida até que começou a se esquecer de palavras comuns, de receitas que fazia sempre e a se perder dentro do próprio campus onde corria todos os dias. Alice, ao procurar ajuda de um neurologista, é diagnosticada com Alzheimer, e toda a sua vida começa a ruir.
A partir de então vemos toda a evolução da doença de Alice, toda a sua deterioração, e como ela e sua família acabam lidando com isso.



Pode não parecer a introdução mais interessante de todas, mas é um filme que certamente você levará para a vida, de alguma forma. No meu caso, será um filme inesquecível pela sensação que me trouxe. Nunca tive nenhum caso de Alzheimer na família, ou conheci alguém que tivesse, mas o longa mexeu comigo de tal forma que, ao terminar, eu simplesmente desabei. E não é exagero. 
Eu gosto de avaliar filmes não tanto por seus quesitos técnicos (embora eu repare bastante), mas pela emoção que ele me passou. E, neste quesito, Still Alice é estupendo. Não há como não se emocionar com a história de Alice, com sua luta, com seus problemas.
A evolução de sua doença é exibida de forma delicada, e a atuação de Julianne Moore é impecável. É como se ela realmente sofresse do mal da personagem, e fica difícil imaginar que tudo aquilo está simplesmente acontecendo dentro de um set de filmagens, para as câmeras. Até o olhar vago que a doença traz foi captado pela atriz, que dá um show e contribui muito para toda a emoção que a produção desperta.
A atuação de Kristen Stewart também está muito boa, provando que sua má atuação em Crepúsculo é culpa da personagem. Ela surge como a filha "renegada" da família, que se dedica ao sonho de ser uma artista e acaba sendo reprovada tanto pelos irmãos quanto pela própria mãe, que tem como sonho ver a filha na faculdade. 
Os diálogos são muito bem construídos, e há um discurso de Alice que traduz tudo o que a personagem passa tão bem que me arrepio só de relembra-lo para escrever aqui.
A trilha sonora também é maravilhosa, e acompanha muito bem tudo pelo que a protagonista passa. Ganha seu ar doce, delicado, mas também triste, devastador.
Em minhas pesquisas sobre o filme após assisti-lo, descobri uma curiosidade que me fez admira-lo ainda mais: um dos diretores, Richard Glatzer, sofria de ALS, uma doença que causa a paralisia do corpo e que foi o que motivou todos aqueles Ice Bucket Challenge. A maneira como passou por tudo isso e ainda conseguiu nos apresentar um filme perfeito dessa forma torna-o ainda mais especial.
É um longa extremamente recomendado, mas certifique-se de que deixar uma caixinha com lencinhos de papel do seu lado! 

Espero que tenha gostado, até a próxima ;D