segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vamos falar sobre American Horror Story



Era uma vez uma família em crise: um pai adúltero, uma filha adolescente (com toda a rebeldia e a depressão que esse nome pode trazer na caracterização mais clichê da faixa etária) e uma mãe que faz de tudo para manter a família unida, mas que também não é de ferro. Depois de flagrar seu marido com uma aluna, decide que é hora de terminar o casamento, que já não andava muito bem das pernas. Ele a convence de que o mais certo a fazer é recomeçar do 0 em um lugar completamente diferente. O lugar escolhido para esse recomeço foi uma casa que, logo vão descobrir, é mal-assombrada.
Pode parecer uma coisa meio clichê, e realmente é de início, mas só no início. Mais ou menos até a metade do primeiro episódio. Aí começamos a ver as diferenças entre essa história e as histórias de terror comuns.
A casa esconde segredos obscuros: todas as pessoas que moraram nela morreram dentro dela, e seus espíritos ficaram aprisionados lá desde então e ficarão por toda a eternidade.
Os episódios sempre começam com a história de alguns dos antigos moradores, como Charles e Nora Montgomery, Chad e Patrick, Constance e Tate Langdon, entre outros. Todos esses têm alguma ligação especial com a casa. Charles e Nora foram os primeiros moradores. Ele era um renomado cirurgião que fez a casa especialmente para sua esposa. O casamento andava em crise. Eles tinham um bebê, Nora não parava de fazer reclamações e Charles era viciado em drogas. Não quero adiantar muito a história porque ela é contada ao longo de alguns episódios, mas posso dizer que Charles não fazia apenas o bem para suas pacientes. Quando o marido de uma descobriu, sequestrou seu filho ainda bebê e o devolveu, bem... aos pedaços. Nora entrou em choque e Charles passou a fazer de tudo para "reconstruir" o filho. Quando finalmente conseguiu, o resultado foi uma aberração, e sua esposa o matou por ter feito aquilo e se matou logo em seguida, de desgosto. Assim foi a trágica história dos primeiros moradores da casa, que foi comprada por outras pessoas, que também morreram lá, e por outras. Assim por diante, até que chegamos à família Harmon. Ben, Vivian e Violet, a família que eu citei no início do post. 
Eles entram em contato com pessoas mais do que misteriosas, como a governanta Moira e Constance, a vizinha intrometida. Além disso nos encontramos com Tate, paciente de Ben (que é psiquiatra), um adolescente psicopata que realizou um massacre na escola em que estudava (uma das melhores cenas de toda a série). Ele se envolve com a filha do homem, Violet. Ambos pensam mais ou menos a mesma coisa do mundo, a única diferença é que ela não tem tendências psicopáticas. Eles se apaixonam e logo ficam juntos, em uma história um tanto bonita, tirando o fato de envolver mortes e ser contada em uma série de terror. 
Antes de assistir, pensei que teria pesadelos com elementos da série e coisas do tipo, mas na verdade não senti tanto medo quanto pensei que sentiria. O primeiro episódio foi um dos mais assustadores, mas apenas por algumas cenas. Alguns dos que se seguiram apenas assustaram vez ou outra, mas nada que me fizesse perder o fôlego, como eu até desejava que acontecesse (ué, estou vendo uma série de terror, quero sentir medo por uns instantes). Mas a série não me decepcionou nem um pouco nesse quesito. Algumas cenas aleatórias e desnecessárias sim, mas com várias cenas importantes e agoniantes também. Como a do massacre na escola, que falei há pouco. O roteiro, as atuações, tudo contribui para que uma agonia cresça em nosso peito, por mais que não cause sustos. Além do mais, sempre são feitas revelações importantes, o que faz com que os episódios nunca sejam entediantes. 
Todos os atores desempenham muito bem seus papéis (destaque para Evan Peters e Jessica Lange), e o sentimento que passam é algo crível, conseguimos sentir o que eles sentem em cena. O roteiro também é muito bem feito, as cenas bem construídas. 
Os efeitos especiais e a maquiagem também são muito importantes, e não decepcionam. 


Eu adorei essa série. Terminava os episódios e ficava sempre remoendo o que aconteceu e o que aconteceria no próximo. Digamos que até o episódio 11 foi uma das melhores séries que eu já assisti. O episódio 12 me decepcionou um pouco... tá, não foi só um pouco. Me decepcionou bastante. Foi a season finale, com tudo o que aconteceu até então eu esperava um final horripilante e cheio de ação e revelações, mas foi parado, com poucos pontos positivos que fizeram o episódio valer a pena. Não poderia ter parado no episódio 11, pois deixaria muitos pontos sem resolução, mas poderia ter terminado de uma maneira muito diferente. Como não poderia ter ido dormir com uma má impressão sobre o último episódio da série resolvi já assistir ao primeiro episódio da segunda temporada, que por sua vez não me decepcionou nem um pouco. Pelo contrário, me encheu de expectativas!
Cada temporada da série conta uma história completamente diferente. A primeira, com os moradores da casa mal-assombrada. Já a segunda conta a história de um manicômio, onde os pacientes são torturados pela freira que toma conta do local ou são alvo de experiências bizarras de um médico. Tem inclusive algo de alienígena no meio de tudo, o que estou louco para descobrir. Algo dentro de mim (e fora, no caso todas as pessoas que eu conheço que já assistiram à série toda) que diz que a segunda temporada vai ser muito melhor que a primeira, principalmente no quesito terror. Esse primeiro episódio teve muito mais cenas agoniantes que o da primeira temporada. Foi um pouco confuso sim, confesso, mas não achei isso um problema pois com a season 1 também foi assim e tudo foi explicado.  
Alguns atores continuam na segunda temporada, como Jessica Lange, Evan Peters, Zachary Quinto, Sarah Paulson e Lily Rabe. Temos também a participação especial de Adam Levine, vocalista da banda Maroon 5.
A terceira temporada irá explorar mais a história das bruxas de Salém, e estreará em outubro.
Um dos criadores da série é Ryan Murphy, também criador de Glee. É até estranho imaginar que ambas as séries são do mesmo criador, e não apenas por serem de temas totalmente distintos. Eu já assisti Glee e não consegui gostar completamente. Para mim apenas a segunda temporada e o início da terceira foram bons. Cheio de erros bobos no roteiro e coisas do tipo, não conseguiu atrair minha atenção por muito tempo. Já American Horror Story me prendeu do início ao fim! E não é perseguição pelo fato de ser um musical, porque eu gosto de musicais. Apenas não caiu nas minhas graças, o que aconteceu com AHS com muita facilidade. 
Mesmo com o final fraco, é uma série ótima, vale à pena assistir. Não recomendo para todos porque a maioria das pessoas que eu conheço morrem de medo, mas recomendo para todos vocês que querem uma série diferente de qualquer outra que você já viu. Eu nunca tinha visto uma série de terror antes (bem, eu vi Supernatural, mas não acho que possa ser chamado de terror. Classifico como uma série de ação/aventura com elementos sobrenaturais), então foi uma experiência e tanto!
Como eu falei há pouco, a terceira temporada estreará em outubro, e já temos alguns teasers, olha só:



Esses teasers são tão... não sei o que pensar. Eles não dão nenhum indício da próxima temporada, apenas mostram cenas que não assustam, mas que por si só são um tanto bizarras. Qual é o sentido de toda aquela gente na parede? E a da mulher na escada? Tudo isso, por mais que pareça bobo, dá ainda mais vontade de assistir à temporada. Pelo padrão, que é o a série melhorar a cada temporada, podemos perceber que será uma temporada melhor e pior. Melhor porque a qualidade sempre evolui. Os efeitos especiais, as tramas... e pior porque, bem, é terror, não é?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D


4 comentários:

  1. Não conhecia a série, mas gostei muito do que li! :D
    Quando tiver um tempinho, vou começar a ver! ;)

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  2. De onde vem aquele monstro que fica no porão e mata os gêmeos no primeiro episodio? ele é o bebê que foi mutilado? por favor me expliquem!

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    1. É o bebê que foi mutilado (infantata)

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