segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Quinta temporada de Game of Thrones matará personagens que ainda não morreram nos livros!



Esse título pode ter soado como uma daquelas manchetes assustadoras e sensacionalistas estampadas com letras gigantescas nas capas de jornais para que as pessoas comprem. Mas, neste caso, não há exagero algum: segundo George R. R. Martin, o autor dos livros da série As Crônicas de Gelo e Fogo, declarou que a quinta temporada da série Game of Thrones trará a morte de muitos personagens que ainda não morreram no livro! 
"Personagens irão morrer, mesmo aqueles que ainda não morreram nos livros, então até mesmo os leitores ficarão infelizes," Martin declarou, "então é melhor todos estarem preparados". 
Uma das coisas mais comentadas no fandom, depois da incrível quantidade de mortes, é a demora de George para publicar os novos livros. Enquanto a série tem uma temporada por ano, um livro demora muito, mas muito mais para sair. Então não é novidade que, a qualquer momento, a série ultrapassaria a história dos livros. 
A quinta temporada adaptará o quarto e o quinto livros, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões, que se passam simultaneamente, porém abordando personagens diferentes da história. Pelas imagens dos bastidores e novidades que foram divulgadas, o final da temporada já conterá os acontecimentos do final do quinto livro e, com Os Ventos do Inverno ou não, a sexta temporada virá. 
Mas as mudanças já começarão a surgir nessa temporada mesmo. Na quarta, tivemos alguns exemplos de mortes de personagens que não morreram no livro, como Jojen Reed, e também nós, leitores, fomos pegos de surpresa com uma cena envolvendo os White Walkers que nunca lemos nas obras de Martin. 
O seguimento da história demanda que cada vez mais plots ultrapassem o ponto em que os livros pararam e parece que, nesta temporada, os leitores, que geralmente sabem o que esperar, sejam pegos de surpresa tanto quanto aqueles que só acompanham na televisão. 



Martin ainda comenta a confirmação de uma sexta e sétima temporadas da série pela HBO, dizendo que é normal da empresa renovar de duas em duas temporadas e que espera que, ao final da sétima, uma oitava e uma nona sejam confirmadas.
"Aconteça o que acontecer com a série, eu terminarei os livros", afirma George, que também confirma que se tratarão de sete livros: "Eu tenho mais dois livros, o que eu estou escrevendo agora, Os Ventos do Inverno, e depois desse o último livro, O Sonho de Primavera. Eles serão os dois livros finais. Mas estamos falando de 3000 páginas de material. Quantas temporadas isso irá requirirá? Isso é com D.B. e David [os criadores da série]". 
Essa informação me deixou ainda mais ansioso para a chegada da quinta temporada, que se mostrará ainda mais surpreendente do que já era quando eu sabia de tudo o que poderia acontecer. É fato que a série acabará se distanciando um pouco dos livros, por questões de orçamento e de adaptação em si para a televisão, mas ainda assim confio nos criadores e na história criada por Martin, e aguardo ansiosamente para ver no que vai dar. 
E vocês, quais são as suas expectativas para a quinta temporada de Game of Thrones?

Até a próxima ;D

Fonte: Hypable

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Filme da Semana: Her (Ela)



Oi, como vai?
Hoje estou aqui, em mais um domingo da minha coluna cinematográfica (que estou amando escrever, nossa), para falar sobre um filme um tanto peculiar, mas ainda assim muito bom e digno de atenção: Her.
O longa nos apresenta Theodore, um homem solitário que trabalha escrevendo cartas para pessoas que não conhece a pedido de outras. Sim, há um escritório especializado para isso. Lá ele escreve agradecimentos, recados de homens que se encontram longe de casa para suas esposas, cartas de filhos para mães, entre muitos outros tipos. É um homem sentimental, porém que não tem a quem dedicar todo esse sentimento.
Nas ruas, todas as pessoas andam com pequenos fones de ouvido, que funcionam como um moderno computador ativado por um assistente de voz, que lê emails, escreve, envia mensagens, como uma evolução dos nosso smartphones de hoje.
Theodore tem apenas uma amiga verdadeira, Amy (interpretada pela amorzão Amy Adams, que está em um relacionamento conturbado com seu marido), e vive dia a dia na solidão. Até que uma nova tecnologia é lançada: novos tipos de assistentes de voz, que não somente ajudam o usuário, mas que apresentam consciência, quase como uma pessoa de verdade, e que poderão ajudar não só nas tarefas básicas diárias, mas em conselhos e coisas mais pessoais.
Um pouco desacreditado, Theodore resolve comprar o software para experimentar. E é aí que entra a personagem de Scarlett Johansson, Samantha, uma... voz. Ela se mostra surpreendentemente humana para seu dono, e, indo com ele para qualquer lugar dentro de seu fone de ouvido, começa a ser construída uma amizade, que, como era de se esperar, evolui para algo maior.
Sim, Theodore se apaixona por sua assistente de voz. Com ela, é como se houvesse encontrado a parceira perfeita, e para de se preocupar em encontrar uma pessoa "de carne e osso" para lhe fazer companhia. À partir daí, diversos conflitos se desenrolam, e é aqui que paro de dar detalhes sobre o enredo, para que não corra o risco de soltar qualquer spoiler.



Delicado, o filme nos presenteia com um ótimo roteiro e personagens muito profundos, conseguindo dar profundidade emocional até a uma assistente de voz. Aliado a isso, temos as grandes atuações do longa, principalmente a de Joaquim Phoenix, que interpreta Theodore. Até mesmo Scarlett Johansson não deixa a desejar, mesmos sendo apenas uma voz em todo o filme.
É evidente e interessantíssima a crítica feita à dependência da tecnologia. Podemos observar o quão ridículo é cada um andando sozinho na rua, falando apenas com seus assistentes de voz, e como fazemos basicamente a mesma coisa nos dias de hoje, apenas com nossos celulares ou fones de ouvido. É como uma grande metáfora feita para nos mostrar como, muitas vezes, acabamos substituindo relações "verdadeiras", mais pessoais, por relações virtuais e, muitas vezes, sem valor.
A fotografia do filme também é maravilhosa, de encher os olhos e tornando o longa uma ótima experiência em todos os sentidos.
Pode ser um filme bem parado, sim, mas na maioria dos casos é nesses filmes parados que encontramos muito conteúdo (que muitas vezes é deixado de lado em filmes de ação e muita correria), portanto ser parado não é necessariamente uma reclamação.
É, certamente, um filme muito recomendado, que vale muito a pena!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Descongestionando a estante


Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre uma espécie de desafio que propus a mim mesmo, e que decidi compartilhar porque, além de poder inspirar quem também se encontra na mesma situação que eu, servirá como um estímulo a mais para que eu consiga cumprir a tempo. Trata-se do "Descongestionando a estante"!
Adoro observar minha estante e fazer uma "contabilidade" dos livros que lá estão: os que eu já li, que ainda lerei, que gostei, que odiei, etc. Em uma dessas vezes, percebi que tinha muitos livros que ainda não li. E que todos eles ganhei de aniversário ou comprei na Bienal (o que dá na mesma, já que preferi ganhar dinheiro de presente para poder gastar lá). Ganhei, ao todo, quinze livros (doze comprados no evento)... e li apenas quatro. 
Com o passar do tempo, fui comprando novos livros e os que ganhei foram ficando de lado, e ficando, e ficando, e, quando percebi, o ano acabou e eu não tinha lido nem metade. Isso me motivou a fazer essa lista com os livros sobre a qual falarei agora e a pensar neste desafio, que tem como objetivo não deixar os livros completarem um ano de vida em minha estante sem terem sido lidos. 
Vamos lá?

1. O Fantasma de Canterville



Comprei este livro em um estande de "qualquer um por dez reais" e acabou se revelando uma leitura bem agradável no primeiro conto (que dá nome à coletânea). Acontece que o segundo já não foi de tanto agrado assim e o livro já foi mortalmente deixado de lado. Agora é hora de ressuscitar sua leitura e terminar o pouco que falta. 

2, 3, 4. Morte na Mesopotâmia, A Mansão Hollow, Os Relógios



Não é segredo minha paixão por Agatha Christie e, na Bienal, comprei diversas obras dela. Porém acabei só lendo uma no ano passado, o que me deixou resignado a tirar esse atraso no ano de 2015. 

5. O Aprendiz de Assassino



Confesso... comprei este livro por estar muito barato mesmo. Era uma promoção imperdível, e a frase de George R. R. Martin na capa me levou a botar fé e comprar de olhos fechados. Mas a leitura não foi tão agradável e fluida como imaginei, e, depois de quase me matar de sono em alguns momentos, resolvi deixar de lado. Acredito que a história seja muito interessante, só não comecei no momento certo. Agora, então, começarei o livro novamente e espero gostar o tanto que imaginei que gostaria quando o peguei na prateleira.

6, 7, 8. Persuasão, Mansfield Park, Emma


A Bienal ocorreu pouco depois de eu terminar Orgulho e Preconceito e, no amor que eu estava pela autora, comprei todos os livros que consegui achar. Tudo estava lindo até eu começar a ler de fato e perceber que não são nada como a obra que adorei da autora, e fiquei bem desanimado. Também acredito que não os peguei em um momento certo, e espero conseguir começa-los novamente e restaurar o amor por Jane Austen.

9. Tropa Nerds 



Comecei a ler este livro muito divertido que ganhei de um dos meus professores no meu aniversário e adorei, mas pouco tempo depois de ter começado a leitura deste, me foram entregues os livros de Robert Galbraith que eu havia comprado, e não pude fazer nada a não ser começar O Chamado do Cuco o quanto antes. Agora pretendo pegar Tropa Nerds com exclusividade e lê-lo da maneira que merece.

10. Game of Thrones: o livro dos bastidores



Não é exatamente um livro para se ler como os outros, já que conta informações dos bastidores de uma de minhas séries favoritas e não uma narrativa em si. Então estou lendo aos poucos, de tempos em tempos pegando e lendo mais uma parte. Mas pretendo fazer isso com mais frequência, e terminar preferencialmente até abril, quando começará a quinta temporada da série. 

Bem, esses são os livros que, no dia 23 de agosto (o sábado da Bienal), completarão um ano de vida e de abandono na minha estante. Alguns deles ganhei depois, mas contarei como o dia 23 para ter uma data fixa. Até lá, pretendo ter lido o máximo de livros desta lista possível, e, inspirado por um dos novos projetos da vlogger Tatiana Feltrin, decidi adotar uma regra: para parar de comprar tantos novos livros e deixar os mais antigos de lado, instituí que só comprarei um livro novo quanto tiver terminado cinco não-lidos da estante. Sou um consumidor um tanto compulsivo quando se trata de livros (daqueles que quando ganha vinte reais já pensa em qual livro poderá comprar com eles), e não sei se conseguirei, mas vou ser forte para poder dar uma chance aos meus mais antigos. 
Se você "sofre" (entre aspas porque não é nenhum sofrimento ter muitos livros na estante para ler) do mesmo problema, junte-se a mim! Pense nos livros que você deixou largados há muito tempo na estante e retome-os ou comece-os. Porque melhor do que uma estante cheia de livros, é uma estante cheia de livros que já lemos. Terá um gostinho muito melhor fazer a contabilidade no futuro!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D