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terça-feira, 18 de março de 2014

Vamos falar sobre: Anjo Mecânico

Oi, como vai?
Hoje estou aqui para falar sobre Anjo Mecânico, o primeiro volume da trilogia As Peças Infernais, escrita por Cassandra Clare. Assim como Os Instrumentos Mortais, da mesma autora, As Peças Infernais se passa no mundo dos Caçadores de Sombras, mas dessa vez no ano de 1835, na Inglaterra. 
Tessa Gray é uma garota órfã de 17 anos que morava com a tia em Nova York. Quando sua tia morre, Tessa recebe uma passagem de navio para Londres, onde mora seu irmão Nathaniel Gray. E é aí que começam os problemas.
Ao chegar ao porto, Tessa é recebida por duas senhoras muito suspeitas, que se revelam as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e sra. Black. Elas treinam a garota para se casar com o Magistrado, um poderoso homem cuja identidade é desconhecida, e fazem aflorar um poder que Tessa não sabia ter: ela pode se transformar em qualquer pessoa apenas tocando em um objeto que a pertence. Mas não é só isso. Ao contrário de outros feiticeiros, Tessa consegue realmente ser a pessoa em que se transformou, com seus pensamentos e tudo o mais. 
Tudo isso despertou o interesse do Magistrado, mas também dos Caçadores de Sombras. Tessa é resgatada do bordel onde estava com as Irmãs Sombrias e é levada ao Instituto, onde conhece mais sobre os Nephilim e ainda se enturma com seus moradores: Will Herondale, um garoto irritante e presunçoso porém habilidoso e um bom guerreiro (talvez um Jace 2, só que mais legal); Jem Carstairs, um garoto sereno de cabelos e olhos muito claros que ajuda Tessa a entender muitos assuntos e ainda a salva de muitos apuros; Charlotte e Henry, o casal que lidera Instituto; Jessamine, uma garota que odeia a vida de Caçadora de Sombras e mal pode esperar para se casar e se tornar uma clássica dona de casa.
Para derrotar os Nephilim, o Magistrado começa a criar um exército com autômatos, poderosos robôs humanoides que funcionam à base de energia demoníaca, e não medirá esforços para ter em suas mãos Tessa e suas habilidades únicas.
Isso foi uma coisa de que gostei bastante. A história não foca apenas nos membros do Submundo (embora eles sejam muito legais). Temos muitos embates incríveis entre os Caçadores e esses humanoides, que dão um novo ar para a história e tornam esse prequel realmente útil (afinal, qual seria a graça de uma nova série contando os mesmos tipos de conflitos de Os Instrumentos Mortais?).




É perceptível a melhora de Clare como escritora. Embora a saga de Clary e Jace seja muito boa, a autora conseguiu fazer desta uma saga bem melhor! Não posso, claro, dar uma opinião concreta sobre a série toda tendo lido apenas o primeiro livro mas, em comparação com Cidade dos Ossos, é superior tanto na qualidade da escrita quanto no enredo em si.
E a maneira como Cassandra inseriu os ideais da época foi muito inteligente. Todo o preconceito com Charlotte no comando do Instituto, e ainda esse sentimento de inferioridade nas próprias mulheres, como é o caso de Jessamine, que não se sente bem como uma mulher poderosa e sonha em se casar e cuidar pelo resto da vida de seu marido, da casa e dos filhos.
Tudo isso torna o livro bastante interessante, e fica mais fácil ignorar o triângulo amoroso clichê que acaba se formando entre Tessa, Will e Jem (algum probleminha tinha que dar, não é mesmo?).
As ligações com Os Instrumentos Mortais são muito legais. Temos, por exemplo, Magnus Bane, presente em ambas as histórias (afinal, ele é imortal), a história de como os Caçadores de Sombra encontraram Church, o gato do Instituto de Nova York, e ainda algumas relações familiares entre os personagens das duas séries. No terceiro livro desta série (Princesa Mecânica), inclusive, há uma árvore genealógica com as ligações entre os personagens, e descobrimos coisas que acho melhor não citar agora porque poderia ser spoiler para muitos. Mesmo assim, Os Instrumentos Mortais não é extremamente necessário para a leitura de As Peças Infernais. Tudo o que o leitor precisa saber é explicado novamente, até um pouco melhor (como com trechos do Códex dos Caçadores de Sombras), e o leitor não se perde na história por causa de detalhes.
Um livro e uma série altamente recomendáveis, mesmo para aqueles que não se interessaram tanto pelos outros trabalhos de Cassandra Clare!

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Divulgada a capa de City of Heavenly Fire!


Oi, como vai?
Ontem, dia 14 de janeiro, foi divulgada a capa do livro City of Heavenly Fire, sexto e último livro (the saddest happy endind) da série Os Instrumentos Mortais!
Veja só a linda capa:


Trazendo Clary e Sebastian, ela tem um ótimo contraste entre o fato de Clary ser celestial (porém irritante) e Sebastian ser o "irmão maligno". 
A verdade é que não lerei o livro em seu lançamento como gostaria, porque ainda nem li os dois volumes anteriores, Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas (me disseram que não seria muito recomendável ler estes dois sem ler pelo menos o primeiro volume da série As Peças Infernais. Não que fariam muita falta, mas algumas piadas, alguns comentários e alguns personagens que aparecem só são captados melhor por quem já leu o prequel. Isso não é nenhum sacrifício, afinal adoro Cassandra Clare e acabaria lendo a serie mais cedo ou mais tarde, mas Anjo Mecânico praticamente desapareceu das livrarias) mas estou adorando acompanhar todo o hype pelo volume e mal posso esperar para te-lo em mãos, e mais ainda para lê-lo!
Por mais que tenha achado um plano de divulgação um tanto torturante divulgarem o fato de seis personagens conhecidos (e adorados, talvez) pelos leitores morrerem, isso só faz aumentar a ansiedade, e a pergunta que uma das primeiras prévias da capa sugeria fica no ar: who will survive?

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vamos falar sobre: Cidade de Vidro


Oi, como vai?
Vim aqui pra falar sobre o sensacional terceiro volume da ex-trilogia e nova sextologia (essa denominação existe?) Os Instrumentos Mortais! Sim, sim, era pra ser uma trilogia. E vemos isso a todo momento no livro. Seria um final épico para a série, porque a maioria dos problemas se resolvem e a batalha que ocorre durante o livro é simplesmente... uau. 
Esse post não terá spoilers deste volume, mas não conseguirei falar sobre o terceiro livro sem dar alguns detalhes sobre o primeiro e o segundo, então se você ainda não começou a ler a série e se incomoda com spoilers eu sugiro que leia essa resenha outra hora.
A história começa pouco tempo depois do término de Cidade das Cinzas, e consegue fazer uma conexão muito boa com os dois outros livros. Cassandra Clare consegue interligar muito bem os fatos, as pessoas, as tramas menores envolvendo os personagens.
Um dos melhores pontos desse livro é que ele se passa em Idris (Idris ou Aidris, como pronunciar?), mais precisamente em Alicante, um lugar muito bonito e interessante. 
Clary quer ir até Alicante conhecer o feiticeiro Ragnor Fell, o único que pode salvar sua mãe da espécie de coma em que ela se encontra. Os Lightwood vão para Idris também, mas Jace não a quer por perto, e tem seus motivos. Por causa do poder que Clary revelou ter no final de Cidade das Cinzas, de criar símbolos poderosos, ele imagina que a Clave poderia colocar a garota na frente da batalha que acontecerá contra Valentim. 
Jace é um personagem chato. Sim, vamos combinar, ele é. Mas não é em período integral. Em alguns momentos ele fala ou faz coisas realmente heroicas e badass que salvam a todos na hora H. Clary é uma personagem chata. Sim, vamos combinar, ela é. E em período integral. Desde o segundo livro ela vem me irritando, pelas coisas que fala ou faz, atos extremamente egoístas de sua parte. Jace também incomoda em alguns aspectos, quando se torna protetor demais com relação a Clary e acaba se esquecendo de fazer outras coisas e das vontades dela também. Uma mania insuportável de Clary é com relação a Jace e Simon. Durante o segundo livro, se Jace a colocava contra a parede ela adorava, mas quando Simon via, ela agia com Jace como se ele fosse a pior pessoa do mundo por isso.
Cassandra Clare tem o dom de fazer protagonistas irritantes e personagens secundários muito legais. Alec, Isabelle, Simon, Magnus e Luke são personagens muito mais legais que Clary e Jace. 
Clary e Jace ficam o tempo todo nesse "romance proibido" que vivem, a todo momento "se pegando" (não tem como usar termo melhor) e se sentindo culpados por estarem fazendo isso. O bom é que, com tanta ação acontecendo e tantos segredos sendo revelados, isso não atrapalhou tanto. 
Cassandra divide bem os personagens ponto de vista, fazendo com que a história seja contada como um todo sem que nada fique de fora.
Enfim, voltemos à história. Jace não queria que Clary fosse para a Cidade de Vidro, Alicante. Clary queria ir. E Clary foi. Não com Jace, mas com Luke, por meio de um portal que a levou até o centro do Lago Lyn, que vai se revelar muito importante mais pra frente. Ela fica na casa de Amatis, irmã de Luke, e se encontra com os Lightwood, que estão na casa dos Penhallow, uma importante família de Caçadores de Sombras. Com os Penhallow, ela se envolve (não um envolvimento de romance, mas um outro tipo) com Sebastian, um garoto misterioso e aparentemente perfeito em todos os aspectos.  
Os personagens são bem construídos, e por mais que Clary irrite temos uma gama de outros que cobrem suas falhas. Simon continua sendo o melhor personagem. Ele também não ia para Idris, pois é um vampiro e membros do Submundo não são bem-vindos por lá, mas por causa de um ataque que ocorreu no Instituto pouco antes de entrarem no Portal, ele ficou ferido e não poderia ser deixado para trás. Quando achou que poderia voltar para casa, os membros da Clave o aprisionam em uma cela no Gard, onde os membros da Clave se reúnem. 
É um livro ótimo! Pode ser repetitivo em alguns momentos, como no romance (e nos vilões insistentes, o que chega a ser um pouco engraçado: eles são atacados, fogem e quando os bonzinhos pensam que estão a salvo os vilões voltam a atacar), mas todo o resto não deixa a desejar.
Eu fiquei preso à história, não conseguia parar de ler, porque um capítulo leva a outro, que leva a outro, que leva a outro, e quando você percebe já passou da metade do livro. 
Eu não entendo por que Cassandra Clare continuou esta história. Na verdade, todos sabemos o porquê: money. A série dá um lucro tremendo. Por que não duplicar o lucro duplicando o número de livros?
Muitas resenhas do quarto livro dizem que Clare continua com a mesma habilidade de escrita e consegue desenvolver a história muito bem de qualquer jeito, mas este terceiro é como o fechamento de uma trilogia. O desfecho épico. O final do livro, devo confessar, não me deixou nem um pouco curioso ou com aquela pulga atrás da orelha pelo próximo livro, como os finais dos dois primeiros me deixaram. Ele simplesmente... acaba. Problemas resolvidos. Felizes para sempre. Mas mesmo assim não resisto à série e vou ler os próximos livros com certeza, mesmo sabendo que são fruto da pressão dos editores e da necessidade de colocar comida na mesa da autora.
Um livro recomendadíssimo de uma série recomendadíssima.

Espero que tenham gostado, até a próxima ;D


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Então eu assisti City of Bones...





Oi, como vai?
Hoje eu vim falar um pouco sobre o filme City of Bones, adaptação do livro homônimo escrito por Cassandra Clare. É engraçado falar que é uma adaptação, já que muita coisa foi mudada. De início as mudanças não me incomodaram muito, mas depois elas se tornaram tantas que começaram a me deixar levemente incomodado. Não conseguiria fazer um post desses sem acabar dando alguns spoilers, então se você ainda não viu sugiro que leia outra hora (ou continue lendo, se você é desses que não se incomoda com spoilers, mas não diga que não avisei). 
O filme começa realmente fiel ao livro, tanto que eu fiquei entusiasmado e pensei "que filme lindo" já nos primeiros minutos. As cenas podem não estar na mesma ordem que no livro, mas estão lá (já é exigir demais querer as cenas impecavelmente idênticas às do livro). Os atores escolhidos para o elenco não são tão diferentes do que eu imaginei enquanto lia, o que gostei bastante. As atuações não são das melhores, mas não decepcionam em nenhum momento. Não poderia haver um ator melhor para Jace do que Jamie Campbell Bower. Ele é o ideal, tanto em aparência quanto em personalidade. Em alguns momentos me incomodou a sua falta de expressão, mas foi somente no início. Depois Jamie se acomodou no personagem, se acostumou com ele, e conseguiu fazer um ótimo trabalho. Aliás, isso aconteceu com todos os atores. Lily Collins como Clary também estava um pouco estranha no início, mas logo depois se soltou no personagem e conseguiu ser Clary, não apenas interpretá-la. E por falar em elenco, fiquei muito feliz (muito mesmo, quase pulei na cadeira do cinema) quando percebi que Jocelyn, a mãe de Clary, era interpretada por Lena Headey. Lena interpreta Cersei Lannister, uma das minhas personagens favoritas em Game of Thrones. Quando eu vi o trailer eu ainda não assistia à série, então não vi nada de diferente na personagem. Mas quando ela entrou em cena no filme eu fiquei muito feliz. É um desperdício uma atriz como ela passar o filme todo em repouso, mas sua participação foi muito boa. Fiquei feliz também por ter terminado de ler o segundo livro, Cidade das Cinzas, antes de ver o filme do primeiro, pois ele contém alguns spoilers. Nada demais, mas no filme já sabemos porque Jocelyn está desmaiada sem chances de acordar e a principal consequência da visita de Simon ao Hotel Dumort. 
Jocelyn é levada por Caçadores de Sombras que trabalham para Valentim e Clary conhece o mundo do qual sua mãe o privou por toda a vida. A cena em que Clary, Simon e Jace chegam ao Instituto e a personagem consegue enxergar o que há por trás da igreja velha e caindo aos pedaços que é visível para os mundanos é uma das melhores.
Os efeitos especiais são muito bons também, conseguem tornar tudo muito crível.

O filme é realmente muito bom, por isso resolvi das duas notas separadas: uma para o filme em si e outra para a adaptação que ele é. Como filme eu dou nota 9,5. Pela falta de expressão de Jamie e por uma cena no início, que reúne Simon, Clary e Jace na cozinha destruída de sua casa que parece que foi feita sem nenhum preparo para uma apresentação de escola (em que todos falam ao mesmo tempo, param, falam e param, tudo meio embolado, para depois seguir normalmente), não dei 10. Mas em todos os outros momentos consegui ficar preso ao filme, que transmite tudo o que Cassandra Clare quis passar com seu livro.
Como adaptação receio que terei de dar nota 7,0. O início foi realmente muito fiel, mas de repente começou a se distanciar da obra em que se baseou. Algumas mudanças vieram para o bem, como por exemplo o fato de Simon não se transformar em um rato. No livro isso fica legal, mas no filme ficaria extremamente bobo, infantil, não se encaixaria bem, portanto foi uma mudança bem-vinda. Mas algumas mudanças não foram tão bem-vindas assim. Jocelyn, mãe de Clary, está no Instituto, e não em um hospital abandonado em uma ilha distante. Também não temos os Renegados, apenas alguns soldados invocados por Valentim em uma cena envolvendo muitos corvos e demônios que saem de um portal que me lembra muito alguns filmes super clichês que misturam fantasia e elementos reais (quase todo filme assim tem uma cena em que um portal é feito em cima de um prédio ou algo do tipo e vai até o céu. As nuvens começam girar em volta desse portal e muitos seres saem de lá e começam a atacar as pessoas). Algumas coisas como mudança da ordem de cenas e a mudança da cor do cabelo de Valentim são irrelevantes, não interferiram em nada. Mas a mudança nos atos de Valentim sim. No livro ele trata Jace um tanto quanto bem, para que o filho passe para o seu lado. No filme eles lutam na biblioteca do Instituto, com Jocelyn dormindo em um sofá. Hodge não entrega o Cálice Mortal a Valentim, ele o entrega a carta em que o objeto está escondido e faz com que Clary o tire de lá. Lógico que ela arranja um jeito de enganar o vilão e o entrega uma réplica. Assim, o filme acaba com Valentim sem o Cálice e Clary com um dos Instrumentos Mortais ainda na carta. Cidade das Cinzas, segundo livro da série, começa com Valentim em busca do segundo Instrumento Mortal, a Espada da Alma, pois já possui o primeiro. A sequência já foi confirmada e as gravações começam ainda esse ano, mas não consigo imaginar como vão conseguir colocar o Cálice nas mãos do vilão de maneira plausível e ainda seguir com a história. Além do mais, Hodge não termina como um traidor. Ele não foge para aproveitar a liberdade. Hodge continua no Instituto e ajuda Isabelle e Simon com o portal. Isso deu um pouco mais de humanidade ao personagem, mas no segundo livro ele não aparece em nenhum momento e não sei como poderão tirá-lo de cena no filme também de uma maneira plausível e seguir com a história, ou mesmo deixá-lo lá, mas com uma participação muito pequena. Pelo visto vão continuar realizando mudanças e mais mudanças. 
Como falei há pouco, a ideia principal que Cassandra Clare queria passar com o livro foi passada com o filme, sem problemas. Quando os créditos finais começam ficamos realmente em dúvida se Clary e Jace são mesmo irmãos, como a autora nos fez ficar quando viramos a última página do livro, mas essas outras coisinhas acabaram me incomodando. 
Além do mais, o filme não anda muito bem nos números. City of Bones não arrecadou muito dinheiro, mas mesmo assim foi confirmada uma continuação. Isso se deve ao fato de que o filme estreou em uma das piores datas para se estrear. Em plena quarta-feira em uma semana de agosto, quando as pessoas estão voltando às escolas e aos trabalhos e não estão muito no pique de sair para curtir um cinema com a família. Primeiramente o filme estrearia numa sexta-feira, o que poderia ter aumentado as chances de sucesso, mas essa data foi antecipada. Por que não estrearam em uma sexta-feira no meio das férias de julho? Seria uma ótima data, em que muitas pessoas estão sem nada para fazer em casa e têm tempo de sobra para ver algo da divulgação do filme e pensar "uau, que legal, quero assistir". Como já falei em um post, a divulgação foi muito boa, mas infelizmente para um dia errado de estreia. Nós, fãs, não nos importaríamos em ir ao cinema para assistir em qualquer dia que lançasse, mas como é o primeiro filme precisaria atrair ainda mais fãs, coisa que não está fazendo tão bem. 
Só espero que City of Ashes consiga levar muito mais pessoas às salas de cinema do que City of Bones levou, e que esse primeiro filme ainda leve muitas pessoas aos cinemas enquanto não sai de cartaz. Segundo a produtora, o que definirá mesmo se a série irá para frente nas telonas é o sucesso do segundo filme, já que para eles uma bilheteria fraca do primeiro já era esperada. Por mais que tenham estragado um pouco da magia do livro com mudanças que os roteiristas devem ter julgado bobas essa série ainda tem muito potencial e deve, sim, seguir em frente. Nos resta torcer (e obrigar os amigos a irem até o cinema mais próximo para assistir também).
Espero que tenham gostado, até a próxima ;D

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vamos falar sobre: Cidade das Cinzas



*este post pode conter algum spoiler sobre o livro Cidade dos Ossos*

Recentemente terminei de ler Cidade das Cinzas, o segundo livro da série Os Instrumentos Mortais e posso dizer que é o melhor até então! Cidade dos Ossos é um livro muito bom, sim, mas esse segundo consegue ser ainda melhor. Com um ótimo ritmo, conseguiu prender minha atenção do início ao fim (não que o primeiro não o tenha feito, mas esse conseguiu me prender ainda mais). 
Valentim, que no final do primeiro livro consegue ficar com o Cálice Mortal, agora está em busca do segundo dos Instrumentos Mortais: a Espada da Alma. Essa espada é usada em julgamentos, por não permitir que o réu minta, e pode ser usada também para invocar demônios, o que mais interessa ao vilão. Para usar essa, digamos, habilidade da espada, Valentim tem que realizar um ritual usando sangue de quatro crianças do Submundo: um feiticeiro, um vampiro, um lobisomem e uma fada.
Enquanto isso, Jace sofre diversas injustiças no Instituto. Isso porque todos acreditam que ele está ao lado de sem recém descoberto pai, Valentim. Maryse Lightwood, mãe de Alec, Isabelle e Max, o coloca contra a parede, sempre fazendo perguntas e desconfiando de suas respostas. O garoto está cada vez mais... impossível, creio que seria a palavra certa. O jeito sarcástico, teimoso e inconsequente de Jace que não me incomodou no primeiro livro começou a me incomodar um pouco no segundo, mas logo percebi o porquê de tudo aquilo. Analisando psicologicamente o personagem (vamos fingir que sou Ph.D no assunto), podemos perceber que Jace está arrumando encrencas e sendo ríspido com todos a sua volta por causa de toda a pressão que caiu sobre seus ombros com a revelação de que Valentim é o seu pai. Todos passaram a desconfiar do rapaz, e a única maneira de relaxar e se esquecer por um tempo de tudo o que está acontecendo é matando demônios. Quando não há demônios para caçar, ele acaba indo para um bar frequentado por lobisomens apenas para brigar com eles, o que lhe daria mais momentos de ação e menos de preocupação sobre a opinião das pessoas ao seu redor. Além disso, vai a esse bar para poder chamar a atenção de Luke, um lobisomem, uma espécie de pai verdadeiro para Clary e que o entenderia como ninguém mais entende. Isso me fez ter pena de Jace. Mesmo quando está quebrado não quer deixar de lado a postura de "fodão", não quer admitir que é imperfeito como todo mundo.
Maryse chama a Inquisidora, personagem mais odiável de todo o livro cujo repertório de ameaças não é lá dos maiores (por duas vezes diz que Jace não está no inferno, mas que iria querer estar se fosse descoberto que estava mentindo para a Clave). Ela planeja usar a Espada da Alma para interrogar Jace, que fica na Cidade dos Ossos, lugar onde todos os Caçadores de Sombras são enterrados e onde moram os Irmãos do Silêncio, homens que têm os lábios costurados e falam diretamente nas mentes das pessoas. No primeiro livro Clary vai até lá para que os Irmãos a ajudem a recuperar sua memória, que foi bloqueada a pedido de sua mãe para que não soubesse antes da hora sua origem e seus poderes. Neste livro, vão até lá para deixar Jace preso em uma cela em uma das partes mais profundas e escuras do local. 
Enquanto Jace está preso, num breu total e cercado de pessoas há muito mortas em suas celas, Valentim organiza um ataque ao local em uma das melhores cenas do livro. O objetivo? Roubar a Espada da Alma. 
Como a espada poderia ser usada pela Inquisidora para acusar Jace, logo ligaram seu sumiço ao coitado, que foi ainda mais injustiçado.
Então estamos neste cenário: Valentim armando para invocar um exército de demônios que destruirão a Clave e Jace sendo acusado de crimes que nem cometeu. Em certos momentos passa pela nossa cabeça que ele pode estar mesmo envolvido com Valentim, o que achei uma estratégia muito boa da autora, Cassandra Clare. Nos fazer sentir pena do personagem injustiçado e depois nos fazer ficar com a pulga atrás da orelha: "e se ele estiver mesmo tramando ao lado do pai?"
Clary, em tese, é a protagonista do livro, mas de todos com maior destaque ela foi a que menos apareceu. Teve sim seus momentos de glória, mas não consigo vê-la como protagonista com tantos conflitos girando em torno de Jace. Em alguns momentos Clary chegou ainda a me irritar profundamente. Parece que ela sentiu que não estava participando como uma digna protagonista e decidiu querer participar de qualquer jeito.
"Posso ir lutar contra um demônio com vocês?" "Não, Clary" "Mas eu quero" "Você não tem armas" "Então me dê uma arma" "Mas é perigoso" "Mas eu quero".
Ok, não foi exatamente assim, mas enxugando o texto foi mais ou menos isso o que estava acontecendo. Simon é um personagem que ganha um destaque muito maior neste livro, em cenas surpreendentes (evitando dar maiores detalhes para não soltar spoilers). Eu passei a gostar mais dele do que de Clary. E a gostar mais de Alec e Isabelle do que de Clary. Passei a gostar mais de qualquer um do que de Clary. Ela, por ser a protagonista, deveria atrair a atenção para si própria naturalmente, mas fica uma coisa meio forçada. 
Conhecemos neste livro diversos personagens novos, como a Inquisidora e papai e mamãe Lightwood já citados, e também Maia, uma licantrope, e a rainha da corte Seelie, uma fada. 
Como disse lá em cima, é um livro ótimo, o melhor até então. Os personagens são muito bem construídos e as famílias da história bem estruturadas. Morgenstern, Lightwood, Herondale, entre muitas outras, todas elas têm uma história própria, não são apenas citadas.
Cassandra Clare continua a série muito bem, e estou muito ansioso para ler o próximo volume, Cidade de Vidro (eu o vejo na minha estante, pego, me lembro que tenho outros livros para terminar e o volto em seu lugar. Mas logo logo eu leio, minha ansiedade não vai me permitir demorar muito para ler). 
Espero que tenham gostado, até a próxima ;D